Logo ali na Proxima Esquina
Quero aprender aquilo que vai além do ensinado, pois ali é que mora o segredo do sucesso! Ou você acha que andam ensinando por aí como ter sucesso?
Talvez,eu seja uma otária por te amar tanto assim,aquela boba,que sempre está ali do seu lado,que nunca te abandona! Aquela que se você chorar,sempre estará ali para te acalmar,aquela que sempre vai ser a seu favor,aquela que sempre será,só,sua.
Escapou ali então um beijo sussurrado ao vento
Palavras tão doces quanto a Dona Moça
Tinha uma risada tão única
Como quem compôs sozinha
Ela sorria doce como quem solta frases bonitas
Distribuía beijos na ventania
Nada que precisasse ser dito
Enquanto cada relicário meu se acomodava a ela
Escapou ali as minhas epifanias e o meu mal de poeta
Ela sorriu
Eu deslumbrei nos seus olhos
Eu quis migrar em seus braços
Ela falou baixo em francês
Um Je T'aime que não se lê por aí
Escapou ali então a alma perdida
Que não se encontra em qualquer mesa de bar
Do vinho tinto com gosto de cerveja
O corpo pedindo um porre de qualquer coisa
Naquele instante surgiu a certeza
Do amor que não precisa ser dito
Que o importante é esperar
Esperar alguém tropeçar na sua vida
E encontrar a paz
No sorriso de outra pessoa
Sentia mesmo que era mesmo diferente
Sentia que aquilo ali não era o seu lugar
Ele queria sair para ver o mar
E as coisas que ele via na televisão
Juntou dinheiro para poder viajar
E de escolha própria escolheu a solidão
(Faroeste Caboclo)
Acordei disposto a terminar.
Pensei e repensei todos os motivos e já não tinha mais motivo para ali estar.
Odeio amar a mulher da minha vida
Para todos os motivos contrários
É Bipolar e distraída
Ela tirava o meu sossego, me deixava irritado
Quando podia estar tranquilo, me deixava mais cansado
Quando tinha oportunidade, falava o que queria
E quando já era tarde, ela se arrependia
O orgulho era tanto que não podia se desculpar
Ou eu falava várias vezes pra ela poder notar
E ainda tinha horas que se achava na razão
De dizer o que queria só por conta da chateação
Ciumenta eu nem comento
Mulher bonita era problema
E pior se fosse amiga
Ela fazia uma cena
Falava de casamento e eu ainda não queria
Ela achava ruim, brigava comigo
E quando já era tarde, ela se arrependia
Mal deixava eu falar:
"Mas amor, entenda..."
"Eu ainda não terminei, F."
"Mas amor, entenda..."
"Eu ainda não terminei, F."
"Mas amor, entenda..."
Então agora você vai falar.
Sozinha, fichinha.
Eu era tão novo para encher minha cabeça
Com tanta mulher no mundo
Eu ia esquecer ela
E ela que me esqueça
Ela me esqueceu e eu lembrei
Das vezes que precisei
De quando eu chorei
Dos momentos que passei
E ela esteve comigo
Lembrei dos encantos
Lembrei dos passeios
Lembrei das promessas
Lembrei dos anseios
De quando me confiou seu corpo
De quando ela me pegou pela mão
Como eu nunca soube mais o que era
Bater mais forte o coração
Agora eu queria que ela me quisesse
E até voltar no tempo se eu pudesse
Poderia estar feliz com outro alguém
Mas não consigo
Poderia ter tentado mas uma vez
Mas eu não fiz
Eu lembrei do dia em que ela disse que era a última
E eu não acreditei.
Como eu poderia se não estava feliz?
Agora eu me arrependo,
Não do que passamos,
mas do que eu nunca vou saber que é
Ser o seu homem e tê-la como mulher
Ela nunca mais me olhou do jeito que eu sempre quis que continuasse me olhando
E eu nunca mais soube o que era melhor para mim
Eu sinto falta dela
Linda, engraçada, generosa, divertida
São algumas das qualidades
Da mulher da minha vida
F., Onde você estiver, saiba que te amo
quando.eu.chegar.em.sua.casa.espero.deitar.no.seu.colo..sentir.que.fui.feito.pra.ficar.ali.,,,,,,,seus.olhos.me.recebem.sem.descriminação
Eu conheci o amor verdadeiro. Olhei para o lado e ele estava ali. Minha esposa. Demorei 24 anos para olhar para o lado. Graças a Deus o enxerguei a tempo.
É que as vezes o desespero nos tira a razão e a exposição é inevitável, e por um segundo, todo o alicerce que sustenta a frágil segurança é tomada pela angústia do que te falta, levando o real em ato passional que a consciência não mede consequência a pagar.
Campos...
Olhando a vida,
através da janela,
foi por ali
que um sonho voou
e nunca mais voltou.
Perdeu-se de amores
pelos campos
por onde andou
e certamente a saudade,
ainda não o encontrou.
by/erotildes vittoria
"O caçador de emoções e a jovem mãe"
Ela estava ali sentada amamentando seu filho.
Meus olhos viram duas necessidades: a necessidade de ser amparado e a necessidade de se doar. Um encontro bonito e perfeito que de longe eu fitava admirado.
Absorto naquela realidade que discretamente eu contemplava; refletia sobre a mágica do amor que transcendia a rotina do cotidiano.
Meus olhos pararam para olhar aquele quadro vivo pintado sobre a tela da vida.
Em silêncio eu assistia o fluxo natural e ininterrupto do amor entre mãe e filho. Aquele sentimento maternal deixava a jovem mãe mais bela e radiante enquanto a criança transmitia a sensação de se estar segura e feliz no colo da mãe.
Que sentimentos eram aqueles que naturalmente transbordavam do semblante daquela mulher?
Poderia existir no mundo sentimento mais nobre e verdadeiro?
Minha alma permanecia em silêncio e meus olhos acompanhavam os gestos delicados daquela jovem mulher que embalava em seu colo seu filho tão amado.
Após alguns minutos ela levantou-se e partiu para sua vida comum sem se dar conta de que eu, absorto em minha contemplação, a levaria comigo para todo o sempre na memória do meu coração.
Pois como um caçador de emoções estava eu ali diante do maior mistério da vida: o sublime e inexplicável Amor de mãe!
Sim, de fato a igreja é um hospital, muitos tratam suas desilusões da alma ali perante todos. Mas estou cheio de pregações focadas em prosperidade, materialismo e propostas de bençãos.
Ali, o a luz que penetrava pelas brechas da cortina rasgada, madrugada de Agosto, inverno de 1939.
Talvez não fosse a melhor opção continuar olhando para aquela luz fraca, por algum motivo, ela me fazia lembrar. A fumaça marrom café que se estendia pelo ar, marcas e pegadas na neve branca e a lama seca nas janelas da locomotiva. Tentei desfazer o nó que se formou em minha garganta, as mãos e braços gelados de minha mãe me cercavam, meus olhos mórbidos fitavam a paisagem branca multicor que mudava conforme o bater das rodas. Todos ali dentro, eram diferentes, porém iguais. Nos primeiros assentos, uma senhora que aparentava mais de 60 anos, usava a janela de encosto, uma mulher deu o colo para um de seus três filhos, enquanto os outros se apoiavam em seus ombros cobertos por um tecido fino e lã de seu cachecol. A seguir, um senhor que segurava nas coxas um acordeom, a seu lado estava uma pequena maleta cor de areia que caía aos pedaços, no banco em seu lado, um casal Comunista, ela segurava uma vasilha com fatias de bolo, ele segurava a gaiola de um papagaio, que já nem mais falava. O resto da população ali presente era composta por judeus ou contrários ao partido nazista. Eu era um deles, Liore. No meu banco estavam uma menina pálida de longos cabelos marrons, e olhos verdes, que se escorava na mãe, cujo as características eram as mesmas, e segurava textos em folhas de papel amareladas, os mesmos escritos em hebraico. Esse banco como já disse, era o meu, a menina, era eu.
Vi um banco vazio, mas não sentei, porque se sentasse ficaria horas ali, chorando. Chorando por um amor que ainda nem era meu.
O maestro...
Essas ondas,
resolveram brincar de surpreender
a quem ali estivesse.
Quem dera, eu pudesse
ser uma delas,
me apresentar sem medo
e com minha coragem,
dançar com precisão
para aquela multidão de gotas
que se juntaram,
aplaudiram e deliraram
ao som da orquestra
desse maestro tão especial,
o mar.
by/erotildes vittoria
Sentir-se em estado de aconchego é fincar raízes, pois no fundo queremos elas ali onde darão flores e frutos, onde o terreno é ideal para elas. Há sombra, Sol, água, vento na medida ideal dos desejos de vida da planta que virá.
A garrafa de vinho permaneceu alí durante muito tempo sem ser tocada e sua qualidade apenas melhorou. Seguir o mesmo exemplo não me traria prejuízo... se for por mim, minha paciência irá durar uma eternidade. Se a qualidade piorar, paciência em dobro.
Sua cadeira vazia. Eu vi, eu pensei, eu imaginei. Como seria sem você, sem você ali todo dia, na sua cadeira, longe e perto de mim, sem me dizer um nada, me matando apenas com seu doce olhar. Mil palavras, mil coisas, vieram em minha cabeça, e por muito tempo imaginei, como seria sem você. Olhava sua cadeira, e via, sonhos, tempos perdidos, minutos jogados fora, via infelicidade, via a frieza. Alguém pode me explicar, como sentiria tanta falta de alguém, na qual só converso virtualmente. Foi ai que eu percebi, que o seu silencio, sua timidez, sua presença, me faz bem.
