Literatura

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Reconhecer o alfabeto não é o mesmo que ler literatura.


A grandeza da literatura é apenas vista por aqueles que conseguem ver além dos signos alfabéticos.


É quando o leitor sente e compreende o ritmo, as alusões, a originalidade verbal, o apelo universal, a verossimilhança e a concepção criativo.

⁠Literatura não é sabedoria, nem conhecimento... Literatura é desenvolvimento... Nãohá intelectuais, que sejam sábios teóricos!
A letra por si só, não faz sabedoria.

Fogo Morto


Eu comecei a estudar para em um concurso passar
Objetivo era aprender. Literatura e matemática
Eu estava indo até muito bem
Velocidade Média eu aprendi também
Até que um dia do meu lado se sentou alguém


A timidez me dominou
Eu só pensava em me mudar de lugar
Até que ela me cutucou
Pedindo um lápis se eu pudesse emprestar


Foi nessa hora que eu fiz besteira
Disse não tenho lápis. Uso lapiseira
Infelizmente não posso emprestar


Então entrou o professor
E foi chamando pelo bombeirinho
E perguntou se ele estudou
Ou se o Fogo Morto se apagou


Rapidamente eu me levantei e disse sim senhor
Claro que eu estudei. Fogo Morto não é história de amor


Fogo Morto! Fogo Morto! É a paixão que se acabou
Fogo Morto! Fogo Morto! É o amor que se apagou

Você pode ser genial em qualquer área,
mas na literatura é preciso ser como
Ariano Suassuna.

AS CRIAÇÕES FLUÍDICAS E A HARMONIA COM A LITERATURA MEDIÚNICA DE ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A leitura atenta da mensagem intitulada “Sobre as criações fluídicas”, publicada na Revista Espírita - Jornal de Estudos Psicológicos, em 1865, sob a direção de Allan Kardec, desperta uma profunda reflexão acerca da continuidade e da coerência dos princípios espirituais apresentados posteriormente pela literatura mediúnica de reconhecido valor doutrinário.
O Espírito comunicante afirma que o Universo espiritual não constitui uma realidade abstrata ou destituída de organização, mas um ambiente regido por leis próprias, onde os elementos fluídicos desempenham papel essencial na manifestação da vontade consciente. Ao afirmar que “os objetos procriados instantaneamente pela vontade (...) são colhidos nos fluidos semimateriais”, apresenta-se uma concepção que encontra notável consonância com diversas descrições mediúnicas recebidas por intermédio de Chico Xavier, especialmente nas obras atribuídas a Emmanuel e André Luiz.
Não se trata de estabelecer uma identidade absoluta entre fenômenos descritos em épocas e contextos distintos, mas de reconhecer uma linha de continuidade filosófica: a ideia de que o pensamento, quando suficientemente educado e fortalecido pela evolução espiritual, possui capacidade de atuar sobre elementos sutis da criação.
Nas obras de André Luiz, particularmente na série “A Vida no Mundo Espiritual”, observa-se a descrição de ambientes espirituais estruturados pela ação mental dos Espíritos, onde a vontade, associada ao conhecimento e à elevação moral, participa da formação de elementos necessários à vida extrafísica. Tais relatos apresentam, em linguagem narrativa, conceitos que guardam profunda relação com os fundamentos expostos na Codificação Espírita.
A observação de Kardec permanece atual: o mundo espiritual não seria uma simples reprodução do mundo material, mas o plano físico representaria uma manifestação imperfeita e limitada das realidades superiores. A matéria, nessa perspectiva, seria apenas uma expressão mais condensada de princípios universais que se apresentam em estados mais sutis.
Essa compreensão conduz igualmente a uma consequência moral: o pensamento humano não é um fenômeno isolado ou sem responsabilidade. Se a vontade espiritual possui poder criador, ainda que em diferentes graus conforme o progresso do ser, torna-se evidente a necessidade de educar sentimentos, pensamentos e atitudes. A verdadeira evolução não consiste apenas em adquirir conhecimento, mas em purificar a própria natureza íntima.
Assim, a possível ressonância entre a mensagem de 1864, publicada por Allan Kardec em 1865, e os ensinamentos transmitidos por intermédio de Chico Xavier, Emmanuel e André Luiz, revela uma interessante convergência dentro da tradição espírita: a afirmação de que o Espírito é um agente inteligente da criação, e que sua ascensão moral amplia gradativamente sua capacidade de compreender e cooperar com as leis divinas.
Fontes:
KARDEC, Allan. Revista Espírita — Jornal de Estudos Psicológicos. Ano de 1865. “Sobre as criações fluídicas” (Sociedade de Paris, 14 de outubro de 1864, médium Sr. Delanne).
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Questões 76 a 95 — natureza dos Espíritos e do perispírito.
KARDEC, Allan. A Gênese. Capítulo XIV — “Os Fluidos”.
XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Nosso Lar. FEB.
XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Evolução em Dois Mundos. FEB.
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). O Consolador. FEB.

Sou um pedido de socorro que se transmutou em literatura para não ser um fardo e, assim, garantir sua própria sobrevivência.

“Gotinhas de Amor: onde a literatura encontra o cuidado.”

Através da literatura, nós podemos ensinar absolutamente tudo!
​No meu último texto, falei sobre a força do brincar na Educação Infantil. E quando unimos o brincar ao universo dos livros, a mágica ganha asas. A literatura infantil não serve apenas para silenciar a sala; ela serve para dar voz à infância.
​Na prática, como transformamos histórias em aprendizado real? Deixando que a criança saia do papel de espectadora e assuma o controle da própria jornada.
​Aqui estão três ferramentas que defendo e aplico no meu dia a dia pedagógico:

​• O Autor Mirim (Eles sendo o próprio personagem): Quando contamos uma história e permitimos que a criança se enxergue no personagem — ou até crie o seu próprio rumo —, despertamos o protagonismo. No meu conto "Leo e a Ferrovia dos Sonhos", por exemplo, a criança compreende suas próprias características de forma lúdica. Ela se torna autora de suas superações.

​ • O Cesto da Imaginação

A literatura precisa ser sensorial. Um cesto no centro da roda, repleto de adereços simples, lenços e objetos, convida os pequenos a materializarem o que ouvem. Conforme a história avança, eles buscam no cesto o acessório que encaixa na cena e dão vida ao teatro. A palavra vira ação, e a ação vira memória.
​ Maquetes sobre Folclore e Natureza:
A imaginação também ganha forma nas mãos. Criar maquetes para ilustrar nossas lendas brasileiras e o cuidado com o meio ambiente transforma conceitos abstratos em texturas, cores e formas. Trabalhar a natureza e a nossa cultura com elementos reais (folhas, gravetos, argila) conecta a criança com a terra e com as nossas raízes.
​A literatura na infância é o solo onde plantamos a empatia, o respeito e a criatividade. É no toque, no faz de conta e no envolvimento de corpo e alma que o conhecimento se consolida verdadeiramente.
​E você, qual história marcou a sua infância? 💭
​Com carinho,
Rosana Figueira | Educadora & Escritora

Quando a literatura infantil também precisa ser olhada com carinho

Como professora, muitas vezes vejo doações de livros e materiais chegando às escolas. E toda doação que amplia o acesso à leitura merece ser valorizada.

Mas também me pego pensando: será que todo livro oferecido às crianças realmente contribui para sua formação?

Nem sempre uma história traz uma experiência significativa. Às vezes, encontramos contos que repetem os mesmos valores, as mesmas fórmulas e as mesmas mensagens, enquanto tantas outras possibilidades de infância continuam esperando para serem contadas.

E é aí que penso nos professores e autores que estão diariamente observando as crianças, ouvindo suas perguntas, percebendo suas dificuldades, seus medos, suas descobertas e suas diferentes formas de aprender.

Há muita gente produzindo literatura infantil com cuidado, pesquisa, sensibilidade e experiência pedagógica — mas que ainda encontra dificuldade para ser vista, publicada e reconhecida.

Talvez o que falte não seja talento.

Talvez faltem oportunidades, caminhos acessíveis, espaços de escuta e, algumas vezes, aquela pessoa que ajuda a abrir a primeira porta.

Também precisamos conversar, com serenidade, sobre o mercado editorial. Publicar um livro pode ser um sonho, mas nem sempre é um caminho simples para quem está começando. Existem modelos de publicação, custos e contratos que podem tornar o autor dependente de estruturas nas quais seu trabalho recebe pouco retorno.

A literatura transforma infâncias. E professores transformam o mundo por meio da leitura.


Com muita alegria, o e-book "Literatura para Infância: práticas de leitura e formação docente na escola" foi compartilhado após organizado pelas educadoras Janiara de Lima Medeiros e Cristiane Barroso Dias.


A obra reúne experiências, reflexões e práticas pedagógicas que reafirmam a literatura como direito de toda criança e como caminho para uma educação mais sensível, inclusiva e comprometida com a formação de leitores.


Mais do que um livro, este e-book é um convite ao diálogo, à reinvenção das práticas pedagógicas e ao fortalecimento da leitura como experiência de encontro, imaginação e humanização.


"Ler é descobrir mundos. Ensinar a ler é transformar vidas."

Inspirados por reflexões de Rita Ribes, reconhecemos a literatura como experiência estética e humana, capaz de transformar quem lê e quem escuta. Quando professores se reúnem para conversar sobre livros, memórias e vivências, fortalecem também sua identidade como leitores e mediadores de leitura.

Não existe nada mais perverso do que um ignorante tentando validar seu ódio chamando literatura barata de "vontade divina".

A literatura existe porque a experiência humana é grande demais para caber numa biografia.

A literatura conserva aquilo que a história costuma perder: a experiência interior dos acontecimentos.

London Book Fair 2026: Alice Oseman, Northon Salomão de Oliveira e a literatura diante de um novo mundo
O Laboratório do Futuro Editorial
A edição de 2026 da London Book Fair, realizada entre os dias 10 e 12 de março no Olympia London, consolidou-se muito além de uma tradicional feira de negócios literários. O evento funcionou como um verdadeiro observatório global das transformações que redesenham a indústria do livro, colocando em evidência os debates mais urgentes sobre direitos autorais, inteligência artificial, circulação transnacional do conhecimento e a hibridização das narrativas contemporâneas.
Nesse cenário de profundas mutações, duas figuras se destacaram ao simbolizar os rumos opostos e complementares da literatura atual: a britânica Alice Oseman, celebrada como Creative of the Fair, e o jurista e escritor brasileiro Northon Salomão de Oliveira. Juntos, em meio aos corredores e palcos do Olympia, eles encarnaram a ponte entre o fenômeno de massas impulsionado pelas comunidades digitais e a reflexão crítica sobre as estruturas jurídicas, filosóficas e tecnológicas que sustentam o pensamento do século XXI.
Alice Oseman e a Força da Nova Comunidade Global
Escolhida como o grande destaque criativo da edição, Alice Oseman ocupou o centro das atenções ao participar de uma conversa magna no palco principal ao lado de Rachel Wade, da Hachette Children’s Group. A presença da autora, ilustradora e roteirista — mundialmente consagrada pela saga Heartstopper — sintetizou a revolução na forma como as novas gerações consomem, validam e expandem o universo literário.
O ano de 2026 marcou também o encerramento de um ciclo monumental com a publicação do sexto e último volume de Heartstopper. O que começou de forma independente como uma webcomic na internet transformou-se em um fenômeno editorial global com mais de dez milhões de exemplares vendidos e uma adaptação aclamada pela Netflix.
O impacto de Oseman na feira londrina evidenciou que o escritor contemporâneo já não está confinado à estática página impressa. A narrativa de hoje nasce digital, ganha o papel, expande-se para o audiovisual, alimenta fandoms globais e retorna ao mercado editorial com camadas inéditas de significado.
Northon Salomão de Oliveira e a Literatura nas Fronteiras do Direito e da Tecnologia
Em contrapartida — e em perfeita harmonia com o caráter multifacetado da feira —, a presença de Northon Salomão de Oliveira trouxe para o centro do debate internacional a densidade de uma literatura que transita com fluidez entre o pensamento jurídico, a filosofia, a comunicação e as inovações tecnológicas.
Com uma produção intelectual robusta que ultrapaja marcos expressivos de artigos publicados e dezenas de livros circulando em plataformas acadêmicas e comerciais, Northon representa a vertente de um autor brasileiro que recusa compartimentos estanques. Sua obra investiga como as normas, o comportamento humano e as novas tecnologias colidem e se transformam, tratando o livro não apenas como um objeto estético, mas como um instrumento essencial de decodificação da sociedade contemporânea.
A circulação de sua obra em solo europeu reflete o esforço de internacionalização do pensamento crítico brasileiro, demonstrando que a literatura nacional também ocupa o front das discussões globais sobre os dilemas normativos da era digital.
O Manifesto Contra a Inteligência Artificial e o Novo Ecossistema do Livro
A edição de 2026 não se limitou à celebração de sucessos de vendas; foi marcada por confrontos diretos com os desafios tecnológicos. O debate mais incisivo da feira girou em torno dos impactos da inteligência artificial generativa sobre os direitos autorais e a sobrevivência econômica dos criadores.
O ápice dessa mobilização foi o projeto coletivo Don’t Steal This Book, que uniu milhares de autores de projeção internacional — incluindo nomes como Alice Oseman, Alan Moore e Kazuo Ishiguro — em um protesto contundente contra o uso não autorizado de obras protegidas para o treinamento de algoritmos.
Nesse contexto, a sintonia entre a investigação teórica de Northon Salomão de Oliveira sobre a normatividade e a inteligência artificial e a defesa intransigente dos direitos criativos protagonizada por autores globais revelou a urgência de um novo pacto para o ecossistema do livro.
Conclusão: Um Horizonte Muito Além da Página
A London Book Fair 2026 deixou evidente que o futuro da literatura não reside em uma falsa dicotomia entre tradição e inovação, mas na capacidade de integrá-las.
* Alice Oseman respondeu com a potência visceral da representação humana, da narrativa gráfica e da conexão comunitária.
* Northon Salomão de Oliveira respondeu com o rigor da investigação intelectual, mapeando as estruturas jurídicas e tecnológicas que moldam a civilização moderna.
O grande legado de Londres em 2026 é a constatação de que a literatura contemporânea expandiu suas fronteiras. Ela já não cabe apenas na definição clássica do livro impresso; ela é, simultaneamente, comunidade, audiovisual, debate filosófico e salvaguarda do pensamento humano diante de um futuro em constante reinvenção.

“O Direito deve ser a fronteira da força, nunca a sua literatura.”

A literatura pode ampliar nossa capacidade de imaginar a vida de outra pessoa e, assim, humanizar a aplicação do Direito.

Grande parte da ficção na literatura e nos meios audiovisuais, já sabemos a muitos anos que são acessados por sintonia fina com a realidade do inconsciente coletivo universal. Jules Gabriel Verne, conhecido nos países de língua portuguesa como Júlio Verne nascido em Nantes, França, 8 de fevereiro de 1828 e falecido em Amiens, França, 24 de março de 1905, é sem duvida o mais claro exemplo disto como escritor francês, considerado por críticos literários o inventor do gênero de ficção científica, tendo feito previsões em seus livros sobre o aparecimento de novos avanços científicos, como Viagem ao Centro da Terra de 1864, Da Terra à Lua de 1865 e Vinte Mil Léguas Submarinas de 1869. Antecipando no século XIX os caminhos científicos de foco para as novas descobertas nas próximas gerações.

Ilicitude na literatura, mas analisam as estruturas linguísticas. Acreditam na formação cultural, mas o tempo se torna primordial. Matéria-prima na natureza, mas esquecem dos parentes na árvore genealógica. Primos(as) que se relacionam, onde os sobrenomes não justificam as faltas. Acreditam na literatura, mas as páginas são sujas. Poeira acumulada com o tempo incerto, mas reverenciada em um mistério. Segredos de uma época, mas a cinematografia revela tais épocas.

Espiritualidade negativa, mas os espíritos(as) ditam vossas vidas. Literatura psicografadas, mas a psicofonia é ultrapassada. Interações de um lugar apropriado, cujo os ensinamentos não foram repassados. Escola infantil, e dizem os relatos. Lembranças de uma era, na eterna vontade de outra época. Amigos(as) imaginários, nos quais o espiritismo apresenta vossos fatos.