Grito de Protesto
A tarefa da zungueira não se reduz à venda de produtos, nem ao grito, nem à circulação, nem à busca do dinheiro e nem ao encontro de clientes.
O Grito
Era uma fazenda basicamente de gado. Muito gado. Vez ou outra, era necessário mudar aqueles animais de pasto. À medida que o capim ia escasseando, chegava a hora da mudança, o que exigia toda uma preparação: homens, cavalos, cachorros etc.
A labuta começava cedo, nas primeiras horas da manhã, e demandava, às vezes, o dia todo e parte da noite. Em quase todas elas, lá estava eu: eu, meu cavalo e meu cachorro, de nome Gigante.
Numa dessas mudanças de pasto, aconteceu um incidente meio misterioso. Eu sempre era convocado para ficar na frente da boiada, e eu até gostava; sentia-me importante. Meu serviço, basicamente, se resumia a ir abrindo as porteiras dos pastos.
Naquele dia, o trabalho para reunir o gado demorou mais do que o normal. Quando conseguimos colocar a boiada na estrada, já estava escurecendo, e ainda havia um bom pedaço de caminho até o outro pasto. Abri a primeira porteira e o gado foi me seguindo.
Depois de uma hora, mais ou menos, de estrada, umas cinco ou seis porteiras abertas, já com a noite fechada, ouvi o primeiro grito. Um grito de arrepiar, estridente. Achei que fosse meu cunhado com suas brincadeiras, mas não era. Fui olhando para trás: não dava para ver quase nada, apenas as cabeças dos animais. E, para piorar, estava chovendo, com direito a trovões e quedas de raios.
Depois de um silêncio, ouvindo apenas o barulho das pisadas dos animais, veio outro grito, esse mais próximo. Quando me virei, vi, no meio dos animais, um vulto. Parecia um homem a cavalo. Chamei pelo meu cunhado. Silêncio. Apenas uma risada debochada.
Depois que chegamos ao pasto onde os animais ficariam, fiquei aguardando as brincadeiras de todos. Seria normal. Mas nada. Ninguém falou coisa alguma. Eu nunca contei essa passagem para o meu cunhado.
"Não grito para o universo existo, só crio a minha grandeza como uma onda."
Cada instante avançamos como disposição da caverna nem todos olham para fogo maravilhados com as sombras pois somos humanos criticos nem tudo copilido no foco da existência pois a fome de evolução mesmo na preguiça dos seres animados.
Por ser o que somos viajamos por nossos universos pessoais ignoramos existência a grandeza do universo que vivemos. Ainda mais não damos conta que podemos contemplar nosso crescimento diante das estrelas.
E aqui dentro de mim é assim.. dias de guerra, outros de paz.. meu eu grito, esperneia, chora, sorri, luta com todas as forças mas desistir, jamais!! Seguimos... um dia de cada vez.
"Amaldiçoar o maldito.
Amar-te, daqui ao infinito.
Eu grito, eu xingo.
Eu finjo.
Eu minto.
Largado na rua, eu rosno, ladro à Lua coisas sem sentido.
Sou o crime, a lei, sou o bandido.
Sou o que rouba o coração, por ter o meu ferido.
É mais fácil te odiar do que admitir: ainda te amo, ainda te preciso.
Difícil admitir que também errei, queria poder fazer voltar tudo o que fora cuspido e dizer o que deveria ter sido dito.
Tudo aquilo.
Que consome, que dentro mata, externalizado, faz vivo.
Cansei de esperar o cupido.
Ser sem alma? Sou; eter, espírito.
Sou a razão e a loucura em uma frase sem sentido.
Será a vida um sonho? Delírio?
Se sim, invejo-os por viver em sonho onde o meu eu sobrevive em um pesadelo infinito.
Sou a linha tortuosa em que Deus ousou ter escrito.
Cansei de olhar-me no espelho e amaldiçoar o maldito..."
Cansa ver a maldade vencer no grito enquanto as pessoas de bem choram em silêncio, vendo o mundo se transformar em um deserto sem amor.
"Passam todos os dias, debocham do meu grito de socorro em forma de venda, e ainda têm a audácia de pisar no que caiu para garantir que eu não tenha nem o que comer hoje à noite."
No âmago da existência humana, uma pergunta ecoa como um grito constante: o que é o amor? É uma indagação que ressoa através dos séculos, uma busca incessante pela essência mais profunda e intangível da experiência humana.
Para alguns, o amor é uma chama ardente que consome tudo em seu caminho, uma paixão avassaladora que os consome por completo. É uma explosão de emoções intensas, um turbilhão de sentimentos que os envolve em uma névoa de êxtase e êxtase.
Para outros, o amor é mais calmo, mais sereno. É uma conexão tranquila e profunda, uma sensação de pertencimento e intimidade que transcende as palavras. É um laço que une duas almas de maneira indelével, mesmo nos momentos mais sombrios e desafiadores.
Mas o que é o amor, realmente? É uma pergunta que pode não ter uma resposta definitiva, pois o amor é tão vasto e multifacetado quanto a própria experiência humana. Pode ser encontrado nas pequenas gentilezas do dia a dia, nos gestos de apoio e cuidado, nas risadas compartilhadas e nas lágrimas derramadas.
O amor é uma força motriz que permeia todos os aspectos da vida, moldando nossas escolhas, nossas esperanças e nossos sonhos. É o que nos faz sentir vivos, o que nos dá propósito e significado em um mundo muitas vezes tumultuado e incerto.
Assim, enquanto a questão sobre o que é o amor pode persistir, talvez seja a própria busca pelo amor que nos ensine mais sobre sua verdadeira natureza. Pois, no fim das contas, o amor não é apenas uma emoção ou um conceito abstrato - é uma jornada, uma jornada que nos leva ao cerne mais profundo de nossa humanidade.
Minha alma grita pela tua.
Existe silêncio no grito?
Nas mais profundas camadas do corpo, meu corpo grita pelo teu.
Em um emaranhado de sentimentos, minha vida grita pela tua.
Grito… existe singeleza no grito?
Vida passada, vida presente, vida futura.
Vida…
O sentido da vida está no grito silencioso do amor?
Não espere o grito virar silêncio,
nem a ameaça se tornar agressão.
Quando o medo entrar pela porta,
proteja primeiro o coração.
Medida protetiva não é vingança,
é um pedido legítimo de proteção.
É dizer: “Eu quero continuar viva,
quero ter direito à minha própria direção.”
Helaine machado
Arranca-toco, bate-boca, castra-língua, dedo-negro, espanta-alma, fura-olho, grito-das-trevas, e outros demônios alfabéticos até a letra z, de zumbi-zaragata, são
hóspedes do diabo.
“A motivação não nasce do grito, mas do instante em que o cansaço e o desejo se olham e a alma decide continuar viva.”
M. Arawak
Hoje você acordou gritando.
Hoje me levantei com seu grito.
Sou seu escudo, não sua espada.
Não me use como um simples ataque.
E não a usarei para fazer uma simples magia.
🌳 O grito da Floresta à Hipocrisia dos Verdes de Gravata ...
Chamam de investimento
aquilo que fede a culpa.
Três bilhões de dólares, dizem,
para “salvar o planeta”.
Mas o planeta, cansado,
já sabe contar mentiras humanas.
Não há salvação quando o dinheiro
vem do mesmo punho
que derrubou as árvores,
serrou as raízes,
e agora quer plantar discursos.
A Noruega,
essa dama do Norte de gelo e lucros,
vem banhar de verde a própria consciência,
enquanto a Amazônia sangra em silêncio
sob a mineração que carrega seu nome.
Pagam.
Pagam para lavar as mãos.
Pagam para comprar perdão.
Pagam e posam sorridentes,
como quem doa,
quando na verdade devolve migalhas
do que arrancou da terra.
E o mundo aplaude.
Aplaude porque é mais fácil
bater palmas do que abrir os olhos.
Enquanto isso,
a floresta grita sem microfone,
chora sem manchete,
arde sem hashtag.
E o nome disso,
que ecoa entre as copas das árvores e o aço das máquinas,
é um só:
HIPOCRISIA.
✍©️@MiriamDaCosta
#COP30 #Belém #Amazônia #CriseClimática #TFFF #Noruega
Ode à cor laranja ( minha cor preferida)
Laranja é o incêndio manso
entre o grito do vermelho
e o riso do amarelo.
É o sol quando desaprende a ser astro
e resolve escorrer
pela paleta da tarde.
Cor de fruta aberta,
de sumo que explode
nos lábios da vida
de fome boa,
de poesia viva,
de desejo sereno
que não amarela com o tempo.
Laranja é a coragem
em estado morno,
não a fúria,
mas a chama que insiste
quando a noite ainda ameaça.
É o outono aprendendo a ser arte,
folhas que caem
sem culpa,
sem drama,
apenas porque amadureceram.
Laranja é o pulso da criação,
o instante em que a luz hesita
antes de virar memória.
Cor do entre,
nem começo, nem fim,
mas o salto.
Ó laranja,
ensina-me a existir assim:
intensa sem violência,
viva sem excesso,
ardendo sem me consumir.
✍©️@MiriamDaCosta
