Irmaos que Moram longe
Fuga
Eu queria fugir para bem longe
lugar qualquer onde ninguém
me alcance
Abriria as portas do meu coração,
deixaria entrar a emoção
pintaria de azul o negrume interior
nesse dia então, eu conheceria o amor.
Eu queria fugir para bem longe.
Das coisas insanas do mundo,
do abismo profundo em que
minha alma se perdeu.
Queria fugir do medo que me atormenta
do egoísmo que lamenta a falta do EU
no refletir do espelho
Eu queria fugir para bem longe.
Da violência desesperada que mancha
a paz de sangue
Da Felicidade alucinógena que
as drogas traz
Mas, que alegria é essa
que não traz paz
Eu queria fugir mas não sei para onde.
Se tudo que me atormenta
não está lá fora, está aqui,
dentro de um ser intranquilo
que nada entendeu e se perdeu
nos seus medos profundos
Na encruzilhada do mundo do seu eu
na decrepitude social
Marcos Decliê
Desprezar a caminhada do outro não te fará ir longe. Para ir além procure valorizar quem também andou de alguma forma por essas estradas.
Traz de volta minha alegria, estou cansado de tanto chorar.
Você está longe, muito longe, meus sonhos é que vai voltar!
Então entre por aquela porta que um dia você partiu, diz que está de volta e o sentimento não sumiu.
Eu te desejo a todo instante, não consigo me controlar, eu nasci pra te amar!
Não é
segredo
para ninguém
que moro
longe,
E não posso
perguntar
para quem
não conheço;
De tantas
linhas
só acho
que uma
notícia
creio que
eu mereço.
Buscando
os passos
do Pastor
que busca
onde está
a sua ovelha;
Assim hoje
seguindo
o rastro
escrevi
mais poema
de todo dia.
Não sabia
até dos
paradeiros
dos dois
Generais,
Emocionada
junto com
os filhos
da Pátria
vizinha que
encontraram
um deles
após seis
semanas,
Continuo
sem saber
se o General
dos meus
poemas se
encontra vivo.
Longe de ser
o heroísmo
e nem perto
do novo
testemunho
da boca
do Tenente,
Sou a poesia
de cada dia
para dizer
que não estou
nenhum pouco
contente,
Mas sou gente
o suficiente
para assumir
quando erro
e aplaudir
o quê merece.
O céu foi aberto
para a Cruz
Vermelha,
e que seja
o início para
a misericórdia,
e a inauguração
da concórdia
por um novo
destino a seguir.
Não há o quê
comemorar,
Há muito por
fazer e por
muitos rezar,
Não posso
fazer muito;
O compromisso
comigo mesma
foi renovado,
Para te dizer
o quê era
para ser dito:
ter prendido
o General
não tem
sido bendito,
e da tropa
digo o mesmo
deste imenso
e cruel sacrifício!
De longe vejo
verdades que
me obrigo a falar:
cada um tem
a sua forma
de pensar e agir,
Quando grita
aos olhos não há
como não represar,
Que cada um tem
o direito de uma
causa abraçar
ou dela desistir,
E que ninguém
tem direito de usar
disso ou do nome
alheio para agredir
ou o caminho
do outro prejudicar.
Ninguém te dá
o direito de usar
politicamente
a prisão do General
para prejudicá-lo:
Ele que está com
o físico fragilizado
atrás das grades
há quase um ano,
E assim sem
provas encerrado
segue vitimado
em dobro por
gente como
você que brinca
com o nome
dele achando
convictamente
que a verdade
ninguém a vê,
A ausência
de justiça que
tu desdenha
amanhã pode
chegar até você.
Os teus recalques
e as tuas risíveis 'baixas paixões',
Você não sabe
e nem se esforça
para digerir,
Ao menos pense
na sua Pátria que
tanto necessita
parar de sofrer,
e voltar a sorrir;
porque poema
que se espalhou
pelo mundo não
há como conter.
De longe escuto os gritos
Dos heróicos do Helicoide
Que clamam por liberdade,
De cada menor de idade
As notícias quero receber.
Dos ouvidos indiferentes
Não desejo mais saber,
De cada leal soldado
As notícias quero ter.
Das bocas emudecidas
Não desejo mais saber,
Quero vidas devolvidas,
Das flores no calabouço,
As notícias quero obter.
Não cansarei nunca,
Nem mesmo por causa
Da minha fr(atura),
Sou coração em ternura.
O meu dicionário poético
Não autoriza jamais
O desespero crescer.
Não nasci
alheia,
me aturem,
Mas não
me lancem!
Porque se
for assim
para longe
eu corro,
para criar
impulso.
Do destino
a dançarina
predileta
do abismo,
eu sou provocadora,
notória
e declarada
ironia.
Nota celestial
da canção
de um mês,
Escândalo
vizinho
da onde
o silêncio
virou freguês.
Longe de mim querer
me incompatibilizar,
estou aqui para
reclamar o quê merece,
estou aqui para me irmanar,
ajudar a dividir o fardo
e sobretudo para orar,...
Quem dera poder ser
o ombro para apoiar
e o ouvido
para desabafar,
Todo o dia vivo a desafiar
o vício de julgar,
Deus sabe o porquê
o cantor llanero
escolheu outra Pátria
para ser o lar,
deve estar sendo
enorme o rompimento,...
Vou viver e recuso
a entender o porquê
que o General preso
injustificadamente
continua sem acesso
ao devido processo,
um homem de paz
que pedia a reconciliação
segue num calvário
silêncio há tempo,
e continua neste momento
em BRUTAL ISOLAMENTO.
Em tempos de giro radical na geopolítica mundial só digo o seguinte:
- Não espere estar longe ou até mesmo uma guerra para amar as belezas, exaltar a cultura e conhecer a História da sua Nação.
Igual a brisa mansinha
atravessando os pampas
premeditando ir mais
longe do que imagina,
Dançar a Vaneirinha
e com toda a poesia
inteirinho te envolver:
(Você não vai resistir
e virá para se render).
Som de rancheira
romântica carinhosa
em noite de verão,
De longe reconheci
que era o seu violão,
Desde o primeiro dia
que te vi já sabia
que não era só poesia,
E que era o amor
chegando no coração.
De longe ouço
o triângulo tocando,
A zabumba suave
retumbando,
O acordeão de leve
sussurrando,
Carmélia e Luiz
estão chegando,
e o Baião acordando;
Devagar a atenção
do teu coração estou
chamando e por muito
tempo você não vai
seguir ficar se segurando.
Quando passo
na tua frente
você fica feito
Forró Piseiro,
E passa o dia
inteiro longe
com a cabeça
lá no mundo
da Lua com
essa vontade
que eu seja
somente tua,
Você quer que
eu me renda,
Eu coloco lenha
na sua fogueira.
Um colocou a flor de ouro
do amor nas mãos de um
e nas mãos do outro,
Reconhecemos o amor
longevo no olhar,
E mergulhamos no oceano
de amar sob a bênção
do crisântemo infinito
que celebramos neste
dia especial e tão bonito.
O vendaval formou nas areias
Um pequeno ciclone,
O vendaval levou até longe
Uma pequena semente,
A flor da duna adormecida
Que na livre altura oculta,
Uma ternura resoluta
Que embala toda uma vida.
O vendaval cantou no meu ouvido
Uma coisa que eu não havia percebido:
Que até nos teus passos eu dou sentido.
O vendaval plantou na duna,
Ele fez a boa semeadura,
Eu hei de abrir-me florida,
Nas tuas mãos carinhosas,
Por todo o amor que haverá nesta vida,
O vendaval trouxe-me da altura,
Para viver das venturas mais amorosas,
E depois fingir-me nos teus braços adormecida.
Abraça toda a poesia do mundo,
Longe de você vivo em vero luto.
Palmilha a estrada florida,
Para que voltes a fazer parte da vida.
Entende os caminhos que fiz,
Perdoa-me... Eu te fiz infeliz.
Agarra a felicidade, ela voltou,
Para ti que tanto me amou...
Esqueça o que passou, esqueça;
Opte pela estrada cor de violeta.
Escute tudo o que tenho para falar,
Perdoa-me... Aprendi o quê é amar.
No jardim do amor, doce humildade,
As estrelas preparam a estrada,
Para que a eternidade de amar encontre
O lugar que pertence e não seja abandonada.
Entenda, ao menos me ouça:
Fiz o quê ninguém fez ou ousa...
Ninguém ama sozinho,
Esteja bem certo disso.
Procuro a tua libertação,
Que é mais minha do que tua;
Nas letras e nas brumas da Lua.
Estenda além do conceito,
O amor nada tem de estreito...
Quando se ama espera,
Perdoa até o quê magoa.
A distância supera,
A alma se entrega
E alimenta-se de toda a poesia.
Tu me esperas
para que venha
esse momento
além do tempo,
e longe de tudo.
Do cálice ao doce
cale-se refugiado
no saboroso gole
de um Maso Alto
colhido das auroras.
O mundo é nosso
e o tempo está
a nosso favor;
Somos privilegiados
ao saborearmos
um bom vinho
e viver o nosso amor.
No meu peito eclode solar,
Um mistério brilha o olhar,
Longe de tudo e do mundo,
É floração casta a desabrochar.
Livre do despautério alheio,
É leveza de ser e de viver,
É certeza de amar e querer,
É fortaleza sem tabu e receio.
Como é bom te rever no seio,
Revelado melhor ainda será:
amíúde e bem devagar
Sem pressa de nos desfrutar.
Nada ameaça a primavera,
Mesmo aquela adormecida,
- É primavera tímida,
Delicada, poética e dourada.
Livre como um passarinho,
O coração sem noção de perigo,
- Pedindo carinho e abrigo.
Suave como uma borboleta,
O coração segue a mística,
Sempre com certeza crística.
Sinceras centelhas de luz,
Poesias de minha coragem,
Que levam ao mundo beleza,
E dão sentido à paisagem,
Flutuam, vão e e nos veem;
Frutos dessa minha fantasia
Carinhosa e estrondosa,
- acólita e recólita
Crente e indecifrável,
Coisa de quem escreve para si,
- sonhando viver para ti
Divagações amenas, apenas.
