Luto Morte

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⁠Embora a morte que deixa quase todos impactados seja só a morte física — muitas pessoas depressivas vivem à exaustão…


De tanto morrer a prestação.


Vitimando corpos que seguem em movimento enquanto o espírito já se despede em parcelas invisíveis, abatidos por uma dor que o mundo insiste em não querer contabilizar.


A depressão é, talvez, a forma mais lenta, silenciosa e medonha de luto: o indivíduo se despede de si mesmo gradualmente, sem flores, sem velório, sem alardes…


E o mais triste é que, ao contrário da morte física, essa não desperta o mínimo de compaixão — desperta julgamentos.


Às vezes, é muito mais fácil ver só fraqueza e frescura onde só há cansaço mental, e desleixo onde só há desespero, do que praticar a empatia.


Talvez um dia, quando entendermos que o sofrimento do outro também tem voz, ouçamos os que morrem devagar, antes que seja tarde demais.

⁠Nas Estradas da Distração, quase sempre a Morte convida um Bobo pro mesmo Rolê.

⁠Pelos filhos separados de seus pais — pelas Agendas, pela Morte ou pela Rejeição — rezemos ao Senhor!

⁠Embora a morte que deixa quase todos impactados seja só a morte física — muitos depressivos vivem à exaustão, de tanto morrer a prestação.

⁠Nas áreas dominadas pelo Crime Organizado existe “pena de morte”; nas dominadas pelo Crime Desorganizado não existe “pena nenhuma”.


O mais inquietante dessa medonha constatação é que ela não exagera — apenas aponta, com precisão incômoda, o espaço que o Estado abandonou.


E, quando o Estado se omite, outro poder ocupa o espaço.


Um poder que não precisa de aprovação, debate, transparência ou legitimidade; só precisa que suas ordens sejam rigorosamente obedecidas.


Ali, quem cria a regra é o mesmo que julga, executa e pune.


E quando o legislador é também juiz e carrasco, não existe o medo de falhar, porque a falha fica sob o controle de quem dita o resultado.


No outro extremo está o Crime Desorganizado — o nome mais-que-perfeito para essa máquina estatal que teme até a própria sombra.


Parlamentares que deveriam reformar leis retrógradas hesitam não por prudência, mas por autopreservação.


Eles sabem que modernizar o sistema jurídico pode acabar tocando exatamente aqueles que o administram.


Eles têm medo não de criarem uma lei ruim, mas de criarem uma lei boa demais — uma lei que funcione, que alcance todos, inclusive eles.


E assim o ciclo se repete: onde deveria haver coragem institucional, há covardia política; onde deveria haver reforma, há adiamento; onde deveria haver liderança, há cálculo.


Nesse vazio interminável de responsabilidades, o caos se instala como desculpa, o improviso vira método e a omissão se disfarça de prudência.


Talvez o maior escândalo não seja o que o crime faz — mas o que o Estado deixa de fazer.


E o crime jamais se sustentaria sem a ajuda de parte do povo, sem a força ou a conivência do Estado e seu Braço Armado.

A morte da tolerância é se valorizar e sair quando o respeito não está sendo ofertado.
Não existe presença de Deus em opções.

Bendita saudade que traz pra perto quem a morte levou pra longe.

A consciência da morte é a liberdade do homem.

Na hora da luta, você está sozinho, na hora do prêmio você está rodeado e na hora da morte você é valorizado.

☁Rascunho ☁


Então eu morri.
De morte vivida
E no meu velório, ouvi choros.
Que me enterraram em vida!
Tentei esboçar um sorriso
Por ver todos ali reunidos
Mas a morte já era minha aliada.
Pena que em vida não me senti assim
Tão amada.....⛥⋆𐙚₊˚⊹♡

Jesus morreu de forma cruel
para nos libertar de uma morte cruel.

Seria bom que todo homem buscasse divorciar-se do pecado antes de sua morte, pois, no além, para onde vão os mortos, não há divórcio.

INCREDULIDADE


A morte, por si só, nunca foi a obsessão que assombra a vida da humanidade desde os tempos mais remotos, mas sim o desejo pela imortalidade que, infelizmente, está associado ao sonho de manter a juventude eterna ligada a frescuras inesgotáveis.
Isso porque, para os incrédulos, uma vida eterna devastada pela fraqueza, pelas doenças, pelas deficiências, pelas limitações, pelo declínio do corpo e pela deterioração dos sentidos não seria senão a somatória da infelicidade com a miserabilidade, de tal forma que o sonho da imortalidade se transforma em um verdadeiro pesadelo, e a morte avassaladora passa a ser vista como um desejo.
Rosimara Saraiva Caparroz

A vida é a insónia mais longa da morte.

Na morte de um pai,
a memória insiste em
reconstruí-lo em detalhes,
as palavras, o sorriso,
o olhar, os gestos
— só para depois
deixá-lo partir outra vez.

FRASES QUASE SOLTAS

Uma vida alegre e bela é melhor que uma morte empoeirada.
O bom homem suporta a dor do amor, mas não a causa;
ateia fogo em seu próprio coração, contudo, não apaga suas lágrimas.

“Meu instrutor é caro para mim, todavia, a verdade é ainda mais cara” —
assim disse Platão à língua que o criticava.

A verdade pode ser o componente mais importante na música;
entretanto, a música é arte.
Então, depois que te tornares um artista,
precisas aprender que aceitar as críticas faz parte.

Oh, música! Tuas melodias encantadoras
tornam toda impotência suportável.

A cenestesia exposta à melodia romântica
emerge das decisões irracionais e, depois, do ranger dos dentes.

Nos voe — para onde quisermos!
Assim, a melodia sai pela janela à procura do vento.

Tu giras em uma valsa febril,
cais em uma enorme cachoeira
e lanças-te rio abaixo.

Em teus ritmos, as histórias de amor começam e terminam
na fuga e na esperança, na paixão e no significado.

Rosimara Saraiva Caparroz

"" Quero teu ouro
essência plena
como lembranças de um fogo
que nunca a morte temeu
enquanto luz
levará ao passado
lembrado nas cinzas...
de algo maior
que um dia sem querer
se perdeu

⁠”MORTE
Dói muito em quem fica.
Não tem volta, agora sei que é para sempre.
Deixa a gente com uma saudade enorme.
Quanto tempo o tempo tem?”
-diário de Pilar na Grécia

⁠Um dia após a morte dela, despertei, mas parecia que ainda sonhava. Tudo aquilo tinha a aparência de um pesadelo vivido de olhos abertos. Então recebi uma das notícias mais cruéis que alguém poderia ouvir: a garota que eu amava havia partido.


O mais doloroso é que nem ela, nem ninguém, sabia que eu a amava.


Neste momento, você deve estar se perguntando o porquê. Eu era jovem demais, ela era mais velha, e me faltava coragem para revelar o que sentia. Mas os olhos jamais mentem. Ela sabia que eu a amava, e eu também sabia que, de alguma forma, aquele amor seria correspondido.


Só que, quando finalmente encontrei coragem, já era tarde demais.


Ela estava deitada em uma cama, presa à própria fragilidade, e eu apenas observava, torcendo para que saísse daquela situação, para que eu pudesse dizer tudo o que meu coração guardava. Mas a vida foi rápida e cruel demais: em um dia criei coragem; no outro, ela já não estava mais aqui para me ouvir.


Já se passaram sete anos.


Pessoas que diziam ser amigas já não se lembram mais. Familiares voltaram a sorrir sem o peso do luto. A escola já não veste mais o silêncio da saudade.


E eu… como estou?


Eu ainda continuo a amá-la.


Continuo lembrando dela nos mínimos detalhes possíveis: em um poema, em um livro, em um filme, ou até na astronomia — aquilo que ela mais amava.


E há algo que posso afirmar com toda certeza: ela jamais deixará de existir. Nem em minha mente, nem em meu coração.


Não sei se existe vida após a morte… mas, se existir, espero poder reencontrá-la e finalmente dizer tudo aquilo que o tempo me roubou enquanto ela ainda estava aqui

“A vida existe para quem vive ele mesmo. A morte é para quem tenta viver os outros.”