Ha como eu Queria q ela Soubesse
ROTEIRO DO SILÊNCIO
Não há silêncio assaz
Para o meu sossego
O cerrado uiva ineficaz
Não há nenhum apego
No horizonte fulgaz
E tão pouco, aconchego
No canibalizar a paz...
Perdido os cães ganem
O sino da igreja tão capaz
Tange mais, que amém
E não é bastante voraz
Pros silêncios tais, porém,
Me leva a todo silêncio audaz
Qual a solidão devaneia também.
O meu silêncio é maior
Que toda solidão, vai além.
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2018, janeiro
Brasília, DF
Paráfrase Hilda Hilst
É CEDO OU TARDE DEMAIS?
"Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu." Eclesiastes 3.1
Acordou naquela manhã e olhou no relógio. Os ponteiros começavam a marcar as primeiras horas do dia. Ainda com aquela preguiça matinal, puxou o cobertor sobre si e ficou ali encolhido sem saber o que haveria de fazer. Mas ainda era cedo demais, não sabia muito bem o que fazer e nem como fazer alguma coisa. De repente o Grande Relógio da copa, daqueles antigos de pêndulo, badala num alarido forte que lhe causa calafrios. Era alto o ressoar do seu gongo anunciando 06h da manhã. Ainda deitado, com um pouco de medo e muita ansiedade esperou ser chamado. Com os olhos abertos o tempo parecia ter parado, ou quem sabe estivesse extremamente lento e entre um badalar e outro, do Grande Relógio, se ouviu soar oito vezes o gongo marcando 08h da manhã. Ainda era cedo demais.
Mesmo sendo cedo, se levantou, foi até a cozinha à procura de algo para comer. Esticou a mão e sem conseguir alcançar levantou o pé para pegar um pacote de bolacha que estava pelo meio de cima da mesa. Frouxou a ponta do pacote que estava torcida, pegou uma bolacha e comeu ali mesmo em pé, pegou mais duas, torceu a ponta do pacote novamente e foi até a sala para comer e ver televisão, pois ainda era muito cedo.
Ainda sonolento, o pouco de atenção que ainda restava foi arrebatada pela programação daquele canal, mais logo adormeceu mergulhado nas muitas almofadas do sofá. De repente é acordado com forte barulho do Grande Relógio e ao contar os badalos somavam 14h. Não mais tinha medo daqueles gongos, naquele momento ele nem parecia tão alto mais, não lhe causava mais calafrios. O sol já entrava pelas janelas de vidro e penetrava o fino tecido das cortinas e seus raios terminavam bem em cima dele. Com muito calor se levanta e para aliviar aquela sensação térmica vai até o armário, passando pelo Grande Relógio, que já nem era tão Grande mais, e sem se importar com ele pega um copo enche de água, vai até a geladeira tipo duplex e abre o frízer para lançar mão de alguns cubos de gelo. Apesar do Grande Relógio marcar 14h, não tinha nada importante para fazer, preferiu se preocupar mais tarde, quem sabe à noite. O dia estava apenas começando para ele.
Pegou sua bicicleta foi até a “prainha”, uma curva do riacho que mantinha uma margem de areia, à 3km de sua casa e ali gastou todo o resto da tarde. Mesmo longe e sem ouvir os gongos do Grande Relógio, as horas continuavam a passar, mas não estava lenta como antes, o dia foi acabando rapidamente. Saiu do riacho pegou a bicicleta e correndo voltou para casa. Ofegante toma um banho e sai para uma festa de um amigo e não percebe que o Grande Relógio não parou e que já não era mais cedo, estava ficando tarde. Fim de festa, começou a ficar cansado como até então não tinha sentido. Suas pernas começaram a perder a firmeza, seus olhos se tornaram sensíveis à luz e a fala tornou baixinha. Saiu da festa, pegou o carro e completamente sem forças e exausto voltou para a casa. Antes de abrir a porta ouviu soar forte e aterrorizantemente, como nunca ouvira antes o Grande Relógio soar 00h. Entrou portas a dentro se apoiando na parede pois o dia lhe pesava nas costas como o peso de 100 anos. Caiu de joelhos frente aquele Grande Relógio e viu que o tempo passou e era tarde demais para fazer o que era importante, ainda que soubesse o que tinha que fazer e com fazê-lo. Agora não dava mais tempo o tempo passou, a vida acabou e descobriu no fim da vida que nunca foi cedo e sim tarde demais.
O caos é risonho, vasta chance de avanço! Dar cabo é começar novamente. Há boas intenções tanto no construir como no destruir.
Anjos existem...
(Nilo Ribeiro)
Anjo de ficção,
anjo humano,
estão no coração,
não há engano
os que cuidam dos pais,
os que olham as crianças,
eles são reais,
são nossas esperanças
o teu ato é angelical,
ao praticar boa ação,
um comportamento magistral,
é um doar de coração
seja anjo constante,
e não se arrependerá,
seja esta luz brilhante,
Deus te abençoará
anjo de verdade,
te desejo felicidade...!!!
O Mundo é igual uma cebola!
Se você se influenciar nele,
Há de chegar uma hora em que lhe fará chorar!
Ontem fui a visita. Aproveitar para ver dois amigos que não via há dias. No periodo que fiquei na casa de ambos, puder constatar coisas interessante do dia a dia de cada um. Um estava morando sozinho, outrora casado e teve filhos. Por ser cadeirante, sua casa encontrava-se empoeirada e pouco desorganizada. Seu semblante mostrava vitalidade, parou o que estava fazendo e me deu inteira atenção. As histórias que contava, era de um ser que só não aí mais longe, porque as pernas não permitia. Passando um tempo ali, decidi ir na casa do outro amigo. Na saída, emocionou-se e agradeceu muito a visita, pedindo para retornar quando quiser. Ambos tinham seus 50 anos, e eu com apenas meus 38. Chegando a casa do outro amigo, vi um homem calmo e simples. Este casado e com filhos. Mostrava-se vital, porém ressequido pelo tempo. Seu caminhar parecia cansado. Fez aquelas perguntas praxe de uma recepção; como está a família, o que tem feito de novo? Logo, sentou-se no sofá, pegou um celular que estava a mesa e mexendo de vez em outra, fazia um comentário sobre um video ou aplicativo no aparelho. Sua esposa estando conosco algum tempo, adentrou. Sua caçula andava pela sala. Mostrava me brinquedos e desenhos. Contando aventuras e causos, ia de vez em outra mexer na televisão ligada. Passando algum tempo, senti-me cansado e o sono parecia está vindo. Dei sinal de despedida, despedi-me, sai.
Se você errou você não será o único nem o primeiro da história,mas saiba que sempre há tempo para se reconciliar e mudar
O erro dos erros é sempre achar que só os outros estão errados,e nunca pará há olhar pra sí mesmo num ato de correção humilde
Sentido da vida
Sentido da vida é amar sem o amor não há vida e sem vida não há o que amar.
Sentido da vida é ser feliz, qual seria o sentido vivermos tristes?
Eu andava triste por alguns dias, eu não entendia qual era o sentido de tudo que estava acontecendo comigo, definitivamente não sabia o que fazer até ouvir essas duas frases de uma amiga e saber de toda história de uma mulher.
Infelizmente na cidade a qual eu moro, ocorre de dar enchente em certas regiões no período de intensa chuva, na área em que morava anteriormente, na rua abaixo a qual eu morava dava enchente. Por sorte nunca chegava a entrar água dentro de casa. Essa mulher da história mora por lá, e em sua casa também nunca entrou água. Entretanto ela vive com seu irmão, os dois não são muito do dinheiro, mas são de uma humildade tremenda, são pessoas ricas de sabedoria. E estava na época das chuvas fortes na cidade. Seu irmão viajou dias antes, e não havia data prevista para retornar. Quando começou a cair uma tempestade, uma das mais fortes que a cidade vivenciara nos últimos anos. Nesse dia eu estava em casa, talvez dormindo, ouvindo música, comendo, não sei bem ao certo, mas estava dentro de casa somente olhando a água torrencialmente caindo. Alguns dias depois estava no colégio conversando com minha amiga em relação a essa chuva:
- Você viu quantas casas destelhadas, quantas pessoas perderam tudo por conta da chuva?
- Eu estava vendo, mas sabe de uma coisa? Aprendi muito com esses dias – olhei perplexo.
O que ela havia aprendido? Aprendeu que quando chove muito pode-se haver enchente? Aprendeu que as casas devem serem mais resistentes para não entrar água?
Perguntei por fim:
- O que você aprendeu?
- Duas frases.
Olhei surpreso.
- Frases?
- Duas – ela sorri.
- Sim idiota! Quais frases?
- A primeira é 1º Sentido da vida é amar sem o amor não há vida e sem vida não há o que amar e a segunda 2º Sentido da vida é ser feliz, qual seria o sentido vivermos tristes?
Continuei sem entender nada:
- Qual o motivo dessas duas frases? Esta tornando-se filosofa?
- Não seja babaca, elas vão aparecer na história que irei lhe contar.
- Então conte-me.
- Esta bem! Vou contar, preparado?
- Sim!
- Sabe sua antiga vila?
- Sim.
- Então estou morando naquele local...
- Disso eu sei.
- Não interrompe-me enquanto estou falando. Retornando, estou morando por lá, talvez você lembre-se de uma mulher, idade já avançada, que bebe bastante e fuma demais, porém é muito humilde?
Eu fico em silêncio
- Lhe fiz uma pergunta.
- Você pediu para não lhe interromper, continua, eu conheço ela e o que tem ela?
- Então, como todo mundo sabe, ela e seu irmão moram juntos, entretanto tem épocas em que eles não têm o que comer, tem épocas em que eles vivem maior parte do tempo bêbados, caídos, fumando.
- Sim.
- Entretanto, quando seu irmão trabalha, eles conseguem comida, para o mês, ou para semana, mas conseguem o que comer.
- Sim.
- A casa a qual eles moram, é bem antiga, por mais “grande” que seja, é bem antiga, feita de madeira.
- Sim.
- Nesses dias que choveu muito, ela estava sozinha em sua casa. Acredito, pelo o que contaram que ela teria comida para mais alguns dias, além daquela noite. E seu irmão não havia data prevista de retorno, ela não trabalha, então não tem dinheiro para comprar nada, ele sustenta a casa, lógico quando ele trabalha. Então ela iria passar fome dali alguns dias, a não ser que ele chegasse logo – ela para um pouco de falar.
Presumo que ela lembrou-se do tempo em que passou fome em sua casa.
- Okay, consegue continuar?
Abraço-a.
- Consigo só respirar um pouco.
Ela enche o peito, respira fundo e continua.
- Ela não precisava fazer nada, pois ela estaria passando fome com o que fez, nenhuma daquelas pessoas eram parente dela sabe. Ela não devia nada para ninguém.
- Sim.
- Mas quando começou aquela tempestade, muitas pessoas começaram a sair na rua, gritando, pedindo ajuda, chorando por perder tudo. Crianças, idosos, mulheres, homens. Foi muito triste ver todos daquela forma, eu não aguentei e chorei junto, porém não poderia fazer nada, estava sozinha em casa na hora. Eu vi que depois de uma meia hora, começou a dispersar as pessoas, entretanto a chuva ainda estava ali. Bom. Voltei para minha cama e dormi. No dia seguinte fiquei sabendo o que havia acontecido com aquelas pessoas.
- O que aconteceu?
- Contaram-me que aquela mulher, saiu no meio da chuva, daquela tempestade, fez uma rodinha com todos e falou. “Viu vocês vão passar fome e frio aqui fora, vamos lá dentro, estou fazendo a janta, vamos comer e ficar quentes lá em casa venha todos”. Então todos a seguiram, e o mais incrível foi que ela fez tudo o que havia em sua casa, uma janta boa, que dava para alimentar todos. Porém ela fez toda sua comida. No dia seguinte ela não teria o que comer. Mas ela não importou-se com nada disso, apenas fez a melhor janta para aquelas pessoas e deu um local para passarem a noite.
Eu fico sem reação somente imaginando o que ela fez.
- Contaram-me também que quando perguntaram para ela o que ela estava pensando na hora de fazer aquilo, mesmo sabendo que iria ficar sem o que comer depois, o que ela pensou, então ela respondeu “Sentido da vida é amar sem o amor não há vida e sem vida não há o que amar”, sim o que iremos amar se não houver quem amar. E por fim ela olhou para todas aquelas pessoas que estavam tristes e falou “Ei, Deus sabe tudo o que faz, devemos apenas agradecer todas as coisas, todas as oportunidades que ele nos entrega, e se vocês ainda estão vivos agradeçam a isso, bens matérias podem ser conquistados todos novamente, a vida de vocês não, agradeçam então e pensem que o sentido da vida é ser feliz, pois, qual seria o sentido vivermos tristes?”.
Ela começou a chorar e parou de falar, abracei-lhe.
E fiquei pensando, sou realmente um lixo por ficar triste por coisas bobas, eu sei que muitas vezes é difícil não pensar nessas coisas. Mas sim a vida não tem sentido se formos viver tristes, o sentido dela é vivermos felizes por mais de todos os percalços que encontramos pelo caminho. E acima de tudo agradecer a Deus por mais um dia de vida, mais um dia que você pode lutar por aquilo que almeja, tanto na vida amorosa, quanto na família ou em sua profissão, sua carreira. Se você consegue levantar toda manhã ou melhor se você precisa levantar toda manhã 06h00 da manhã, não reclame por ser muito cedo, agradeça por mais um dia poder ter a oportunidade de viver mais um dia.
(Admirador de um anjo)
Há pessoas que não medem esforços para arrancar de ti a tua essência, usufruir de tua beleza.
Vê-de a ostra, que leva anos para calcificar o mal que tem dentro de si e transformar esse incomodo em algo lindo, uma joia de sua alma, simbolo de seu sofrimento.
E o homem as cria para tirar-lhe de seu âmago a tua joia, apenas para adornar-lhe aquilo que ele acha ser a própria beleza.
Não há nada mais frustante do que você não dizer o que pensa e conviver com a possibilidade de que houvessem mudanças, caso contrário.
Vou jogar fora tudo que há de podre. Vou rasgar meus versos inacabados e derrubar os castelos nunca terminados. Não! Não vou reescrever ou reconstruir. Agora, de propósito, vou ao encontro das novidades da vida.
O que há de mais bonito no amor é o mistério de ser tão céu quanto essa cúpula do infinito que nos envolve em sensações celestiais além do tempo.
O Que importa agora se desnudo
os meus sentimentos...
Tudo de mim está na tua vida.
Não há limites para o amor
que te oferto e Sem reservas
me entrego...
Acolha-me em algum
cantinho do seu...
Transforme em realidade o que
em sonho recebo:
o Teu abraço que amortece
a razão,
A Alegria em pertencer-te,
Amando-te com a alma submissa,
a Tua vontade imperando...
Em outro mundo me perco.
O que importa se não há volta...
Estou apaixonada...
*
(Cida Luz)
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