Luis Fernando Verissimo poemas Sonhos

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Seja sincero...
Não dá pra ser impecável, mas já tentou não repetir os mesmos erros!?

LCS

Inserida por luispensante

TCHÊ
No meu Rio Grande tudo é tri legal,
Alegria é vencer Grenal ,
Se perder deu pra ti.
Bolo pra nós é torta
Mexerica é bergamota,
O frio, bah! É de renguear Cusco.
Pão francês é cacetinho.
Nos CTGs* tem patrões
Barbaridade é mais do que uma expressão,
Mate é recepção com carinho.
Antes mesmo do batismo
Decoramos nosso hino,
Pois pra se chamar gaúcho
Tem que respeitar as tradições
Bem mais do que um estado,
Ser gaúcho é ter coração acalorado.
Chimarrão ao amanhecer é como doce melodia
Churrasco de preferência ao meio dia
E a noite...
Entrevero com as gurias.

Inserida por MoacirLuisAraldi

Não sabe de amor

Não sabe de amor, exceto se você já...
Ficou acordado a noite toda esperando um filho voltar da festa...
Adiou ou desistiu de um projeto pessoal para dar atenção aos seus pais, tios ou irmãos...
Sentiu a angústia intrínseca ao ouvir as histórias de um idoso, e ainda assim aprendeu com elas...
Chorou com o abandono e a tristeza de uma criança que nem conhecia e deixou de almoçar para alimentá-la...
Convenceu a família a deixar um cão de rua na sua casa por uns tempos... Tempo infinito.
Foi a um show sem a menor vontade apenas para ser parceiro...
Admitiu meio encabulado que se emocionou com o carinho de um amigo num dia em que estava de mal com o mundo...
Duvidou de Deus, mas nunca deixou de acreditar Nele e temê-lo...
Apanhou uma rosa de e acabou não entregando a quem pretendia...
Escreveu e reescreveu mais de dez vezes um poema que nunca mostrou...
Ouviu músicas românticas para provar e provocar lembranças...
Sentiu saudade...
Sentiu saudades...
E sentiu mais saudades ainda de tudo o que viveu, pois viver é construir a própria história, orgulhar-se dela e relembrar sorrindo quando as recordações povoam a mente.
Não sabe de amor...
Exceto se destinou algum tempo para vivê-lo.

Inserida por MoacirLuisAraldi

O tempo passa rápido.
Lembro-me como se fosse ontem...
Esqueci o que eu ia dizer.

Inserida por wanderleyluis

Não vejo ali um jardim
São uma porção de plantas
De matos e gramas!
Todos espalhados, e jogados pelo campo
Pois não diga isso!
Isso que diz, não é o que eu vejo!
Vejo ali belas e formosas plantas
Lindas e raras flores
Cresceram algumas sem proporção
Mas são repletas de intenção
Com alguns espinhos, eu sei
Eu sei
Mas ainda são flores
E para ser sincero, flores das quais nunca vi igual
Veja como és rico e fértil este solo!
Tudo nele floresce!
Floresce a vontade de crescer e despontar até o sol
São apenas folhas cansadas de ventos turbulentos
Mas veja como elas estão de pé e ainda florescem!
Preciso apenas adentrar este jardim
Destrancar esta porta que parece enferrujada
Arrancar as mudas que inibem o crescimento dos frutos!
E Regar, regar todos os dias
Até mesmo nos de chuva!
Ei! Não deves tu ir até lá jardineiro!
Veja suas mão!
Cansadas, machucadas
Não, pois para este jardim, minhas mãos serão repleto trabalho
Repleta dedicação
Nunca vi tamanha riqueza e vontade destas plantas em atingir o sol
Nunca tive tanta vontade em colher os frutos, como me imagino colhendo os desta árvore!
Mas e suas mãos?
E as mudas? Os espinhos?
Estas são as consequências ao adentrar o jardim
De cada planta que aparo
Posso criar uma bela paisagem
Ou uma imagem desconexa
Posso sangrar um pouco
Mas posso ver as flores desabrocharem
E isso
É apenas no começo......
Essa é a relação de regador x jardim
Em que regando
Hora sou regador
Hora sou jardim....
Em que no fim
Encosto-me na mais bela árvore
E de lá assistirei ao pôr do sol
Todos os dias da minha vida.

Inserida por luisrtr

“Toda mulher quer um cavalheiro na cama e um valente na sociedade!”

LCS___ENJ

Inserida por luispensante

Verdade

Sem verdades todo poema é triste,
O passar dos dias condena,
Nenhum poeta consciente resiste
Não é ator pra representar na cena.

Por isso a verdade foi decretada
Ninguém pode ficar indiferente,
Um só bloco de pessoas animadas
Contagiando toda a gente.

Pipocas, sorvetes, chocolates,
Pincéis na tinta formando aquarelas,
Poemas coloridos em verdadeiras artes
Belezas reais em todas as janelas.

Crianças transbordando pureza
Um só sorriso, uma só cidade,
Cenários humanos de profunda beleza
Verdadeiros poemas de solidariedade.

Inserida por MoacirLuisAraldi

O dia tinha olhos de nunca mais
e nuances de caminhos escuros.
Ângulos desconhecidos
de um túnel sem fim.
contudo não dá pra fraquejar
nem fechar as portas do entendimento,
muito menos correr angustiado e vazio,
pois não se pode represar, na vida
o próprio rio.

Inserida por MoacirLuisAraldi

A ilha se movia
Alcança-la eu queria,
mas o navio se moveu
e minha fantasia desapareceu.
Afoguei-me no cais
Alto mar nunca mais.

Inserida por MoacirLuisAraldi

Se não vejo
Não aprecio, não torno real.
Se não vejo,
Fujo do verso,
Escondo-me.
Assim não vou ser lembrado,
Nem vou lembrar.
Se na vi, não vivi.
Portanto não existiu.
Só há vida no que se vê
Ainda que não se enxergue.

Inserida por MoacirLuisAraldi

A janela mostrava-me o mar.
E eu sentia a maresia,
Voar eu queria
Só arrisca quem sabe nadar.
Não nado,
Não tudo.
Neste meu minúsculo mundo,
A grandeza do oceano
É onde mergulho alguns planos,
Pra nada, nem pra nadar me serve o mar.

Inserida por MoacirLuisAraldi

Entre a vida e o litoral
Deve haver bem mais
Do que leveza, brisa, beleza,
Mistérios e mar.

Inserida por MoacirLuisAraldi

Se saíres de mim onde passarás a noite?
Não se dorme em águas estranhas.
Mantenha a mala cheia de poeira
Deixe os perfumes na penteadeira
Desfrute a espuma densa na banheira,
Coloque o pé na agua morninha.
Acomode-se ao meu lado,
Lá fora só o vento escuro
Zunindo nas costas do muro.
Ao fundo o mar e sua selvagem maresia
Ouça a canção escolhida,
Sirva o champanhe da nostalgia
Alegre-se até clarear o dia.

Inserida por MoacirLuisAraldi

Madrugada
Passou pela meia noite,
duas meias noites
que semeias,
meias luas
luas e meias.
Pensamentos
fazem zunir as orelhas em
noites de contar ovelhas.
Enquanto o sereno
repousa sua leveza nas telhas.

Inserida por MoacirLuisAraldi

Partida

Preciso ir. Já escureceu.
Papai deve estar preocupado e
Mamãe angustiada.

Agora que tudo se inverteu
Tem noites que acordado
Sinto que a vida e danada
Sem eles, quem não dorme sou eu.

Inserida por MoacirLuisAraldi

Falta-me a loucura
Não forço a fechadura
Tenho medo...
Falta-me a loucura
Falta-me o hábito.
Gosto da última olhada,
Do barulho da chuva
Na pré-partida.

Continuo pregado
Movimentos não me motivam.
Prevejo uma laguna enferrujando...
Sem merecer,
Sem glórias pra viver.

Nem um passo
Nem covardia.
Insano...
Medito já sem voz,
Onde encontrarei,
Neste mundo algoz,
Um poema pra morar?

Inserida por MoacirLuisAraldi

Superlativo

Ainda farei um verso nobre,
Que seja leve como a folha outonal,
E saboroso como as frutas do quintal.

Que atropele do caminho a escuridão.
Que seja rápido como raio que se fez.

Que não tema a morte,
E que se acomode nos braços da vida e da paz.

Que seja superlativo como sonhos infantis,
E real como a geleia é.

Que seja a estrada da busca
E o melhor ancoradouro de destinos.

Que não tenha serventia se não puder ter,
Que não seja jardim nem rosas se não der pra ser,
Mas que contemple em cada um
O fascínio encantado de um novo amanhecer.

Inserida por MoacirLuisAraldi

Somos o tempo. Somos a famosa
parábola de Heráclito, o obscuro.
Somos a água, não o diamante duro,
a que se perde, não a que repousa.
Somos o rio e somos aquele grego
que se olha no rio. Seu semblante
incerto se espelha na água mutante,
no cristal que espelha o fogo tropego.
Somos o vão rio predestinado,
rumo ao mar. Pelas sombras cercado.
Tudo nos diz adeus, tudo nos deixa.
A memória nos imprime sua moeda.
E no entanto há algo que se queda
e no entanto há algo que se queixa.

Inserida por katiacristinaamaro

A deriva...
O dia foi-se em chamas
Gordurosas...
Extintas a gás carbônico.

Entre sem relutar ó noite branca
Embalada pelos ponteiros lacônicos...
Implacáveis...
Devastadores.

A espuma no copo e nos lábios é
Mar recomeçando em mim.

A deriva...
Não valho nada.
Sou pobre,
Descrente, imperfeito, imundo.
Não vivo... Vago...
Vagabundo.

E tenho o agravante oceânico,
Incorrigível...
De crer em versos
Dominando o mundo.

Inserida por MoacirLuisAraldi

Se o poema fosse barco
A caneta seria o remo
A folha seria o mar
E a poesia...
Seria com é
Pois o poeta
Cria o cenário
Metafórico,
Imaginário
Como quiser.

Inserida por MoacirLuisAraldi