Invento
Você pode até discordar de mim mas entenda:
Eu não minto
Eu não invento
Posso até florear os fatos para que a verdade não perca o encanto.
Infelizmente as pessoas precisam de enredo para enxergar o óbvio.
Tempo
Assim como passam as horas
O meu tempo eu também invento
Você eu quero é agora
E cada segundo
Eu há de fazer
Ele passar mais lento
Assim como passam as horas
Eu amarro também as cordas
Pra que o tempo ele nunca passa
Quando você do meu lado acordar
E pra nunca querer ir embora
Por isso eu faço
O meu tempo
Pra que ele não voa
Como os meus pensamentos
Tempo eu faço pra tudo
Pra tomar banho na lagoa
E curar alguns sentimentos
Pra beber a água da chuva
E conter as mágoas
Daqueles mendigos na rua
Sempre a padecer
Parado e calado na curva
Tempo eu faço pra você
Que chora de barriga cheia
Um dia vai faltar
Quem vem pra te ver
E vai perceber que aquela amizade
Era mais que uma ceia
Pois mesmo regada
A uma mesa farta
A beleza não vinha do pão
E sim da certeza
De uma sã e sincera união.
Experiencias Gastronomicas
A metamorfose do alimento
Gera em torno do seu invento
O corte preciso e definido
Embeleza o prato escolhido
As cores fortes e triunfantes
Berram alegria estonteante
A textura se sente no paladar
E o aroma está no ar
Sentimentos diferentes se sente
A cada mordida, uma reação contente
A vontade e de querer sempre mais.
É um prazer inesplicável
Onde o sabor é implacável.
As composições químicas reagem na língua
E como mágica se vai.
Cada molécula e cada partícula tem a sua função
Dar prazer ao homem e sacia sua ambição.
Vanessa Goncalves
Estás. Onde te invento. Cada sussurro. Cada lamento. Na brisa. No vento. Em cada lágrima. No meu desalento. Na minha fadiga. Porquanto, te mantenho vivo. És o meu abrigo!
Anabela Pacheco
Pobre de mim
Invento rimas assim pra você
E o outro vem em cima
E você nem pra me escutar
Pois acabou, não vou rimar coisa nenhuma.
Apenas gosto de escrever, mesmo que seja por prazer.
Invento palavras na hora. No instante exato que a idéia surge.
Se são lindas, poéticas ou esdrúxulas... cabe a você decidir."
Um trecho do poema Quasar.
No rebento do meu livro,
Sempre tem um invento,
Sempre algo novo...
Que me toca,
Que me faz sorrir de volta,
Girando meu mundo calado e absurdo.
"Os seus defeitos eu invento pra fingir que eu não me arrependo de ter que ver você partir assim sem nunca ter te falado nada que eu sentia, sem você dar ao menos um sorriso."
Eu crio sonhos.
Sonhos que um dia sonhei.
Alguns invento
e em outros, quero acreditar.
Muitos se foram,
outros me mantém viva.
Eu sou artista! Me invento sem saber. Crio e me dedico a arte de estragar tudo sempre. Essa habilidade perfeita de danificar tudo o que está próximo é bem elaborada por mim.
Invento o inusitado, aplaudo o absurdo,lamento o patético, ignoro o absoluto, mergulho no desconhecido, abraço o infinito,sonho,mas realizo
(RE)ESCREVENDO
(Re) invento nossa história
(Re) crio outro enredo
(Re) faço minhas memórias
(Re) cubro meus segredos
(Re) uno meus desejos
(Re) tomo nosso caminho
(Re) velo nossos sonhos
(Re) construo nosso ninho
(Re) surjo das cinzas esquecidas
(Re) corro aos teus abraços
(Re) escrevo nossos versos
(Re) estruturo nossos laços
Inovo meus sentidos
Vou seguindo na caminhada
Não retomo o que foi perdido
Inicio uma nova estrada.
Tem pessoas que acham que eu viajo. Sim viajo mesmo!
Crio meu mundo, me faço e desfaço.
Invento minhas verdades, brinco com as palavras, falo meias verdades...
Alegro corações, despisto as desilusões, sou cheia de emoções...
Não gosto da tristeza, da felicidade tenho certeza! E o amor ele que me encontre...
Uno os cacos, cactos, casebres, cacofonias, casos e causos, casas e gentes. São elos que invento na utopia de tapar alguns espaços meus. Cato palavras, colho músicas, capturo lágrimas para enfeitar poesias que saibam encher olhos famintos de rios largo-extensos, de líquidos sumos tão necessários ao movimento tão aclamado pelo meu eu, tão já desesperado - Movimento de pisca-abre, pisca fecha, pisca-morre.
N'alguns séculos destes que tenho vivido troco as bermudas por várias cores. Bebo cada cor como se cada uma, de cada qual fosse minha de verdade. Não peço licença ao entrar em orquestras humanas, divinas, insanas. Não tenho coragem, mal tenho coragem, de fitar-me no espelho. Sou outra. Sou várias. Sou o caos mesmo quando tudo é só calmaria.
Tenho a urgência de todas as flores. Tomo conta da doçura que me fora conferida com precisão. Tenho luvas de poesia, tenho os pés não sobre o chão. Entre emails e globanalidades, quero meu sossego, minha rede pra me embalar. Entre os transgênicos e os clones, quero só fotos 3x4, preto e branco pra minha memória desistir de esquecer dos meus sorrisos - Longínquos!
De beijos intermináveis quero encher os meus dias. Desejo vestir-me da sutileza e maciez das mãos de majestade 'Principal' (termo que emprego para dizer de príncipes, princesas, porque nos meus devaneios, posso imitar alguns poetas) - suas. Eu bebo a solidão do mundo e sinto que não pertenço a essa esfera aqui que piso. Já não me sinto de tudo, só nesse mar de braços e pernas... Já me é diferente o viver, porque de alguma forma a tua presença me transmuta.
Sim, não me julgo, nem me mutilarei por gostar de escrever dos amores e das dores, com as mesmas letras, nas mesmas poesias. É uma mistura agradável que me agrada facilmente, visto que sou duas e o ser humano é um-dois eterno (S) dúbio-s. Sou loucura aos meus olhos. Sou um vício saudável se souber se alimentar dos meus sorrisos e frases em construção de Regência reticente.
