Havia uma Pedra no meio do Caminho
Quando eu estiver a correr, por favor, tirem as pedras, os troncos, e fechem as covas no meu caminho. Vou atrás do meu sonho. Se eu parar nas vossas casas e pedir água para beber, e se não me quiserem dar, então não me façam esperar, digam que sou inutil para vocês e eu passarei sem rancor.
Daniel Perato Furucuto
Que cada pedra e espinho do caminho sirva para que nós possamos firmar nossa jornada em Força, Fé e Gratidão. E que possamos focar nosso olhar acima e além, que são nosso objetivo maior e riqueza de toda existência.
Não coloca pedra no seu próprio caminho, ajudando um amigo no qual foi imparcial em uma injustiça cometida por um ex-amigo desleal e que são amigos.
Sou a contradição aos pedaços
Sou o som da mudez no espaço
Sou a pedra no meio do caminho
Sou a bebida do meu desalinho.
Um poema a Leonardo da Vinci
Pero meu caminho desta vida
tropecei nas pedras de Drumond
e cai nas raias da poesia resumida
dizendo sim, contra o mundo de não!
Foi assim que também pela pintura vi
os tropeços de alguém que sonha
e me apaixonei por Leonardo da Vinci,
pois na sua arte o mistério se compunha!
No mistério enigmático de sua pintura
retratado na famosa obra de Mona Lisa
pôs-me curiosa a quiçá da estrutura...
do que leva o enigma e o mistério à arte
está também a suavidade e a beleza:
pincéis de Da Vinci, letras de minha parte!
Leonardo di Ser Piero da Vinci, ou simplesmente Leonardo da Vinci, foi um polímata nascido na atual Itália, uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico.
Caminho sobre pedras, assim evito ser surpreendido por areias movediças, propositalmente colocadas por aqueles que não me têm no coração.
[A PAISAGEM NO ESPAÇO-TEMPO]
Neste momento, contemplo uma paisagem. Há uma pedra no caminho (subitamente me lembro do poema). Ela é antiga como a Terra, mas isso no momento não importa. De qualquer maneira, é bruta, jamais trabalhada pelos homens de qualquer tribo ou civilização, Atraído pelo ruído suave das águas (ou terei imaginado isto?), meu olhar volta-se subitamente para o pequeno rio urbano, canalizado em meados do século XIX. O encanamento, contudo, já era naquele momento a substituição de um outro, construído vinte e oito anos antes (cheguei a ler o documento que registra o primeiro plano de captação, em um velho arquivo público). A atual calha que contém o traçado do rio, para evitar pequenas enchentes nos dias chuvosos, ali está desde meados do século XX, mas sofreu reparos recentes, por causa das olimpíadas de 2016.
O rio tinha seu nome tupi-guarani por causa dos papagaios que nele vinham se alimentar desde os séculos anteriores, mas a poluição das últimas décadas do século XX já os afastou há muito. Todavia, foram substituídos por aquelas garças, de dieta alimentar menos exigente, que vivem em um zoológico mais distante. Há uma árvore, duas, três, e mais, nas suas margens, sendo que cada uma tem uma idade diferente. Cada uma delas canta a sua própria imponência, na minha imaginação. Mas sou despertado deste devaneio por um outro ruído, este de verdade. É um rolar maquinal, que adentra a paisagem sonora como uma dissonância. A muitos e muitos passos do rio, há uma abertura para o chão. O metrô tem 25 anos, mas aquela estação foi agregada há apenas três anos, e agora oferece aos passantes a sua entrada. Entre ela e o rio enfileiram-se edifícios de diversas idades, de cada lado da rua asfaltada (com exceção de um curioso trecho de paralelepípedos, talvez esquecido pelas últimas administrações públicas).
Há também uma casa muito antiga, do início do século passado. Terá sido tombada? Sobrevive. Alguns automóveis, há muito eu não via um opala, movimentam-se discretamente na rua de mão única. Formam um pequeno fluxo. Seguem por ali, em meia velocidade, e logo vão desaparecer sem deixar vestígios. Por enquanto, todavia, fazem parte do acorde visual da paisagem. Registrei tudo, em minhas anotações. Mas agora me dirijo ao Metrô.
Ao entrar naquela estrutura moderna, que por sobre trilhos me conduzirá através de um conduto contemporâneo tão bem incrustado em uma pedra de milhões de anos, anterior ao surgimento da própria vida sobre a Terra, espero chegar em vinte minutos ao centro da cidade. Ali, naquela alternância de avenidas asfaltadas e ruas estreitas, por vezes talhadas em paralelepípedos, novos acordes de espaço-tempo me esperam. Sem ânsia maior de me mostrar a superposição de cidades que escondem e revelam, eles me indagarão, como se ressoassem do fundo de um verso: “Trouxeste a chave”? A todos perguntam a mesma coisa, indiferentes à resposta que lhe derem .
Já me demoro demais. Andar pelo espaço é viajar pelo o tempo. Retorno, será mais seguro, à reflexão histórico-geográfica
[extraído de 'História, Espaço, Geografia'. Petrópolis: Editora Vozes, 2017, p. 59-60]
Bom é olhar para trás e ver que cada pedra que no caminho encontrei, está tornando cada vez mais belo e forte meu castelo...
Se as pedras no caminho são obstáculos para o sucesso, aprender com as lições de vida é o caminho para evitar o fracasso.
Entre erros
e acertos encontro pedras no
caminho.
Me reciclo
com todas elas.
A vida é uma
caminhada dupla entre o
céu e o abismo.
O caminho do
aprendiz é árduo, porém
repleto de descobertas
maravilhosas.
No
Agora
Ando de vagar.
Abrindo Caminho
O estrada tem uma pedra
E um pouco de espinho
Um esforço que se arreda
Abriras o caminho
Não tem humidade no chão!
A solidão é obscura!
Tristeza que não tem cura?
E a rosa do sertão?
Como fugir do tormenta
Sem nenhuma ferramenta
Enxergar uma tramela
Sente-se e reze uma prece
A escuridão desaparece
Sem que haja vela.
Ademir Missias fev/21
O verdadeiro inimigo é aquele que não te deixa ver que as pedras no caminho impulsionam seu destino.
Se em seu caminho encontrar pedras,use-as como degraus para colher as flores,o Rei do Universo usou os espinhos como coroa.
Em todos os caminhos
há pedras e espinhos
em outroshá rios e montanhas
mas o caminho do poeta
é cimentado sobre
cobras e aranhas.
No meio do caminho existem pedras, mas também nascem flores. São sorrisos de alento e de esperança na caminhada da vida.
© Ana Cachide
As pedras mais preciosas que achei pelo caminho, são amigos. E com todo cuidado, zelo e sabedoria os guardei no lugar mais seguro, dentro do meu coração.
