Lembrancas Esquecidas

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Caminhos de um Zé


Por quais #caminhos seguirei nessa noite?
Por ávidas lembranças ou certezas das incertas horas?
Que farei então agora?

Disfarçar um sorriso...
Fingir que gosto da conversa do bêbado...
Mão molhada...
Hálito de cachaça...
Rostos envelhecidos...
Dar-me por vencido?
Ao ninho...
Travesseiros jogados...
Lençóis amassados...
Sapatos virados...
Ventilador ligado....
Mosquito que me deixa irritado...
Na escuridão de olhos fechados...
Aguardo sonhos coloridos...
Desejos sentidos...
De tempos perdidos...
Nunca esquecidos...
O tempo passa...
Alma não se acalma...
Coração quer algo...

Chove na rua...
E as pedras...
Azuis e nuas...
Convidam a seguir um destino...

Que caminho seguirei agora?
Na fantasia de um sorriso bonito...
Apareceu...estava sumido...
No fundo de um copo vazio...
Vou embora...
Deu a hora...
Não me interessa...
Conhecer....
Qualquer Zé...
No esperar não consigo...
Acho difícil...
Sigo...



Sandro Paschoal Nogueira
Conservatória RJ

Lembranças que trazes na memória são inesquecíveis que perpetuam a tua trajetória. Seguir em frente levando contigo a tua história... que só tu sentes... só tu sabes... só tu vives esses teus momentos de agora...

Inserida por Lulena

E o vento leva o que não é pra ficar e o que fica o tempo eterniza nas lembranças, o problema é que os ponteiros do relógio da vida insistem em voar...

Inserida por Lulena

A vida não envelhece e sim os reflexos dela nas lembranças do tempo.

Inserida por Lulena

De nosso amor o que restou?
- Apenas lembranças que o tempo apagou!

Inserida por Lulena

"O tempo vai ficando para trás e momentos e Lembranças raras guardados no coração lutando com a vontade de voltar ao tempo..."

Inserida por kauanpinheiro

Minha prisioneira das eternas lembranças
Prenda-me com teu laço de amor, me faz
Viver nesta realidade passageira, mútuas de prazeres
Sem limites.

Inserida por kauanpinheiro

⁠Reflexos de um caminho
No espelho, o tempo escorre,
Estrada que já passou,
Lembranças que o vento leva,
Histórias que o coração guardou.
No vidro, o céu se estende,
Promessa de um novo além,
Enquanto o sol se despede,
A vida segue — e tudo vem.
Entre o que fica e o que chega,
Há um silêncio a contemplar:
Nem tudo que vai embora
Deixa de nos acompanhar.
O passado é como a curva
Que some no retrovisor,
Mas o presente acelera,
Guiado por fé e amor.

Inserida por kauanpinheiro

⁠Não se preocupe com cicatrizes, um dia elas serão apenas marcas e lembranças de um tempo que já passou.

Inserida por carpegieri

Meu pai Herói.

Meu pai se chamava Heleno Francisco do Carmo, não tenho dele muitas lembranças, ele morreu quando eu tinha onze anos, contudo, guardo algumas lembranças, sobretudo da época em que ficou doente. Meu pai era um homem muito forte, um trabalhador exemplar. Era um lavrador, homem que cuida da terra, ele próprio tinha um pequeno pedaço de terra, por onde passava um riacho, terra fértil, onde plantava cana e milho e melancia. É disso que me lembro bem, também plantava bananas.
Não sei dizer se meu pai era um homem triste, se tinha crises existenciais, talvez fosse muito feliz, pois tinha uma bela família e uma linda esposa, honesta e trabalhadeira. Lembro-me da sua relação com minha mãe, eram felizes, combinavam em quase tudo, ambos desejavam que seus filhos estudassem para não serem analfabetos como eles eram. Meu pai era alto e moreno, tinha ombros largos como eu, era um homem bonito, mas não me recordo que alimentasse alguma vaidade nem vícios. Trabalhava incansavelmente para sustentar sua família, grande para os padrões atuais.
De domingo a domingo ele sempre repetia sua rotina; acordar cedo e ir ao trabalho, além de suas próprias lavouras, milho e feijão, ele ainda trabalhava de meia ou para outros produtores rurais. Meu pai era homem temente a Deus, pelo menos é essa a impressão que tenho até hoje, pois sempre ia à missa aos domingos de manhã, com toda família, mas ao voltar pra casa, logo depois do almoço, ia ao trabalho, cuidar de um pequeno e produtivo roçado, que ficava perto de casa, meu pai só retornava à noite com um feixe de cana nos ombros.
Éramos oito filhos, cinco homens e três mulheres, minha mãe ficou grávida de uma menina quando meu pai faleceu. Foram seis meses longos, a duração da doença fatal de meu pai. Meu pai nunca ficava doente, era como touro, todos os homens o invejavam por seu físico e por sua moral. Mas todo herói fatalmente sucumbe no final da epopeia. Meu pai tinha chagas desde adolescência. Fora picado por um barbeiro, na região onde foi criado esse inseto fez muitas vítimas, e a medicina não tinha os meios para prolongar a vida dos seus pacientes. Meu pai só veio manifestar os sintomas da doença aos quarenta anos, foi avassaladora sua enfermidade, em seis meses apenas ele veio a óbito.
Minha mãe foi uma guerreira e fez tudo que pôde e o que não pôde para salvar a vida do seu amado. Lembro-me com muita tristeza, de uma vez que eles voltaram de uma cidade próxima; aonde eles foram, em busca de uma nova forma de tratamento, mas não havia muito que fazer, meu pai estava com o coração muito comprometido, estava rejeitando os remédios, e não havia nenhuma esperança de cura ou de melhora, ele vivia muito cansado, e minha mãe passava longas noites ao seu lado. Nós éramos muito pequenos, mas já compreendíamos que nosso herói estava condenado à morte trágica. Logo se agravou seu quadro, minha mãe teve que o internar no hospital público de nossa cidade, onde foi bem cuidado, mas em poucos dias, ele já demonstrava fraqueza extrema, não se alimentava e as injeções que tomava não causavam mais nenhum efeito paliativo, então meu guerreiro pediu para morrer em casa, pedido que fora atendido pelos médicos dele, minha mãe o levou pra casa, mas meu velho não aguentou a pequena viagem de pouco menos de três quilômetros, faleceu nos braços de minha mãe dentro da ambulância.
Essa é mais uma das inúmeras tentativas que faço, para escrever sobre meu pai. Sei que daria um belo e humano romance, todavia nunca serei capaz de levar a cabo esse projeto, é doloroso demais para mim, pois a dor e o trauma da sua ausência em minha infância ainda são deveras penosos para mim.

Inserida por EvandoCarmo

⁠L.e.m.b.r.a.n.ç.a.s
Brincadeira literária com palavras e expressões pré-escolhidas

Ainda menina, corria pelas ruas, pés no chão.
Brincava muito; pulava; pedalava bicicleta com guidão alto que atrapalhava o roteiro de minhas andanças.
Quantas vezes, distraída, estatelava-me por cima de pedras e tijolos. Resultado: esfoliação dos joelhos, além da luxação de dedos e tendões.

Tudo isso acontecia em frente à casa da vovó, que dizia ter nascido longe, muito longe. Num lugar muito frio, cheio de mares e de gente feliz!
A cidade em que nasceu se chamava – e ainda se chama -, Copenhagen, dizia vovó sempre contente.
Sua especialidade na cozinha remete-me às melhores lembranças. Lembro de seu inesquecível bolo de chocolate molhado, assim chamado por seus netos.

O bolo foi adaptado com ingredientes da nova terra, dizia.
A calda que recobria o bolo era levemente picante – sua marca inconfundível, cujo segredo nunca fora revelado às suas curiosas comadres, aos parentes e vizinhos.
Quando, nas noites frias, era indagada sobre tal feito, respondia sorridente e com seu sotaque inesquecível:

__ Hej, godnat, tak (1) pur perguntar, ér u cheirrú dáo ’Dinamarrk (2) ki tragú cómiga i, sempre kipóossuû, ponha’ um pitadãñ nu cardã di chucollate’ parra trazerr meo paisse maiss prróximuû...

Para trazer sua Dinamarca mais perto ainda, e brincar com seus ouvintes, emendava umas palavras dinamarquesas, deixando-as mais longas e à moda alemã, como:

__ Speciallaegeprakisplantaegningsstabiliseringsperiode!!!

Todos riam sem entender nada e, provavelmente, naquela altura de sua vida, nem minha avó querida!

(1) Olá, boa noite, obrigada...
(2) cheiro de Dinamarca

Agosto/2022

Inserida por hidely_fratini

⁠SAUDADE DOS ANDES

Sentimento invade o ser que dorme
Penetrando lembranças apagadas pela mente.
Ressurgem imagens que invadem o coração
Como presentes escondidos no inconsciente.

Pergunto-me:
__ Onde estou? Que lugar é esse?
Uma resposta apresenta-se em meio à névoa,
Evocada pelo som de uma orquestra
Que vem ao meu encontro.

Uma voz canta e ecoa reminiscências
De um passado ainda mais remoto
Que despertam pela vibração dos instrumentos:
Violinos, órgão, "chello" e uma voz de contralto a cantar!

Viajo. Vou longe. Aos picos dos Andes.
Vejo os incas: são mulheres, homens e crianças,
Cabanas, fogo, céu estrelado e a mesma lua.
Sons abafados, choros, canções e risos.

Não quero voltar!
Está tão frio lá fora...
Mas sinto um calor intenso em mim.

De repente, o som se transforma!

Uma buzina soa estridente do outro lado do mundo.
Retorno, sem piscar, rodopiando, ao mundo presente,
Ao plano material e dos corpos físicos!
São 23 horas de um dia 29 de outubro.
O ano é 2004!

Uma multidão discute embaixo da janela.
A noite está quente.
Água cai do céu...
E a orquestra já se foi...

Como nunca, estou mais do que presente!
Malgrado os ruídos que vêm da rua,
O quarto está calmo e em silêncio:
Reverência pelos irmãos que dormem nos Andes - como sempre!

out/ 2004

Inserida por hidely_fratini

⁠Sem lembranças...
Perdida todas esperanças...
Passando muitos dias...
Desconhecendo se vê...

E, contudo, com sua fé...
Com tudo que mudou...
Com que passa e já passou...
Sem muito cuidados...
Alheio ao desejo...
De não ver-se magoado...

E vaga ainda...
No interior da carne...
Vida sem gosto...
Corpo sem dono...
Amor sem fruto...
Devaneio...

E no abrir dos olhos...
Sentindo o toque...
Cansado da caridade...
Sem rodeios...
Esquece o freios...
Levando a vida como um sorteio...

Rasga...
Toca...
Hesita...
Se refestela na sarjeta...
Perdido...
Nas noites malditas..

Distantemente uma alegria foi...
Entre os quais...
Se deita...
Com qualquer um...
Que de si se aproveita...

Na perda tal..
Não sente o mal...
Que se sujeita...

Não se condena...
Na desventura que lhe assola..
Só diz que o amor lhe guia...
Como convém...

Triste...
Sem ninguém contradizer...
Já que todos...
Tão próximos...
Disfarçando o sofrer...
Mentem para sobreviver...
Vivendo tão igual..
Apenas rindo, disfarçando, suportando...
O próprio mal...

Sandro Paschoal Nogueira

Quero deixar um legado, as lembranças dos meus valores.

Inserida por GESTOR

Toda matéria física um dia parte, mas com amor... Eternizo-te em doces lembranças.

Inserida por RobinS25

Nunca permita que a tristeza seja maior do que as belas lembranças.

Inserida por RobinS25

⁠Sonho Infantil

És um sonho, sonho infantil...
Feliz, terno, e com carinho;
lembranças de um doce, de um carrinho.
Talvez seja... ingênuo, juvenil.

Talvez seja assim, num mundo miudinho...

Pequeno alegre, feliz, longe da maldade;
Como um dia de Sol e borboletas pelo caminho.
Aproveite enquanto há tempo, depois, é só saudade.

Inserida por RobinS25

⁠Lembranças de um tempo onde...

Guardava no bolso
a minha simplicidade,
a minha felicidade…
Pequenino esboço.

Longe do mundo,
longe da maldade,
longe de tudo.
Hoje… só…

S.A.U.D.A.D.E.

Inserida por RobinS25

⁠020 - "Nas asas da fantasia Voa meu pensamento. De longe me vem lembranças..., Lembranças perdidas no tempo."
Idemi®

Inserida por idemi

As lembranças são os resgates de uma vida vivida e jamais esquecida.

Inserida por elilde2010