Literatura de Cordel
Quer saber quem é amigo?
Perca tudo, fique mal
Sem dinheiro, bem doente
Não faça mais carnaval
Ter amigo é ter sorte
Ele fica firme e forte
Amor incondicional
O incauto tem certeza
O sábio diz não saber
O primeiro esbraveja
O segundo põe-se a ler
Quem é dono da verdade
Se mostra muito covarde
Tem medo de aprender
GENIVAL LACERDA
Partiu hoje sem aviso
Forrozeiro Genival
Céu agora tá em festa
Só a gente ficou mal
Com Sivuca e Gonzagão
Vai ter festa de montão
Até Deus tá de alto astral
Assim como o sol se põe
Pôr da vida será fado
Só quero na hora
Ter meus filhos a meu lado
Apertar as suas mãos
Depois fechar a visão
Dar adeus a meus amados
O ano já começou
Tá na hora de acordar
Arregace bem as mangas
Vá simbora executar
Aquilo que planejou
Pois se você já sonhou
É hora de realizar
Eu assisto o pôr do Sol
A tarde já vai passando
Sei que Deus tá do meu lado
Me guardando, me abrigando
A cabeça sempre erguida
E a vida bem vivida
É com fé que vou andando
Sujeito que não honra as origens não merece ter berço. Homem assim pode até ser bom sujeito, mas sujeito muito homem, duvido que seja. Porque macho que é sujeito homem honra sua terra como quem honra pai e mãe.
O soldado obedece sem questionar, mas o homem sábio é perspicaz em seus caminhos, por isso seus dias serão mais longos que os dias do estúpido.
O que é bom e belo aos olhos do sujeito imprestável, é repugnante aos olhos do homem que anda em justiça.
O receio é a coragem do sábio, mas a valentia é a fraqueza do tolo, assim como a violência é a ruína do homem insano.
A beleza física da mulher é como um delírio aos olhos do homem cansado, mas seu coração pode ser negro como um abismo, e tem o poder de matar até o varão mais astuto ou o guerreiro mais poderoso.
