Hoje me Vi Sozinho
CHOVE
Acordei
E vi que chove
Observei
Que não era só lá fora
Revestido de breu
Minha alma
Também chora
Dengosa
Amorosa
Reclama do olhar
Da sua beleza singular
Sua essência
Desta sua silenciosa ausência
Não importa os desencontros
A sua irreverência
Não diminui o meu amor
Nem a dor
De sua indolência
Onde está?
Os sonhos sonhados
Os beijos por nós calados
Curvo-me diante desta ferida
Aberta
Sofrida
Tocada sem nenhum pudor
Nenhuma compaixão
Nenhum valor
Acho que foi só ilusão!
Agora solidão...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Rio de Janeiro, 30/08/207
05'30"
Na imensidão dos seus olhos me perdi
Fiquei tonto de ver você sorrir
Me assustei quando vi suas lágrimas
Me alegrei quando ouvi sua risada
Me concentrei em sua voz
Ignorei tudo ao redor
Apenas lhe apreciei
Em memória guardei sua imagem
Sua voz arquivei em pensamentos
E joguei a melancolia no esquecimento
Observe
Eu vi um girassol,
quando observei o sol.
Vi um cata-vento,
quando senti o próprio vento.
E nas pétalas de uma violeta,
fitei uma linda borboleta.
Olhando pra sua íris,
pude ver um eterno arco-íris.
Ao sentir o balanço do mar,
vi a terra e o céu se acalmar.
E ao ver tudo isso,
larguei um enorme sorriso.
27/03/19
A vida não é um jogo, a gente nasce, morre e não renasce.
Tudo aqui é real, é só uma vez.
Então viva cada segundo,
ame intensamente e aproveite o hoje.
O amanhã é o "talvez" das pessoas indecisas.
Outro dia te vi na rua. Parecia feliz , realizado. Passei de cabeça baixa pra não precisar te olhar. Não é porque ainda existe sentimento, é que , é desagradável ficar de frente ao meu passado. Passado que , por sua vez, não foi nada agradável a minha vida emocional e amorosa. Quase não o vejo mais, isso me faz não lembrar sempre, lembro - me como vagas lembranças.
Mas quando o vejo, é quase que inevitavel. Lembro - me dos meus planos. Planos que nunca foram nosso, e sim só meu. Lembro como eu imaginava uma vida ao lado dessa pessoa, e como eu precisava de sua atenção. Não recebi nada em troca. Mas insisti , porque achava ser amor. Mas, que tipo de amor é esse, que uma pessoa ama por dois? Como amar uma pessoa que não liga pra você? Se te machuca, não é amor. Se é preciso implorar, não é amor de verdade. E foi assim, que eu vi a máscara que eu criei de tí cair bem na minha frente. A pessoa que eu achava que não iria me machucar, não existia. Confesso que no começo isso me machucou bastante. Mas vejo isso como um grande aprendizado. Com o tempo as feridas foram se curando. E olha eu aqui! Forte , realizada. Aprendi a superar isso tudo. Eu não imaginava que veria ele feliz com outra. Mas , sabe, torço pela felicidade. Não faz mais diferença pra mim. Mas as lembranças, ah, elas são inevitáveis. Outro dia te vi na rua. Arrisco a dizer que não somos mais aqueles adolescentes imaturos de antes. Quanta coisa mudou, não é mesmo?"
A vida tem que ser vivida com paixão. Não importa a idade e nem o que as outras pessoas pensam, a vida só faz sentido quando fazemos aquilo que acreditamos, sempre. Definitivamente, viver (bem) é uma arte.
Onde estão os amores de antigamente?
Aqueles que duravam séculos
Que enfeitavam os jardins da vida
Que entoavam cânticos e declamavam poesias
Juras eternas, espaços de tempo em que o tempo não passava e nem a vontade de estar na presença desse amor
Verdadeiros presentes
Inspirações à alma
Amores que resistiam ao tempo, às brigas e aos apelos emocionais por que tudo era uma prova em si desse amor
As mulheres conheciam o sabor da espera e por elas eles permaneciam sofredores e guerreiros de suas tormentas
Gentis com o tempo e donas de suas verdades elas não colecionavam amores
Onde estão os amores de antigamente?
Que passeavam pelas calçadas nas tardes de domingo
Espreitavam uma única que fosse a razão de encontrar esse amor
E por esse amor sofriam calados
Esperavam uma vida inteira
Até que esse amor se revirasse em um
Ah, esse antigo amor que desconhece as razões de novas ilusões
Desprendido desse árido deserto de sentimentos em que profanam as paixões contraditórias e abandonadas à própria sorte
Contrário ao ciclo vicioso de poucas descobertas e de muitas aventuras exaustivas e obscuras
Esse amor - quem sabe - refeito pela dureza e a beleza de sua época há de florescer novamente um dia.
Aconteceu
Minha vida estava no lugar
Tudo parecia se encaixar
Foi quando eu te vi
Escureceu
Tudo que era verdadeiro em mim
Num instante foi chegando ao fim
Foi quando eu te vi
O Silêncio do Condenado
Eu vi o que não queria ter visto e sente o que não queria ter sentido. Olhei no espelho e vi olhos vazios, escuros e sozinhos Já não existia mais caminho, já não existia mais vida em um lugar na onde já foi um jardim hoje era um deserto frio. Caminhando pelas ruas frias, debaixo das luzes de neon da cidade, sob uma chuva melancólica. O som do silêncio era ensurdecedor! Gritava e ninguém ouvia chorando de agonia a alma sofria todos os dias.
Mas hoje com o passar do tempo o grito foi abafado por noites em claro, só o som do silêncio existia. Barulho ensurdecedor mesmo sem dizer uma palavra “sê intendeu” que ninguém se importava em destrancar aquela cela, uma cela fria e sem paredes. A pior prisão para se viver dentro de si, como um condenado ao próprio corpo e a própria vida, um condenado a sofrer em silêncio, pois tudo que ele ouvia era seu próprio som do silêncio.
O silêncio do condenado.
sinta o luar
a morte me ama,
sendo meus sonhos
tentei muitas vezes te amar,
te vi gritar muitas vezes
eram pesadelos que tive em te perder
numa maquina que te deixou viver...
olhei o luar num mar de perdições...
e você estava lá, no profundo do meu peito...
tantos deuses me prometeram a vida
somente a tive num instante que todos estão mortos...
*Não choremos nossos mortos com lágrimas e lamentações, mas com orações, para que tenham uma nova vida de Luz e Glória no reencontro com nossos ancestrais.*
Terapias Holística
Xamã Hoodoo
Resfriamento Mental
Natalirdes Campos
Quando eu vi o raiar do dia
Desejei poder sair voando
Em vez de ficar ajoelhada na areia
Pegando as lágrimas com as mãos
BEM-TE-VI (II)
Cantante, galante e saudável, em voos mirabolantes, vivia um bem-te-vi na cidade a coletar insetos no ar,na comunidade dos pássaros. Depois de degustar tais iguarias,pousava em galhos de árvores e fios de luz pelas ruas e cantava alegremente seus louvores, feliz da vida. - Batendo numa tecla só: bem-te-vi,bem-te-vi.... - Apesar de repetidos cânticos, o bem que me desejava não lhe cansava; eu também amava ouvir, sobre o bem que carecia e careço. Seu cantar, me transmitia uma mensagem de esperança e vida... - Parecia dizer, na letra da canção, que “bem me via”. E, em doce vivência me sentia. Pudera eu ainda ouvir por muito tempo, seu cantar em mesmo repertório melódico de sempre: - “bem-te-vi”, pois, o bem que preciso, ei de deseja-lo, ao próximo. Senti bastante pelo ocorrido que vitimou esse pássaro livre!...Provável que, na correria louca que se vive, ao trânsitar pelas vias, um condutor desatento, daquele veículo,não te viu, e ceifou tão de repente, sua vida, naquele acidente. Hoje,quando o vi caído, aderido ao asfalto quente, pelos muitos pneus a lhes esmagarem doeu em mim. Interroguei-me: pode haver poesia num pássaro morto,atropelado por várias vezes? Pode sim. - Foi a respota mais urgente e aceita, que me veio à mente, naquele instante. Poesia não morre como um ser vivente... A poesia vive eternizada em tudo. Não desintegra-se, nem se desgruda de nada. - Também não se limita. Vive explícita nas palavras que engenhamos, e expomos ao mundo.E na natureza viva ou morta. Dinâmica, vive saltitando, se mostrando. - Até num corpo desfalecido,dilacerado,moído... ama ser vista, sentida,amada; compreendida com os olhos da alma. - Compartilhada com a vida. Então,sendo esta, a percepção... Não devemos deixar de dizer, que está "tudo bem" conosco, - quando nos for perguntado. Graças a Deus, estamos bem,mesmo havendo perdas irreparáveis! e a dor das circunstâncias maltratem corpo e alma. O que mais me acalenta bem-ti-vi, é saber que teus remanescentes ainda viverão por ti, o representando na terra dos mortais; falando a tua língua e cantando suas canções de esperança. - Elevando o nosso ânimo,grandemente, ao repetir a letra melódica de teu cantar. Desejo a esse bem-te-vi, da eternidade das aves: um merecido descanso! Quanto a mim,nesta vida efêmera,bem-te-vi, continuarei ouvindo teu cântico animador. Pois, a letra, a poesia e a graça do teu cantar me faz bem!
(16.07.19)
DOR, eu vi nos seus olhos... Eu não podia tirar, o câncer te arrastou daqui, eu não podia fazer muito, mas te amei todos os segundos.
Queria voltar no tempo, e tirar de você as dores que te causei, e curtir mais os momentos loucos que vivemos. Agora DOR foi o que restou, e amigos mais distantes do que a America do Sul fica da China. Queria poder pedir pra você voltar, mas além de impossível, seria egoísmo. Obrigado por ser aquela que me tirava do sério, mas me amava mesmo na tpm, aquela que me ensinou a andar, que deixou a minha vida com mais girassois... Saudades mamãe!
Lembro a primeira vez que vi sua foto, uma amiga passou o contato e insistia que eu falasse com você. A sensação que tive era e estar em um daqueles contos de fadas e de você ser o príncipe encantado. Logo, Fugi. Acreditei no amor uma vez e só me machuquei. Além do mais era bonito demais... “Homem bonito dá trabaaaalho.”
Então você foi em minha casa, pela primeira vez, eu nunca o havia visto pessoalmente, nem comentado sobre você a ninguém, meus pais nem o conheciam. Inexplicavelmente meus pais agiam como se você estivesse ali para ser apresentado a eles. Meu pai indagou “Meu futuro Genro? ”. Mas a verdade era, você estava ali apenas para fazer um favor a uma amiga.
Após esse dia, você puxou assunto comigo pelo WhatsApp. Suas mensagens constantes de cuidado e carinho me instigaram bastante. Até que veio o convite para tomar um Guaraná da Amazônia na pracinha.
A iniciativa me surpreendeu, um primeiro encontro pouco convencional para os dias de hoje. Tudo ocorreu de forma natural, simples, como se nos conhecêssemos desde sempre, o assunto fluía naturalmente. Você se abriu como se sentisse que podia confiar em mim. Nesse mesmo dia aconteceu nosso primeiro beijo, que me fez sentir, de forma inexplicável, que era você.
Seu cuidado em ir devagar, atencioso, me fez acreditar que você seria diferente de todos os outros.
Lembra da nossa primeira virada de ano juntos? Você disse aos meus amigos que casaria comigo e que “Essa mulher é a mulher certa, ela é a mulher da minha vida. ”. Dizem que bêbado não mente né ?! (rsrsrsrs). Em pouco tempo juntos, criamos uma intimidade absurda, como se nos conhecêssemos a vida toda.
Mas como não existe conto de fadas, chegaram os momentos difíceis. Você precisou de um tempo para descobrir o significado da palavra MAKTUB. Esses tempos difíceis acabaram por me afastar de você. Por pouco tempo, por que de uma forma inexplicável, sempre tinha algo que nos mantinha juntos, de uma forma que só Deus explica.
Esse tempo foi necessário, você e eu precisávamos ajustar algumas arestas, amadurecer e entender que o que Deus uniu, o Homem não Separa.
Você mudou, essa mudança foi tamanha que todos que estavam a sua volta puderam enxergar isso. Com a mudança eu senti novamente aquilo que senti no nosso primeiro beijo.... É VOCÊ!
Com o tempo, construímos uma relação tão forte e bonita, que até parece mesmo aqueles sentimentos dos contos de fada. Com uma diferença, é real. Construímos uma relação cheia de carinho, respeito, companheirismo, cumplicidade, perdão, gratidão, e acima de tudo cheia de DEUS.
Tenho por você uma grande admiração, tenho muito orgulho da pessoa na qual você se tornou. Todas as vezes que olho nos seus olhos, não sei por que motivo, eu enxergo o céu. Eu sempre te disse isso. Você é perfeito aos olhos de Deus, e aos meus olhos. Você se tornou um grande e admirável homem.
Oro a Deus, todos os dias, para que ele abençoe nosso casamento, que nossa relação continue repleta de reciprocidade, amor, devoção, carinho, cuidado, respeito e acima de tudo, seja ungido por Deus.
Sou grata a Deus por colocar você em minha vida, e junto com você todas essas pessoas maravilhosas que vieram no combo. Amo você, amo ‘NÓS’.
uantas vezes já vi uma pessoa ser discriminada por ter outra religião,
se o próprio Deus não discriminou ninguém andou com analfabetos
prostitutas e criminosos.
Aparência não é tudo,
ao inves de olhar a cor da pele
deveriámos ver a grandeza da alma,
os gestos de amor e paz .
Nas boas atitudes do dia a dia.
Em vez de olhar se o sorriso é branco,
olhe se é verdadeiro,
e se este sorriso transmite paz
Muitas vezes é de um sorriso amarelado
e banguela que saem as
verdadeiras e gentis palavras ,
fazendo com que tenhamos dias felizes .
Um dia quem sabe,
Teremos uma sociedade justa e honesta.
Neste dia, não existiram pessoas pobres ou ricas.
Não terá diferenças entre negros e brancos,
asiaticos,judeus,muçumanos ,palestinos.
Mas todos filhos do criador.
Todos serão do jeito que quiserem ser,
pois a vida é feita de inovações ,
de diferentes pensamentos.
E temos que aceitar.
Infelizmente este dia vai demorar,
Pois muitos conceitos terão que cair,
Muitas desigualdades também.
Haverá muitas lutas e revoluções
sei que minha geração vai passar
sem vê estas mudanças sociais ,
culturais, somos uma sociedade
ainda e em processo de formação.
André Memórias
Beijos de Poesia
Olhar a vida despida
de alguma fantasia tecida
em trama de nós
Carecemos de viver
e sonhar para prosseguir
Atravessar nosso vale de lágrimas, dispersar os dramas
E saber os Sóis...
Quais girassóis florir abridos sorridentes.
E eu vi meus sonhos espalhados pela ventania. Saí feito uma louca juntando o que eu podia, temendo que sonhar eu não mais poderia. Eu me enganei, eu posso sonhar de novo, todo dia.
Sonhei, e virei poesia.
Conto do Desmantelo Azul
Uma vez, durante a primavera, eu vi o mar. Era fim de tarde, eu era criança, pouco mais de seis anos. Foi a primeira, foi a última vez.
O encontro, no horizonte, do céu azul com um mundo de espelho azulado com moldura azul-dourada invadiu meus olhos, arrebatou minha alma. Nunca nada mais enxerguei.
Uma vez, durante a primavera, ouvi o mar. Era fim de tarde, eu criança era, pouco mais de seis anos. Foi a primeira, foi a última vez.
O encontro do marulho azul com o silêncio azulado do infinito estourou meus tímpanos, ensurdeceu minha alma. Nada nunca mais ouvi.
Uma vez, durante a primavera, cheirei o mar. Era fim de tarde, criança eu era, pouco mais de seis anos. Foi a primeira, foi a última vez.
O encontro da maresia de azul salgado com o aroma celeste de um céu azulado quase noite entranhou-se pelas minhas narinas, embrenhou-se em minha alma.
Nunca mais nada cheirei.
Uma vez, durante a primavera, degustei o mar. Era fim de tarde, era eu criança, pouco mais de seis anos. Foi a primeira, foi a última vez.
O encontro de minha doce inocência com o azul salgado segredo das águas engravidou meu peito, emprenhou minha alma. Nada nunca mais provei.
Hoje, toda tarde, sento em frente ao mar, e uma suave fluida mão anil acaricia minha pele instantes antes de meu corpo se diluir na brisa marinha e meus poros explodirem em azul ao serem penetrados pela alma do mundo.
- Como foi a tua noite?
- Não sei, não vi.
E, além de tudo, ela não se deixa possuir.
Ela não é minha, não é tua, nem de ninguém.
Talvez, tenhas que perguntar à própria noite, como ela mesma passou a noite, pois, quando adormeci, ela estava lá fora olhando a lua e nem sei se dormiu ao meu lado ou margeada de estrelas.
E, quando finalmente acordei, o sol arranhava a vidraça e a noite já havia partido, sem deixar rastros, sem dizer adeus.
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