Inquieta
Invade-me,possua-me,no deleito.
Assusta-me, devaneios,obscuro.
Inquieta-se,murmuras, lamentos, sustento vero.
Real?...natural?...ilusiona,retratual.
Emociona,agride,sarcasmo,espúrio.
Abrocha-te do limbo,desdenha-te das trevas.
Reconheça-te,e´temporal.
Inercia,volta ao crepúsculo matinal.
Aguça os turbilhoes, a aura lacrimal,
Atentos bocejar, pálpebras erguias.
Acalma-te,acorda-te foi um sonho mal.
Coração em desalinho.
E esse meu medo que me aperta à alma, que me deixa inquieta... Ocupa a minha mente antes do anoitecer. Este medo de amar, e não conseguir mais voltar... Que tamanho sentimento, não quero sentir, Pois, sei que sofrimento me causará. Sei que amor, também tem lá seu lado bom... Porém, deixa seu coração cheio de rachaduras e insensatez. Em certos momentos, é uma sensação única... Em outros, te causa insônia, lágrimas e a deixa conturbada. Ao mesmo tempo essas dores mais bonitas que sejam, me causam certa saudade... Mais talvez eu só tenha que criar vergonha na cara, Parar de pensar em ti, enquanto tomo meu café de todas as manhãs...
Tudo é uma questão de manter
o olhar no alvo,
a mente inquieta,
o coração no prumo.
Tudo é uma questão de seguir
direto ao alvo
a coluna ereta
totalmente sem rumo...
VANITAS
Só, em silêncio, a inspiração tímida e fria
Poeta... A prosa sai tremulante e inquieta
Rascunhando a estrofe em uma linha reta
De ilusão secreta, dor e suspiro em agonia
Febril, sua o devaneio, amotina a euforia
Bravia a alma grita, palpita, e então espeta
O nada, por fim, quer ser qual um profeta
Iluminado, falante e de alucinada idolatria
Poeto... cheio da minha imaginação cheia
Nascente do meu mais abismo profundo
E desagregada das paredes da teimosia...
Farto, agora posso descansar a cavalaria:
As mãos nervosas e o coração moribundo.
Arranquei-ti-ei pra vida, vivas tu ó poesia!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
PASSAR
Ao te ver me faz lembrar
com poucas palavras não sei dizer
me inquieta um sussurrar
sem você não vou pensar
se era certo o incorreto
porque não desfrutar
Um olhar sem direção
essa é a gratidão
ta dentro, ta no fundo
segue em frente no meu mundo
com você vou me encontrar
quem sabe um dia nos lembrar
A festa já acabou
É carnaval,
E a minha alma pula, inquieta,
Sem paz.
É carnaval,
E as alegrias só restaram nos carros alegóricos,
Nos enfeites brilhantes,
Nos comas alcoólicos.
É carnaval,
E as alegrias só ficaram
Nos instantes, efêmeros,
Intervalos
De dor.
É carnaval,
E a banda passa,
E a vida passa,
Diante dos seus olhos.
Acabou-se o carnaval,
E só restaram os confetes,
No chão.
O desconhecido.
É na sociedade que este mal se aparenta,
Que consequentemente inquieta-se
Que consequentemente ñ se apresenta.
Escrever é ñ ser desconhecido,
Mesmo sendo autor anónimo
Só se omite um ser adormecido,
Em ti privas o antônimo.
Há quem escreva, há quem pinte.
É um mundo que pouco se sente.
Moda é um extinto,
A vocação é subjacente.
Os males da língua
És maliciosa menininha inquieta, uma mejerinha desonesta, cutuca, ataca, desorienta e provoca, a língua, a míngua, a cantiga destruidora, uma enferma amadora, uma incansável cantora, uma peste viva, malina, bulina, assassina, covardia e tempestiva, sempre ativa, incansável inimiga da paz, desonra o silêncio, corrompe a imagem, guardada no traje, a que ela solta é perigo profundo, a inimizade do mundo, culpa do coração ou do mental? Pergunta pra ela e logo mente, o espírito arrepia e a alma sente, o caráter corrompe, a integridade esfria e o cérebro quente, dilacerante processo diferente, quando o domínio do pensar, a moderação do falar, combate as fadigas provocada pelos males da língua, duplamente sofre quem sabe e provoca toda essa intriga.
Giovane Silva Santos
CONTENTAS
Contentas... Mas que enfado perturba
A alma inquieta? Que dor esta serva
Que ao peito aperta, e pouco se eleva
A fé, casta, vibrante tal o som duma tuba
É o banzé! Que palpita como uma turba
Nos devaneios, e os sonhos de mim leva
Do meu seio, e vão, desenhando treva
Assim aos luzidos pensamentos deturba
Aquietes, com o juízo nu, no travesseiro
Solto as quimeras... e ei-las, aligeirar
Nos caminhos da serenidade por inteiro
Alegra-te na concórdia doce e macia
Da vida, leve, com o desejo de amar
O bom hálito do prazer subleva o dia!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
23 de agosto de 2019
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Eu só tenho essa dor inquieta no centro de mim.Temo que esteja infectada. Temo que esteja se espalhando pelo meu coração.
Lua...
Tão misteriosa
Tão inquieta
Consegue ordenar o mar
Mesmo sem muito esforço
Basta um brilho em seu olhar majestoso.
Estado da alma inquieta .., corresponde talvez a incerteza de um Talvez ...(Falar de Saudade sem falar de Você "ImpossíveL" 💭
Ser intensa, inquieta como sou é complicado e difícil, como algumas pessoas conseguem viver numa boa sendo rasas?
É defeito! Só pode!
Comigo e mergulhar até a ultima gota de suor, saliva, amor, desejo, cuidado ou NADA!
Sempre odiei mensagens subliminares, adivinhações ou ter que interpretar algo dito.
Eu gosto é do rasgado, misterioso mas que pinga todo dia uma transparência afiada que rasga a mente e rouba o riso.
RELATO DE UMA MENTE INQUIETA
Hoje eu sonhei que estava no topo da Serra Fina, uma montanha que divide Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, esse lugar permite caminhar pelos três estados, possibilitando visualizar uma área endêmica e uma vista privilegiada, onde eu conseguia considerar toda a beleza natural que a vida proporcionou de presente, eu me sentia no céu. Eu não sabia se merecia ou não aquela sensação de plenitude.
Eu sempre ouvi meus amigos dizerem que as montanhas são fonte de inspiração e causa uma sensação de êxtase nas pessoas. Naquele momento eu vivia essa experiência, desprendi de todos os pré-conceitos e receios internos. Era um lugar sereno, tinha um cheiro agradável de vegetação e luar, podia sentir o perfume, o vento em meu rosto e arrepio em meu corpo.
Eu estava sozinha, mas me sentia completa e protegida, muitos pensamentos bombardeavam minha mente.
Avistei uma estrada, tive curiosidade para saber onde me levaria, mas ali eu permaneci sentada contemplando aquela paisagem por horas, com objetivo de entender aquela sensação de acolhimento e paz.
Era tão diferente da minha vida desperta! Eu sempre me senti uma pessoa insegura, ansiosa e solitária, mesmo diante a tantas pessoas amadas ao meu redor, além disso, eu me sentia desorientada e fora do contexto referente a tudo e todos.
