Inquieta

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Se eu perguntasse a um computador de grande inteligência tudo aquilo que inquieta minha mente, talvez a resposta mais honesta fosse esta, nem ela tem todas as respostas. Nenhuma mente criada por homens, nenhum livro isolado, nenhuma voz na Terra conseguiu explicar completamente o mistério da existência. O que existe são caminhos, pensamentos, teorias, fé, ciência e perguntas muitas perguntas.


Desde o começo da humanidade o ser humano olha para o céu e se perguntr por que estamos aqui? O que é verdade? O que é apenas história repetida? O que é o bem, e o que realmenth é o mal?


Alguns dizem que já sabem. Outros defendem suas verdades como muros. Mas quem realmente busca acaba percebendo algo curioso, quanto mais se aprende, mais se entende que a verdade é profunda demais para caber em respostas simples.


Ainda assim, algumas coisas parecem atravessar o tempo e aparecer em quase todas as reflexões humanas. A consciência dentro de nós busca sentido. O bem quase sempre caminha ao lado da vida, da justiça e da verdade. O mal, muitas vezes, nasce da mentira, do ego e da vontade de dominar o outro.


Talvez por isso a busca nunca termina. Porque o ser humano não foi feito apenas para repetir respostas, mas para perguntar.


E quem pergunta de verdade começa a perceber outra coisa: a busca não é só intelectual. Ela também é espiritual, existencial, silenciosa. Existe algo dentro de nós que continua procurando, mesmo quando o mundo parece cheio de versões contraditórias.


Talvez o maior mistério não seja descobrir imediatamente qual é o final da história. Talvez o maior desafio seja aprender a viver enquanto a história ainda está acontecendo.


Entre dúvidas e fé.
Entre luz e sombra.
Entre aquilo que nos ensinaram e aquilo que sentimos no fundo da consciência.


E talvez, no meio de tudo isso, a verdadeira pergunta não seja apenas entender Deus.


Mas descobrir se aquilo que disseram sobre Ele realmente corresponde à verdade que ainda tenta falar dentro de nós.


By Evans Araújo.

A tecnologia é uma porta inquieta,
tantas vezes chamada de belicosa,
porque cada geração insiste em dizer,
em tom solene:
“são esses jovens da era tecnológica…”
Mas há nisso uma falácia antiga:
a de tratar o novo
como se fosse sempre o agora inaugural,
sempre jovem,
sempre feliz.
A tecnologia não nasce hoje —
ela apenas muda de forma.
Feliz é aquele
que, pela sabedoria do tempo,
permite que a vida o refine.
Pois não é a era que amadurece o homem,
é o homem que, ao atravessar as eras,
aprende a usar
o que chega
sem se perder no brilho do instante.

Boca inquieta,
buscando o caminho de um beijo.
Desejo anunciado,
na etapa mais lúcida.
Segredos…
cumplicidade latente.
incêndio ardente.
Discutiria tais ilusões? Jamais!
dúvidas da pele solta.
Folhas secas..
num jardim sereno. (Júlio Raizer)

Você não me ama. O que te inquieta não é a minha ausência, mas a possibilidade de eu existir inteira em outro lugar — longe do alcance do que você nunca soube cuidar.

A superficialidade
estava entediada e inquieta...
e sorrindo, decidiu perguntar à profundidade por que ela era assim tão calma e triste.


a profundidade respondeu assim:


- Para saber...
basta olhar para si mesma
com a superfície dos meus olhos.


A superficialidade riu, leve,
quase distraída, como quem
não entende o peso
de uma pergunta.


- Ora, eu me vejo todos os dias, disse,
clara, brilhante, cheia de movimento e
não há mistério em mim.


A profundidade silenciou por um instante,
como quem escuta o que não foi dito,
e então falou, mansa:


- É justamente isso.
Tu te vês apenas onde a luz toca,
onde o reflexo te devolve intacta.
Mas não te conheces
onde a luz não ousa ficar.


A superficialidade hesitou,
um segundo apenas,
como se algo tivesse roçado
as margens do seu entendimento..


- E o que há lá? ( perguntou)
já sem o mesmo sorriso.


A profundidade respondeu:
- Há o que sustenta o que tu mostras.
Há o que dói, o que cria,
o que transforma.
Há silêncio,
e no silêncio, verdade.


A superficialidade então se inclinou,
curiosa e receosa, tentando enxergar
além do próprio brilho…
Mas recuou.
- É escuro demais.


E a profundidade, sem julgamento,
apenas concluiu:
- Não é escuro…
é vasto.
Imensamente vasto,
como a linha do horizonte
sobre o oceano.


A superficialidade
então ficou em silêncio,
pela primeira vez sem pressa,
sem brilho e sem resposta pronta.


Algo nela vacilou,
não como quem quebra,
mas como quem percebe
que nunca se sustentou sozinha.


E ali, à beira de si mesma,
entre o reflexo e o abismo,
sentiu um chamado
que não vinha de fora.


A profundidade apenas permaneceu,
como o mar que não insiste,
mas espera.
E, por um instante rar
a superficialidade não quis parecer,
quis entender.


Mas o entendimento,
assim como o oceano,
não se atravessa correndo.


É preciso,
com calma corajosa,
nele afundar.


©️✍@MiriamDaCosta

Entre dois amigos


— Há uma coisa que me inquieta — disse Augusto, **Entre dois amigos**


— Há uma coisa que me inquieta — disse Augusto, olhando a noite pela janela. — A sensação de que nascemos para uma única forma de existência… e passamos a vida inteira tentando negá-la.


Miguel não respondeu de imediato. Girava o copo entre os dedos, como quem mede o peso de uma ideia antes de pronunciá-la.


— Você fala da arte — disse, por fim.


— Falo do que somos quando não estamos tentando ser outra coisa.


Um silêncio breve, quase respeitoso, se instalou.


— Talvez o problema — continuou Augusto — seja esse desvio constante. Nascemos artistas… no sentido mais profundo. Não no ofício apenas, mas na forma de perceber o mundo. E, no entanto, nos forçamos a ser marido, cidadão, homem comum, figura socialmente aceitável.


Miguel ergueu os olhos.


— E você acha que isso é erro?


— Acho que é incompatibilidade.


— Incompatibilidade com o quê?


— Com a essência.


Miguel encostou-se na cadeira.


— Mas ninguém vive fora do mundo, Augusto.


— Vive, sim. Apenas paga o preço.


— Que preço?


— A inadequação.


Miguel sorriu levemente.


— Isso parece mais orgulho do que filosofia.


— Não — respondeu Augusto, sem alterar o tom. — Orgulho seria acreditar que somos superiores. Não é isso. É apenas reconhecer que não nos encaixamos. E que, quando tentamos, algo em nós se rompe.


— E você nunca tentou viver como os outros?


Augusto soltou um riso curto.


— Tentei. Com disciplina, até. Acreditei que bastava insistir, repetir gestos, cumprir funções… como quem aprende um papel.


— E?


— E percebi que a vida, quando não é verdadeira, torna-se uma espécie de teatro sem plateia.


Miguel ficou em silêncio por alguns segundos.


— Talvez todos estejam representando — disse. — Uns com mais consciência, outros com menos.


— A diferença — respondeu Augusto — é que alguns sabem que não podem sair do palco.


— E você?


Augusto desviou o olhar para a rua vazia.


— Eu sei que não posso viver fora daquilo que me constitui. Posso até tentar. Posso assumir compromissos, ocupar funções, simular normalidade… mas, em algum momento, tudo perde sentido.


— Então a arte é uma prisão?


— Não. É a única forma de liberdade que conheço. Mas cobra tudo.


Miguel assentiu lentamente.


— E não há conciliação?


— Há tentativas.


— E fracassos?


— Quase sempre.


O silêncio voltou, mais denso agora.


— Curioso — disse Miguel. — O mundo espera que sejamos muitas coisas. E talvez sejamos, de fato. Mas você insiste que há uma que nos define.


— Não insisto — respondeu Augusto. — Apenas reconheço.


— E quem não reconhece?


— Vive melhor, talvez.


— E você prefere?


Augusto demorou a responder.


— Prefiro a verdade, mesmo que ela me exclua.


Miguel pousou o copo.


— Então não se trata de escolha.


— Nunca se tratou.


— Trata-se de condição?


— Exatamente.


Miguel respirou fundo.


— Nesse caso… não somos artistas.


Augusto voltou-se para ele, com um olhar mais claro.


— Somos aquilo que não conseguimos deixar de ser.


E, pela primeira vez na conversa, nenhum dos dois sentiu necessidade de acrescentar mais nada.
olhando a noite pela janela. — A sensação de que nascemos para uma única forma de existência… e passamos a vida inteira tentando negá-la.
Miguel não respondeu de imediato. Girava o copo entre os dedos, como quem mede o peso de uma ideia antes de pronunciá-la.
— Você fala da arte — disse, por fim.
— Falo do que somos quando não estamos tentando ser outra coisa.
Um silêncio breve, quase respeitoso, se instalou.
— Talvez o problema — continuou Augusto — seja esse desvio constante. Nascemos artistas… no sentido mais profundo. Não no ofício apenas, mas na forma de perceber o mundo. E, no entanto, nos forçamos a ser marido, cidadão, homem comum, figura socialmente aceitável.
Miguel ergueu os olhos.
— E você acha que isso é erro?
— Acho que é incompatibilidade.
— Incompatibilidade com o quê?
— Com a essência.
Miguel encostou-se na cadeira.
— Mas ninguém vive fora do mundo, Augusto.
— Vive, sim. Apenas paga o preço.
— Que preço?
— A inadequação.
Miguel sorriu levemente.
— Isso parece mais orgulho do que filosofia.
— Não — respondeu Augusto, sem alterar o tom. — Orgulho seria acreditar que somos superiores. Não é isso. É apenas reconhecer que não nos encaixamos. E que, quando tentamos, algo em nós se rompe.
— E você nunca tentou viver como os outros?
Augusto soltou um riso curto.
— Tentei. Com disciplina, até. Acreditei que bastava insistir, repetir gestos, cumprir funções… como quem aprende um papel.
— E?
— E percebi que a vida, quando não é verdadeira, torna-se uma espécie de teatro sem plateia.
Miguel ficou em silêncio por alguns segundos.
— Talvez todos estejam representando — disse. — Uns com mais consciência, outros com menos.
— A diferença — respondeu Augusto — é que alguns sabem que não podem sair do palco.
— E você?
Augusto desviou o olhar para a rua vazia.
— Eu sei que não posso viver fora daquilo que me constitui. Posso até tentar. Posso assumir compromissos, ocupar funções, simular normalidade… mas, em algum momento, tudo perde sentido.
— Então a arte é uma prisão?
— Não. É a única forma de liberdade que conheço. Mas cobra tudo.
Miguel assentiu lentamente.
— E não há conciliação?
— Há tentativas.
— E fracassos?
— Quase sempre.
O silêncio voltou, mais denso agora.
— Curioso — disse Miguel. — O mundo espera que sejamos muitas coisas. E talvez sejamos, de fato. Mas você insiste que há uma que nos define.
— Não insisto — respondeu Augusto. — Apenas reconheço.
— E quem não reconhece?
— Vive melhor, talvez.
— E você prefere?
Augusto demorou a responder.
— Prefiro a verdade, mesmo que ela me exclua.
Miguel pousou o copo.
— Então não se trata de escolha.
— Nunca se tratou.
— Trata-se de condição?
— Exatamente.
Miguel respirou fundo.
— Nesse caso… não somos artistas.
Augusto voltou-se para ele, com um olhar mais claro.
— Somos aquilo que não conseguimos deixar de ser.
E, pela primeira vez na conversa, nenhum dos dois sentiu necessidade de acrescentar mais nada.

Admiração entusiasmada e uma imaginação inquieta resultam numa linda transformação aprofundada, lúdica, intensa e melhorada de uma simples ocasião, exatamente jeito que aconteceu com a despedida do Sol em um fim de tarde de um passado recente, um belo esplendor, inspiração veemente

Na minha mente, vi que calorosas e sinceras emoções foram usadas como tintas para pintar na grandeza do céu uma pintura apaixonante com tonalidades quentes, apresentando uma arte rica, edificante, cuja perfeição era muito evidente, simplesmente, hipnotizante, um resultado imponente

Visão satisfatória, emocionante, muito além do alcance dos meus olhos, que tornou a simplicidade ainda mais significante durante aquela vivência que tive, que já está bem guardada na minha memória e agora nestes versos, vive, provando que a poesia transforma e mostra mais do que a superfície.

Sou um simples poeta com uma imaginação inquieta e realista, então, fico inspirado e imagino durante boa parte do meu dia, mas é durante à noite que a inspiração fica ainda mais forte, quando as minhas emoções e os meus instintos avivam os meus pensamentos, criando algumas cenas e versos na minha mente, sinceros e intensos

Tudo pode ser inspirador, entretanto, melhor será se eu puder encontrar vida, um esplendor de intensidade, uma simplicidade genuína, uma essência de muita naturalidade como um céu repleto de estrelas, a luz do luar sobre as folhas das árvores, deixando a natureza com uma aparência mais elegante, exaltando certos detalhes

E em sincronia com esta minha preferência poética, encontro em ti, bastante vitalidade, percebo que a tua sensualidade também possui hábitos noturnos e assim, permite que fiques mais à vontade, confiante, então, a tua presença consegue inspirar-me intensamente com tamanha facilidade, uma capacidade interessante que aguça a minha criatividade

Por consequência, nesta ocasião noturna, serás para mim, a poesia mais bela, arte que desperta o meu interesse de fazer uma leitura sem pressa das linhas suaves do teu corpo, cada trecho das tuas curvas, o que tem a dizer a expressão profunda e verdadeira dos teus olhos, a verdade da tua essência, que pode ser um sonho ou uma doce loucura e os beijos serem dados veemência.

⁠Mente inquieta, madrugada silenciosa, porta aberta para pensamentos profundos, uma forma de desabafo, de colocar sentimentos imponentes para fora em alguns versos declarados, um mar com fortes ondas, um coração intensamente emocionado, um vento suave que se transforma em um grande tornado, notas tocadas com emoção, uma seguida da outra, melodia terna, tensa, uma frequência sem hesitação, profundez melancólica ou o amor em exultação, sujeita à tristeza, a alma chora, mas o alívio chega, vem um momento de libertação, logo, o sono se apresenta, a inquietação continuará nos sonhos, enquanto o corpo descansa, um descanso momentâneo que produz uma certa satisfação, o que exalta a sua importância, o seu poderoso efeito de renovação.

Uma mente inquieta encontra respostas no que a cerca e no que não se vê. 👁️

Poesia é alma inquieta,
É viver perdido em pensamentos
E se achar nas palavras.

" Segundo Sêneca, em Cartas a Lucílio, “não é livre aquele que se inquieta por conservar o que teme perder.” Essa inquietude é a espada invisível de todos os que constroem sua paz naquilo que não depende de si: riquezas, status, controle, aprovação. O que Dâmocles aprende não é apenas o medo, mas a urgência de renunciar ao ilusório em nome da serenidade. "

"O homem caminha sob o impulso de uma vontade profunda e inquieta. Mas quando por um instante ele se detém diante da dor do outro algo em seu interior se aquieta como um jardim tocado pelo vento da tarde."

No meio do barulho que me cerca, minha alma inquieta chora baixinho, soluçando ao ver meu coração dividido em quatro pedaços.

El crecimiento de la población inquieta al demógrafo, solamente cuando teme que estorbe el progreso económico o que dificulte la alimentación de las masas.
Pero que el hombre necesite soledad, que la proliferación humana produzca sociedades crueles, que se requiera distancia entre los hombres para que el espíritu respire, lo tiene sin cuidado.
La calidad del hombre no le importa.

Inserida por victorterrademenezes

Viva a vida!

Fácil é a vida.
Inquieta é a vida, é assim que ter que ser.
Zelosa esta vida,

Porque nos desgastamos?
Amargando sentimentos...
Roendo as unhas...
Alimentando medos... E não deixando fluir os desejos?

Viva, viva muito..., viva agora. Porque?
Ontem já passou.
Certamente hoje vai ser melhor.
Espero que vivas; sem medo.

As vezes a vida nos traz surpresas
Nem sempre alegres, nem sempre tristes
As vezes nos reserva surpresas. Gratas surpresas...

Paixões inesperadas,
Amores escondidos.
Uma história a ser escrita, um amor a ser vivído.
Lágrimas pra que? Sorria. sorria e sorria. Porquê?
Amanhã é um outro dia.

Inserida por Edmilton

E mesmo inquieta, eu havia decidido que aquela seria a última vez. E talvez as coisas mudem, enquanto eu me encontro aqui parada, esperando que elas realmente tomem o rumo certo e que nada seja como aconteceu da ultima vez em que resolvi agir sem pensar por pelo menos umas trezentas vezes, como de costume penso antes de tomar alguma atitude. Será que é mesmo certo esperar alguma atitude de quem não parece voltar? eu fico imaginando que com você possa acontecer como vem sendo comigo. Mas se for diferente do que sinto? O que os outros vão pensar? Sabe de uma coisa? Já faz um tempo que eu não venho me importando com o que as pessoas começaram a falar de mim depois que você foi embora e eu sorrio de tudo isso. E elas me acham maluca. Mas eu sorrio porque eu sei que demorou um tempo, mas você também sorriria o quanto eu ao saber que eu não me importo mais. E ás vezes eu sorrio sem chorar depois mesmo que tudo o que as pessoas falem seja um fato. É fato de que você não vai voltar agora, mas eu não quero colocar a cabeça no lugar e dormir, porque meu sono não seria sossego e seria um enorme pesadelo acordar e lembrar que eu ainda tenho um dia inteiro a aguardar a sua volta. E nada me deixa mais agoniada do que esperar. Mas eu tô esperando, você não vê né? só você não vem vendo todos os dias em que eu esperei encontrar você numa fila de cinema ou numa festa qualquer. Um certo dia eu encontrei um cara bacana, com uma camisa igual a que você tinha e corri depressa até alcança-lo no caixa da fila do pão, mas quando o vi de perto, não era você. Mas ele me viu com um sorriso tão desapontado que me perguntou se eu queria um abraço. E eu queria um abraço! E eu tive um abraço apertado de um cara desconhecido que parecia você, mas que também me cuidou demais por um certo momento. Abraçou a minha alma cansada de te procurar em vão. Era como se eu tivesse te encontrado. A mulher do caixa sem entender nada, me disse pra ter calma, fé e confiar mais, mas nada do que ela me falava me importava porque a minha casa era cheia de imagens e tinha santo em todo lugar porque todo sábado eu rezava sem parar. Eu me apertei nos braços daquele homem, mas eu só queria te encontrar. Tudo bem, não era você e ninguém nunca seria como você. E nenhum abraço me lembraria o seu abraço, apesar de não conseguir pensar em outra coisa. Mas de vez em quando me dava uma dessas loucuras de querer sair pelo mundo correndo, gritando o seu nome até você ouvir. Só que o foda é que você nunca ouvia e eu voltava rouca e sozinha pra casa. Uma outra vez me aconteceu algo terrível. Eu estava entre amigos e dessa vez eu não queria fazer o que fazia sempre nas festas, então, eu só queria beber pra não ir te caçar entre as pessoas no bar. Eu também sabia que sóbria não dava mais pra ficar. Você não sabe, mas eu bebi tanto a ponto de não aguentar mais ficar em pé, então sentei e vomitei tudo o que tinha dentro de mim. Parecia que quanto mais eu vomitava, mas vinham lembranças de você sobre mim. E eu comecei a ver você em todo o lugar. Nos quadros, nas mesas, nas garrafas, nos vinhos, nos olhares de tristeza de todas as pessoas, nas vozes me dizendo pra me controlar e em tudo você estava. E tudo em minha volta parecia triste por mais que a festa fosse fantástica. E eu notei que estava tão lotada de você e que eu não aguentava mais mesmo te esperar. E do nada você vinha na minha imaginação, rindo também do meu desespero incontrolado por ainda não ter encontrado nenhuma pista de como me manter tranquila de novo. Porque eu era mesmo uma garota bonita e tinha uma vida normal, onde todas as noites eu fechava os olhos e rezava pra conhecer alguém legal e você não me parece nada legal agora. Você nunca mais me deixou almoçar sem querer afogar a cabeça naquele prato de macarrão e ficar ali pra sempre. Você nunca mais me fez passar horas estudando pra ser considerada a mais interessante da sala. Você nunca mais me deixou assistir um filme romântico sem querer morrer de chorar na metade. Você nunca mais me deixou olhar no espelho e me fez sentir inteira porque você me deixou aos pedaços e isso não é legal. Já faz um tempo que eu também não sou legal. E mesmo não me importando mais com as criticas em relação ao meu comportamento. Eu tento ser legal ás vezes, mas sempre tem alguma coisa travando o meu riso. Travando o meu interesse em achar as pessoas legais, em me divertir com pessoas que quero achar legais. E hoje de manhã eu tinha resolvido que não dava mais pra ser assim, mas eu escrevo e mudo de ideia a cada ideia nova. E a verdade é que as minhas ideias novas não fazem mesmo ideia do que as minhas ideia antigas sofreram passando sempre pelo mesmo processo de mudança que nunca muda. Até elas já cansaram de serem minhas ideias e ficam quietas agora. E eu canso disso todo dia. Eu canso de te procurar por ai, sem endereço, sem resposta, sem razão, sem saber se vou te encontrar, mas eu tô sempre fazendo a mesma coisa embora eu mesma já tenha dado um basta. Não adianta sabe? Não adianta você chegar e falar pra não se machucar porque o coração parece falar mais alto. O coração as vezes quer deixar de ser coração e quer mesmo é sair pela boca porque nem mesmo ele aguenta tanto pulsar ao me ver entrar nessas crises.

Inserida por KarolAmorim

Quando se está ansiosa a espera é infinita, quando está inquieta o tédio em ti habita

Inserida por DaianaLages

Me olhavas com aquele olhar de cobiça inquieta...
me tomavas com tua inquietação visivelmente marcada... a inquietar-me os lábios sequiosos.... me deixando em inquietante tontura ...
(Inquietude)

Inserida por linamarano

“Uma criança inquieta gritando e chorando deve ser amada apenas com um olhar, pois nessas condições não a nada a fazer, Há não ser esperar a irritabilidade passar e depois conversar. Tenho feito isso em meu lar”

Inserida por Michellecastrof