Lago
“Se me perguntarem o que é paz, talvez eu não saiba explicar. Mas, desconfio que seja um lago orlado de bonitas flores"3
rojanemary ❤
Raso nas beiradas, no meio profundo, o lago onde as lembranças dormem se move na lentidão de seus fluxos e marolas. Se chove forte, reage e transborda. Depois se recolhe, criando a praia seca que toma as margens. Até se dissolver na turvação que a névoa espalha.
Em um lago parado,
Perdido sobre a névoa,
Respira calmamente,
tranquilo perdido,
Perdido com os seus próprios pensamentos,
Sombrio todos os chama,
Um solitário sozinho,
Boiando em sua lágrimas,
Alguns ajudam mais acabam desistindo,
Outros tentam mais afundam,
Então ele e sozinho,
E feliz com a sua própria presença,
Feliz solitário
Exercita o "filtrar", não permita que nenhuma impureza contamine seu lago interno. Existem emoções e pensamentos que a gente não deve deixar entrar. Filtre.
AGIR E ACREDITAR
Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.
Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras. Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro agir.
Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos. O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força. O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.
Então o barqueiro disse ao viajante:
- Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.
- Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos ao mesmo tempo e com a mesma intensidade agir e acreditar.
“Pude ver naquele céu rosado de fim de tarde, sentada nas pedras à beira do lago, o quanto tenho que ser grata a Deus pelas maravilhas que me tem feito. Quanta beleza havia naquele céu. Sim, o mesmo céu que vejo todos os dias. Em todos os lugares. Mas nem todos os dias o enxergo como naquela tarde. Estava concentrada. Com meus olhos fixos naquelas nuvens bagunçadas. E vendo aquelas aves sobrevoarem tão livremente. Deus. Como és perfeito. E como sou imperfeita. Que tenho todos os dias esse mesmo céu ao meu dispor, e quase nunca o exergo. Quase nunca tenho tempo pra isso. Perdoa-me. Eu te amo.”
Um dia estava eu de jet-ski num lago todo contente, fazendo manobras sozinho e feliz... os amigos assavam um filét na beira do lago e bebiam Nortenha, todos festando...
ao longe vi uma pequena canoa velha e vazia, quase que imperceptível do outro lado do lago... devagar me aproximei!
Ao chegar perto da canoa escuto uma voz, dizia-se ser o AMOR...
Voz doce, calma e suave, exalava um perfume que me fazia fechar os olhos e ficava "chapado", imaginando maravilhas...
Ele "O AMOR" disse que um dia eu iria encontra-lo!
Assim como encontrei esta canoa velha e vazia abandonada do outro lado deste movimentado lago...
Assim é minha vida, alegre, cheia de manobras, amigos, festas, filet, nortenha... e a canoa eu sei aonde está, e de vez em quando eu navego nela devagar, bem devagar! Pois a canoa é velha!
Se eu chegar contudo e fazer minhas manobras, ela afunda!
A flor tem a sua sombra; o cisne nadando no lago tem a sua sombra; o pavão vaidoso contempla a sua sombra; a árvore frondosa tem a sua sombra; na calçada da vida, o velho e a velha se cruzam, se olham esgueiramente, e num segundo começam a sonhar...as sombras da juventude; não os assombram mais, apenas começam a bailar, se alegrar...
Mário Lago, que é cheio de água em seu nome, só não afogou as mágoas da vida, porque o copo sempre foi muito raso. Por isso foi um artista transbordante!
Como um rio
Água de sono único,
O lago entre montes,
Vive plácido, cristalino
Os sonhos da mediocridade.
Em si mesmo estancado
Jamais ousa planícies.
Assim inerte, estacionado,
Só se ocupa de reflexos:
A idiotia em vaidade consumida.
Não evolui nem retrocede,
Não conhece nenhum caminho,
Não questiona necessidade,
Tampouco conhece o próximo lago.
“Quem sai da idiotia entra no discurso”.*
Idiotia é lago sem discurso,
Porque “presença física
Não estabelece comunidade”.*
Avisai aos lagos do arroio:
O esforço digno por seu breve caminho!
Quem se extrai do eu,
Depara-se com outros eus
Com mesmos direitos que os seus
E sua evolução é uma relação com eles.
Só água de muitos arroios
Torna-se incessante como um rio.
Só o rio é apto aos longos caminhos.
Oceano é água de todos os caminhos.
Só conhecem oceano
Águas que fluem como um rio.
A ‘teologia do medo’ não está com aqueles que falam do inferno, do lago de fogo, do pecado, etc. A ‘teologia do medo’ está com aqueles que omitem a verdade bíblica por medo de ofenderem seus ouvintes e perderem seus privilégios.
Esquecendo o tempo do ontem e do amanhã, indo fundo no tempo de agora.Mergulhe inteiro no lago do instante presente,como se a vida se escoasse após aquela hora. Ame demais, como se tudo fosse acabar como uma onda revolta, na chegada de um acaso, que sempre acontece sem que a gente perceba.Nós somos o que queremos ser.
Trabalha a tua mente até entender que você não é um lago represado acolhedor de sofrimento, que a tua vida vivida é um paraíso de felicidade.
o mundo está distorcido cada vez mais vivendo de aparências banhado em decadências, num lago de ilusões remando num vazio sem ter direção para quem está perdido todo caminho é uma estrada.
TRABALHA A DOR
A TV na vitrine
Casa emprestada
O operário é um cisne no lago
Asas quebradas
Vendendo força de trabalho
Poder na produção
Não pode cansar [de domingo a domingo]
Manufatura em excesso
Recebe migalhas
Declínio no preço...
Ideologia de igualdades
Sutilizados pelo empregador
O sofisma é aparente
O empregador abastece cidades
Com o suor do trabalha a dor...
Monta todas as TV's
Sem descanso no trabalho
Tem suas aparentes metas
Acorda no alvorecer
Assim como borboletas...
Tentando voar com amarras
Sonhando com a imensidão sem limites
Almejando casulo melhor
Mas é apenas robô mecânico
Mero historiador sem história....
Metamorfose agridoce
O capitalismo é uma sucessão da miséria
Mas permanece como se não fosse
Eis a sorte do trabalha a dor:
Explorado por bactérias...
E eis que o trabalha a dor
Continua sem a TV que tanto sonhara
Sem seu feudo para apaziguar o suor
Utopizando a vida genuína
Falácias de quem vence a dor...
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