Introdução textos que Fale sobre Mim
Eu encaro a noite que habita em mim, vislumbrando as nuances dos sentimentos que nem sempre são belos. As vezes, cansada de temer ser humana, me pego pensando se o medo de encarar meu abismo não é só uma face de tudo o que me faz um ser humano normal.
Eu tenho medo de assumir minha imperfeição, e por vezes me cobro com a respiração falhando. Eu tenho medo do egoísmo que as vezes fica bem abaixo da pele, da raiva que tento manter enjaulada, da revoltada que não quero decifrar. Tento somente ser uma pessoa boa em um mundo que nunca foi bom comigo.
A ansiedade me sufoca de tanto que sinto medo...medo de ser humana.
EU EM UM POUCO DE MIM
Todo dia,
Solidão
Reclusão.
Um infinito de mim
Dentro de um espaço
Que não cabe mais ninguém,
Todo dia,
Eu e meu eu.
Nós duas:
A mulher e a menina.
Uma dentro da outra,
Apagadas e nuas
De encantos,
De recantos
E de (en)fins.
Todo dia,
Eu em um pouco de mim!
Nara Minervino.
TESTUMUNHO DE KAMANEIRA PRATA
" Aquela fase deixou em mim muitas magoas, perdi um amigo que até hoje ninguém sabe onde está, tristemente acredito que esteja morto. Alguns foram preso, outros foram obrigado a terminar os estudos antes do tempo previsto e outros foram obrigado a emigrar, felizmente graças a Deus, alguns hoje são excelentes pessoas que impõem respeito,chefes de família.
A caminhada a liberdade, deixar a vida da delinquência foi árdua mas hoje percebo e muitos de nós da Gang Kebra percebemos que a prática da delinquência não tem nenhum ganho. No principio pensas que é algo normal mas depois fica bem complicado pra-ti e para sua família, falo por experiência própria, sente na pele o impacto da delinquência, realmente não fui uma boa pessoa naquela era mas tive que encontrar uma forma de mudar, se ocupar, mudar a linhagem de pensamento e construir sua vida
Não adianta persistir nesta vida, porque nem todos têm o mesmo destino, a cadeia, a morte espera quem alinha nesta vida. Que a mesma mão de Deus que me resgatou, resgaste jovens do nosso bairro que ainda primam em andar nestes caminhos.
Milagres…
Por tão ter gostado de em mim sentir;
Certo dia: Um dos Tais, a em mim se dar;
Enquanto eu cá andar, hei-de tentar;
A em verso, O tal Divino; definir!
Pois não há em nós, sentir mais agradável;
Que o sentido, aquando em nós um se dá;
Talvez, por O sentir, que em ele está;
Tanto Ter, Do Seu Emissário Impalpável!
Não tenho em mim, qualquer religião,
Mas sou seguidor Do Rei da humildade;
Que por tão O Ser, Pobre entre nós Andou!...
E em tantos Destes Tais, Tão nos mostrou;
Poder haver pra A Vida Eternidade;
Queiramos, é nós comer; do Seu Pão.
Com Alegria;
CAJUÍNA-MENINA
(Ode à cidade de Teresina)
Diante de mim, a cajuína-menina
do campo, Moça meiga e valente.
À beira do Poti, a estátua imponente
do Cabeça de Cuia. Hora vespertina.
Mas o Riso de anjo da pequenina
atravessava a ponte, águas correntes;
e o Rio Parnaíba, à minha frente,
cortava a cidade-luz, Teresina.
E enquanto eu declamava Torquato
e Costa e Silva, rio abaixo, rio arriba,
quando nem havia ponte estaiada,
o Sol fulgurante, no artesanato,
vinha alçar-se, no céu, lá em riba,
brilhando no rosto de minha amada.
A vida cristã dívida em três ordens.
Primeiro Jesus disse, " venha a mim" MT 11.28
Segundo, ele disse " venha comigo" JO 21.19
Terceiro, ele disse " vá/ vão por mim" LC 9.2
Somos atraídos por ele, aprendemos com ele e somos enviados por ele, em tudo dependemos Dele.
Morada
Você insiste em querer voltar para mim, como quem volta pra casa depois de uma longa viagem. Tem a ideia fixa de que o sentimento de volta será sempre o de reconhecimento, de aconchego, de pertencimento. Mas se esse é o sentimento que prevalece se aqui comigo você se sente em casa, não deveria ficar e fazer morada?
TALVEZ
Eu não sei o que fazer ou como agir.
Eu preciso de vc, mas talvez vc precise mais de mim.
Talvez vc não precise de mim, pra nada. Mas não sei como me afastar se meu desejo é ficar.
Talvez eu esteja fazendo mal p vc e também p mim, mas é que não suporto a ideia de não ter mais vc comigo, na minha vida, na minha casa, seu cheiro na minha pele e seu gosto na minha boca.
Talvez vc não precise de mim o quanto eu preciso de vc, mas eu só queria saber se insisto ou desisto de vc. Queria saber mais sobre sua vida, para que eu possa saber qual caminho tomar, qual direção seguir.
Talvez vc não precise de mim e não tem coragem de me dispensar por dó ou pena.
Talvez, as vezes em que ficamos, foi com medo de me dizer não ou me machucar,
Mas talvez e só talvez, vc queira ficar, assim como eu, mas não sabe como fazer isso ou como falar.
ERMA
Incógnita - Marcas de um sonho ruim
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Olhe para mim,
Não tente me entender,
Nem queira me convencer
Se eu sou um dilema para você.
Sinta meu olhar...
No silêncio das noites
Ele brilha como o mar.
Não queira me compreender,
Pois nem mesmo eu sei
O que dizer, o porquê
De tantas coisas que me afligem.
Não se assuste, não.
Minhas marcas são cicatrizes
De feridas no coração.
Assim eu sou.
Não tenho muito o que dizer,
Porque assim eu sou, Simplesmente.
Incógnita, talvez...
Uma pessoa que uma vez
Talvez tenha tido um sonho ruim.
Sinto se lhe fiz sofrer com minha dor,
Mas saiba que eu chorei
Quando você chorou.
Carreguei-te no ventre, nove meses de amor.
Segui os teus passos dentro de mim, desenhei o teu rosto bem juntinho a mim. Quis saber como eras, disse-te os meus medos, contei-te todos os meus segredos!
Embalei-te nos braços sem nada saber, criámos laços, para
nunca mais desfazer.
Filho, tu és a minha razão de viver!
Há em mim, por estes dias, algo que me inquieta tanto; Esta dor feita de medo, que me faz chorar, perante a dimensão do que nos sucedeu. Chegou silenciosa, sem sequer pedir licença para entrar. E é quase em silêncio que ficamos, incrédulos, a assistir; Demoramos a reagir e a agir. Como somos pequenos!
Não é só o isolamento ou distanciamento social. É a falta constante, de ti.
Há já uma quarentena que não te vejo.
Há duas que não te toco e abraço, ou sequer te olho.
Dizem que não podemos... Eu entendo!
Só não sei se eles sabem, que tu, podes não entender.
E aqui estou a escrever, o que sei, não vais ler. A desenhar em forma de esperança, o meu coração em busca do teu. E não há nada mais forte, que este amor incondicional que te tenho. E cada lágrima que choro, é também por não poder ver-te e dizer que vais ficar bem.
Que vai ficar tudo bem.
Amo e não me canso
de amar a quem amo bastante,
amo e curvo os ombros
para que o amor em mim se enganche.
Adiantado, antes de antes,
desesperado para que me alcance,
antecipando todos os meus ângulos,
para que repouse o seu semblante.
E não espero ver algo troca,
o amor é meu porque eu gosto,
e estou disposto a qualquer coisa
para que ele colha as suas apostas.
Amo e não me cedo
cuidar de mim mais do que dele,
sentir em mim o que mereço,
porque o amor se faz primeiro.
E creio justo, porque o tenho,
alegra a mim amar assim,
e sempre pronto, vou me doando,
mesmo se quando houver um fim.
Deus! diz-me o que queres de mim?
Mas, se disserdes, diga ao que, e a que vim.
Ah,
Se soubesse como vivo esse desembaraçar de tecer caminhos, e como diz o grande poeta eu sou, “ser ou não ser, eis a questão “.
Estou regressando ou partindo, sonhando ou vivendo nesse balançar de “rasgar-se e remendar-se”?
Se não me disseres ao que vim, por que vim e se realmente vim, digo eu a ti....
Apenas vim moldada por suas mãos feita com tamanha perfeição, nascida em meio a um mundo de imperfeições, mundo esse que não é seu, apenas meu, pois uma vez retirada de suas mãos sou livre para ser imperfeita, arredia e mista em tudo que o puder ser.
Vim para não ser em meio à multidão apenas mais uma, vim para ser uma em meio à multidão, com grande pesar digo não há conforto nisso, isso edifica e tira a paz, essa carga de filha do criador entorpece meu ser, me obriga a estar à altura do preposto.
Digo eu então,
O que quero de ti soberano pai, quero que me deixe livre para “ser ou não ser....”, deixe-me apenas transcender ao lógico e fazer desse meu grande e infinito espetáculo de redenção.
Rosa é para borboletas.
Cor, cor, cor.
Ouro nas maçanetas.
Azul é para mim.
Rosa é para borboletas.
Na porta do arco-íris.
Onde todos tentam entrar.
Só existe algo lá dentro.
É o colorido de amar.
Em lindos brancos.
Vemos borboletas.
Que fazem a vida.
Colorida como rosa
das paletas.
Cor, cor, cor.
Ouro nas maçanetas.
Azul é para mim
Rosa é para borboletas.
APAIXONANTE EUGENIA
Por Nemilson Vieira (*)
Hoje foi um daqueles dias especiais para mim: conheci a EUGENIA.
O meu olhar achou o seu e rolou de imediato, a química do amor. Fato que se deu de uma maneira muito espontânea, natural.
Não creio desse relacionamento ter acontecido por uma coincidência, mas por uma providência.
Com tanta intimidade à primeira vista que tivemos alguém deve ter imaginado sermos velhos amantes.
Combinamos tanto… Continuamos firmes e fortes nesse propósito de querer-nos sempre.
Depois daquele sim inicial e do entrelaço sentimentimental só sabemos andar, a nos amar como dois eternos apaixonados.
Assim vamos a tocar os nossos dias e a nossa comum união. Cada vez mais presentes, um, na vida do outro, a alicerçar os nossos vínculos.
Continuamos nessa livre relação, à distância, a todo vapor.
Eugenia no seu canteiro público, no São João Batista, eu no meu espaço de sempre, no Luar.
Posso ter novos amores e ela também. Com pouco de ciúmes, mas sem contendas.
Podemos amar outros(as), que nos afeiçoarmos.
Aos que torcem contra o nosso apego afetivo, quase anormal, que desistam. — Ele veio para ficar; até que o destino ou a morte nos separe.
Fica aqui um pouco dessa nossa história sentimental.
Se o caro leitor desejar saber melhor sobre nós e mais especificamente sobre EUGENIA pergunte ao Dr. Google, ele lhe informará detalhadamente.
*Nemilson Vieira
Gestor Ambiental, Acadêmico Literário
(12:07:20).
Fli e Lang
Queria que você acreditasse em mim
Um sonho tão bonito, quando vou realizar?
Quando conseguir
Que seja até o fim!
Só eu e você!
Mudaria os nossos planos e viagens
Teríamos além de garra muita coragem
Quem sabe um dia desses você fica comigo
E acredita logo de uma vez no que eu digo
Pode acreditar
Pode confiar
RIO, ENCANTO MEU
Quantas ruas, becos e vielas
Transpassam dentro de mim
São as esquinas da vida
Que escondem meus fragmentos.
Nas largas avenidas
Que amolecem os meu pisar
Ah, princesinha do mar
Garota encanto de Ipanema
Ah, sol da Prainha
Barraca do Pepê
Reserva Marinha
Desenrola meu espírito.
Alô, alô!!! Realengo, Madureira, Penha !
Trilhas de profundas caminhadas
Tijuca, Andaraí e Vila Isabel
Marchinhas de muitos carnavais
Meu Império Serrano
Nascido no alto da Serrinha
Tudo canta meu Rio de Janeiro
És tu que mora nos cantos de mim.
POEMA
E AGORA O QUE ME TENS A DIZER?
Não sei como entendem
as imagens
mas a mim o verbo não tolera
o silêncio
Dói-me a cabeça
por me embriagar
na tinta desta ilusão
que o ultrapassa lamaçal
dos nossos musseques,
Talvez agora entendam
o novelo que se espreita
mais além
aonde turba a miséria
e jazem cutabas de pau-a-pique.
Que tenhamos a vergonha
de discursar o progresso
enquanto tudo parece avesso!
E agora, o que me tens a dizer?
Ngunza Domingos Alberto
Amor,
Faz mágica pra acabar com minha saudade.
Sei que tem super poderes.
Usa eles em mim.
Manda: “vai saudade vai pra longe dela.
Deixa ela em paz, sem aperto no peito,
sem vazio nos braços e respirando bem.
Saudade, deixa ela, eu vou cuidar dela.”
Deixa eu cuidar de você? Se sim, tudo estará resolvido em mim.
Para mim, tempo tem a ver com felicidade. E felicidade é construção diária.
Essa construção tem a ver com constantes bons hábitos que vamos cultuando diariamente.
Muitas vezes, inconscientemente, achamos que os caminhos traçados são bons aos nossos olhos, pois temos a sensação de que estamos de fato construindo a nossa felicidade. Mas ouso dizer: o estágio da felicidade é quando encontramos o nosso conforto emocional.
Nem sempre o que vivemos agitadamente tem o condão de sustentar uma alegria sólida a fim de gerar um conforto em nossa alma. Será que estamos cuidando do processo da lucidez em nossas vidas? Ou, será que estamos vivendo paliativamente e cegamente para ter sensações de alegrias momentâneas? A propósito, tudo é permitido, mas nem tudo é oportuno. Tudo é permitido, mas nem tudo edifica.
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