Lápis
A nossa vida não passa de um livro escrito a lápis, sobre o qual, existem letras em ouro que apenas os deuses conseguem decifrar o conteúdo aí contido.
Muitos usam um lápis e um papel para fazer o melhor que sabe de uma arte, outros usam de suas vozes afinadas para agradar ouvido de multidões, mais alguns usam do silêncio para apenas observar atentamente e descrever com poucas palavras apenas o necessário.
Lápis Cor de Pele
Apreciamos e precisamos ter sempre a intencionalidade de progredir, aprendendo com os contextos, com as dificuldades. Maturidade é justamente isso, quando queremos nos desenvolver positivamente ou será simplesmente passarmos pelo tempo.
O sábio procura sempre aprender, mas o tolo está satisfeito com a sua própria ignorância. O sábio esconde a sua sabedoria, mas o tolo, anuncia a sua ignorância. O homem deve ter uma mente aberta progressiva e atualizada. O ser humano têm que buscar sempre a proeminência do seu espírito.
Não podemos nos limitar. Achar que nosso modo de ser é o melhor, único e perfeito é uma forma de parar no tempo e não melhorar. Precisamos abrir a cabeça para aprender lições e aproveitar as oportunidades de crescimento e aprimoramento.
E na silhueta de um profeta
Se em determinado instante
De um mero dia qualquer
Dentro da velocidade discreta
Da minha breve vida inquieta
Eu aprender
Tornar-me poeta.
E tudo era como as páginas de um livro escrito a lápis. Um livro imóvel, parado, recebendo chuva de poeira. Suas letras se apagando aos poucos, lentamente, até que ele não tenha significado nenhum, nem mesmo saibam que aquilo um dia foi um livro.
Vai chegar um momento em nossas vidas que o lápis e a borracha vai te que ser deixado de lado vamos ter que assumir a caneta pois não poderá mais existir falhas lápis e borracha são combinação perfeita de erro hoje você escreve e pode erra e a borracha apaga agora a caneta jamais mesmo com corretivo ficam às marcas.
Somos como lápis, a desenhar e apagar, a escrever e a esboçar, nossas histórias nesse imenso trajeto de papel chamado vida.
IZADORA
Na carteira riscada pelo mordido lápis preto 02 assina a prova bimestral Izadora
Sua pequena borracha suja cai novamente e rola até a porta
Lá vai izadora...
Ao levantar como de costume arrasta a carteira com aquele barulho chato esmagando o “colega” da frente... Os olhares dos demais são atraídos como imã para Izadora
Ela volta observando nas provas alheias o que deve marcar
Sentada rabisca no pouco espaço em branco da carteira, coça a cabeça e marca algumas questões.
O tempo passa...
Izadora está observando algo
Não consigo saber o que é
Seu olhar distante intriga-me
Será um pensamento provocado pela prova?
Aguardo um momento para ter certeza
Não!
Ela não escreve nada na prova
Seus cotovelos estão esticados verticalmente e seus punhos cerrados sustentam a cabeça de Izadora
Seu olhar está direcionado para a janela da sala
Fico a observar qual será sua ação depois do seu transcender...
Izadora balança a cabeça como se saísse do transe
Começa a escrever algo com desenhos e formas geométricas
Olha em minha direção sussurra algumas palavras coloca sua mão sobre a prova e passa o lápis transmitindo a forma de sua mão para o papel
Intrigante...
Qual será este sentimento que ela está dando forma na prova?
Ela terminou!
Muitas provas já estavam na mesa e a medida que terminavam eu os dispensava para suas casas visto que era o ultimo horário e queria ler a prova de Izadora naquele mesmo dia
Ela espera até que fosse a última mesmo tendo terminado ha algum tempo
Pronto! Caminho até ela já não tem mais ninguém na sala somente eu e Izadora
Ela sorri levanta e entrega sua prova dizendo que tinha se esforçado e sai correndo da sala
Volto até minha mesa admirando sua prova...
Lá estava sua mão aberta desenhada no texto principal dizendo PARE! E logo abaixo os dizeres: eu não estou aqui, esta sala não é capaz de suportar-me!
Na próxima página um círculo, um losango e um quadrado todos embolados rabiscados com bastante força... Percebi pela pequeno rasgado na folha e logo abaixo ela escreveu aqui é o fim o verde e o amarelo sumiram assim como todas as resposta que espera encontrar nesta prova
Eu não estava aqui
Este mundo não é o meu
Abraços Izadora.
É o papel que risca o lápis.
Por ser o papel mais duro que a grafite, o lápis vai se desmanchando, deixando seus restos na folha que percorre.
Da mesma forma, o tempo não passa, somos nós que passamos, gastos pelo tempo que vivemos.
Nossa história se faz das interações que temos na história de vida de outras pessoas.
Deixamos marcas por onde passamos e somos marcados por elas, chamamos essas marcas de lembranças, e as relevantes, quando boas, viram saudade.
Aqueles que gastam significativa quantidade de suas vidas marcando a vida de outros, se tornam eternos.
A reflexão que apresento é sobre saber se nossa vida produz rabisco ou mensagem nas folhas que percorre, pois o lápis se acaba e a folha fica.
Na minha infância costumava colorir o mundo com lápis de cor, pensei então em escrever uma frase alegre quando no espelho me deparei com a realidade; não sou mais menino, reconheço mas em mim ele ainda vive
Minhas lágrimas insistem em cair molhando o pedaço de papel que junto com o lápis seguro em minhas mãos, esperando encontrar palavras para escrever cartas para registar as lembranças dos meus sonhos com você, na tentativa de amenizar a saudade que sinto.
O Mundo Cabe Num Balão
Pintei o céu com lápis de esperança, brinquei de nuvem, de estrela e de criança. No chão de giz, desenhei uma andança, com passos leves, dançando na lembrança. Fiz do relógio um pião de algodão, o tempo gira feito um coração. Abri a tarde com chave de ilusão e fiz do vento uma doce canção.
O mundo cabe num balão se a gente sopra com emoção. Colora o dia com invenção e deixa o riso em explosão. Pula, roda, gira, mão na mão, brinca comigo nessa canção.
No livro velho achei um passarinho, voava alto, mas pedia um ninho. Levei no bolso um verso tão fininho e dei pra ele um céu de pergaminho. Vi uma fada de chinelo e laço, soltando sonhos no espaço do abraço. Cantava o mundo com tanto compasso que até tristeza dançava no passo.
O mundo cabe num balão se a gente sopra com emoção. Colora o dia com invenção e deixa o riso em explosão. Pula, roda, gira, mão na mão, brinca comigo nessa canção.
Se você piscar o olho, vira pirata. Se fechar os dois… a alma já salta. No balanço do sonho, tudo se trata… até o medo dança, de sandália e gravata.
O mundo cabe num balão se a gente sopra com emoção. Colora o dia com invenção e deixa o riso em explosão. Balão no céu, pé no chão, sonhar também é profissão.
Muitos julgam o lápis branco e o condenam a solidão por desconhecer seu real valor.
Tantas pessoas ignoram e são ignorados, sem que lhes conheçam sua essência, assim como o lápis branco, esquecido e abandonado por muitos. De grande utilidade para mim, pois sempre que desenho, ele é o primeiro que me preocupo em estar do meu lado, é ele que dará o brilho nos olhos, realçará o olhar, revelará sentimento no desenho, dará o brilho molhado nos lábios... dentre tantos outros efeitos belos. Não é porque alguém não o valoriza, que deverás generalizar essa rejeição. Assim como o lápis branco, alguém o procura para ser o brilho nos olhos dela.
Sonho de almas
Vela acesa, papel e lápis na mesa, o show vai começar.
Preso na gaiola que eu mesmo construí, vejo os meus sentimentos queimarem intensamente sem deixar cinzas,
O teu cheiro está no ar e ele me cobre, as tuas lembranças me sugam, a lei da atração por ti me oprime, me consome.
Palavras em vão, a maldade do silêncio, as respostas do destino em línguas estranhas e o sincero "não" para achar a chave da gaiola, foram os sintomas que revelaram porque eu estava morrendo aos poucos.
E lá vêm o mundo dos sonhos com seu poder de dominar o pensar mostrando que é no imaginário aonde ela mora e aonde seremos felizes.
Uma sombra passou correndo do meu lado e insistiu em caminhar as pressas até desaparecer em forma de pó sendo levado pelos ventos da escuridão.
Estranhamente uma música ao som do vinil começa a tocar, a porta da gaiola é aberta misteriosamente, uma estrada longa e bem arborizada se apresenta a minha frente, firmeza nos passos, emoção no olhar, o tempo parado,
campos de algodão doce em volta, sorvetes de girassóis nascendo das árvores e lá no alto o sol sorrindo pra mim em meio a chuva de pétalas de rosas,
a lua com todo seu poder de sedução se inclinou para o mar pedindo para suas ondas revoltas se acalmarem abrindo assim passagem para a rainha desse sonho profundo se aproximar do seu tão amado amante de vidas atrás,
em poucos olhares novas juras de amor infinito, em poucas lágrimas um rio de emoções guardado e apenas com um toque de mãos tudo foi revelado para as duas almas que jamais quiseram se separar.
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