Lágrimas
é claro que a gente passa,
passa mal,
passa dias no chão,
passa dias pensando se poderia ter sido diferente,
passa noites pensando se manda ou não mensagem,
passa o dia trocando mensagens comparando o passado com o futuro,
passa algumas vezes dizendo que não sente,
mas a gente sente.
O estômago parece querer sair pra fora,
a boca seca logo depois de 3 copos de água,
a mão coça como se ali habitasse um formigueiro,
o suor toma conta mesmo com a geladeira aberta pra pensar.
as borboletas são confusas, por mais que saiam pelas nossas lágrimas, sempre resta alguma, até chegar a última;
você sente quando ela sai, a liberdade voa junto com ela.
Quando a última te chamar pra voar de novo, jamais volte pensar em prende-las em seu estômago novamente.
o enjoo é cada vez pior.
mas
sempre
passa.
Murilo Augusto
Converse com as pessoas como se fosse perdê-las amanhã
Ninguém, ao menos que diante de um diagnóstico fatal, está preparado para perder quem ama.
SABEMOS QUE O RELÓGIO DA VIDA NÃO PÁRA E QUE UMA HORA SERÁ A NOSSA HORA, CONSEQUENTEMENTE TAMBÉM DE QUEM AMAMOS.
Transferimos a responsabilidade de muitas faltas para a tal “correria do dia a dia”, realmente o tempo voa, chegamos na sexta-feira e exclamamos: — Nossa, sexta de novo! Parece que foi ontem! Contudo, é uma falácia a dita “falta de tempo”, sabemos que, na verdade, este é igual para todos, o que existe são questões de prioridades.
É bem fácil notar que as nossas relações estão cada vez mais carentes de afeto, pois do pouco tempo de que dispomos com os nossos familiares, estamos com os celulares na mão, interagindo com o mundo, à exceção de quem está ao nosso lado.
Muito ouvimos de que a vida é curta, já o escritor Francês Jules Renard acredita que ela não é comprida nem curta e sim, ela tem uma duração própria. Se for parar para pensar, creio que sua reflexão seja a mais adequada, todos nós conhecemos histórias de pessoas que perderam filhos ainda na infância, e já outros que tiveram avós que viveram mais de cem anos.
TODOS TEMOS A CONSCIÊNCIA DE QUE UM DIA SERÁ O DO “ADEUS”, OUVIMOS DESDE PEQUENOS QUE A ÚNICA COISA CERTA NA VIDA, É O FIM DELA.
Mas sinceramente, não nos preparamos para o fim da nossa e, menos ainda, de pessoas queridas.
Se tivermos o cuidado de conversar e dar aquele abraço bem apertado sempre que vemos quem amamos, talvez as lágrimas frente a uma lápide, sejam apenas de saudade, mas nunca de remorso.
Puxe-me para o canto da sala e diga-me que ainda se sente feliz com isso, seja sincero. Minhas lágrimas me dizem que está na hora de partir, mas o que você me diz?
#Não #há #um #último #adeus...
Senão aquele que se não diz...
Ou aquele que se quiz...
Quando sopra o vento...
E a quem amamos é levada ao horizonte...
Só nos resta da saudade um alento...
Diante de tal desmonte...
Não levará nada consigo...
A não ser alegrias sentidas...
Lágrimas partidas...
De quem muito lhe amou...
E junto ao Criador...
Dirá que foi feliz na vida...
Aprendi a não dizer adeus...
Para as pessoas que conheci...
Despedida é sempre triste...
Meu coração é assim...
Na distância entre a terra e o céu...
Nesse momento não digo um adeus...
Sobram-me as recordações...
Descanse em paz...
Fique com Deus...
In memorian para #Nelice a quem aprendi a gostar e com ela rimos muito juntos...
Sandro Paschoal Nogueira
"Com os anos
a pouco e pouco
a raiz afectuosa
penetrou
no fundo da terra
até chegar
ao mais pequeno
e mais antigo
veio de lágrimas"
É preciso acordar das ilusões da vida e dos opressores, pois nem um nem outro nos dominará por muito tempo.
Eu quero amar! Ou melhor, sentir...
Acontece que, por muitos anos estão sendo bloqueado tantos sentimentos aqui dentro. Eu não sei como descrever essas repressão de sentimentos que tanto quer sair, mas não me sinto vivo, não me sinto humano. Me sinto um robô sem sentimentos, sentimentos reais... Assim, é como se tudo que se passa aqui dentro tivesse sido objetivado, ou seja, é como se eles fossem abstratos, não consigo gerir o que gostaria de sentir, transformo os mesmos em objetos inexploráveis.
Com toda essa falta de conhecimento dos próprios sentimentos, acabei construindo obstáculos emocionais, tenho medo de amar, chorar e sentir.
Contudo, hoje tive uma gota de “vida”.
O filme: - “Um limite entre nós” despertou algo que estava aparentemente morto. Uma pequena explosão surgiu, não sabia o que era até começar a tomar conta do meu peito, tentei eliminá-la como de costume, por medo de sentir dor. Mas sem sucesso, foi então que essa explosão foi ganhando tamanho, explorando todo o meu corpo até eu me dar conta de que estava sentindo, sentindo dor e felicidade, as lágrimas desceram e eu não me contive, apreciei cada segundo de lágrimas e emoção que, por muitos anos estavam submersas em uma pessoa frustada emocionalmente.
Matinas
Pai inalcançável, quando nós fomos originalmente
expulsos do paraíso, você criou
uma réplica, um lugar de alguma maneira
diferente do paraíso, sendo
planejado para ensinar uma lição: por outro lado
a mesma – beleza em cada lado, beleza
sem alternativas – Exceto que
por não sabermos qual era a lição. Deixados sós,
nós exaurimos uns aos outros. Seguiram-se
anos de trevas; nos revezamos
trabalhando no jardim, as primeiras lágrimas
encheram nossos olhos conforme a Terra
ficou turva com pétalas, algumas
vermelho-escuras, outras cor de carne –
Nós nunca pensamos em você
a quem aprendíamos a venerar.
Nós apenas sabíamos que não é da natureza humana amar
somente aquilo que retribui o amor.
O coração dói, e essas dores vão em todas as articulações, algo inexplicável acontece, a vontade de chorar prevalece e a força que eu achava que eu tinha, vai embora na primeira lágrima que escorre!
É necessário passar por tantas decepções e tantas dúvidas na cabeça?? É necessário a vontade de se auto-mutilar? Por que ocorre?!
Tenho uma afeição e reverência desmedida, por quem vive intensamente os meus sorrisos e as minhas lágrimas.
Não tenhamos dúvidas de que o grande desafio em vida são as relações humanas. Complexas, controversas, indecifráveis, oscilantes...
Quando pensamos em navegar por águas calmas, despertamos de um sonho em meio às tormentas; de mocinho a vilão; de lágrimas, lenço à sorrisos; das frases perfeitas às imperfeitas em fração de segundos... por isso, não é fácil o outro ser; por que também imaginemos que somos suficientes e nos bastamos. Pois, na nossa lente, nós somos nós; e na lente dos outros, eles são eles. Vamos olhar sob várias lentes. Suspendamos qualquer julgamento, respeitemos e vivemos.
Eu sou feita de silêncios e muito barulho, sou calmaria e tormenta; brisa e vendaval; tranquilidade a agitação. Fui reconstruída de muitos pedaços, retalhos, em parte bem costurada em outros, falhos; sou feita de expectativas e desilusões. Sou de grandes alegrias e profundas depressões; sou riso e lágrima, acerto e erro, solidão e...
Na àquele lugar especial você me abraçou, me perdoou, desde então com um aperto no peito estou, seu olhar sereno me emociona, seu sorriso me fascina, em meu rosto uma lágrima escorre, vou te procurar, estou disposto o mar me tornar para os seus pés tocar, contigo eu quero estar.
É no escuro que eu enxergo melhor. É no silêncio que eu sinto o tamanho do barulho. Mas, é na imensidão das lágrimas que o meu corpo cria resistência.
Filhas dos olhos meus
Oh, Filhas dos olhos meus...
Que escoam pelos horizontes do meu olhar
E trilham solitárias seus próprios caminhos
Fadadas ao fardo das emoções carregar.
Ah, Fragmentos do espelho de minh'alma...
Sigam seu destino fluido e ainda pesado
Aliviem as dores de um corpo sem calma
Curem as feridas do meu coração cansado.
Partam de mim e encontrem suas moradas
Caiam ao chão ou sequem ao ar...
Escorram até que eu durma sob cobertas molhadas
E levem de mim o que eu não conseguir carregar.
