Linha Tenue entre o seu Olhar
"Olhe, toque e entre"
Respeito é olhar com carinho o mundo dos outros,
Carinho é tocar com amor o mundo dos outros,
Amor é entrar com respeito no mundo dos outros!
Se fosse escolher entre seguir ou me perder,
entre a certeza do sim e a duvida que o não dar,
escolheria me perder por completo
só para me reencontrar diante de teu olhar.
Propus-me a observá-la... e entender a conexão entre seus mundos tornou-se meu doce vício, qual seria a sua linha tênue?
Livro - PERFIL
Não era uma distância longa entre um olhar e outro. Mas longe o bastante para que os olhares se deturbassem, uma distância suficiente para que fosse agregado ao olhar certa subjetividade e interpretação um tanto ousadas. E foi isso que aconteceu.
Dia após dia os olhares se encontravam, abraçavam-se, mas nada diziam. Talvez porque não achassem que ali estaria se criando visões de algo, de alguma coisa. E em linha reta, a conversa continuava. Não em palavras, mas na subjetividade dos olhares. Não é preciso dizer nada para que fosse percebido que ali por meio dos olhos a comunicação se fazia. E seus interlocutores sempre certos de que estavam sendo compreendidos. Será?
Talvez sim, talvez não. Os olhos não são muito claros, vejam o trocadilho, quando se trata de sentimentos. Alerta de espolie. Sim, um sentimento nascia por meio daqueles olhares. Pelo menos da parte do dono de um dos pares de olhos. De uma pequena semente por trás daqueles olhos nascia um sentimento. E alimentado pelo imenso terreno fértil da carência cresceu tanto que já não cabia mais no corpo. Começou a transbordar.
Saia por todos os poros da pele. Fugia pela respiração. Os olhos, porém, pareciam não saber transmitir essa mensagem. O olhar não tinha a força de levar à compreensão desse sentimento a pessoa a quem estava endereçado. E a dona do outro par de olhos não recebeu essa informação. Não imediatamente, apesar dos olhares continuarem ininterruptos.
E eis que entra nessa história um terceiro par de olhos. Na verdade, um par de ouvidos. Ao escutar a confissão do amigo, não crer. Ele que acompanhou e ouviu todos os cochichos daqueles olhares, percebeu de imediato que os olhos daqueles dois jovens não estavam falando a mesma língua. E a dona do segundo par de olhos ouviu da boca do amigo o que o dono dos olhares interpretou.
Ela não acreditou. Mas ficou calada, pois nada a boca tem a ver com a conversa dos olhos. E deixou então que os olhares fugissem e que ficassem calados para que não fossem mal interpretados. Mesmo assim, vez por outra eles se encontram, pois estão sempre no mesmo caminho, desviam-se e vão embora. E o terreno fértil da carência continua suprindo o amor que o dono de um dos pares daqueles olhos pensa existir. Olhares são perigosos. Eles falam muito, no entanto, nada escutam.
Palha e Camacho olharam um para outro... Oh! Esse olhar foi como um bilhete de visita trocado entre as duas consciências.
Em todos os lugares,
Entre todos!
E só você faz meu coração forte pulsar.
Em todos os lugares,
Entre todos os olhares,
E só o teu olhar desejo encontrar.
Em todos os lugares,
Entre tantos outros
E só com você quero estar.
Entendimento esta além das palavras,
eis; o paradoxo onde o olhar faz a maior diferença entre as almas!
O AMOR SE FOI EM SUA VAIDADE
Ele se foi...
foi entre ruas procurando o amor,
clamando preces para encontrar o conforto em alguém.
Ele se distraiu...
ao olhar incessantemente por lugares mais atraentes,
na simplicidade da esquina ele a viu.
Por não ver os detalhes que o amor foi plantando
que viu naquela esquina uma mulher com pouco a lhe dar.
Cego ele de não ver que a maior riqueza daquela mulher
estava nos olhos sinceros e no seu jeito recatado.
Por desconhecer o verdadeiro sentido de amar
descartou o olhar discreto e interessado daquela mulher.
Cego pelo vaidade e pelo materialismo
ignorou a curiosidade em saber o porquê da mulher sempre
estar sentada naquela esquina, perto de um bar popular.
Ainda tempos depois, ele continuou a ir atrás do amor
e a bela mulher sempre no mesmo lugar.
Uma sexta à noite, então, ele caminhou perto da mulher.
Tempos depois de ver sempre a mesma cena,
percebeu a mulher na frente do bar chorando.
Agora ele se dirigia à ela até parar a frente dela.
_Por que chora, moça? Posso te ajudar?
_Obrigada, mas ninguém pode me ajudar.
_Por que não? Há solução para tudo.
_Não há solução para um coração na esperança de encontrar alguém especial. Quando acho que vou achar alguém para amar, que vai me amar, esse alguém não vem.
Ele se foi...
foi falando de coisas bonitas para aliviar o coração daquela mulher, que retribuiu com um sorriso.
O amor passou aos olhos dos dois trazendo bem estar,
mas sempre vaidoso não percebeu o que acontecia,
se despediu da mulher e continuou a procurar o que
ele achava que era amor.
A cada passo dele que o afastava daquela mulher,
ela o via, chorando e pensando "pouco tempo perto de mim, tão bem perto dele, ele se foi, o amor se foi".
Não sei se é dia
ou se é noite
se a lua aparece
ou o sol que se esconde
Por entre as nuvens posso contemplar
o brilho do seu olhar
aquecendo as águas que correm para
molhar os meus pés
25/01/2019
Ele olhou, ela correspondeu. Ambos sorriram e entre o olhar e o sorriso fez-se magia, o amor aconteceu.
Debruçar-se na janela da memória...
Esgueirar-se por entre as frestas do passado,
esse grande acumulador,
e mirar o olho mágico espreitando o tempo
para escrever a História!
Eis o ofício do Historiador!
Entre o Riso e o Silêncio
Dizem que sou feito de risos soltos,de palavras que dançam sem medo,de uma leveza que não se aprende, de uma luz ímpar.
"Você tem um brilho no olhar", repetem, sem notar, o quanto arde, às vezes, esse brilho.
Eu me identifico com o Chapeleiro maluco, louco aos olhos do mundo, mas lúcido demais por dentro.
Veem loucura no meu sorriso,mas não enxergam a tristeza nos meus olhos.
E talvez nem queiram ver.
Carrego o riso como escudo,a piada como armadura, o exagero como alívio.
Porque mostrar a dor assusta, e calar é mais fácil do que explicar esse nó que a alma não desata.
Dentro de mim mora um vendaval, mas por fora... só o vento suave.
Sou tempestade em corpo de primavera torta.
E mesmo assim sigo,entre gargalhadas e silêncios, dançando com minhas sombras, abraçando minhas fendas, sendo loucura e lucidez, tudo ao mesmo tempo.
Por toda vida
No meio da multidão nos beijamos entre tantos esbarrões e gente dançando,
nosso calor corporal brilhava como um lustre,
a mesma mão que acariciava meu rosto dizia muito, o teu cheiro exalava tua intimidade vinda da alma,
ali no caos intenso o trigo nascia no meio do joio subia enraizando o meu corpo em direção ao céu,
no abraço conquistamos um ao outro, no beijo forte selamos um momento, no olhar nos identificamos por toda vida.
GIRA(SOL)
Viajo solta entre os pensamentos
Deleito nos anseios que caem em pequenas gotinhas do mar, entre o Sol a nascer e teu olhar.
Mergulho nas ondas a quedar na praia, ressurgindo com a brisa soprando de leve meu corpo nudez.
Navego nas brumas num torpor de delírios com os arremessos dos teus beijos.
Dispersos com o vento na minha direção
Atravessando o oceano
Acenando e beijando meus lábios
Na ternura de um dia de Sol...
Gira(sol)
De repente, não mais que de repente um enorme e triste silêncio se fez entre a gente. E este mesmo silêncio invadiu todo o nosso lar... E então de repente, não mais que de repente a gente já não conseguiu mais se olhar. E o silêncio se fez tanto entre nós que eu já nem me lembro mais como é a tua voz. De repente, não mais que de repente parece que tudo fica assim tão sem graça,o sol triste e pálido desaparece, o dia escurece, a hora torna-se lenta e não passa... E a solidão vem e nos abraça.... De repente, não mais que de repente... Um silêncio enorme e sem fim parece querer gritar dentro de você e dentro de mim. E de repente, não mais que de repente nos tornamos duas pessoas sozinhas que ainda moram juntas na mesma casa. . E o silêncio e a solidão é tão presente que de repente, não mais que de repente parece que surge um abismo entre a gente!... De repente, não mais que de repente... percebemos quase sem querer que somos apenas dois anjos perdidos e sem asas com vontade de voar... Então de repente, não mais que de repente o silêncio se quebra entre a gente e começamos a falar coisas absurdas e em tons diferentes até que cada um vai para o seu lugar ! ... E de repente, não mais que de repente sabemos que infelizmente já não existe mais amor entre a gente... Mas quem sabe de repente, não mais que de repente um dia o amor possa renascer entre a gente e então felizes poderemos nos reencontrar?!... Quem sabe de repente?!...
Vende-se um Poeta
Na feira das quincalharias
Entre perdidas velharias
Poeta agrilhoado
Homem amordaçado
Outrora gladiador
Apaixonado e sonhador
Ali sem corpo
Ali já louco
Sem estrelas no olhar
Magro na palavra
Mago sem magia
Esquelético no semblante
Viajante do inferno de Dante
Ali em leilão
Ali sem paixão
Torso nu sem alma
Já não clama
Já não ama
Já não é poema
Vende-se
A quem o reclama.
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