Ser jornalista: frases que capturam o espírito da profissão
Jornalismo investigativo não se baseia em denúncias, apenas começa com elas. A base mesmo é uma sólida pesquisa por parte do repórter.
Os “bandidos” e “mocinhos” que nos rodeiam
O mais interessante no jornalismo é ver como as pessoas têm duplos valores. Exemplo: Quando alguém é acusado pela polícia de um crime bárbaro quem não o conhece defende punição, prisão, cassação e até pena de morte. Quando é um parente ou amigo o acusado é imediatamente transformado em um santo. Aí a linguagem muda: É legítima defesa, preservação da imagem, presunção de inocência e invasão de privacidade. A Polícia e o Ministério Público, que no caso de um desconhecido são apontados como heróis, passam a ser tratados como marginais, perseguidores, repressores e irresponsáveis. Como diz o ditado popular pimenta no cú dos outros é refresco, mas nos dos amigos e parentes é pimenta mesmo.
Pra mim, pimenta e refresco estão sempre juntos, mas a gente sempre gosta de puxar pra o nosso lado.
Os olhares humanos deram lugar ao engessamento da informação. De lead por lead, o jornalismo está cheio. De lead por lead, o jornalismo faliu!
Aquela emoção em ir na livraria, ficar no meio da seção de direito e jornalismo. E pensar por um momento desejo tanto isso.
Sou publicitária e sou tão boa no que faço, que encaro o jornalismo como uma brincadeira séria. E dou conta.
P.s: O importante é se divertir.
O chamado ao jornalismo foi aceito por mim há mais de 10 anos. Combatente, defensor, ousado e as vezes até tido como louco. Mas, mesmo com tudo que sofro, é gratificante saber que grande parcela admira o meu trabalho e sabe discernir o joio do trigo
O que confere autenticidade e vitalidade ao jornalismo é a tensão entre a auto-absorção cega do sujeito e o ceticismo do jornalista.
Salvo raríssimas exceções,(não me lembro de nenhuma) o jornalismo no Brasil está dividido entre os que concordam, os que discordam e os que polemizam.
Nenhuma ideia nova, nenhuma proposta diferente.
Para ser mais um fico calado.
"Jornalismo é a chave libertadora do quarto escuro de um país.Ele é a porta da libertação,de um povo sofrido em devassidão,pela corrupção que o faz infeliz. É a mãe que educa para o bem,que não fecha os olhos para ninguém,que atua com imparcialidade no coração".
(Rodrigo Juquinha).
O jornalismo brasileiro vive hoje a maior decadência moral de toda sua história, se valendo da liberdade oferecida pela democracia e alheios as verdades dos fatos, seguem eles sensacionalizando possibilidades, como grandes furos de reportagem.
O jornalismo paranaense, parece estar errando em suas reportagens. Não em todas é claro. Mas a equipe que acompanha a política não está bem. A não sei quantos anos estão malhando ferro frio. Como justificar reportagens tentando macular a imagem de representantes da Assembleia Paranaense, sem resultados. Primeiro o Bibinho, coitadinho. Agora o Justus, que injustos.
Leio sem surpresa a demissão de ícones do jornalismo, gurus do marketing, velhos atores e atrizes que construíram uma parte importante de cada nós desde sempre.
A maioria deles não reclama, talvez porque já esperassem a substituição, mais dia, menos dia, por gente mais jovem, não necessariamente mais experiente, mas que ganham menos ou comunicam-se mais com os jovens que são a audiência.
A fila anda dirão alguns, a renovação é bem-vinda dirão outros e a minha constatação é de que não importa quanto você fez, você será esquecido pela maioria e para alguns essa lembrança será tão somente algumas linhas no Google.
Razão suficiente para não tentar ser o melhor para os outros, a não ser para si mesmo.
O jornalismo deveria melhorar a cultura nacional ao invés de se adaptar, sua influência deveria ser uma receita para a cura dessa grave enfermidade chamada Brasil.
