Logo ali na Proxima Esquina
Sentir-se em estado de aconchego é fincar raízes, pois no fundo queremos elas ali onde darão flores e frutos, onde o terreno é ideal para elas. Há sombra, Sol, água, vento na medida ideal dos desejos de vida da planta que virá.
A garrafa de vinho permaneceu alí durante muito tempo sem ser tocada e sua qualidade apenas melhorou. Seguir o mesmo exemplo não me traria prejuízo... se for por mim, minha paciência irá durar uma eternidade. Se a qualidade piorar, paciência em dobro.
Sua cadeira vazia. Eu vi, eu pensei, eu imaginei. Como seria sem você, sem você ali todo dia, na sua cadeira, longe e perto de mim, sem me dizer um nada, me matando apenas com seu doce olhar. Mil palavras, mil coisas, vieram em minha cabeça, e por muito tempo imaginei, como seria sem você. Olhava sua cadeira, e via, sonhos, tempos perdidos, minutos jogados fora, via infelicidade, via a frieza. Alguém pode me explicar, como sentiria tanta falta de alguém, na qual só converso virtualmente. Foi ai que eu percebi, que o seu silencio, sua timidez, sua presença, me faz bem.
Não há mais livros pra ler, não há um numero na lista pra ligar, o humor depende das dividas, me alimento com o que eu tenho que pensar, minha moda passou a ser roupa compostas, mas de tudo o pior é ter horar pra acordar.
...e se a felicidade existe
ela está ali, pertinho do ar
que se inspira junto
da pessoa que se ama
quando se olham nos olhos.
NÃO DEVIAS
Ao mexer em alguns livros antigos na biblioteca,
Revi mais do que as traças que ali moravam, já
Que achei meus textos, ainda totalmente presos
E sonâmbulos ao nosso contexto, pois traziam a
Insônia, sem parcimônia, na história da memória
Triste do fim que existe em mim, do que vi depois
Que de nós dois partiste e sequer a dor repartiste.
E te confesso que ao reler senti doer, corroer, já
Que em mim segue triste o nosso fim, pois virou
Saudade o que foi de verdade e lembrança sem
Chance de herança sequer na esperança de tudo
O que vivenciamos e covardemente renunciamos,
Quando nossa união virou separação e corremos
Perigo, quando frontalmente nós viramos inimigos.
Eu sei que vais dizer que valeu, que durou o que
Tinha que durar, mas desculpe-me, pois não quis
E nem por merecer fiz, até porque até hoje quero
Entender por que na minha vida chegaste, se não
Era pra afetivo, efetivo ficar, por que terna paixão
Promoveste com tão belo e eterno ritual, se sabias
Que um dia terminaria, por que começaste afinal?
Juro que ainda não compreendo e saibas que me
Alimento das feridas que vou lambendo e que só
Assim, só, vou sobrevivendo, mas não querendo
Jamais, de forma alguma entender e aceitar que
Topaste igualmente nos prejudicar, já que ao me
Separar de ti quem mais amava perdi e perdeste
Quem mais te amaria e que muito mais pretendia!
Guria da Poesia Gaúcha
Você encontra a felicidade quando reconhece que tudo que você sempre quis estava ali , você. A ironia é estar só e se sentir completa .
...e depois de tantas delicadezas, ele lhe ofereceu algumas pequeninas flores, colhidas ali mesmo no jardim...
...ela, numa timidez insinuante, colocou uma das flores, a mais vermelha, entre o decote e sua pele macia...
Estava feito o convite!
mel - ((*_*))
Ali, naquela chuva, quando os olhos de um se encontraram nos olhos do outro, perceberam que se esperavam por muito tempo, por vidas talvez.
De todos os rapazes que eu tinha visto ali, naquela manifestação, ele era o mais entregue, parecia um filósofo platônico, sabia se portar, tinha umas coisas que fazia a gente não tirar os olhos. E quando o vi, em meio àquelas fumaças de gás lacrimogêneo, mesmo sendo tudo muito rápido e assustador, tive certeza de que havia sido feito unicamente para ele.
Foi quando eu me perguntei o que eu estava fazendo ali, tão longe dela e do melhor abraço do mundo. Foi quando, olhando ao meu redor, não enxerguei nada que me completasse e senti vontade de sair correndo, dirigir até a casa dela e derrubar a porta. Foi quando eu senti que o amor, ignorando qualquer tranca que eu tenha colocado no meu coração, quebrou a vidraça e entrou pela janela.
Caminhei pelas veredas do inferno. Enquanto ali me encontrava em busca da saída, minhas ações vinham á minha mente. Um misto de angústias, arrependimentos, culpas, se faziam presentes dentro do meu ser. O ar insuportável e sufocante ofuscavam-me a visão bem como me causavam náuseas e faltar de ar. A pergunta que atormentava minha mente, era minha agóis companheira : o que que eu fiz de errado? Continuava eu a procura de uma saída, e já exausto, ofegante, confuso, sem esperanças; já um pouco à frente um imenso portal se abria. Juntamente com esse portal um ser imenso de uma luz intensa, empunhando uma lança apontada para minha direção transpassava-me o coração. Não foi dor que senti naquele momento, mas sim como se algo exvaísse de dentro de mim. Conclui : morri ! Acabou-se todo meu tormento ! Enquanto isso a lança era retirada de dentro do meu coração, e percebi que ainda me mantinha de pé. O imenso ser repousando a lança ao seu lado disse-me : Não procure a perfeição, nem tão pouco respostas que não existem, apenas se perdoe arrependendo-se daquilo que te faz mal. Tornar-vos ei um novo ser com esta feita. Aos poucos a luz que acompanhava o imenso ser foi se dissipando. Fiquei estático, nada disse, pois diante de mim , com a luz não mais presente, estava eu mesmo, tal qual um reflexo no espelho. Antes de ir embora aquele ser disse-me : este diante de ti sois tu agora, aquele que transpassou a lança em vosso coração; sois vós após se perdoar. Uma porta se abriu diante de meus olhos e vislumbrei a saída daquele lugar.
J A S Oliveira
Joguei minhas esperanças da janela do quarto andar, pois fazia tempo que ficava ali, a te esperar. Fechei todas as janelas, pois já não me importava mais com você. Oh meu amor! Cansei de te querer!
O Dia
Já estava tão escuro o dia
Escuro por quem ali passava...
O dia era tão claro
Que escuro era as pessoas que ali passava...
Mas por ali ninguém passava
Porque ali era escuro
Afinal,já estava claro o dia que era escuro
Mas,já estava claro,
Claro por quem ali passava
Já estava escuro o dia que era claro.
Não existimos
Eramos dois amigos
Amigos que por ali brincavam
Brincávamos de ser amigos
Íamos e vimos
Ate um dia não íamos mais.
Não viemos porque não íamos
Afinal, brincávamos de ser amigos
Eramos dois amigos
Até não íamos em lugar nem um
Brincávamos de ser amigos
Afinal, como toda brincadeira, só imaginávamos.
Por que não existíamos.
