Insanidade
Tenho juízo, mas não uso muito, pois com a minha insanidade obtenho a paixão que tanto o meu prazer deseja;
Tenho razão como qual quer mortal, porém inconscientemente talvez até reprimidos pela libido excessiva em mim;
Tenho sensatez entrelaçada com a gentileza que me move diariamente em meu caminho que insistem em chamar de rota;
Minha vontade se faz loucura quando sinto você e o meu desejo me sobe a cabeça com certa insanidade de saber o que se faz certa ou não;
Me vejo entrelaçado com o meu corpo ao seu parecendo ocupar um único lugar, isso tudo é para tirar o teu sossego e desatando sua paz;
Quero ser parte de seus pensamentos, ser a tentação e seu pecado para que você não me esqueça marcando o seu coração ilimitavelmente com o meu melhor, nunca me resista;
Não me fecho para os sentimentos lúcidos que desatina a insanidade dirigida pela paixão, não me arrependo dos meus olhos fechados que não enxergaram conseqüências alguma;
Caminharei lado a lado, protegendo todo o seu encanto e te exaltando com o melhor de mim;
Sussurrarei em teus ouvidos, declarando-me com toda minha verdade no qual te convença de que sou digno de adentrar em teu coração;
O coração guarda cada momento histórico acordando a consciência junto à insanidade, dando trabalho a razão;
Em um momento desnudo as entranhas da simpatia pedem a internação entre o paraíso que requer fatos lógicos que se ganha ponto com os sentimentos;
Posso ser lúcido e também guerreiro na insanidade, portanto se não me tem importância não derramarei uma gota de lágrima por suas dores;
Mas se me jogaste a praga, esteja preparado para receber todo o inferno com proporção infinita, pois a volta é conseqüência das suas próprias atitudes;
Seja lúcido abusando da razão para desordenar a insanidade habitual, tenha tamanha certeza que sua capacidade possa ler em seus próprios olhos a sua força que pode ir além do infinito;
Por que ficamos insanos quando estamos apaixonados?
Ou porque a loucura nos invade com a insanidade da paixão?
A palavra que nós restou foi "insanidade", pois nenhuma outra se faz poesia sem responsabilidade...
Mas quem insiste na ignorância não merece a verdade.
A filosofia é verdadeira com palavras mais que sensatas;
Creio que me seja preferível
Viver de saudade, talvez até
de insanidade, uma curta loucura de mentira
À viver as verdades que amanhecem com os dias
Eu acho que esse quotidiano mundano
É horrível demais, para vivê-lo assim
da maneira que ele me vem
Prefiro conversar com as almas do além
A gente vai falando sobre as coisas
que nos eram costumeiras
lealdade, coragem, galhardia e outras besteiras
bobagens que não fazem mais
parte deste infame dia a dia
em que impera a covardia
na triste realidade
Que os modernos amanheceres nos apresentam
Calço meus chinelos e vou ao quintal
até os voos mais inocentes
das transeuntes borboletas soam falsos
Elas dão-me a impressão
Que se esqueceram como se voa
e voam à toa um voo desajeitado
De inseto que não poliniza nada
Voa um voo meio que andando
de vez em quando vêm-me a impressão
Que ela está a ponto de pedir minha ajuda
A vantagem que vejo no inseto
é que ele voa mal, mas voa quieto
seu voo suicida de quem se autoatropela
Deus fez muito bem
Em fazer da borboleta
Uma criatura muda e bela
Na minha insanidade
Procuro liberdade
Respirar ar livre
Sem que nada me prive
Em meio a tantos pensamentos
O desânimo quer tomar conta
Cheio de lamentos
E a fraqueza desponta
Entre o certo e o errado
Apegando ao passado
E ao teu lado desejando viver
Todo dia o mesmo amanhecer.
A insanidade que nos cerca não deve ser a alternativa para vivermos com plena lucidez numa sociedade repleta de valores ditos sãos
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