Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

E quando dizem que nĂŁo existem caminhos para a

felicidade... existe muita mentira nisso.

Inserida por risomarsilva

'OLHAR'

Vejo horizontes
nesses olhos
perdidos.
Inquietude e
chama que me
chama nas noites
que vejo. E a
vontade de
mergulhar por
trĂĄs dessa Ăłptica,
deixa-me pĂĄssaro,
cantando aos
quatro ventos,
poesias enigmĂĄticas.

Inserida por risomarsilva

'PROCURA'

Tenho uma sede no 'por do sol'. Sacia minh'alma! Penetra esses raios nas minhas imagens! Alimenta a fome dos desejos derramados. Liberta-me das masmorras alagadiças. Colori uma nova canção p'ra nós dois. Harmonia de sentido os dias aluídos.

Afaga/atraca meu coração no real. VolĂșpia as noites claras em angĂșstias. Aquece-me com seu corpo frenĂ©tico. Abraça-me! Deixa-me em fĂșria na morte dos mortais. Esquarteja meus sonhos na varanda, tal qual um olhar, diluĂ­do em arco-Ă­ris.

Elucida minha procura lesiva. Explode o luar no amanhecer! Desbota o patĂ©tico corroĂ­do. Reflete em mim tua'alma exaurida, atĂ© que, consigamos misturar nossos limites, atemporal e sem reflexos. Suga-me como um livro de romance e re/façamo-los diariamente a Ășltima pĂĄgina. AtĂ© que o 'sempre' permaneça, rodopiando duas vidas em uma.

Inserida por risomarsilva

'CHEGADA'

O inverno chega. Paisagens que não mudam: frio, tempestades, folhas mudas. Viagens por åguas quebradiças. Abraços na rotina. E todos os dias, novos ímãs. A esperança no farol, uma nova loucura, tantas outras colinas.

E o verĂŁo infinito chega. Torna-se ardente, revigorando a vida no peito. Chegou tĂŁo pequenino abraçando-me com seu ĂĄvido olhar peregrino. Crescendo com os ditongos. Marca indissolĂșvel que torna-se forte com seus raios abrasivos e rudes.

Inverno e verĂŁo ficam homogĂȘneos a cada chegada. E os pedaços ficam nas enseadas, falando dos raios inertes/refletidos. Cabelos brancos aportam misturas tĂȘnues. Inverno e verĂŁo nĂŁo sĂŁo fidos. E a vida, na sua jornada, nĂŁo passa de metamorfoses, mutaçÔes, quase nada!

Inserida por risomarsilva

'POHESITA'

A neblina mulata perdeu-
Se na negridão e embaçou
As palavras com
HesitaçÔes. Ainda sinto o
Cheiro arraigador na
Madrugada insĂłlita. Os
Beijos ausentes que
Fizeram-se lacunas...
Petrificou-se, disfarçou-se
Nos olhares
E trouxe consigo
'Estilhas', a fome de
Devorar o poeta, que
Redescobriu o mundo, mas
Arruinou-se nos seus
Reencontros.

Inserida por risomarsilva

- VocĂȘ sabe o que Ă© mimetismo?
- Eu nĂŁo seria um idiota se nĂŁo soubesse ou... talvez seria se soubesse!

Inserida por risomarsilva

'AN/DOR/INHA'

O pequeno esvoaçar
Rodopiar com ventos
Voar...

Sentir liberdade
Debulhando céus
Fatuidade...

Subir nas nuvens
Queimar o sol
Inquietude...

Inexpressivo homem
NĂŁo rodopia com os ventos
Lobisomem...

Encarcerado profusĂŁo
Palmilha cemitérios
EscravidĂŁo...

Poste tranquilidade
Vida, meio vivida
Minuciosidade...

Inserida por risomarsilva

Coração de pedra,
Manteiga,
Embriagado,
DesobstruĂ­do,
Selado.
NĂŁo existe o in/correto na hora de amar

Inserida por risomarsilva

'PROSAICO'

Linhas trançadas e o azul meio amarelado amorna o infinito.
Acima das åguas turvas, acinzentada com as mãos entrelaçadas no medo. Tenta gritar, mas ele afugenta-se.
Direciona-se Ă  alma, espetando o sol sem reflexo.
Mutilado em pensamentos, o azul subterrĂąneo transforma-se ...

E a pausa, agora loucura, fez-se revoada.
O trilhar da esperança, face oculta dos sonhos, deixa a clarão do rosto sombria.
E a fantasia da felicidade, fez-se gelo.
Escorregadia rumo Ă  mĂŁe terra, esfacelando-se no ar.
Voltando de onde outrora saiu medonho.
É assim que direciono o teu rosto: prosaico e sem flores.

Inserida por risomarsilva

Jå pensou que suas 'verdades' podem ser 'verdadeiras farsas'? Embora difícil, não se deixe levar por meias verdades ou emoçÔes passageiras.

Inserida por risomarsilva

'Vejo cada absurdos nesse mundo. Nesses meus anos e anos de vida, nunca compreendi os reais propĂłsitos de Deus

Inserida por risomarsilva

'CABOC[L]0'

Ele se foi e deixou uma
Saudade na cabana. Os
Olhos, misturado com o
Atrito das mĂŁos,
Derramaram a
VermelhidĂŁo por vĂĄrias
Noites em alvorada.
SimplĂłrio, sem brilho e
Sem calor para aquecer
O mundo, devastou
coraçÔes e
Transformou-as em
Amizades. Dos troncos
Perdidos, fez raĂ­zes.
Das flores, perfumes
Verdadeiros. A forma
Tangente da Ășltima
ExpressĂŁo fala ao mundo
Despercebido: ainda
Estou vivo! Respirando
Os sonhos de outrora.

by Risomar Silva.

Uma breve homenagem ao meu
amigo caboc[l]o. Que se foi...

Inserida por risomarsilva

Tenho que desapegar-me. O tempo esfumaça tão råpido. Não quero que seja dolorido quando disseres deixa eu seguir meu caminho!

Inserida por risomarsilva

'FERIADO'

A sombra mórbida deixa uma inquietude aparente. Algumas årvores embaçam a visão rumo ao estreito rio representando calmaria. Peixes esboçam o que de mais belo existe na natureza. O balançar da rede entra em harmonia com a brisa de inverno e o cantar dos påssaros, intrínseco a outros cantos, soa longínquo.

Casa de palha e um velho barco esquecido demonstra pulsação, temporada. Uma velha tralha de pesca, sem cor, fala do tempo fatigado. A ågua com seus sons melodiosos atraí o sol com seu olhar ofuscante. Olhos pontiagudos, mas suportåvel. Tudo tranquilo! Exceto meu coração, louco e distraído.

Inserida por risomarsilva

A continuidade da vida Ă© um enigma fantĂĄstico!

Inserida por risomarsilva

Esquarteja meus sonhos na varanda, tal qual um olhar, diluĂ­do em arco-Ă­ris. Elucida minha procura lesiva.

Inserida por risomarsilva

'EU, TRILHO'

Percorremos trilhos sob a suave névoa de pedra, que depreda a face. Sob as engrenagens da vida, sem placas, sem direção, corroem a espinha, deixam entulhos... .

Percorremos sorrisos que não despertam universos, afugentam a alma, sem manancial p'ra saciar o frenético, vagão sem freios, sem sobreavisos, distorcendo o espelho...

Quiséramos a paz plantada por crianças, dócil e verídica, permanecendo sem perguntas/respostas, sem transgressão e fé, sem paz e ruído, sem sol e escuridão, sem o profano e o divino...

Quem sabe assim, suavizaremos o bocejar, veremos luzes no embaçado tĂșnel, direção cĂ©lebre, sorrisos puros, abraços verdadeiros.

Inserida por risomarsilva

'ÍMPETO'

É no ímpeto das tempestades que aprendemos
a valorizar as pequenas coisas da vida.
E no silĂȘncio de escutar,
vem a sabedoria que tanto precisamos.
Sentindo o valor do prĂłximo,
desfragmentamos o amor para nos tornarmos grandes.
E na simplicidade de se doar,
aprendemos sobre 'felicidade' mesmo sabendo das vĂĄrias montanhas a escalar.

Inserida por risomarsilva

'EU, INSULAR'

Minha primeira ĂĄrvore um desastre.
CaĂ­ vĂĄrias vezes!
Meu primeiro emprego sinistro.
Tudo novidade!
Caminhei sobre pontes de névoas.
Descobri o meu mundo!
Subi escadas de brumas.
Escalei o improvĂĄvel!
Andei por quilĂŽmetros na praia.
Queimaduras ao sol!
Admirando o voo das gaivotas.
Admirando a vida!
Eu insular.
SolitĂĄrio!
Admirando as ĂĄguas correntes.
Admirando esse 'Tempo' que passa!
Tentando navegar em canoas.
Redescobrindo o 'meu novo'!
A cada dia.
Sempre!

Inserida por risomarsilva

'EU AINDA ACREDITO'

No abraço que deixa o sorriso quebrado estilhaçar a alma em amplitude. Quando os olhares implicam sinceridade, e o que basta estå acima das desigualdades, cor, raças...

Quando o amor se aproxima e cruza as barreiras do amor dissipado, dos contos e desencontros encarcerados. Nos trépidos prisioneiros, opressivos que não cedem em prol, mas que veem o sol, uma estrela...

Nas amizades que brilham imitando o cantar obcecado dos påssaros, cajados pelo cantar inexpressivo, mas íntegros e blindados, sem hipocrisias. No peito ardente, manando lisura, corrente, serenidade plena e pacífica, distraído na esperança que passa...

Inserida por risomarsilva