Logo ali na Proxima Esquina
Poesia...
Em cada detalhe, há uma poesia e em cada esquina, há sempre o novo que nos espera.
by/erotildes vittoria
Quero te encontrar à beira do mar, em qualquer caminho, ao virar da esquina , numa esplanada qualquer, por mim tudo bem...
Se eu te puder ver de longe,me alegro, mas melhor seria ver-te de perto...
Tudo bem se prosseguir viagem, só espero te encontrar um dia, em qualquer segundo dum minuto que esteja na hora certa...
A vida
Sabe amor, a vida é tão preciosa
Mas não para e nem espera.
E passando numa dessas esquinas da vida
Lembrei daquele encontro,
Tão breve e tão lindo...
Então pensei: Bem que a vida poderia ter parado...
E esperado nosso sonho acontecer de verdade!
Perfeita Sintonia
Nas linhas irregulares que se cruzam
Na inesperada esquina da vida
O mistério do encontro de um amor
Que esteja além da sensibilidade e do verbalismo.
Olhares cheios de mistérios
Silêncios que se declaram
Na magia envolvente do amor
A presença de um contato autêntico e verdadeiro
E a fina ponta de nossa alma.
Um silêncio cheio de afeição
Toques que sabem conversar
Unicidade de almas, corpos e mentes
Em uma perfeita sincronia.
Um mar nervoso formado por pessoas a cada esquina, indivíduos já esquecidos, deitado, jogado, atirado. A cada papelão jogado ao chão, uma história pronta a ser lida.
Vamos poetizar o mundo, encher cada esquina com estrofes, cada calçada com pequenos versos, vamos fazer o mundo acreditar na poesia, pessoas compondo suas poesias ao fim da tarde, suas poesias que se tornam músicas, que junto ao som do ar é passado à todo o mundo, e ao fim de tudo as pessoas se tornam um pouco melhores, por estarem convivendo em sintonia com a poesia...
(Vamos poetizar o mundo)
A saudade não tem hora pra surgir, talvez seja o tempo de virar a esquina, os lábios se separarem e o abraço ficar só.
Conheci você na esquina da rua
Eu sorri antes mesmo que eu ouvi falar
posso aceitar que estamos a envelhecer
Mas eu acho que é apenas a maneira que tem que ser.
Eu me perguntava como você ainda me lembrava
Eu ouvi que você se estabeleceu e que você se casou com alegremente.
Você se lembra quando eu te disse
Que eu te amo para o fundo do mar?
Sim, eu sei, eu sei que acabou
Mas eu acho que é apenas a maneira que tem que ser.
A morte é vazia, sem sentido, não perdoa, e anda a vagar, nem mesmo eu sei em que esquina vou beija-lá.
Tão distante de você,tentado te encontrar em cada esquina que eu passo,tentativas em vão...
Sou só eu e a solidão na rua...
Tudo me lembra você,me faz pensar...
Cada esquina que eu cruzo escutando minhas musicas imaginando você...
Meu pensamento as vezes vaga longe pensando em você...
Sinto saudade de sentir o seu toque,sua boca...
E uma lágrima escorre dos meus olhos a cada momento de lembranças...
E toda a noite a saudade bate na porta e junto com ele o sofrimento...
Eu amo você...
Você é inesquecível,imprevisível...
Meu coração so quer voce pra amar...
Eu sem você não dá pra imaginar...
Só queria ser tudo pra você,e que você não conseguisse mais viver sem mim,como se a sua vida dependesse de mim...
Mas infelizmente não fui especial o suficiente...
POR ACASO
E se por acaso, eu não te encontrar
Envelhecido, sentado eu na esquina
Do tempo, com um disperso tal olhar
Poetando mesmices pra dar propina
A ilusão, por não contigo assim estar
No coração, na emoção e na paixão...
E se por acaso neste exato momento
Perceber que rápido passou e, então
Palpitar saudade sem ter um fomento
De esperança, que acredite na razão
Do ainda é possível ter tal sentimento
E que não seja só uma mera presunção
E sim, o que importa, ter no argumento
Da vida, valia com total determinação.
Se por acaso...
Não advir, tentei e, despido será o contento.
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
Amável amor, encontrei-te na esquina; juntando minhas migalhas... Hoje resta-me ainda por prelúdio a solidão, já que sou do pó por confissão.
E em cada esquina há pedras, flores, dores, sabores e cores, essa mistura que enfeita a vida, ou faz a gente tropeçar e não querer levantar com medo de cair outra vez.
erotildes vittória
Moça bonita.
Moça vendida.
Moça que trabalha de noite e de dia, rodando a bolsinha na esquina.
Moça que fica com a boca rosinha e com as pernas doidas do movimento intenso do ato que excita.
De repente
Eis-me numa esquina
Da minha existência
Sem saber o que fazer
Nem que direção tomar
Assim, tão de repente
Não mais que de repente
Tudo se desfez enfim
Diante dos meus olhos
O que parecia ser
O raiar do dia
Trouxe a escuridão pra mim
Quando amanhecia
Quis mentir para viver
O que era de verdade
Desejei me esconder
Pra ter liberdade
Diante desta sina
a resiliência
O que me restou fazer
A não ser me conformar?
Fiz-me displicente
Nada inocente
Do que eu sonhei pra mim
Sobraram espólios
O que parecia ser
Um gesto de zelo
Fez tudo desvanecer
Virou pesadelo
Não dá mais para mentir
Pra ninguém, nem para mim
Nem sei como reagir
Só não quero pôr um fim
Sim, devo admitir
Cansei de omitir
O que sinto aqui dentro
Sim, para quê insistir
Disfarçar ou fingir
Esconder meu lamento?
Sim, cansei de dizer não
Para o meu coração
Que já bate mais lento
Sim, ainda estou aqui
E espero prosseguir
E estar sempre atento
Sim, devo me permitir
E assim conferir
Até onde aguento
Sim, possa o céu se abrir
E minha vida cobrir
De perdão e alento
Peguei teu beijo jogado numa esquina da minha memória! Guardei-o numa caixinha onde guardo os meus desejos mais deliciosos! Abro sempre e pego para mandar a saudade embora e alimentar minha imaginação mais fértil...
No passado uma alma perdida...eu sei
Sem rumo, desamparada....há vagar
Em uma esquina...Teu amor encontrei
Fiquei leve....flutuava, em vez de caminhar
Um amor inexplicável...que contagia
Meu sofrimento aniquilou
Teu amparo....sim....sentia
Sabiamente, sussurrando, me alcançou
Novos caminhos....traçou
Senhor, guia-me....aqui estou
Letras Em Versos de Edna
na esquina do cerrado
com a sequidão
me perdi calado
me vi na imensidão
me tornei alado
na abstração
na poesia
na imaginação
da noite vazia...
Virei um sobrevivente
me vesti de fantasia
a lua tornou-se confidente
enquanto ruminava ousadia
de uma solidão presente.
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Maio, 2016
Cerrado goiano
