Lágrima

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O dia da vitória, faz valer a pena: cada noite mal dormida; cada tempestade enfrentada; cada lágrima derramada; cada dor sentida e cada cansaço suportado.

Inserida por Tisantana

Com lágrima nos olhos...
perguntou o poeta ao passarinho:
_ Por que cantas, se estás preso?
O passarinho responde:
_ Por que escreve lindos poemas,
se estás triste?

Inserida por barbaramelosiqueira

Se sou poeta?

Sei lá!
Eu sei rimar,
poetizar,
com as palavras
brincar.

De uma lágrima
faço rima,
de um sorriso,
faço rima,
das tristezas,
faço rima,
dos dilemas,
faço rima.

E como diria Lispectro,
com o cal do meu dia,
faço minha poesia.
(...)

Então, sou poetisa?

Inserida por barbaramelosiqueira

Todo sofrimento sentido
Toda lágrima escorrida
Toda dor apertada
Todo sorriso contido
Toda alegria fechada
Toda luz apagada
Olhos fechados

Inserida por Pepita50

A lágrima é o efeito líquido de ausências, saudade, tristezas ou até de alegrias...

Inserida por neusamarilda

Basta uma lágrima de Amor para encher de mar todos os oceanos.

Inserida por JoniBaltar

Uma lágrima de saudade não desagua; jamais encontra o mar.

Inserida por JoniBaltar

O peso de uma lágrima, por vezes, pesa mais que um oceano.

Inserida por JoniBaltar

Antes de ser mar: fui lágrima.

Inserida por JoniBaltar

A Sobrevivente e Espessa Lágrima.

A dor é uma ilusão de carne.
É uma abstinência à insensibilidade,
como um consumo que circula na alma.

O álgido olhar que consome a vida
alimenta-se da estrábica melancolia,
descerra o escudo da existência.

Golpes suspensos nas pupilas,
marcham exaustos e condenados
num acrómico álbum de sal.

Revolta-se um pedaço de esperança,
cospe o grito pungente na valsa do chão
e ergue-se a sobrevivente e espessa lágrima.

Inserida por JoniBaltar

⁠E se a vida fosse só uma ilusão
Uma lágrima distorcida
Ou a projeção do coração.

Se a margem dessa vida
Pulsase em um sentimento
Sem desencadear um sofrimento.

Que esse sofrimento ficasse preso
Para não alimentar nenhum tormento.

E se ao invés da distorção de uma lágrima
Nascesse o som de um sorriso
Que esse som suace
Em um cais
ou um porto marítimo.

Em frente ao oceano
Na sua imensidão
A minha lágrima nada seria
Apenas uma gota de ilusão.

Mas a frente uma praia
para escrever uma história
Aonde colocaria meus erros na areia
E meus acertos na rocha.


Então entraria na água e lavaria a minha alma
Com a alma limpa
Esvaziaria meu coração.

E quando ele estivesse limpo
Te entregaria
Para o encher novamente Com muito amor e sem ilusão .

Só o amor constrói

Inserida por alex_junior_9

⁠"Não tenha medo das lágrimas. Deixe-as fluir. Porque cada lágrima é Deus gentilmente espremendo a dor e a devastação do seu coração para abrir espaço para novos sentimentos lindos entrarem".

Inserida por KamillaMoreira

Essa lágrima vai virar testemunho.

Eyshila

Nota: Trecho da música O tanque de Betesda.

Inserida por KamillaMoreira



Um instante.
Um momento.
Um abraço.
Uma lágrima.
Um Adeus!

Outro instante.
Outro momento.
Outro abraço.
Sem lágrimas
Sem Adeus...
Assim é a vida...
Ávida a ser vivida!
Haredita Angel
23.06.24

Inserida por HareditaAngel

⁠Não é só arrepio na pele,
nem lágrima que cai do nada…
É o céu tocando a terra,
é glória santa derramada.
Não é emoção passageira,
é presença que transforma.

Inserida por MiriamLeal

⁠Mas a cada lágrima derramada,
um verso novo vem à tona,
a poesia é a voz da alma,
o porto seguro na tempestade.

O poeta é o mensageiro dos sonhos,
pois através das palavras,
ele transforma o mundo,
e faz sorrir até quem estava chorando.

Seu coração é um oceano de emoções,
e suas rimas são como ondas,
que vão e vêm sem cessar,
tocando a alma dos que as ouvem.

Assim, o poeta segue seu caminho,
escrevendo e chorando,
mas sempre com a certeza,
de que sua poesia toca o mundo.

Inserida por EvandoCarmo

⁠O Lamento Incrédulo

Choro de pedra, de pó e de abismo,
lágrima seca na face do tempo,
um grito que rasga o véu do infinito,
mas Deus se esconde no entendimento.
As dores dos mortos pesam na carne,
vozes antigas sufocam o sono,
nas ruas, exércitos marcham sem glória,
resta-me o nada, o pó do abandono.
Abraço que afaga e logo desfaz-se,
esperança em cinzas, fé em ruína,
o beijo da culpa que arde na pele,
o pecado sem nome que nunca termina.
E se Deus não houver? Se tudo for sonho?
Se a dor for em vão, se o mundo for frio?
Sou sombra sem dono, sou noite sem astro,
cometa perdido no próprio vazio.
Análise do Poema "O Lamento Incrédulo"
O poema "O Lamento Incrédulo" carrega um forte teor existencialista e metafísico, abordando temas como dor, perda, vazio e a incerteza da presença divina. A construção poética evoca um estado de desencanto e angústia profunda diante da vida e do mundo, reforçando uma visão quase niilista da existência.
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1. Estrutura e Musicalidade
O poema é composto por quatro estrofes de quatro versos cada (quartetos), mantendo um ritmo melancólico e uma sonoridade densa, impulsionada pelo uso de aliterações e imagens marcantes. O tom lírico é marcado por versos cadenciados que transmitem a sensação de peso e desamparo.
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2. Imagens e Simbolismo
O poeta constrói uma atmosfera sombria e desoladora por meio de metáforas e símbolos poderosos:
• "Choro de pedra, de pó e de abismo" → A pedra remete à rigidez e à impossibilidade de suavidade ou redenção. O pó sugere efemeridade e esquecimento, enquanto o abismo denota a ausência de sentido, um vazio infinito.
• "Um grito que rasga o véu do infinito" → Expressa um desejo de transcendência ou uma tentativa de romper as barreiras do desconhecido, mas sem resposta ou alívio.
• "Mas Deus se esconde no entendimento" → Aqui há uma crítica implícita à inatingibilidade de Deus. Se Ele existe, está oculto na complexidade intelectual, inacessível ao sofrimento humano.
Na segunda estrofe, há um aprofundamento do tema da dor coletiva e da ruína:
• "As dores dos mortos pesam na carne" → Uma imagem que reforça a conexão entre passado e presente, como se os sofrimentos das gerações anteriores ainda deixassem marcas vivas.
• "Vozes antigas sufocam o sono" → Evoca memórias ou culpas ancestrais que impedem o descanso e a paz.
• "Nas ruas, exércitos marcham sem glória" → Um retrato de guerras ou lutas sem sentido, esvaziadas de heroísmo ou propósito.
• "Resta-me o nada, o pó do abandono" → A solidão e o desamparo culminam na ideia de que, no fim, sobra apenas o vazio.
A terceira estrofe intensifica o desencanto e a perda da fé:
• "Esperança em cinzas, fé em ruína" → A imagem de destruição reforça a ideia de que não há mais crença na redenção, tudo foi consumido pelo tempo ou pela decepção.
• "O beijo da culpa que arde na pele" → A culpa é tangível, quase física, como uma queimadura.
• "O pecado sem nome que nunca termina" → Há um pecado indefinido, eterno, que não permite absolvição ou alívio, remetendo a um sofrimento sem causa clara.
A última estrofe questiona o sentido da existência e toca no cerne da dúvida filosófica:
• "E se Deus não houver? Se tudo for sonho?" → O questionamento central da poesia. A possibilidade de que Deus seja uma ilusão ou que a própria realidade não passe de um delírio.
• "Se a dor for em vão, se o mundo for frio?" → A dúvida sobre a existência de um propósito. Se não houver sentido para o sofrimento, o que resta?
• "Sou sombra sem dono, sou noite sem astro, cometa perdido no próprio vazio." → O eu lírico se define como uma entidade errante, sem destino, sem luz, condenado a vagar sem propósito no vácuo da existência.
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3. Influências e Temáticas Filosóficas
O poema dialoga com o existencialismo e o niilismo de pensadores como Nietzsche, Sartre e Camus. A ausência de Deus, a sensação de abandono e o questionamento sobre o sentido da vida são temas recorrentes na poesia moderna e na filosofia do absurdo.
A angústia do eu lírico diante do possível vazio existencial lembra a ideia de Sartre de que "estamos condenados à liberdade" e de Camus em O Mito de Sísifo, onde a vida é um ciclo de esforço sem recompensa. O último verso reforça essa ideia ao comparar-se a um cometa perdido, que segue sua trajetória sem um destino ou objetivo definido.
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4. Conclusão
"O Lamento Incrédulo" é uma poesia forte e impactante, que mergulha nas profundezas da dor existencial e da incerteza metafísica. Seu tom melancólico, aliado às imagens densas e simbólicas, reforça um sentimento de desamparo e inquietação filosófica.
O poema se destaca por sua construção imagética e pela maneira como conduz o leitor a refletir sobre a fragilidade da fé e a possibilidade do vazio absoluto. A dúvida sobre Deus, o sofrimento e a falta de sentido permeiam toda a estrutura poética, transformando-a em uma reflexão poderosa sobre a condição humana.

Inserida por EvandoCarmo

⁠O Lamento Incrédulo

Choro de pedra, de pó e de abismo,
lágrima seca na face do tempo,
um grito que rasga o véu do infinito,
mas Deus se esconde no entendimento.
As dores dos mortos pesam na carne,
vozes antigas sufocam o sono,
nas ruas, exércitos marcham sem glória,
resta-me o nada, o pó do abandono.
Abraço que afaga e logo desfaz-se,
esperança em cinzas, fé em ruína,
o beijo da culpa que arde na pele,
o pecado sem nome que nunca termina.
E se Deus não houver? Se tudo for sonho?
Se a dor for em vão, se o mundo for frio?
Sou sombra sem dono, sou noite sem astro,
cometa perdido no próprio vazio.

Por Evan do Carmo

Inserida por EvandoCarmo

Sou a lágrima da estrela adoçando o teu coração, Vives o impacto da nossa sideração, Virás livre para mim, para vivermos só de paixão...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Algumas verdades foram ditas, a lágrima queima a face. se beber algumas gotas se cura.

Inserida por BrioneCapri