Ha Menina Apaixonada por Rosa
Escondi por muito tempo atrás de uma matéria que há pouco tempo não existia e que, imprevisivelmente pode deixar de existir. Matéria a qual apodrece e iguala os homens à condição de mortais. Matéria que sublima, perde em meio ao nada, e que é nada.
Quando foi que me perdi?
Como foi que tudo ficou escuro, sem nenhuma luz
Aonde não há nada que me conduz
Perdi o controle da criação do meu mundo
Ele se criou sozinho algo escuro
Que me prende sem ter nenhum muro
Essa não é minha ideologia sobre o paraíso
Meu mundo não é esse monte de nada
Terei que recriar a minha própria estrada
Não sei aonde perdi o controle
Só sei que tudo esta bagunçado
Mas isso me faz ver
Que algo precisa ser mudado
Terei que recomeçar dessa escuridão
Esse vazio que parece ser infinito
Mas ainda não estou morto
Então deve haver como eu me livrar disto
Irei atrás
De uma caneta e papel
Para recomeçar meu mundo
Desenhando um céu
Pegar diversos olhares
E faze-los de estrelas
Roubar sorrisos
Que me livrará de todas as tristezas
Vou fazer tudo sem pressa
Mantendo a calma
Para novamente não perder
O controle da minha alma
Precisarei de um magnifico sol
Que será meu amor
Iluminando o meu mundo
Dando a minha vida um doce sabor
Desse estado que me encontro
Quero sempre me lembrar
Para que eu saiba que enquanto estiver vivo
Ainda há como recomeçar...
Não eu, não você...
e não há nada que a gente possa fazer.
Simplesmente não era pra ser.
Culpar o destino não vai adiantar,
o que está escrito está escrito
ninguém consegue apagar.
Há dias em que me arrepio, outros que choro, há dias em que quero simplesmente fugir e esperar que alguém sinta minha falta.
Há um grito sem força dentro dos homens, a impossibilidade de mudar o mundo que está na impossibilidade de mudar a si próprio.
Há mais a se descobrir e se apaixonar
no universo humano que nas estrelas.
Feliz aqueles que se entregam e se revelam
em essência, sem a culpa do pecado.
Realmente viajar pelas rodovias brasileiras é um perigo constante.
Quando não há animais no meio da pista, têm alguns ao volante.
Quando almejo algo que vejo, não há nada e nem ninguém que diga o que é certo ou errado, o finito da vida está nas escolhas e caminhos que tomamos e apenas no olhar das falsas promessas que poucos tem coragem de citar pois tem medo do que os aguarda mesmo que o que os aguarda se chame felicidade, não somos felizes o tempo todo, mais somos o suficiente felizes para vivermos nesse mundo de loucos, esperarmos picos de felicidades constantes, mesmo que promessas talvez se percam no vento, torno a dizer, que tudo que sinto é puro e intenso talvez até safado e gostoso, mais acima de tudo pode-se dizer que aos poucos to reaprendendo o que são primeiras vezes, coisas que já pensava que já havia passado talvez não até então, as primeiras vezes estão nos olhos de quem menos esperamos
Há quanto tempo não vejo a sua cara
Nem sei se quero te ver
Tua lembrança ainda é muito clara
Eu não consigo esquecer
Há pelo menos 50 anos as pessoas ainda davam bom dia e adeus nas ruas, já hoje em dia somos capazes de pisar umas em cima das outras, jurando que estamos evoluindo enquanto homem.
Há um tempo atrás, eu caí. Fiquei por semanas ali, caída, pensando, sem forças pra levantar, em meio a uma estrada onde só havia movimentação de gente passageira. Alguns pararam, demoraram meros minutos e se foram, outros só olharam e seguiram viagem. Pensei, pensei, pensei. Descobri que a força estava em mim, que eu não precisava de ajuda de nenhuma daqueles "visitantes", levantei e segui, tão rápido que cheguei a correr por dias e dias. Eis-me aqui, ainda correndo, rindo alto, vibrando com vitórias, chorando com algumas derrotas, mas nunca deixando a tristeza passar de uma noite só. A força habita em nós, eu vi o mesmo filme várias vezes, pra poder entender o contexto, por hora não quis aceita-lo, mas aceitei. Levantar e decidir ser feliz é uma escolha só nossa, de modo que tudo que fazemos nos leva a pagar um preço, às vezes é alto, mas a dívida tem que ser quitada, pra a transparência voltar a reinar, na instituição chamada alma. Soares, Whezeráila.
