Lembre se que um dia eu te Amei
Em cada dia, de todos os dias que eu ainda viver, eu só quero e posso dar o meu melhor, meu esforço todo o meu melhor. A caminhada é solitária, mas não me vejo sozinha nela, e tendo tantas pessoas que valem a pena sei que ainda não cheguei onde posso chegar, ainda posso ser muito melhor, todos nós podemos. Levantando aqui, caindo ali, mas sempre persistindo, quem não enfrentou já a ; dor, o sofrimento, o abandono e a desesperança, e se sentiu totalmente no buraco? mas mesmo assim, se levantou e conseguiu.... sim nós podemos. Somos dotados de força extrema, basta procura-la e usar pra Conseguir. Se pudessemos voltar no tempo, ainda que por um breve momento, sei que faríamos tudo diferente, mudaríamos as vidas dos nossos queridos, daríamos outro rumo a nossa. Mas também isso não podemos. Mas podemos se escolhermos, sim.... deixar pra trás, nos perdoar, perdoar o outro e esquecer. Só perdoou quem esquece. Esquecendo nosso passado e tudo de ruim que teve nele, podemos sim construir uma nova história, de cabeça erguida seguir em frente e ter ainda nossos melhores dias, nossos melhores sentimentos. Nos sonhos não morreram, .. retomemos..... recomecemos...Sigamos
Ao ver o por do sol eu desejava que o tempo parasse, parecia ser o único momento no dia em que nada fazia diferença, eu apenas queria ficar la olhando!
- E vida após a morte?
- Acredito. Só não simpatizo com a ideia de eu o dia todo sorrindo, vestindo branco num jardim florido.
- Por que?
- Branco me engorda muito.
E eu ainda insisto em dizer que naquele dia, não apenas seu corpo foi enterrado, eu sinto como se toda a minha energia tenha ido junto
Eu olho para as estrelas,por que eu sei que algum dia vou me juntar a elas.E que Deus da mesma forma em que diz o nome delas,vai sussurrar o meu.
Eu tinha o dia programado. Eu ia fazer várias coisas. Ia cuidar de mim. Ia me dedicar aos estudos. Ia arrumar a casa pra deixar brilhando. Ia ligar pras pessoas que gosto e dizer o quanto elas são especiais para mim. Ia me divertir, sorrir, rir. Mas eu dormi!
O dia em que eu te esqueci
Naquele dia acordei me sentindo tão bem que, se pudesse, distribuiria beijos e abraços até para as nuvens e o sol. A última vez que me senti assim, ele ainda nem existia na minha vida. Seu nome? Bem, nem vale apena recordar...
TOMEI UM BANHO DAQUELES! Me peguei entre sorrisos ao recordar das broncas da minha mãe na infância: “ menina, sai logo desse banho, quer secar a caixa? ” Então desliguei o chuveiro e saí do banho cantarolando. Quis colocar um vestido bonito e vesti um bem feminino, olhei no espelho e me senti incrivelmente bem e, se quer saber, o motivo é que percebi que estava vestida para mim, logo eu só me vestia pensando na reação do “coisa”.
Tomei um café do jeito que eu sempre gostei: doce, quente e forte com as brasileirinhas iguais ais que se comprava na padaria em frente à casa do meu avô. Não lembrava o quanto que era bom tomar café sossegada, já era habitual estar com os olhos fixos na tela do celular, conferindo mil vezes se realmente não recebi uma ligação ou qualquer mensagem que fosse.... Bem, naquele dia senti preguiça só em pensar em pegar o celular...
Da janela vi flores tão lindas... enquanto que antes eu nem havia percebido que elas estavam ali no meu quintal, é que eu sempre estava ocupada olhando para o celular, via se ele estava online no whastsapp, e tentava me convencer que meu celular só podia estar com problemas ou o dele descarregado, por isso não estava recebendo ligações ou mensagens. Era mais fácil acreditar nisso que admitir q ele que não quis se comunicar. “Ah, mas “o coisinha” é passado”, pensei.
Naquele dia eu estava tão concentrada nas atividades ao logo do dia que até minhas amigas perceberam que fazia tempo desde a última vez que me viram tão presente em um só lugar, e brincaram dizendo q era bom ver eu voltando a ser “eu”.
”- Você fez bem em esquecer o fulano! ”.
Fazia tempo que não falavam seu nome na minha frente e ouvi-lo não me causou dor alguma, nem felicidade, senti como se pronunciassem um nome como qualquer outro, na verdade, sendo franca, seu nome para mim já era um como outro qualquer...
“ - O que o tempo não faz, não?”.
Me perguntaram se eu sentia falta de você, admito que fui sincera com o meu breve “não”.
”- Acho que você ainda o ama, só que agora está magoada...”
Um não quase que instantâneo saiu da minha boca! Era verdade, nem amor, nem mágoa, eu simplesmente já não sentia nada! Naquele dia tive certeza de que, de fato, havia te esquecido...
Elas também me mostraram a porção de caras interessantes que estavam ao meu redor enquanto que eu nunca tinha dado atenção.
“- Ah, mas agora estou pronta para viver novos amores! ”. Cheguei a dizer isso, abrindo um meio sorriso... e, como era bom estar livre outra vez...
Tudo era como antes. Antes da primeira palpitação, do primeiro beijo, antes ... de você! Tudo estava igual outra vez e eu estava livre de acordar, comer, me vestir, sempre pensando em você. Livre daquela insegurança crônica que você me provocava. Eu tinha deixado de ser um pedaço teu, e voltado a ser eu outra vez. Há! E como era bom experimentar novamente o que é viver pra mim! E foi assim que terminou o dia em que eu te esqueci!
Pena que esse dia nunca existiu, é apenas uma idealização da minha cabeça de como será o dia em que eu enfim vou me acordar e terei deixado tudo o que sinto por você para trás. Teu nome será mais um, assim como teu rosto, teu beijo, teu toque, tudo em você. Esse dia não foi hoje, mas, quem sabe, pode ser amanhã! Escreve aí, um dia eu vou acordar e você se tornará apenas ‘o coisa’.
Depois que esse dia passar, você ainda vai me procurar, eu sei! Como sempre faz... mas no “dia em que eu te esquecer”, sua procura será vã, não vai mais me achar, ou se achar, será já acompanhada por alguém que saiba bem o que quer. Não se assuste se as coisas acontecerem bem rápido! Amanhã eu posso acordar assim, decida a dar uma chance a alguém que não me esqueça de lado como você faz. Será nele que pensarei, no meu status é ele quem estará, assim como nas minhas fotos, no meu ‘em um relacionamento sério’ do Face e se ele chegar a ocupar esses espaços, é porque também já terá ocupado meu coração. Escreve aí, pois é assim que será. Nessa altura, você também terá a certeza de que esse foi ‘o dia em que eu esqueci você”.
Presenciei tudo isso dentro da minha família
Mulher com olho roxo, espancada todo dia
Eu tinha uns cinco anos, mas já entendia
Que mulher apanha se não fizer comida
Mulher oprimida, sem voz, obediente
Quando eu crescer, eu vou ser diferente
Quem sou eu de verdade?
Apenas uma emoção?
Ou sou eu uma dor, que aumenta a cada dia mais.
Quem sou eu?
Uma mulher ou menina?
Talvez seja uma menina que tenta convencer a mulher que a vida não acabou.
Quem sou eu?
Me pergunto todos os dias em meio a minha dor.
Só queria saber, apenas saber porque talvez só assim eu consiga amenizar a minha dor.
Outro dia, ouvi dizerem que eu andava sumida! - mas onde será que eu estava, já que ninguém me via por aí?
Recebi mensagens de conhecidos, correntes dos familiares, mas acredito que ninguém sabe exatamente por onde eu ando...ou sabe?
Eu não sei se você está bem de verdade ou se a sua vida caminha torta. Não sei se você anda feliz ou se isso importa, mas uma coisa é certa "Você anda sumido!".
De mim, tirei algumas lições, não sou como peixe, como pensava, pois ele morre pela boca. Talvez, eu morresse de silêncio se não pudesse escrever. As palavras são mais barulhentas nas minhas curvas pensantes do que na língua clamante.
Quando meu peito não aguenta, a mente escreve e chora. Depois...depois eu sumo de novo para reorganizar a minha própria vida.
E é nas ausências que eu descubro as melhores presenças. Muitos dos presentes conseguem me tocar a milhas de distância.
"Você anda sumido!"
Eu vi renascer o dia na terra de Debret
A boléu da bastilha, comemorado a cabernet
A tela com as cores de Monet mostrando o parlamento
Os sopros de alegria das crianças se perdendo a barlavento
Luís XVI não foi capaz de segurar seu proveito
O clero, o iluminismo abalou o ar rarefeito
A economia caiu, porque de muito que excedeu a realeza
Com bronca de toda população que ficou da nobreza
Surgindo as cores da guerra perdida na alma francesa
Absolutismo aqui não, o levante com suporte da turma burguesa
Invadiram sua casa de devassidão com a população
Exterminando a monarquia, com os jacobinos e a constituição
O fogo é o artifício queriam se impor pela cortina
A ser suspeitoso de traição já para a guilhotina
Cravando no peito a moral dessa nação
Ainda não acabou é preciso mais revolução
Precisamos dar as crianças um estado de melhor opção
Coletas e cobranças e desvairado, precisam do comitê da salvação
Trilhando nova frente, trazendo na bandeira liberté
Égalité
Fraternité.
Perdemo-nos
Talvez o dia
em que eu te procure
já não o encontre
... ou, te encontrarei nos braços de outro alguém
Talvez no caminho
que eu trilhar para te encontrar
eu também me perco
para não mais voltar
... aos poucos; perdemo-nos
Por consequências de escolhas
o distanciamento se fez;
o frio, o vazio... tomou conta
hoje, nos perdemos um do outro
sem ao menos dizer... adeus.
Se tu voltasses...
Dia bonito
Aragem de frescor
Terna primavera!
... Mas o que tenho eu com ela?
Sou um fruto do seu descaso.
Por onde andas meu amor?
Por favor
Não questionem minha tristura
Aqui dentro, onde tudo existe
crença alguma mais persiste,
e as rosas... Ah, as rosas
tão tenras e prosas,
morreram em botão...
Dói-me tanto o coração...
Mas se tu viesses
Se voltasses, enfim,
borboletas azuis, as mais afáveis
revoariam no meu jardim,
e a vida do meu dia,
seria então
poesia...
... Ah meu bem,
se tu voltasses...
Atraves(sendo)
Como todo bom viajante, eu comecei sonhando. Alimentando a cada dia o desejo de me aventurar. Buscando a coragem em cada história que pudesse me dizer: "sim, vai valer a pena!". Eu tentava me explicar o porquê dessa ânsia de viajar. Pra longe. Pra fora da zona de conforto.
Um dos -muitos- filmes que eu assisti inúmeras vezes foi "Comer, Rezar, Amar". Dentre os vários aprendizados que Liz Gilbert assimilou ao longo de sua jornada, um me marcou bastante. Ele diz respeito à filosofia que ela adotou diante das pessoas que encontrou e dos lugares por onde passou. O trecho é grande (e pode ser encontrada ao final do texto), mas pode ser resumido emse jogar de coração na jornada da vida eaceitar cada pessoa que atravessa sua vida como um professor.
Na minha tradução livre, uso o verbo atravessar porque essas pessoas passarão, deixarão uma marca, mas não necessariamente permanecerão; falo em travessia, porque é o que, na minha opinião, fazemos ao viver, ao viajar, ao superar nossos próprios medos. Atravessamos. Atravessamos para algo além.Vivemos através. Através, sendo. (Atraves)sEndo. Atravessando...
Ao longo da minha travessia, tomei para mim a lição de Liz: aceitar cada pessoa como um ensinamento. Qual lição essa pessoa me traz? O que posso aprender com isso? Aceiteicada revés como um aprendizado; e cada pessoa como um desafio...pra mim mesma. Se no começo isso serviu para aceitar tudo o que a mim viesse; agora, no final, isso me ajuda a entender por onde eu caminhei para chegar até aqui. O aqui tido como a filosofia e as crenças que tenho hoje.
Comecei fazendo uma lista das pessoas que encontrei ao longo desse ano. Suas histórias incríveis... (Ainda consigo imaginar meu sorriso no rosto e o brilho nos olhos ao ouvir cada uma delas.) Pessoas que me faziam ver que, sim, eu estava me aventurando; mas, sim, é possível ir -ainda- mais longe. Sempre é.
Ao longo da lista, o mais incrível foi perceber que a minha caminhada começara antes mesmo que eu me desse conta dela. Percebi que, antes mesmo da jornada propriamente dita - mochila nas costas e pé na estrada-, eu já havia encontrado pessoas que, no meu dia-a-dia, colaboraram para os ideiais e ideias que eu adotei. E que hoje se mostram ainda mais fortes. Eles estavam todos a minha volta. Da casa à mesa de bar.
A mãe que te mostrou como é possível ter um grande coração. O pai que te ensinou a sonhar. A irmã que todos os dias encenava a arte da leveza:"relaxa!".A professora de filosofia que te abriu os olhos para a lógica da Matrix (mal sabia eu que enquanto eu bocejava, eu já começara a mudar...)O namoradinho de portão que já naquela época tentava me abrir os olhos sobre as ilusões da vida cotidiana. A amiga, que por anos discutiu as mais loucas teorias que, no fim, não eram tão loucas assim. E de teoria pouco tinham. A amiga que te fazia sorrir só de estar(sor)rindo. Tudo assim, ao mesmo tempo! O sonhador determinado que com 20 e tantos anos resolveu mudar de profissão, trocando a certeza de uma vida mais ou menos pela incerteza de uma vida transbordante. As amigas que largaram um curso meio -ou quase- completo, para iniciar um outro curso. E hoje brilham ao falar sobre a profissão que escolheram. O amigo que te ensinou a não levar a opinião dos outros tão a sério - ou, dependendo do caso, nem mesmo levar. Deixe por lá. A mineira doida que chegou no hostel, em pleno ano novo, sozinha: "posso me juntar?", mostrando que pra começar a falar com alguém é preciso, antes de tudo...falar! E, sim, viajar sozinho te força a falar...consigo e com os outros!Os amigos que viajaram e trouxeram mil fotos. E um novo jeito de agir.
Eles, todos eles te prepararam em doses homeopáticas para as lições por(vir). Estas, que viriam todas de uma vez; numa só intensidade. Ensinamentos que você ainda assimilará e entenderá - talvez- ao longo de toda uma vida. Pessoas que passariam pela sua vida rapidamente em termos de presença física, mas que permanecerão contigo por toda a sua existência através do aprendizado que deixaram.
A senhora croata que, sem falar inglês, te pegou pela mão e mostrou o caminho, em meio à muita neve e frio. O senhor meio manco que, mesmo sem conseguir andar direito, encarou sua desconfiança egoísta e levou você até a parada de ônibus, em meio ao caótico trânsito de Istambul. O professor turco que viu que você estava esperando o pôr-do-sol no lado errado do Bosphoros, perdeu um certo tempo para te mostrar que é possível confiar e te mostrou onde você devia estar... (Eu nunca esqueci aquele pôr-do-sol. Entre a Ásia e a Europa...não havia outro lugar para estar naquele momento!)
Dia 11 de fevereiro de 2013. Há pouco mais de 9 meses eu entrava num avião com uma única certeza: a incerteza! Trocava uma “formatura-certa” e um “futuro-certo” por um intercâmbio para um lugar que eu nunca tinha ido, nunca tinha ouvido falar e nunca tinha pensado em estar.
Alguns chamaram de loucura, outros chamaram de coragem. Eu já nem tentava nomear. O que antes era sonho, já era quase fato no dia do embarque . O que seria, então? Meus pais chamavam de “investimento no meu futuro” (mas...não seria no presente?).Era muita justificativa para uma só opção: subverter a ordem das coisas na sociedade! (Como assim, você não vai se formar no “tempo certo”?).
Os pessimistas chamaram de “Ano Perdido”. A eles eu dedico o meu post.Eles estavam certos: eu, realmente, perdi muito esse ano!
Primeiro de tudo, eu perdi MAIS um ano normal na faculdade, imaginando como seria aquele mundo de que eu tanto ouvia falar, mas conhecia apenas uma insignificante parcela. Eu perdi de passar mais um ano pensando “E se...?.” Eu perdi um ano de desejar ser uma pessoa em intercâmbio. Eu perdi um ano de reclamações. Eu perdi um ano de atormentar os meus amigos e familiares com o meu mau humor e frustração. Eu perdi de passar um ano num lugar, achando que meu lugar era outro. Eu perdi uma formatura que me traria mais infelicidade que satisfação.
E tem mais!
Eu me perdi pela Europa, eu me perdi pelo mundo. Dei um pulinho na Ásia, só pra sentir o gostinho do – ainda mais – diferente. E querer voltar. Eu me perdi pelas ruas de todas as cidades que visitei, principalmente Barcelona!
Eu me perdi pelos meses, pelas semanas e pelas horas. E, só não me perdi mais, porque as estações do ano estavam sempre lá, dispostas a lembrar que os tempos estavam sempre dispostos a mudar, do mesmo modo que eu mudava.
Eu perdi ônibus, perdi trem, perdi avião. Sim, eu perdi! Eu também perdi o sentimento de perda. Esse - que eu já começara a abandonar quando decidi vir para a Croácia - continua se perdendo em cada viagem, em cada conversa, em cada pessoa, em cada história de vida que eu não conheceria se tivesse continuado abraçada ao comodismo.
Eu perdi o medo. E esse, esse foi o mais difícil de perder. Às vezes ele visita, tenta se agarrar de volta, mas não demora a ser expulso. Perdi o medo da estrada, perdi o medo da solidão, perdi o medo do futuro. Eu perdi o medo da vida, eu perdi o medo da sociedade. E esse foi o mais lindo dos medos perdidos. Não, eu não ouvi falar. Eu vi. Eu vi que nesse mundo tem – SIM!- gente capaz de fazer o bem pelo bem. E isso trouxe a esperança de volta. Ah, a esperança! Mas, peraí, essa entra nos ganhos. E esse texto é sobre perdas, certo? Melhor parar por aqui...
Ah, eu também perdi o apego material. Claro que, infelizmente, ainda não totalmente. Sim, ainda lentamente, ele se esvai. Ele se vai. Ao longo de todo o processo anterior ao intercâmbio e ao longo do próprio intercâmbio. Primeiro por uma questão de racionamento de dinheiro e, pouco a pouco, por uma questão de consciência. As coisas materiais acabaram por se tornar simplesmente...materiais. Apesar de matéria, elas carecem de substância!
É a tal da filosofia da banana, que minha grande amiga, companheira, aventureira desse ano de filosofias, viagens e aventuras, Jana Maurer, bem nomeou e descreveu aqui.E isso só entende e concorda quem já sentiu a sensação de ter a “vontade de conhecer” mais pesada que a “mochila nas costas”. É incrível como o “ter” se torna totalmente substituível pelo “conhecer”.
E, finalmente, alguns irão argumentar: mas, e os momentos com seus amigos e familiares que você, efetivamente, perdeu? Aqui, eu reconheço, eu perdi. Mas, com isso, eu (re)conheci o que e quem eu realmente sinto falta nos meus dias. Eu (re)conheci o que realmente é importante pra mim no Brasil e/ou em qualquer lugar do mundo: pessoas, afeto, laços, momentos, que se criam e renovam no tempo. Ops! Esses são, de novo, ganhos e não perdas.
E aí eu chego à última e mais importante da lista (não exaustiva) de perdas: eu perdi o lado negativo da vida. Perdi essa mania de ver tudo pela ótica da perda. Porque, no fim, toda perda tem seu ganho. Você só estava cego demais para enxergar.E aí, eu também perdi a cegueira. Cegueira de achar que eu era incapaz de narrar minha própria história.
Pois é. Eu perdi muito.
Sobre trevos e sorte
Dia desses de muito silêncio e calmaria, estava eu num belo jardim procurando trevos de quatro folhas. O lugar era pequeno e nas horas livres não havia muito o que fazer. Logo me dei uma tarefa: procurar trevos.
Lá pelo segundo dia estava bem focada em olhar e contar cada uma das pétalas dos bonitos tão pequenos tanto formigas (tá, acho que um pouco maiores), quando um pensamento veio direto e certeiro como um raio:
- Por que está procurando a sorte? Já não é sorte o bastante estar aqui agora? Por que não parar para apenas admirar?
Logo me dei conta que muitas vezes estamos procurando trevos. Olhamos pra cá, olhamos pra lá. Nos damos metas para encontrar esse grande trevo de quatro folhas. E esquecemos é de contemplar pro jardim a nossa volta. A sorte é sempre compreendida como algo por vir e nunca como o presente.
Depois daquele dia, não procurei mais trevos.
- Relacionados
- 67 frases de bom dia especial para acordar com o pé direito ☀️
- Frases de quem sou eu para status que definem a sua versão
- Poemas que falam quem eu sou
- Poemas Quem Sou Eu
- Poemas de aniversário: versos para iluminar um novo ciclo
- Frases de alegria para inspirar e tornar o seu dia mais feliz
- Feliz aniversário, mulher guerreira: frases de parabéns para celebrar seu dia
