Ingenuidade
CAFÉ DA MANHÃ
Quero um afago simples
Tal um pingado, pão e manteiga
Na ingenuidade, sem porquês
Com a doçura e palavra meiga
Dum bom dia! Sem a obrigação
Do perfeito, tal feito, duma cantiga
Degustada pelo coração.
Na sua fome de encontrar...
E então, neste dejejum
Pra quem acabou de levantar
Sirva o amor, não ímpar, mais um
No café da manhã, e sim, um par
Cheio de olhar, ao afeto comum
Antes da rotina começar.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, agosto
Cerrado goiano
Otimismo não é ingenuidade, é ver a vida como algo que pode sim dar certo. E isso não é bobagem, nem crime nenhum. Só te fará o maior bem possível.
O maior erro do discurso moralista é que seu orador esquece, por ingenuidade ou estupidez, que a justiça pode ser falha.
A gente age como menino, pois no fundo, quem ama, sempre ama como menino, na ingenuidade de que o amor é simples, na pureza de que tudo sempre dará certo, na certeza de que será reciproco.
Eu perdi a ingenuidade da criança.
Entrei na vida conforme a dança,
mesmo sem saber dançar.
E, se perguntam onde anda a esperança,
a minha mão não alcança,
mas não deixo de acreditar.
Tem gente que diz que é ingenuidade acreditar nas pessoas. Eu acho que a maior das minhas ingenuidades é me achar sabida. Cada tropeço mostra que não sei da missa um terço. Às vezes machuca. Às vezes traumatiza. O que faço é levantar, bater o pó dos joelhos e prestar mais atenção às pedras do caminho. Mas não há experiência, insucesso ou aprendizado que me faça deixar de tentar, de ver primeiro o melhor lado de tudo. Posso até ser ingênua, mas o mundo pra mim é cor-de-rosa e cheio de possibilidades.
A inocência nos deixa ingênuos, a ingenuidade purifica nossa alma, a purificação, contribui para termos um espaço no céu.
É pura ingenuidade da humanidade querer entender o mundo, sem ao menos conhecer o CRIADOR e entender motivo da sua própria existência.
A ingenuidade da malícia
Era ele o malandrão, papava todas, muito mais engano, um sujeito profano, eu nem me importava o quanto o professor de religião cuidava da natureza essencial, mas a canetinha surrupiada era um mal, e aquela moedinha também não faria mal, pois bem a malandragem maliciosa que pensava ser poderosa, burlando os conceitos da ética e moral, despretensiosa juventude, que acompanhou por muito tempo, transformou se em lamento aquela tempestiva passagem, um carro sem engrenagem, um asno, quanta bobagem eu ria, mas virou pranto essa milícia a ingenuidade da malícia que machucou a própria dor, mas preencher o interior da sensata primícia, os céus, o culto, a missa.
