Irmaos que Moram longe
De longe conseguimos ver o horizonte, as dádivas da vida, o girar do mundo, as contradições do homem, a decepção do que se foi antes dito. No anonimato da moita, vemos tudo e pouco os ver. De volta a vida visível vejo que interagir é possível
Muitas vezes se valoriza mais a conexão virtual com quem está longe do que a atenção e carinho de quem está por perto.
CADA MOMENTO
Noite em claro, sem sono
Horas passando madrugada adentro pensamentos longe totalmente distraído no tempo
lembranças fortes na cabeça de momentos bons...
Fico imaginando você, fico lembrando de você
Da nossa felicidade
De cada minuto ao seu lado,
foi tudo verdade
Seu lindo sorriso direto para mim
Aquele olhar de alegria dentro de ti
Minha saudade é profunda
Minha insônia...
Essa distância entre eu e você
É da terra até a lua
Longe de mais sem poder tiver
É um mundo sem noção
Sem batidas no coração
Sem ar pra respirar
Sem forças para andar
É uma tremenda solidão
Que habita em mim
Sem te ter aqui me sinto só
Sejamos santos e fiéis em Cristo, pois muitos tem buscado atalhos, que estão levando-os para longe do Senhor.
A pobreza espiritual de um coraçãolonge do Eterno é perceptívelna vida de quem busca a aprovaçãodos homens, enquanto é rejeitadopelo Senhor.
Só sofri desilusão !
Na minha vida, só sofri desilusão,
longe de Cristo, só passei decepção.
Bati cabeça, no terreiro da Dedé,
mas, Jesus Cristo, me tirou do candomblé.
Hoje eu canto, aleluias ao Senhor,
sou grato a Cristo, meu amado
e bom pastor.
Se não fosse o Senhor,
O que seria de mim ?
O que seria de mim ?
Servindo a satanás ?
por certo aqui.
Eu não estaria mais.
Deus seja, louvado para sempre,
para sempre seja, Deus louvado.
O que seria de mim?
Se não fosse o seu amor,
pra morrer, por meus pecados.
Mulheres de Pano e Terra
Vieram de longe, cruzaram o mar,
trouxeram a cruz, o aço e a fome,
tomaram o chão, queimaram os nomes,
fizeram o sangue da terra jorrar.
Os povos caíram, as terras sangraram,
ergueram engenhos, correntes, senzalas,
o açúcar crescia, o latifúndio mandava,
e o povo do Nordeste aprendia a lutar.
Mas quando o homem partiu sem aviso,
quem ficou foi o ventre, a enxada e a dor.
Foram as mães que costuraram a vida,
fiando o tempo com linha e suor.
Lavadeiras de rio, rendeiras da sorte,
mãos que tecem, que lavram, que oram.
E enquanto o homem some na cidade,
elas seguram o sertão nos ombros.
O Nordeste é feito de suas pegadas,
de suas vozes, de suas lutas.
Se o passado arrancou-lhes a terra,
foram elas que ficaram — e criaram a vida.
