F.R. Linhares
Mãe – Fragmento do Céu
Força revestida de ternura
abrigo aquecido de amor,
jardim nascido em terra dura
firmeza infundida em valor.
Quem provou o amor de mãe
do céu recebeu sabor,
uma pequena fração de mel
dentro do interior.
A Verdade é objetiva e inteligível, está escrita na estrutura do ser e da realidade. A Verdade culmina na contemplação do Bem, mas para vê-la exige-nos uma ordenação intelectual e uma purificação moral, pois Ela não é uma simples criação do intelecto humano; mas a descoberta da ordem eterna.
As dificuldades da vida exercitam as virtudes e fortalecem o ser. Pessoas virtuosas superam as pelejas, ordenam-se, organizam o corpo social e geram estabilidade para o mundo. No entanto, a estabilidade sem a disciplina favorece a decadência e a decadência no ser conduz os homens ao retorno das grandes dificuldades.
Observa-se em certos indivíduos, notável escassez de profundidade moral e intelectual, abismo paradoxal à envergadura desmedida de suas aspirações.
A pior derrota não é a que se perdeu. A pior das derrotas é aquela que revela a morte da vontade de vencer.
A filosofia erige no íntimo da alma do ser racional um santuário de sabedoria, colunas de virtudes que sustentam o homem no bem e na verdade.
A amizade não nasce da utilidade nem do prazer. O amigo faz do bem do outro uma extensão do próprio bem. Amigos são espíritos em comunhão, almas que unificadas pela virtude e pela caridade, desejam mutuamente a bondade e caminham juntas para a verdade. Assim, onde a verdade é amada, a vontade é ordenada, a virtude é vivida e Deus passa a ser o fim último. Nessa conformidade floresce a mais bela, digna, verdadeira e perfeita amizade.
