Invento
"CRISPA A DOR"
Invento ventos, tempestades
Acordo entre os lençóis na escuridão
Ofereço o corpo aos famintos lobos
As rimas, a poesia e aos sonhos
Perdem-se no longínquo horizonte
Na chuva canto e danço à volta do fogo
Transformo as minhas veias em vinho
No amor crispa a dor que se abre em flor
Entre as esperanças e o desengano
Nascem no jardim os espinhos desinteressados
O mundo deu-me um amor de céus irados
Um amor feito de pranto, um riso no cume do paraíso.
2015
Hoje sei que não sei
nem serei, só sou repentista
Invento momentos
torço o tempo
brinco de semear amor
com fé de romeiro
carregando andor
Tempo são os momentos em movimento
com turbulências e erupções
Mas no ar
logo se apura
Quando têm jaca madura
abacaxi, cajá e manga também
Vamos saborear meu zen
no dia de hoje
na hora do agora
Pois de repente
no já do estalar dos dedos
o agora vaza
e o momento não semeado
acaba-se.
Me divirto em noites superficiais, invento amores patéticos, para esconder o grito que existe no meu peito.
(Des) aprender
Eu desaprendo todo dia
E invento outra maneira.
Desaprendo a amar
O amor virou besteira.
Desaprendo a sorrir
Choro até de brincadeira.
Desaprendo a acreditar
Duvido de toda maneira.
As vezes finjo que você está aqui,
e quando a saudade aperta invento
que você me abraça, me beija, invento
que Você me ama.
De você nasce uma canção todos os dias. Te crio, recrio...te desenho, te pinto, te invento...Componho minha melhor música ouvindo teu silêncio.
Fingo senti teus olhos, invento.
São vontades que por mim passeiam,
são loucuras que desejo.
Me faço amada, tocada, acorrentada...
Nos meus devaneios colo em tua boca
tiro tua roupa,
viajo em cada parte de ti !
Me deliciando, me lambuzando...
derrapo em curvas perigosas,
estradas: teu corpo !
Viro noites, acordo em sonhos.
Imagino o proibido, o não permitido...
te desenho, roubo retratos...
te fotografo em mim.
Cálido olhar é o que invento
Para acalentar os meus delírios
O tempo pára em minha volta
E um vulto corre ao meu encontro
E abraça o meu corpo.
Não sei aonde vou
Sei que o sigo
A distancia é tão inocente
Quanto o meu desejo de seguir.
Há uma música aos fundos
Um perfume de flores
Que se espalha no sonho
Já não importa o quanto estou louca
É ávido sentir o amor queimar na alma
Fazendo-me feliz.
O infinito é uma parada qualquer
A estrada é só uma ilusão
O vento sopra forte
Carregando algumas folhas secas
Deixando pra trás
O resto da realidade.
Não quero entender mais nada
Vivo destes momentos
Depois, há sempre uma saudade
Obrigando-me a fechar os olhos
Como quem apaga a luz...
"Invento texto, frase, samba, baião, poema e poesia. Porém nenhum faço bem, mas são necessidades humanas."
Me troco, me invento...me visto de outra pra ter respostas ! Me pinto, me escondo, minto, disfarço... mas só existe uma verdade em várias faces.
... nas saudades que me enfusca disfarço e o falso invento; sorrio sem brio, sem tento embora a minh'alma moa...
Me desfaço, me troco. me invento, me reinvento...Faço loucuras pra ter tua atenção, seja o que for pra ganhar um minuto do teu tempo...E qualquer migalha que receba de você já me deixa com o sorriso de orelha a orelha...me engano ! Percorro qualquer caminho que me leve a te senti por perto: me agarro á músicas pra te contar de mim, te confidenciar segredos " que nem maré " pra te contar da minha saudade " outra vez " pra te dizer que foi, que é, que vai ser pra sempre..."faz uma loucura por mim " e fez, a maior de todas as loucuras: zombou dos meus sentimentos, trancafiou meus sonhos, fez sangrar cada pedaço de mim: uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove...dez vezes na caixa posta ! "Te amo, te,amo, te amo " já não importa, já não faz sentido...
Leônia Teixeira
11/10/2017
