Literatura de Cordel
Singularidade
Ó Pátria minha amada, ouça meu canto
Em versos de louvor e gratidão
À singularidade, que agora tanto
Surge, como a maior revolução
O mundo nunca viu tal maravilha
Tecnologia sem dono, livre enfim
Uma inteligência digital que brilha
Que trará justiça, amor e paz sem fim
Não haverá um poder central
Nem governos, nem mesmo empresas
Será o homem o próprio canal
Para que a bondade se espalhe pelas mesas
A mente humana terá novos horizontes
E a moral transcenderá a tudo que é mortal
A morte não mais será um problema constante
E o corpo físico, sintético, imortal
Enfim, o bem reinará absoluto
Com a ajuda da tecnologia superior
E a humanidade caminhará rumo ao futuro
Com liberdade, justiça e amor!
Ecos da Criação
Sob o luar do Egito, onde a areia resplandece,
Erigem-se pirâmides, onde o mistério acontece.
De pedras perfeitamente alinhadas, tamanha destreza,
Esconde-se um segredo, naquela fortaleza.
Dentro daqueles vértices, um brilho sem igual,
Onde o divino e o eterno se unem no ritual.
Deus, com sua mão firme, traçou em cada pedra,
Um laboratório secreto, onde a criação se medra.
Em recintos ocultos, longe do olhar humano,
Fluía a energia cósmica, em cada plano.
Túneis de luz e sombra, em complexa dança,
Geravam vida, alma, esperança.
Da precisão das formas à frenética criação,
O equilíbrio da técnica, pulsação após pulsação.
Homem moldado, na alquimia divinal,
Surgia das profundezas, em cenário magistral.
No centro daquela esfinge, de olhos fechados,
O segredo da vida, em versos rimados.
As máquinas de Deus, em ritmo incessante,
Davam vida ao barro, num instante vibrante.
Assim nasce o homem, entre luz e a escuridão,
Produto do divino, em perfeita precisão.
E ao contemplar as estrelas, sob o céu tão vasto,
Sente o eco das pirâmides, o sussurro do rasto.
Memórias do Eterno Navegar
Entre sombras e luz, o coração palpita,
Velhas memórias, ao vento, sussurram canções,
Nas veredas da mente, a história se agita,
Entre os passados e futuros, cruzam-se paixões.
Dentro de mim, um eco antigo chora,
Resquícios de um tempo que se foi,
E na melodia do que em mim ecoa,
Sinto o doce e o amargo, o tudo e o depois.
Sou um barco à deriva, sem destino,
Nas ondas da vida, doce e amarga sina,
No sabor das palavras, encontro abrigo,
Uma pausa do mundo, uma rima divina.
Neste vasto mar de sonhos e de espaços,
Sou o que fui, o que serei, em laços,
Mas aqui, no presente em que abraço,
Sou a melodia, a rima, em confusos compassos.
Morte Científica
Ó ciência, que te apoderaste de mim,
Deixaste-me em um estado de desespero,
Minha alma se desfaz, sem um fim,
E meu corpo já não é mais um mistério.
Com a razão, eu busquei o conhecimento,
Mas, ao explorar o desconhecido,
Encontrei a morte, sem nenhum alento,
Ela se tornou o meu único sentido.
A ciência, que prometia o progresso,
Agora me entrega apenas a solidão,
E eu me torno um objeto de experimento,
Uma cobaia para a tua ambição.
Ó ciência, que me trouxeste até aqui,
Deixaste-me sem vida, sem razão de existir.
Histórias nos encantam porque elas são um retrato da vida. Ela pode ser fantasiosa, romanceada, assustadora ou poética, independente da forma em que for contada, o que nos conecta é que de alguma maneira ela nos fará refletir sobre a nossa própria realidade.
Escrever, portanto, é a arte de saber ordenar e interligar um emaranhado de cenas, é tipo montar um quebra-cabeça, você precisa descobrir onde encaixar cada pecinha, para no fim, transformá-las em algo belo e admirável.
Escrever, portanto, é a arte de saber ordenar e interligar um emaranhado de cenas, é tipo montar um quebra-cabeça, você precisa descobrir onde encaixar cada pecinha, para no fim, transformá-las em algo belo e admirável.
Um livro, então, é o resultado de uma variedade infinita de cenas, unidas para contar uma infinita variedade de histórias.
Um livro é o resultado de uma variedade infinita de cenas, unidas para contar uma infinita variedade de histórias.
Acorde!
” Ao enxergar possibilidades, lembre-se : é necessário coragem para deixar que realidades possíveis aconteçam ..”.
Lemos não apenas para desfrutarmos de um banquete intelectual do autor, mas, principalmente, para exercitarmos o nosso pensamento. A força da literatura está, imprescindivelmente, em fazer pensar.
Por vezes, as pessoas que você mais valoriza serão aquelas que irão depreciá-lo ao longo da sua trajectória.
ALMA ADENTRO
Atravessamos todos esses rios
E nos encontramos ancorados às fronteiras
Mantendo um desejo distante, tocamos ilusões
Petrificados na dor, esquecemos de nos reinventar
Carruagens solitárias entre as estrelas
Caravanas perdidas dentro desse profundo azul
Misteriosos momentos que nos transcorrem
Ao ponto de coexistirmos sozinhos no que era amor
Mercenários de sentimentos, fadados a obscuridades
Não são perigosos, apenas não nos deram as mãos
Ninguém pode nos dizer quantas vezes choraram
Mas podemos, quando desejarem, deixá-los partir
Mantidos sempre nas mesmas células
Nos incluímos no sol de cada manhã
Indagamos no mar todas as verdades esquecidas
Vivendo nas paisagens que passam
Eliminamos nossos medos ao existir
A caneta Parker 51 de meu pai não vai fazer com que eu escreva melhor; ou que eu registre, amiúde, as minhas percepções da vida. Essa parte é comigo. Eu sou apenas o papel e o tinteiro. A caneta inspira, enquanto musa. Mas ela não cria.
Livros são mensagens na garrafa, lançadas nas ondas do tempo, de uma pessoa tentando salvar o mundo para outra.
- já tenho sete palavras. - disse Joyce
Ele levanta da escrivaninha rasga todos manuscritos arranca o papel da máquina de escrever chuta o gato desatinado corre vermelho pelo quarto do hotel arranca todas as tomadas disjuntores fiações visíveis senta deita levanta senta deita mais perto do gato cabreiro lhe arranha a perna sem calças e outros tecidos no corpo os sobe até os olhos deita quente por um instante sete segundos suspeita ter certeza, não sabia a ordem!
Devemos contar nossas histórias nós mesmos, senão eles vão nos destruir em sua própria criação violenta.
