Incompreensões
Amor em Rizoma
A dor da incompreensão! Porque tenho que negar meu amor enviado pra tal direção.
Se faz parte de mim, quero dividir meu amor com todos quanto amo, dividir meu tempo, dividir meus momentos, dividir a energia em mim, quero a presença, não quero de ninguém me afastar, só quero todos poder amar.
Porque escolher, se posso amar coletivamente, não é promiscuidade, e sim vontade de partilhar meu amor com quem desejo amar.
Complexo! Seria mais fácil escolher um amor para amar, talvez seria um existir mais leve, menos difícil, menos caro, mas o que sinto é raro. Por isso não abro mão, pois minha grande missão me mobiliza para contramão. Um ser que ama em série, em pluralidade, em multiplicidade, amor de rizoma, multiplica, soma.
O amor é um conjunto de tudo que não pode ser explicado, é a incompreensão pela dor sofrida... A solidão pela angustia da partida e as insignificâncias causadas pelas circunstâncias da vida!
Os desígnios de Deus, embora muitas vezes nos pareçam estranhos e incompreensíveis, são traçados com um propósito divino e perfeito. Há um filme que assisto de tempos em tempos chamado *Os Pássaros Feridos*. É uma história única, uma saga que atravessa mais de 60 anos, narrando o romance proibido entre um padre e uma jovem comum.
A trama se inspira na lenda de um pássaro espinheiro, que passa a vida buscando o espinho mais afiado para empalar-se. E, ao fazer isso, entoa um canto incomparável, mais belo que o da cotovia e do rouxinol. É um canto sublime, cuja perfeição só é alcançada ao custo da própria vida.
Quantos de nós, ao longo da vida, não nos ferimos em espinhos dolorosos, conscientes de que, apesar da dor, esses momentos podem extrair o melhor de nós? Esse filme fala sobre renúncia, não sobre religião, e carrega uma mensagem profunda e universal. Recomendo com entusiasmo, pois é uma obra que nos faz refletir. Espero que, um dia, você tenha a oportunidade de assisti-lo.
A prepotência humana é incompreensível. Num instante, as pessoas têm beleza, riqueza ou qualquer atributo para se vangloriarem, todavia mais adiante retornarão ao pó como qualquer mero mortal. A vida é efêmera e repleta de incertezas, de tal sorte que deve ser vivida cultivando-se a paz, a amizade, o amor, enfim, a maior riqueza que possuímos que é a boa convivência. Vivendo de forma digna e harmoniosa, suscitaremos belas memórias nas mentes daqueles que nos cercaram. Isso o tempo não destrói!
Demonstração Filosófica 4-
✓Incompreensibilidade.
Ora, disse um grande e renomado Preletor, uma vez: uma das principais características de uma Divindade, é Sua incompreensão. Todo e qualquer Ser que se intitule Divindade, e que pode ser perfeitamente compreendido, será qualquer coisa, menos um Ser Divino.
É da Natureza de Deus, não ser compreendido em Sua totalidade.
“Pra dizer a verdade, aprendi que a mágoa,o rancor,a incompreensão não nos levam a nada nessa vida!”
" No mundo incompreensível de hoje, na verdade, saber esperar é uma
virtude imprescindível ao ser humano!"
Otávio ABernardes
Goiânia, 23 de outubro de 2024.
A vida te ensina,lhe mostra o caminho, e lhe permite compreender o incompreensível. Cansei de lutar por atenções, de ser percebido a sociedade; me perdi no mundo mágico de uma ilustração criada pelo homem,na certeza de querer ser percebido pelos olhares e ganhar atenção o tempo passou-se e minha busca incansável se cansou, cansei e compreendido na absoluta certeza de que nunca serei entre os seres humanos perceptivo. Subi no mais alto dos prédios e ali fiquei por horas só esperando se o mundo sentisse minha falta,mas tão pouco eu senti a falta do mundo. E nesse momento descobri meu equilíbrio. Verdade soubesse que sou parte da energia do mundo. Muitos colocaram minhas palavras no mundo, mas poucos a compreenderão,minha mente saberá ler seus pensamentos,seus olhos são a porta de sua alma, e talvez por um momento dirás que louco sou? E você ainda pensará que tão pouco conheço o que não se conheces. Existem pessoas que escutem o que o mundo quer te dizer, mas serão poucos que saberá sentir a energia que vem dos elementos da vida. Uma energia pura,que fazem homens apenas querer estar sozinho conversando,e entendendo o a verdadeira razão da existência. Se perdido estava, não mais estou. Se apaixonado estou, sim ainda estou. Se tenho amor, muito tenho a dar, quem sabe compreender o amor que ofereço, tudo me foi dado de graça, e de graça ofereço a quem tem olhos,ouvidos,boca,e alma para receber.
Quando o perdão liberta antes do amor.
Há momentos em que o coração, ferido pela incompreensão, pelo abandono ou pela injustiça, precisa antes se despir do peso da mágoa para então reaprender o verbo amar.
O amor, em sua pureza, é um ato de entrega; mas o perdão é um ato de libertação, e às vezes é ele quem chega primeiro, abrindo as grades invisíveis que nos aprisionam ao passado.
Perdoar não é aceitar o erro, é compreender que a dor não deve governar o destino. O perdão não absolve o outro apenas; ele resgata a si mesmo. Porque enquanto o ressentimento persiste, o amor não respira, ele sufoca entre as lembranças, tentando florescer em solo infértil.
É no instante em que o perdão se faz ponte, e não muro, que a alma se reencontra consigo. E somente então o amor, que sempre esperou em silêncio, pode voltar a ser caminho, não mais ferida, mas aprendizado.
Alguns amores só sobrevivem quando são libertos pelo perdão. Outros só nascem depois dele. Mas, em todos os casos, o perdão é o primeiro gesto de amor, ainda que disfarçado de despedida.
Entre a Solidão e a Incompreensão.
“Existem pessoas que não reclamam da solidão mais que aquelas que as criticam. Existem mais pessoas incompreendidas que solitárias.”
Há uma diferença sutil, porém decisiva, entre estar só e não ser compreendido.
A solidão pode ser um retiro voluntário da alma que busca silêncio para florescer. Já a incompreensão é um exílio imposto — um afastamento moral que nasce quando o coração fala uma linguagem que os outros não escutam.
Muitos temem a solidão porque confundem o recolhimento com abandono.
Entretanto, há espíritos que, mesmo isolados, irradiam presença e serenidade, enquanto outros, rodeados de vozes, sentem o peso do vazio interior.
A verdadeira solidão não está na ausência de corpos próximos, mas na ausência de almas que nos compreendam.
Psicologicamente, a incompreensão toca uma ferida ancestral: o desejo de sermos aceitos como somos.
Quando o ser percebe que sua maneira de sentir é distinta, que seus valores destoam da pressa e da superficialidade do mundo, ele se recolhe não por fuga, mas por proteção da própria sensibilidade.
É nesse silêncio que o autoconhecimento floresce, e a alma aprende a encontrar em Deus o eco que faltou nos homens.
A existência nos ensina que toda alma traz experiências múltiplas, provenientes de outras existências, o que explica a diferença de maturidade espiritual entre os seres.
Muitas vezes, quem hoje é incompreendido caminha alguns passos à frente, porque já compreendeu o que os outros ainda temem enxergar.
Por isso, a solidão, para o Espírito evoluído, deixa de ser dor e se transforma em laboratório de luz interior.
Ao caos decidiu tornar hermética e incompreensível a si mesma,
Jovem e pequena Nephele, diante das desavenças da vida!
Se no mundo não há sentido, porque nos versos hão de ter?
Oras, saudosos, não carrego mais em minhas palavras
A verdade dos mil dias em que sorri à abóbada e
Esbravejei que dentro de mim resistia à vida!
A morte resiste dentro do ser que ousa chamar a si de vivo,
O não-ser pôde se tornar a única e indescritível vontade de expirar o último suspiro em direção ao zéfiro!
É incompreensível que exista uma guerra santa, então me questiono: será que santos vivem em guerras com anjos no céu? Provavelmente é o que fazemos para conquistar esse reino.
Não tente compreender o incompreensível. Este é e sempre será.
Ame e dedique-se para o amanhã não precisar cobrar.
Não julgar os outros e não se julgar é chegar ao entendimento que o errado do julgamento está no desconhecer a motivação daquele ato.
É preciso entender o ser como reflexo do seio em que se fundou. Pois, é como uma sucessão... Ninguém dá aquilo que não tem.
O galo canta, os ruídos incompreensíveis da vida lá fora que se espreguiça com o despertar de mais um dia. E nessa bruma que borda o amanhecer os ponteiros do relógio pendurado na parede esmaecida vão voando na obscuridade tentando decifrar esse enigma do tempo...E nesse instante um suspiro profundo da alma, onde o vento leva e traz mistérios do dia e da noite e todos os dias...
