Juras de Amor
Sonhos não são promessas. Planos não são garantias. O tempo não é uma cura. A felicidade não é uma sina. E o amor, é ainda mais incerto.
"São cartas.
Promessas vazias, conto de fadas.
São cartas.
Na noite fria, sem sua companhia, com suas falácias.
São cartas.
Palavras escritas, vida mal resolvida, no fim, só palavras.
São cartas.
Cartas escritas, tudo as escondidas, no seu jogo de cartas.
São cartas.
Loucuras vividas, os olhos transpiram, enquanto lhe escrevo, minha amada.
São cartas.
Cartas cartográficas, enquanto eu velejo, pelo turbilhão de suas águas.
São cartas.
Quando lancei-lhe minhas fantasias, eu as aprisionei, como cartas em garrafas.
São cartas.
No seu jogo, tens toda a minha alma, porquê pra você, as emoções, no fim das contas.
São cartas..."
Pense bem, a quem vai entregar seu coração. No começo são risos, flores, promessas. No final são lágrimas, tristeza e solidão.
Triste é sonhar na solidão, na doce falsa promessa de uma ilusão. Que devora nosso peito nu, de fraco coração. Como se o amor, não tivesse fim, mesmo na incompreensível imensidão.
Politica, falsas promessas e demagogias são para os políticos o ser comum luta pela vida diariamente, com o trabalho, esperança na justiça, amor e fé.
Eu exijo
Eu questiono as promessas feitas;
Não á justiça nas conversas que criaram expectativas falsas;
Desejo que todas as tentativas em vão que os meus olhos puderam ver, se apaguem;
E que eu possa suprir todas as minhas necessidades com a existência de um amor verdadeiro que me complete e envelheça ao meu lado.
Livro:
NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Capítulo X
RÉQUIEM AO SOL, PROMESSA À NOITE.
Vultos dançam nas bordas das sombras, evocando os espectros de reminiscências sepultadas sob o lodo da ausência.
São murmúrios de passos nunca dados —
rastros de uma presença que, mesmo morta, ainda transborda ruína no porão da consciência.
Eis que o sol, alquebrado em seu estertor, entoa um réquiem à lua —
Não com voz, mas com luz exangue,
como se os próprios astros sepultassem o dia em silêncio.
Talvez seja nos delírios oníricos que a existência se insinua,
ou, quem sabe, nos pesadelos que anunciam dilúvios e ruínas.
O vazio que habita estas paredes não é silêncio,
é gestação de mundos que jamais nascerão.
E mesmo assim, o oco permanece grávido.
As sementes são escassas,
mas algumas ainda dormitam sob o limo do esquecimento.
Foi então que a aparição retornou —
Camille Monfort.
Não atravessou o espaço como os vivos o fazem.
Não caminhava.
Movia-se com a gravidade de uma lembrança que nunca soube morrer.
Deslizava como as brumas que sangram das frestas de um túmulo mal selado.
A atmosfera, diante dela, contraía-se em silêncio espectral.
Era presença e lamento.
Era epitáfio em forma de mulher.
Ela se postou diante do espelho esquecido — aquele onde os reflexos recusam habitar.
Ali, não havia imagem, apenas a insinuação de uma ausência.
O espelho a temia.
E a noite, também.
— Chamaste-me do subterrâneo da memória?
A interrogação ecoou como um sussurro no interior de uma cripta.
Não foi voz — foi sintoma.
Tentou-se responder, mas as palavras, apodrecidas no palato, desmancharam-se antes de nascer.
Falar diante dela era transgredir o sagrado do silêncio.
Camille aproximou-se da madeira corrompida que geme sob os pés dos esquecidos.
— O receio ainda te habita?, murmurou ela,
como quem não pergunta, mas sentencia.
Negar foi instintivo.
Mas naquele instante, não se sabia o que era instinto ou delírio.
— Talvez a noite seja apenas o útero de realidades não encarnadas, continuou.
— E o pranto, uma liturgia mal compreendida pelos vivos.
Mas há aqueles que compreendem… os que redigem livros com a pena embebida em saudade e treva.
Ela então se inclinou sobre a alma que não ousava respirar e, com voz de sopro ancestral, murmurou:
"Os vivos sonham. Mas as sombras se lembram."
Um toque — e a razão sucumbiu.
Desconhece-se o que sucedeu.
Se foi sono ou êxtase.
Morte breve ou vida suspensa.
Apenas silêncio… e a certeza de que algo se foi,
ou veio para ficar.
Sobre o assoalho enegrecido, repousava uma rosa — não vermelha, não branca — mas negra como a ausência de retorno.
Ao lado, uma página molhada pela umidade de um mundo interior que nunca secou.
Em tinta densa, o nome que jamais deveria ser esquecido:
Camille Monfort.
Promessa Inquebrável
Sob o céu tingido em fogo,
Vi teus olhos a brilhar,
Tuas juras de amor eterno,
Um adeus sem desvendar.
A guerra da tua mente,
Em teu amor por mim,
Tentou apagar memórias,
Mas você sabe que o nosso amor não tem fim.
O tempo riu da minha espera,
Sussurrou que foste em vão,
Mas meu peito, em chama eterna,
Recusou tal traição.
Outonos viram meus cabelos
Se tingirem de neblina,
Mas meu amor seguiu intacto,
Como a lua, que ilumina.
Então veio a última carta,
Um diário esquecido e frio,
Teus versos presos no passado,
Como um barco à deriva no rio.
"Se o destino nos roubou,
Que a morte nos faça inteiros,
Pois te espero além do tempo,
Onde os dias são primeiros."
E ao cair da última folha,
Senti tua mão na minha,
Nosso amor é verdadeiro,
E você sabe que ele viverá para a eternidade.
Escolha orar em concordância com as promessas de Deus, e, ao fazer isso,
a paz que excede todo entendimento humano guardará o seu coração e a sua mente em Cristo Jesus. Essa paz, que só Ele pode oferecer, é a certeza de que, mesmo em meio às adversidades, o Senhor está no controle e cuidará de cada detalhe de nossa vida.
A esperança é uma febre que não queima, mas arde em silêncio, uma promessa que nunca foi feita, mas que insistimos em acreditar. É como deitar em um gramado úmido ao entardecer, sentir a terra fria contra as costas e a brisa carregando um cheiro de coisas esquecidas — da infância, talvez, ou de um sonho que nunca aconteceu.
E nesse momento, enquanto o vento invade os pulmões como se quisesse torná-los eternos, você percebe que a paz não é uma conquista, mas uma entrega. É um instante roubado do caos, um suspiro entre a tempestade.
As palavras para descrevê-la, se é que existem, são frágeis como fios de teia ao sol. Elas não dizem, mas insinuam. Porque a paz, quando vem, não se explica: apenas invade. Talvez seja isso que Clarice quis dizer tantas vezes — que há um mundo dentro de nós, maior do que qualquer compreensão. E nesse mundo, a esperança floresce como uma erva daninha teimosa, rachando até o concreto da nossa dureza.
"" Eu andei com amigos (que eram) más companhias, mas as mães de alguns deles juravam que eu era o pior...
" Do que as palavras falam,
diante do livro que resume nossas vidas
são promessas
ouço referendos de tantos heróis,
cujas capas douradas praticaram o bem
e deuses conflitantes para cada um ter razão
não, não.
É estupido repreender o futuro
quando o que bate à porta é sinônimo de perdão
haja luz para tanto escuro,
haja fé e união
as porções estão dadas em formas igualitárias
cada qual que grite o seu quinhão
o mundo espera, mas não para de girar
está chegando o natal
é hora de ascender as velas de neon...
" O prego depois de colocado no seu devido lugar
estará jurado de morte
sua sorte, será ser abraçado pela madeira
que arteira
o apertará,
tanto, que ele não gemerá,
mas entenderá
que ali de fato será o seu lugar
até enferrujar
e morrer quase seco
numa cerca de um beco
ou numa casa toda podre
quase pronta para desmoronar...
Segunda Metade
Eu corri tão depressa, sem olhar pra trás
Me perdi nas promessas que o tempo desfaz
Colecionei cicatrizes, deixei sonhos no chão
Acreditei que a vida era só ilusão
Mas agora eu vejo, há mais pra viver
Não é sobre o tempo, é sobre aprender
A segunda metade é pra me encontrar
Costurar os pedaços que o vento levou
Fechar as feridas, deixar cicatrizar
O que a primeira metade quebrou
Já não busco respostas em quem não ficou
Nem carrego saudades do que não voltou
Cada linha no rosto é um mapa, um sinal
Que a vida começa depois do final
Se a dor foi um dia meu porto seguro
Agora eu navego sem medo do escuro
Porque sei que o sol sempre vai despertar
E o que me feriu já não pode me quebrar
A segunda metade é pra me encontrar
Costurar os pedaços que o vento levou
Fechar as feridas, deixar cicatrizar
O que a primeira metade quebrou
Não sou quem eu era, mas sou quem eu quis
A segunda metade me fez mais feliz
Cristo mudou o mundo sem grandes promessas, fazia apenas o que tinha que ser feito, levar sua palavra de amor.
