Ingenuidade
Castelo na Areia
Um dia construí um castelo sobre areia
E na minha ingenuidade pensei que se as paredes fossem forte e que ele jamais cairia
Mas o tempo, o vento, a maresia, a chuva aos poucos foram chegando
E quando eu vi o castelo já estava no chão
Foi tão de repente, só que me lembro da queda
Naquele momento vi minha vida desmoronar
Como doeu...
Chorei toda as lágrimas que eu tinha
Havia colocado o melhor de mim naquela torre
Em vão...
Mas assim como o tempo lentamente nos destruiu
O mesmo tempo agora vem de mansinho e
Lentamente está me dando forças, aceitação e compreensão
Já sei que não posso construir nada se não tiver base sólida
Reconheço e aceito minha parcela de erros
Não, não me culpo não! Mas sei onde errei
Esse conhecimento me dá forças para lutar
E amanhã vou construir outro castelo
Mas dessa vez vou escolher melhor o solo onde plantarei meu alicerce
E para sempre terei dentro mim as lembranças dos bons momentos
Das festas, dos momentos de carinhos, da alegria vivida
As paredes caíram, mas para sempre lembrarei do que lá dentro foi dito e vivido
Momentos de cumplicidades que não tiveram a força que eu acreditava que tinha
Mas eu sei que um dia construirei outro castelo
E voltarei a sorrir com o coração pleno de alegria e harmonia
Por que viver e um constante recomeço e sempre que a vida nos der essa oportunidade e preciso recomeçar.
Um novo castelo será construído, em breve, logo ali.
Seja por ingenuidade, estupidez ou descuido, a maioria de nós não faz. Porém, é sempre bom ouvir àquela voz interior.
Envelhecemos, perdemos a inocência,
A ingenuidade da lugar as aparências.
Apanhados por exemplos que ditam as normas,
Arrastados num cortejo que impõe formas.
A destruição ocorreu, pois, um dia o ódio foi lançado na árvore da ingenuidade, posta em grades no fundo do mar.
Eu sou a ingenuidade de uma criança que tem que lidar com a infame perspectiva da vida adulta,
sou a imortalidade de uma ideia presa em um corpo que vai padecer, sou um mar de sonhos aprisionado em uma mente que não sabe voar, eu sou o tudo, todavia, um segundo depois eu posso me tornar o nada.
É eu sei, acabei de definir um simples humano, acho que no final eu sou apenas isso, ou deveria dizer:
Eu sou tudo isso.
A ingenuidade… ignorância…
Mesmo a burrice, nada ter em tal;
É triste o seu sentir, quando em nós tido;
Por culpar, da grande variedade;
Do tanto aprender que existe escondido.
Não é vergonha alguma, quando vista;
Por sábio da gente pra a tal, olhar!
Por tal, ser para todos boa pista;
Pra o dela em nós, por cá tanto encontrar!
Por isso jamais caias nessa asneira;
Que tantas vezes, te faz até rir;
Quando a encontras mui vista noutro ser!...
Ou também irás cair, na ratoeira;
Que por a tal em ti, tanto existir;
Provoca, esse pobre em ti; a tal não ver!
Com prudência;
Ignorante, é o que julga;
Que esse tal, é O que não sabe;
Por tanto a tal ter, como a pulga;
Que em todos nós, cá tanto cabe!
A tod@s dedico este recitar.
Na ingenuidade sempre haverá oportunidade para crescimento, porem na arrogância a ignorância limita tudo na dimensão do ego.
A linha que separa a ingenuidade do mal inconsciente é visível, e traz em si a sobriedade das escolhas e, quase sempre, se reflete para dentro das certezas de forma inviolável. Às vezes o momento da escolha é pensado na margem daquilo que é resultante de insatisfações, ou mesmo decepções sem o devido cuidado às análises desprezando, sem querer, possibilidades que não terá conserto somente com o pensamento. As aflições e angústias poderão ser rasas diante do irreversível e serão companheiras da tardia reflexão e do inválido desejo, ainda que a solidariedade sobreviva. O desprezo ao antes pode representar o caminho para a segregação, e depois disto olhar o próximo poderá nos levar a descobrir irreparáveis e duríssimas verdades.
Gostei de ver desenhado nas telas de nossos sonhos, nossa existência traçada, dê uma ingenuidade não afogada.
Logo eu, tão sereno, deixei-me levar por aquela ingenuidade e tornei-me um. Aquele rosto inocente e os olhos transbordando de malícia. Desconcertantes e manipuladores, os olhos, talvez, fossem o céu, a boca então, seria o inferno.
Ainda acredito na bondade humana, pode parecer ingenuidade da minha parte, mas ainda existem pessoas boas.
Acredito no fim da má índole, no fim do rancor, da crueldade, e da soberba. Acredito na vontade de ser melhor, em um planeta mais para repleto de amor para nossas crianças...
Acredito no sorriso sincero, na amizade verdadeira, num olhar de paz, e no fim das disputas...
Finalmente e sinceramente, acredito que há muitas pessoas que acreditam tbm naquilo que eu ainda acredito!
A ingenuidade e a Conivência são as maiores causas da cegueira, sendo esta última, resultado da covardia ou da ganância, duas das maiores deficiências do ser humano.
Escolha os amigos pelos atos, as mulheres pela ingenuidade, os inimigos pelos valores e os parentes pela humildade.
