Leve como Passaro
TARDE VAZIA
A tarde está vazia como o cântaro no deserto,
E nublada como miha alma que mergulha na escuridão,
Tal qual a noite mais densa, quando chega sem avisar,
Querendo levar a seu covil a nobre alma de um guerreiro.
Até a mais intensa luz que busca se aproximar se nebula,
Mais se parecendo um tênue farol em meio à neblina densa,
Que, após perceber a turbulência, vai se distanciando,
Continuamente, tornando-se cada vez mais pálida, até desaparecer.
Poucas e pobres almas que inadvertidamente ousam chegar perto,
Em um mar de lamas são lançadas, maculando-se na essência,
Pelo poder negro que brota violentamente em minha alma,
Devorando os restos de humanidade nelas contidos.
Sou como o catarro pútrido onde se hospedam os vermes,
Que se alimentam, constantemente, das entranhas da carne,
Tal como faço com as almas que ousem se aproximar,
Sem se atentarem para o risco da nebulosidade de meu ser.
Do mundo, rechaço quaisquer bens, em descrença de suas futilidades.
E as donas, todas elas, belas ou não, são comidas como frutas,
E os caroços rejeitados no lixo, contaminados com a podridão de meu ser,
Temperados de tal modo que lá ficam como dejetos indesejados.
Os verões e as primaveras passam, assim como os invernos e as tempestades também cessam, e não resta saída, senão superar as mágoas e os dissabores e reconstruir o futuro, com o que nos sobrou no presente, porque as coisas do passado não passam de lembranças boas ou ruins.
Viver cada dia como se fosse o último é não perceber que cada dia é único e nos traz o que tem que trazer.
Tive a ilusão que disse tudo mas como ainda existem palavras esquecidas amontoadas nos parapeitos das janelas de meu coração.
Te tenho
Como apagar os tempos passados,
como esquecer esse nós
que nunca foi
nem deixou de ser.
Um contigo sem ti
que mata.
Um amor que não é amor
e que marca.
Uma rodada de sorrisos
e outra de beijos.
Olhares intensos.
Palavras extensas.
Esse algo que dá vida
e que de longe te perde.
Uma despedida fria.
O caos inerte.
Uma distância que prende
até quem mais sente
e por isso, meu amor
eu não quero te ter.
Em uma gota o sal
Do sal um pingo
De uma dor
Um alívio
De um peso
Um descarregar.
Como é bom chorar.
Chris Borges.
Os pensamentos nem sempre são domáveis!
Às vezes são como nuvens, não escolhe a suas formas, são moldadas pelo vento.
O vento forte leva as nuvens de um lado para o outro, formando um lindo balé.
Assim são os nossos pensamentos, situações fazem um incrível balé com nossa mente.
Quando menos percebemos é a situação que molda nossos pensamentos.
Por fim os pensamentos moldam nosso comportamento.
Perdemos o controle e o que resta é tentar domar nossas emoções e viver com as razões.
Somos uma marionete dor situações envolvidos em emoções.
Segure a onda e espere, paciência é algo raro assim como beleza e tão bela quanto você só um amanhecer regado de carinho, só uma noite de lua cheia, só uma mãe a amamentar seu filho que tem fome, então se acalme porque as melhores coisas da vida acontecem com tranquilidade exatamente essa tranquilidade que passa no seu olhar sereno e que traz paz.
Preserve a nossa amizade, pois se ela acabar jamais serei como fui, porque modéstia a parte eu sou inteligente.
Não espere mudar alguém, pois ninguém muda ninguém. As pessoas são como elas são, se houver mudanças partirá delas mesmas.
Você sente se gosta de alguém quando o aceita como ele é, com suas qualidades e defeitos. Se o seu gostar está condicionado à mudança do outro, isso pode significar dizer que você não gosta.
"Não olhe para o lado, não respire. Ele está aí, dentro de você. Não há como fugir. Ele está preso à você. Mas não, não se preocupe. Todo mundo tem um monstro dentro de si mesmo..."
os sentimentais estão vivendo como balões em mundo de alfinetes, onde a ambição e egoismo nunca cessam inflamando o amor que em ti desperta.
Súplicas de Uma Criança do Século 21
Quando eu nasci...
Eu vim ao mundo como anjinho...
Sem rótulo, sem definição e sem prazeres...
Independente da minha indentidade sempre fui cercado de carinho...
E assim fui me fazendo com direitos e deveres.
Me deram cores como que se isso influenciasse no meu futuro...
Fizeram meu mundo rosa...
Em algumas vezes verde...
Me deixando confuso...
Me vi rotulado de uma forma espantosa.
Agora como criança querem decidir minha profissão...
Querem a todo custo decidir com o que posso brincar...
Se brinco com carrinho ou boneca...
Com isso querem subjulgar meu eu por orientação...
Sem se preocupar o que vou achar...
A verdade é que minha opinião nessa fase não conta.
Não entendem o que eu quero ser é criança...
O Que a própria essência me classifica.
Dizem que vim ao mundo provido da Pureza e da Inocência...
Mais há aqueles que querem me obrigar a crescer rápido...
Na mais cruel indecência...
Querem me expor ao vergonhoso e ao estúpido.
Muitos me rotulam dizendo que já vim ao mundo sabendo o que eu quero...
Falam que tenho aptidões, sentimentos, prazeres, paixões e mediante a isso querem distinguir meu gênero.
Eu vim ao mundo como anjo...
Sem Romance, sem paixão e sem prazer...
Coberto de essências e afeto flaternais de modo recíproco com meus país e família me esbanjo...
Sem colocar a julgamentos meu jeito de ser.
Enfim eu sou um anjinho...
Eu sou o milagre da vida...
Eu sou um ser pequenininho cheio de carinho...
Eu quero ser criança e quero ter minha infância vivida.
Quero um mundo de Paz...
Poder imaginar...
Uma vida infantil sagaz...
Que me permita sonhar...
Por favor não destrua a minha infãncia.
Autor: Jhon Alex Modesto
Dedicatória: A todas as crianças do mundo e adultos que nunca deixaram sua velha infância morrer, que possamos preservar as verdadeiras riquezas do ontem para garantir o futuro, devemos fazer o bem principalmente as nossas crianças pois o mundo vai mal.
O ultimo poema
Perdido, como uma ovelha levada ao matadouro, preferiu o esquecimento.
Não consciente de si, percebera que já alcançara o que pretendia.
Na calada da noite bateram em sua porta.
Quem seria? Quem teria tamanha ousadia de importuna-lo?
Era a solidão pedindo guarida,
e chorava tanto, que ele chorou com ela,
dançou sua música, bebeu de sua taça.
Lágrimas, a cicuta dos pobres.
Todavia ela o abraçou, o embalou.
Fê-lo entregar-se pouco a pouco
ao frio de suas palavras.
Era uma noite comum,
mas a solidão deu-lhe um
fim.
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