Julgamentos
Todos somos falhos. Inclusive nós, quando achamos que a crítica do outro em nossa direção é que seja a falha. Se alguém me critica, é a opinião dele a meu respeito. Independente de ser ou não coerente com a realidade, é a verdade que o outro enxerga. Por que, ao invés de achar que o outro é que é falho, eu não me examino para descobrir o que levou o outro a chegar àquela conclusão? Que bom se nesse processo eu descobrir humildemente que a falha é minha! Assim terei a oportunidade de corrigi-la, não pelo outro, mas para meu próprio bem estar.
Nossos Instintos Evoluindo?
Sentimentos e sociedade nos interferem a nível instintivo. Somos animais e seguimos padrões. O que nos difere é a nossa capacidade de mudá-los, por termos raciocínio. Porém, como afeta nosso instinto, torna-se algo difícil de livrarmos, pois não é simplesmente dizer pra si mesmo que se você se atirar de um prédio não vai morrer que o teu instinto vai parar de te impedir, por meio do medo, de pular. Nós ainda sim vamos ser impedidos por nosso instinto. Isso é animal; isso é sobreviver.
Quando tentamos dizer pra nós mesmos que “Eu não a amo” quando está sentindo seu coração pular de dentro de você fortemente, é mentir pra si mesmo, e isso não vai fazer seu cérebro ignorar esse sentimento ou até lhe fazer esquecer completamente. Só vai, no máximo, ignorar temporariamente, visto que não tomará uma atitude que prove esse sentimento verdadeiro; afinal, nosso instinto também já está acostumado com os olhares que temos ao redor e que, mesmo que seja uma fração de segundos, estão prontos para destacar os nossos erros e deslizes.
Estamos inconscientemente mais acostumados com todos os julgamentos e atitudes “normais” de nossa sociedade, do que você ou até mesmo eu, esperava. Tornamo-nos pessoas que seguem Ciclos, desrespeitam outros e que fazem tudo isso inconscientemente, apensa por seguir seu instinto. Como nos livrarmos desse ciclo em que todos os humanos estão presos? Apenas nós, é impossível.
Se todos ao menos percebessem que a resposta para tudo isso é tão simples... A Realidade, se não Relativa, não Existe. A minha realidade do que é certo ou errado, é diferente da sua opinião do certo e errado. O que pra mim é libertação, pra você pode ser egoísmo. O que pra mim é grosseria, pra você é desabafo. Temos e Vivemos em diferentes realidades. O que precisávamos fazer era simples: Aceitar, mas não concordar, mentalmente. Aceitar que uma pessoa é homossexual não é concordar com que ela seja, mas é saber respeitar; e se tivéssemos respeito pelos outros, bem, nossa sociedade não seria como ela é atualmente.
Mas convenhamos que até nossa sociedade, dificulta nossas mudanças. Há pessoas que dizem: Você deveria ser diferente. E você percebe que deveria realmente mudar em algo. Aí se passa algum tempo e você consegue isso! Porém, a pessoa que te “aconselhou” para mudar, diz: Nossa. como você está diferente! Nem parece mais a mesma. Obviamente, num tom em que se passa a ideia de ser algo negativo, quando deveria ser comemorado que uma pessoa evoluiu o pensamento pra ser alguém melhor. Por quê? Por que desprezar a mudança de uma pessoa? Se ela está se sentindo alguém melhor e deixou vários defeitos de lado, por que a deixar com medo de ter perdido a própria essência?
Se você ta feliz e em sua felicidade não consta em fazer mal ao próximo... que mal tem? A sua alegria pode ser diferente da minha. Mas ela ta errada? Para que vou perder meu tempo julgando, sendo que é melhor sentir o prazer de me alegrar com a sua felicidade.
Estamos no mundo de malas prontas e vivemos julgando e condenando o outro como se fossemos viver pra sempre
“Costumo voltar atrás, sim, não tenho compromisso com o erro!”.
Juscelino Kubitschek
"Eu prefiro ser essa Metamorfose Ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...".
Raul Seixas
Não tenhamos MEDO de assumirmos nossos erros, TODO SER HUMANO É FALHO E ERRA, só não erra (aos nossos olhos) é quem nada faz, porque até aí existe o ERRO DA OMISSÃO!
O que leva à DIMINUIÇÃO de nossos erros é a CORAGEM DE TENTARMOS DE NOVO, é a disposição de LEVANTARMOS TODAS AS VEZES QUE CAIRMOS, de termos UMA META E SEGUI-LA, de não nos preocuparmos TANTO com a opinião alheia, isto é AMADURECIMENTO!
O processo de AMADURECIMENTO obedece a regra da “TENTATIVA, ERRO OU ACERTO”, vejamos cada ERRO como um ENSINAMENTO e cada ACERTO como uma LIÇÃO COMPREENDIDA!
A imensa maioria dos "juízes das causas alheias" não pagam nossas contas, não secam nossas lágrimas, não nos dão colo quando nosso mundo parece desabar, não querem saber onde nosso calo aperta, portanto OUVIRMOS as opiniões alheias É SENSATEZ, mas nos PREOCUPARMOS com as de quem gosta e se preocupa conosco É SABEDORIA!
As vezes , pessoas nos julgam conforme
a visão que tem
e nem sempre essa é a verdadeira
Acredito que antes de criticar alguém,
temos que ter os olhos
limpos e alma pura para não fazer
julgamentos, pois talvez,
naquele exato momento nossa visão
esteja torta e esquecemos
de abrir a porta da alma
Temos que estar sempre atentos para
termos uma nova visão
e reavaliar antes de julgar.
Somente assim acredito que
aprenderemos a amar.
Também tenho o direito de estar em primeiro lugar na vida de alguém, isso no que diz respeito ao amor; porque referente a julgamentos, já estou cheia.
O mundo esta sim do avesso. Agora quem fala a verdade sofre com desconfianças imaginárias. Eu ainda acredito que possa existir gente do bem. Será utopia?
AINDA QUE AS PORTAS SE FECHEM, AINDA QUE OS VENTOS SOPREM CONTRA, AINDA QUE OS OLHARES NÓS JULGUEM E TODOS OS DEDOS NÓS APONTEM, SEJAMOS FORTE PQ AINDA EXISTE FORÇA O BASTANTE PARA SEGUIRMOS...
Conhecer é ter a possibilidade de alargar seus horizontes, aprofundar a sua visão e diminuir a capacidade de errar ao julgar o que não se conhece
REALIDADE
Se a sua realidade momentânea
é diferente da realidade de outros
conserve a sua opinião apenas para si.
Julgar sem sentir na pele a dor do outro
não faz de você um sábio capaz de resolver
os problemas do mundo, e sim um tolo insensível.
Quem nunca olhou para alguém e mediante algumas atitudes , situações ou um caso isolado tirou conclusões precipitadas, e negativas em relação aquela pessoa, e depois viu que se enganou e estava errado, por isso é sempre bom esperar e ter paciência, para que os fatos se esclareça.
Podemos criar problemas para nós mesmos e para outras pessoas, pelo simples fato de não ouvir e analisar a situação e sair por ai deduzindo coisas, muitas vezes o nosso achismo pode nos fazer errar feio, por não esperar e avaliar o que aparentemente na sua mente está meio confuso, e que julga até ser injusto, mais é sempre bom darmos tempo ao tempo, para esclarecimento das coisas, pois as vezes o que pensamos não tem nada a ver com a realidade, e assim julgamos algo errado.
Vou defender com unhas e dentes coisas que eu sei que não estão certas e justas, justo porque e pelo que sou, porque vivo na pele. (29/01/2018)
É preciso saber esperar até que se tenham as palavras e a oportunidade certas para dizê-las.
"Um tolo expande toda a sua ira, mas o sábio a encobre e reprime" (Pv 29:11).
Não devemos fazer julgamento precoce até que tenhamos a certeza das coisas. É preciso nos certificarmos de que as coisas são como pensamos. Isso pode ser feito mediante uma análise madura acerca dos fatos: por exemplo, um levantamento dos fatos concretos deve preceder os nossos julgamentos. Na maioria das vezes isso não é feito; daí, sofremos a consequência do juízo temerário.
Precisamos nos exercitar neste provérbio quando nos iramos injustamente com alguém por acreditarmos que ele voluntariamente não correspondeu àquilo que desejávamos. Julgamo-lo por precipitação através de palavras incertas sem o verdadeiro conhecimento de causa. É melhor procurar saber das coisas antes de emitir juízos a respeito de alguém.
O entendimento desarrazoado das ações de uma pessoa revelam o quanto nos enganamos a respeito dela e a julgamos equivocadamente. O grande problema é que nos precipitamos naquilo que pensamos ser verdade acerca de uma pessoa; pensamos que a conhecemos o suficiente para não acreditar que seria capaz de fazer algo de bom em nosso favor; que seria capaz de corresponder às nossas expectativas.
Pensamos em nosso julgamento egoísta que ela não se importou conosco e fez de qualquer maneira o que deveria ter feito melhor, sem saber que ela deu o seu melhor justamente a fim de corresponder à nossa vontade. Porém, a nossa mente maldosa, cheia de maus pensamentos, que não acredita que uma pessoa possa fazer algo pelo nosso bem, não nos permite imaginar que a pessoa se esforçou por nos agradar.
E assim a julgamos indevidamente por algo de ruim que ela não cometeu. Passados os momentos da precipitação, após ter cometido o julgamento errôneo, a gente reconhece que a pessoa fez tudo o que podia para nos trazer alegria, para nos causar um bem maior. E, aí, já é tarde! Já cometemos o pecado. Agora, é super necessário que busquemos o perdão de Deus e que tomemos a decisão de vigiar para que nuca mais cometamos este pecado novamente.
Precisamos agir conforme o provérbio acima: quando ficarmos irados com alguém, precisamos aprender a encobrir e reprimir a nossa ira até que, pelo menos, saibamos a verdade sobre ele, suas reais intenções, e a possível pureza de suas ações, pureza esta que, naturalmente, não conseguimos perceber justamente porque não a possuímos no momento em que o julgamos inconsequentemente.
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Os acontecimentos,visto de fora , não nos dá detalhes suficiente para entender uma historia,logo, também não nos da o direito de fazer julgamentos. ....
Frequentemente, julgamos e somos julgados por atitudes que tomamos, sofrendo olhares de censura e comentários reprovadores de quem não sabe o que passamos até o momento de ter tomado uma decisão no apse de uma situação em que não havia saída,viramos alvo do veneno de pessoas que nem de longe tinha a intenção de ajudar e ainda complica mais espalhando o que não viu,o que não conheceu.Como podemos emitir juízos de valor baseados somente no conhecimento superficial, sem ter vivido de perto nenhuma das histórias que não são nossas?
Vivemos com a bagagem que a vida vai nos dando de acordo com os carmas de cada um. Ninguém sente a mesma instensidade de dor ou prazer,por mais que estes sentimentos sejam parecidos.É semelhante a o tamanho da roupa,um calçado...nem tudo serve para todos. Por isso precisamos definitivamente parar de querer que o outro aja como achamos que deveria ajir ou que seja como nós somos. "Se eu fosse você eu faria isso".Não faria não,se fossemos o outro teriamos a mesma essencia e fariamos a mesma coisa que ele fez!.
As atitudes extremas quase nunca são tomadas por quem está bem e tranquilo, mas sim por pessoas em meio à dor e ao desespero. Se queremos ajudar ,precisamos criar o habito de nos colocar no lugar do outro para sentir o que ele sente e fazer a ele exatamento como gostariamos que nos fosse feito. E o dialogo em uma conversa serena sem julgamento se faz nescessario para juntos encontrarmos a melhor solução e realmente AJUDAR o irmão..
Precisamos reprender a escutar com paciencia ,sem segunda intenção,sem impor nossa vontade sobre o outro,para trazer a consciência de que, muitas vezes, estamos sendo INJUSTO com quem apenas necessita de APOIO.
🙏💕
A efemeridade do julgar
Manhã fria que aos poucos se aquece. Como de rotina metrô cheio. Pessoas com histórias, idades, gostos, estilos... enfim, a diversidade que há numa metrópole. Os que conseguem viajar sentados: livros nas mãos, jogos, trabalhos, pastas e um estilo próprio que toca aos seus ouvidos, hora suave, hora gritante, assim é a manhã de um paulistano.
De repente as portas se abrem, uma senhora entra...olhos amedrontados, corpo encurvado e as pernas ansiosas por um assento... ninguém levanta e nem a percebem; os sentados fecham os olhos e a ela menosprezam...ela procura o banco azul em tom claro. Logo avista uma moça, sentada no banco em que ela se enquadraria. Moça elegante e sorridente, traços de pouco sofrimento e um meigo olhar para a senhora que ali permanecia.
Um senhor já grisalho, ao ver tamanha frieza logo exclama: "já que os jovens não se levantam...assenta neste banco minha senhora...". A moça ergue a cabeça e avista os olhares de reprovação. Sorriu e novamente a seu livro se fixou. E na longa trajetória a ela todos olhavam...
Na penúltima estação um jovem rapaz se aproxima, com duas muletas e pernas saudáveis. O Rapaz elegante da moça se aproxima, e a entrega seu apoio e as muletas que nas mãos trazia. Todos pasmos. Quem diria? Aquela meiga moça uma de suas perna já não possuía...
O Último Toque
Capela entreaberta, credência posta, ambão entornado em verde e o lecionário aberto! Liturgia em tempo comum e a rotina diária de um grande hospital com sua complexidade: muitos doentes, familiares em oração, religiosas preparando a celebração, o terço deslizando nas mãos com petições e meu violão ao lado, esperando o momento certo de ser tangido.
O sacerdote se aproxima. Uma religiosa se levanta para acender as velas e enunciar o primeiro comentário da celebração e suas intenções. Pego meu violão e já anseio pela penúltima melodia, a única que consigo enternecer com facilidade. Ainda estou aprendendo!
A celebração se inicia. Durante a procissão de entrada, sinto que alguém fixou os olhos em minhas mãos. Pergunto-me: “será que estou tocando errado?”. A celebração prosseguia e o olhar daquele moço continuara inarredável. E aos poucos o jovem rapaz de banco em banco se aproximara lentamente.
Fiquei pormenorizando cada passo de sua aproximação. Já estava no ofertório, momento de entrega e concentração, quando vem ao em minha direção com um pedido insólito: “Por gentileza, posso tocar a música da comunhão?”. Logo me enraiveci. Era a minha música preferida! Levantei-me e fui ao encontro da religiosa responsável no intuito da não aceitação desse pedido esquivo. A irmã, já anciã, com o olhar compenetrado disse-me: “Deixe-o tocar!”.
A missa prosseguiu. Momento eucarístico. Enciumadamente, entrego-o meu violão. Para nossa surpresa, ele tocara maravilhosamente cada nota, numa harmonia que chegara ao coração. Mãos que tocavam divinamente e olhos em lágrimas que não pareciam ter fim. Questionei-me tamanha emoção, mas senti que vinha consigo uma dor inexplicável. Terminando aquele momento rico e divino, devolveu-me o violão com um sorriso satisfeito, porém senti que ainda havia uma dor imensurável naquele olha.
Após a benção final, como de costume, comecei a guardar os instrumentos musicais. Aquele moço que me surpreendera já havia se retirado. A religiosa anciã veio-me ao encontro e disse-me algo que jamais esquecerei: “sabe aquele moço que lhe pediu o violão? Eu permiti com que ele tocasse e vivesse aquele momento único, pois seria seu último toque”. Perplexo a questionei sobre o estranho “último toque”. Ela olhou-me, já lacrimejando, respondeu-me: “Nesse momento, ele está dirigindo-se ao centro cirúrgico e amputará o braço direito. Esse foi o seu “último toque””.
