Insanidade
Sei que isso é insano, mas de alguma forma gostaria de ter estado em Auschwitz com meus pais para que eu pudesse de fato saber o que eles viveram! Acho que é um tipo de culpa por ter tido uma vida mais fácil do que a deles.
Triste ver uma paixão que começou no
presencial por fim, sucumbir no mental.
Me pego imaginando e sentindo emoções
que não posso revelar.
Tortuosa sentença de não poder vivenciar
toda essa insanidade que eu tenho
na cabeça.
Amor, é desperdício de tempo, momentos
e sentimentos não ter a sua presença.
O "nosso" tornou-se assustador, compartilhar de algo sem que esse algo responda aos nossos anseios egoístas tornou-se uma verdadeira insanidade
Saibamos que tudo são artifícios da vaidade, que nos desgovernam e fazem que busquemos a distinção de uma idolatria insana.
Sem querer
Senhor, em preces suplico:
Esquecer-te de mim,
Agora teu inimigo
Não desejo teu alento,
Todas as mulheres, eu sei,
Vieram a mim comprazimento
Minha ‘alma pulava,
Meu corpo cedia,
Minha mente enceguecia
Morei entre o puro e o impuro,
Repousei sobre livros no escuro
E matei todos os melhores que eu
De tantos sofrimentos,
Meu espírito padeceu,
Temi então, deixar esta vida,
Como quem nada viveu
Deixei todos os amores
Que geravam minhas dores
E, cansados, partiam,
Dissolvendo minhas noites
Senhor...
Frívola e gélida,
Minha ‘alma já não grita pelos cantos,
Depois de ressentimentos tantos
Se quiseres agora, me condene!
Minha alma jaz ruinosa
E qualquer paixão que adentre,
Será repudiada como leprosa
Por favor, Senhor,
Cuide dos corajosos do teu mundo,
Que em meio a escabrosidades
Encontram motivos para viver
Esquecer-te deste imundo,
Que em ato covarde quer falecer.
"Sou tudo e também sou nada!
Sou a brisa leve e também sou tempestade.
Sou a linha tênue entre a insanidade e a normalidade"
ALÉM DO QUE SE VÊ
Não seja mais um ator
Olha bem pra mim
E se me quiser, amor
Me aceita assim
Eu amo minha insanidade
Ela me faz querer viver
Não ouse me julgar
Não mudarei por você
Mas se gosta do que vê
Sem vergonha e sem receio
Chega perto do meu mundo
Que eu te levo pra um passeio
A viagem é perigosa
Pra quem tem medo de altura
Sinta o cheiro da liberdade
Prepare-se pra essa aventura
Sob a luz do sol
Sob a água da chuva
Meu bem não tenha medo
É saudável minha loucura
[29/04/2015]
Aqueles que nos censuram nunca irão nos conhecer. Pois não querem de nós, nada mais que a confirmação de suas insanidades.
Escolher o improvável sem aceitar a proposta daquilo que nosso ser tem em comum, é notar, sem sombra de dúvida, que o roteiro de toda natureza humana está ligada, não só a estrutura subsequente do poder natural, como também de toda forma larval. Tudo isso ligado ao encontro casual entre dois mundos equidistantes, que de tão próximos entre si, transformam qualquer personalidade normal em uma forma de vida predadora da mais pura insanidade.
A Sociedade não reconhece o louco por sua loucura, mas por sua ousadia. A independência do louco incomoda, perturba... sua insanidade não é aquela oficial, compartilhada por todos. Ele tem a coragem e a vivacidade de não precisar seguir fórmulas, de ser insano por conta própria...
Quem precisa desse amor?
Se já me arrependi de algo em minha vida?
...ah, se o tempo voltasse e eu jamais tivesse olhado aqueles lindos olhos azuis que sorriram para mim!
...sim, me arrependo por ter me entregado, dado minha alma, o meu ser, o meu eu, inteirinhos para aqueles lindos olhos azuis sorridentes!
...sim, me arrependo de ter amado insanamente aqueles lindos olhos azuis sorridentes!
...sim, me arrependo por ter me doado enlouquecidamente para aqueles lindos olhos azuis sorridentes!
...sim, me arrependo por te deixado que esse amor me levasse à insanidade, aos cacos, ao caos que nem eu imaginava existir em mim!
...sim, me arrependo, me arrependo por ter amado!
O insano
Junte o útil ao agradável,
O infiel e o profano,
A moral e a ética,
O amor e o humano.
Se fosse simples não mais seria bonito,
O amor mensurável não serve,
Não eleva nem agrada ao espírito.
Não peço-te permissão,
Nem te digo que foi escolha.
É mais uma imposição do destino que nos entreolha.
Sinto-te distante,
Como um grito no vazio.
Vozes oscilantes, de uma mente inerte em meio ao frio.
Se sob a penumbra cinzenta recai a noite,
Me faria eu desnecessária.
Colmada por súplicas infiéis e de glória empavesada.
Num sóbrio recanto me conduz
A paisagem já atravessada.
Gestos secos e sem luz.
Alma distante, intocada.
O contraste ideal existente.
Olhos negros estes teus,
Fariam estrelas terem inveja deste tal brilho fosco.
Apenas sigo a linha do horizonte, ignorando vertentes.
Meras súplicas abandonadas,
Pudor inexistente,
Vidas separadas.
Colecionador de amor tu és.
Obra de vidas passadas.
Colecionador de dor tu és.
Portador de histórias equivocadas.
Afundo-me em teus males, mergulho em teus receios,
Bebo da fonte dos teus medos.
Jogo-me por inteiro.
Ainda que louca, desvairada,
Entendo-te um pouco.
Vives para os outros,
Pensas nos outros.
Ah meu bem, pense em mim!
Talvez o mais perverso monstro não esteja em baixo da sua cama ou muito menos no deu armário
talvez eles esteja dentro de sua sombria e insana mente e você só não queira admitir isto.
Pensamento
Se tu fosses ó rainha da dor.
A solução do amor.
Te faria de mim companheira.
Juntos inventariamos brincadeiras.
Para brincar com a sorte.
Se estivesses sozinhas é claro.
Pois com todos os teus predicados.
Poderia quem sabe conseguir o impossível.
(Momento terrível pensar assim).
Amando a morte, vivendo sem fim.
É como me sinto quando estou neste estado, surreal.
Estando ao teu lado eu calço os meus sapatos, de imaginação.
E começo a escrever.
Tudo ditado pelo coração.
E me ponho a sonhar contigo.
Singelo amigo.
Bem alto, por mim.
Procurando o que todos procuram.
A vida com ternura.
A casa da loucura.
O mundo sem fim.
Vamos
Interpretando,
Papéis que não são nossos,
Vivendo,
Vidas que não nos pertence,
Sonhando,
Os sonhos que já foram gastos.
Sorrindo,
O riso que ensaiamos em frente ao espelho,
O melhor ângulo, nossa melhor máscara,
A única originalidade,
São nossas loucuras,
E loucos vamos seguindo,
E loucos vamos sendo,
Porque apenas na nossa insanidade,
Podemos ser um pouco nós mesmos.
paiXÃO
o que é tanto amor
se não só um idílio
o desvairar do ser
ao esquivar-se da tua luz
vive-se além
aquém?
pois saibas que acolá
a ninguém pertence
tal como um devaneio
uma cobiça
a demência da emoção
ora senão um sonho
que assim ventura enquanto paira
junto o tempo voa
apenas cuida-te
o despertar do avião...
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