Grito de Protesto

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Retorno à minha essência e volto a ser de mim,
ainda que enlutada,
percorra sozinha no grito das gaivotas
as vagas do nosso amado mar.


Saber-te em mim será sempre a minha maior alegria,
ter sido tua um dos melhores e maiores êxtases que alguma vez uma mulher possa ter experimentado.
Em ti me enrosco todas as noites lambendo-te as feridas dos dias onde te deixei liberto, à deriva de todos os meus caprichos,
e foram tantos!


Por vezes tenho a sensação de que ainda estás presente
e a saudade fervilha nesta ausência de nós.
É como se te visse e ouvisse boquiaberto e feliz
enquanto eu tentava arranjar os desalinhados cabelos
no temporal dos sentidos:
“ meu amor, como és linda! A mais bela das mulheres, é minha!”


É por aí que eu vou quando tudo o que ouço agora é uma cruel e inoportuna mente gritando-me exactamente o oposto
quase até à loucura!


Perdoo-te teres partido, mas nunca te teres tornares silêncio,
cobardia e bicarbonato de sódio
neste corpo onde explodem lavas,
corpo de primícias tuas
onde navegaram navios
e tuas mãos de menino.


Célia Moura, poesia

A arrogância é o grito da insegurança tentando ser ouvida como autoridade.

A tarefa da zungueira não se reduz à venda de produtos, nem ao grito, nem à circulação, nem à busca do dinheiro e nem ao encontro de clientes.

O Grito

Era uma fazenda basicamente de gado. Muito gado. Vez ou outra, era necessário mudar aqueles animais de pasto. À medida que o capim ia escasseando, chegava a hora da mudança, o que exigia toda uma preparação: homens, cavalos, cachorros etc.

A labuta começava cedo, nas primeiras horas da manhã, e demandava, às vezes, o dia todo e parte da noite. Em quase todas elas, lá estava eu: eu, meu cavalo e meu cachorro, de nome Gigante.

Numa dessas mudanças de pasto, aconteceu um incidente meio misterioso. Eu sempre era convocado para ficar na frente da boiada, e eu até gostava; sentia-me importante. Meu serviço, basicamente, se resumia a ir abrindo as porteiras dos pastos.

Naquele dia, o trabalho para reunir o gado demorou mais do que o normal. Quando conseguimos colocar a boiada na estrada, já estava escurecendo, e ainda havia um bom pedaço de caminho até o outro pasto. Abri a primeira porteira e o gado foi me seguindo.

Depois de uma hora, mais ou menos, de estrada, umas cinco ou seis porteiras abertas, já com a noite fechada, ouvi o primeiro grito. Um grito de arrepiar, estridente. Achei que fosse meu cunhado com suas brincadeiras, mas não era. Fui olhando para trás: não dava para ver quase nada, apenas as cabeças dos animais. E, para piorar, estava chovendo, com direito a trovões e quedas de raios.

Depois de um silêncio, ouvindo apenas o barulho das pisadas dos animais, veio outro grito, esse mais próximo. Quando me virei, vi, no meio dos animais, um vulto. Parecia um homem a cavalo. Chamei pelo meu cunhado. Silêncio. Apenas uma risada debochada.

Depois que chegamos ao pasto onde os animais ficariam, fiquei aguardando as brincadeiras de todos. Seria normal. Mas nada. Ninguém falou coisa alguma. Eu nunca contei essa passagem para o meu cunhado.

"Não grito para o universo existo, só crio a minha grandeza como uma onda."

"Não grito para o universo existo, só crio a minha grandeza como uma onda."


Cada instante avançamos como disposição da caverna nem todos olham para fogo maravilhados com as sombras pois somos humanos criticos nem tudo copilido no foco da existência pois a fome de evolução mesmo na preguiça dos seres animados.


Por ser o que somos viajamos por nossos universos pessoais ignoramos existência a grandeza do universo que vivemos. Ainda mais não damos conta que podemos contemplar nosso crescimento diante das estrelas.

Eu grito..
porque assim eu me liberto dos cativos..
das minhas tenebrosas prisoes..

"Entre o passado de prisão que ecoa no inconsciente, existe um futuro que anseia por um grito de liberdade.”

⁠E aqui dentro de mim é assim.. dias de guerra, outros de paz.. meu eu grito, esperneia, chora, sorri, luta com todas as forças mas desistir, jamais!! Seguimos... um dia de cada vez.

"Amaldiçoar o maldito.
Amar-te, daqui ao infinito.
Eu grito, eu xingo.
Eu finjo.
Eu minto.
Largado na rua, eu rosno, ladro à Lua coisas sem sentido.
Sou o crime, a lei, sou o bandido.
Sou o que rouba o coração, por ter o meu ferido.
É mais fácil te odiar do que admitir: ainda te amo, ainda te preciso.
Difícil admitir que também errei, queria poder fazer voltar tudo o que fora cuspido e dizer o que deveria ter sido dito.
Tudo aquilo.
Que consome, que dentro mata, externalizado, faz vivo.
Cansei de esperar o cupido.
Ser sem alma? Sou; eter, espírito.
Sou a razão e a loucura em uma frase sem sentido.
Será a vida um sonho? Delírio?
Se sim, invejo-os por viver em sonho onde o meu eu sobrevive em um pesadelo infinito.
Sou a linha tortuosa em que Deus ousou ter escrito.
Cansei de olhar-me no espelho e amaldiçoar o maldito..."

O silêncio que evita reagir é o mais alto grito de vitória.

Cansa ver a maldade vencer no grito enquanto as pessoas de bem choram em silêncio, vendo o mundo se transformar em um deserto sem amor.

"Passam todos os dias, debocham do meu grito de socorro em forma de venda, e ainda têm a audácia de pisar no que caiu para garantir que eu não tenha nem o que comer hoje à noite."

GRITO DO SILÊNCIO

No silêncio mora um grito
Que ninguém pode calar;
Ecoa além dos séculos,
Sem jamais se revelar.
Há mistérios escondidos
Que insistem em nos chamar.

Não há papiro que conte,
Nem pintura ancestral;
Mas existem tantos sinais
De presença imortal.
Vestígios que desafiam
O saber racional.

Há pegadas sem caminho,
Há muralhas sem pedreiro,
Há um mapa sem legenda,
Há um rumo verdadeiro.
Quem contempla tais mistérios
Fica mudo o mundo inteiro.

Descobertas escondidas
Dormem sob a própria luz;
Mãos humanas as ocultam,
Mas a verdade conduz.
Quem procura com justiça
Nunca perde a sua cruz.

Olhos veem o fenômeno,
Mas recusam explicar;
Cada nova observação
Faz a dúvida aumentar.
Há respostas escondidas
Que não querem revelar.

Explica o não do porquê
ou o porquê do não.

Há montanhas de perguntas
Sem resposta conclusiva;
Toda porta que se abre
Traz outra perspectiva.
O mistério alimentando
Nossa busca incessiva.

Há quem diga ser lenda,
Há quem jure ser verdade;
Uns chamam coincidência,
Outros, curiosidade.
Mas o tempo segue firme
Desafiando a humanidade.

Nem todo fato se escreve
Nos anais da tradição;
Nem toda história vivida
Cabe numa explicação.
Há segredos preservados
Pela própria criação.

O silêncio também fala
Para quem sabe escutar;
Nem tudo cabe na ciência,
Nem se pode imaginar.
Há verdades que esperam
Seu momento de brilhar.

Explica o não do porquê
ou o porquê do não.

Talvez um dia os mistérios
Saiam todos do esconder;
Ou talvez permaneçam
Sem ninguém compreender.
Pois nem tudo que existe
Foi nos dado conhecer.

Sigo ouvindo esse silêncio
Que parece até falar;
Cada dúvida desperta
Nova vontade de buscar.
Quem pergunta cresce sempre,
Quem procura vai achar.

E enquanto houver mistérios
Entre o céu, a terra e o chão,
Seguirei fazendo versos
Com respeito e reflexão.
Pois o grito do silêncio
Também mora em cada irmão.

Explica o não do porquê
ou o porquê do não.

Quando o choro for ouvido, o sorriso vai ser grito.

Entre o Eco da Ausência e o Grito do Silêncio

Diante das palavras impregnadas de desapego e dor, surge uma resposta silenciosa, tecida com fios de reflexão e resignação. É como se cada frase fosse um eco, reverberando nos cantos sombrios da alma, mas também iluminando os recantos mais profundos do coração.

Não é a falta que se faz presente, mas sim a presença ausente, uma ausência que se manifesta de formas indizíveis. É a memória que se esvai, o cheiro que se dissipa, o toque que se desvanece. É o reconhecimento de que o que um dia foi, agora não passa de sombras fugidias, dissipando-se com o vento.

E mesmo diante dessa ausência, há uma ânsia que se insinua, uma vontade de confrontar os fantasmas do passado, de encarar de frente a distância que separa o que já foi e o que resta agora. É como se a própria alma se revoltasse contra a lembrança do que um dia a aprisionou, buscando expurgar qualquer vestígio daquilo que já não lhe pertence mais.

Mas entre as linhas desse desabafo, há também um silêncio que grita, um vazio que ecoa. É a solidão que se faz companhia, o eco dos dias vazios, a resignação diante do inevitável. E no meio desse turbilhão de emoções, resta apenas o gesto simbólico de tentar exorcizar o passado, de purificar a alma daquilo que já não a alimenta mais.

Assim, entre a ânsia e o silêncio, entre a distância e a resignação, essa prosa se insere como um suspiro, uma última tentativa de libertação, um ato de coragem diante da incerteza do amanhã. É o retrato de uma jornada interior, onde o amor e a dor se entrelaçam em um eterno jogo de sombras e luz.

⁠No âmago da existência humana, uma pergunta ecoa como um grito constante: o que é o amor? É uma indagação que ressoa através dos séculos, uma busca incessante pela essência mais profunda e intangível da experiência humana.

Para alguns, o amor é uma chama ardente que consome tudo em seu caminho, uma paixão avassaladora que os consome por completo. É uma explosão de emoções intensas, um turbilhão de sentimentos que os envolve em uma névoa de êxtase e êxtase.

Para outros, o amor é mais calmo, mais sereno. É uma conexão tranquila e profunda, uma sensação de pertencimento e intimidade que transcende as palavras. É um laço que une duas almas de maneira indelével, mesmo nos momentos mais sombrios e desafiadores.

Mas o que é o amor, realmente? É uma pergunta que pode não ter uma resposta definitiva, pois o amor é tão vasto e multifacetado quanto a própria experiência humana. Pode ser encontrado nas pequenas gentilezas do dia a dia, nos gestos de apoio e cuidado, nas risadas compartilhadas e nas lágrimas derramadas.

O amor é uma força motriz que permeia todos os aspectos da vida, moldando nossas escolhas, nossas esperanças e nossos sonhos. É o que nos faz sentir vivos, o que nos dá propósito e significado em um mundo muitas vezes tumultuado e incerto.

Assim, enquanto a questão sobre o que é o amor pode persistir, talvez seja a própria busca pelo amor que nos ensine mais sobre sua verdadeira natureza. Pois, no fim das contas, o amor não é apenas uma emoção ou um conceito abstrato - é uma jornada, uma jornada que nos leva ao cerne mais profundo de nossa humanidade.

Antes de falar eu penso, antes de agir eu reflito. Se ouviu meu grito porque foi necessário. Se ouviu meu silêncio porque foi respostas. Em cada palavras pronunciadas, em cada atos praticados teve uma medida exata e pensada.

⁠Minha alma grita pela tua.
Existe silêncio no grito?
Nas mais profundas camadas do corpo, meu corpo grita pelo teu.
Em um emaranhado de sentimentos, minha vida grita pela tua.
Grito… existe singeleza no grito?
Vida passada, vida presente, vida futura.
Vida…
O sentido da vida está no grito silencioso do amor?

🌳 O grito da Floresta à Hipocrisia dos Verdes de Gravata ...

Chamam de investimento
aquilo que fede a culpa.
Três bilhões de dólares, dizem,
para “salvar o planeta”.
Mas o planeta, cansado,
já sabe contar mentiras humanas.
Não há salvação quando o dinheiro
vem do mesmo punho
que derrubou as árvores,
serrou as raízes,
e agora quer plantar discursos.
A Noruega,
essa dama do Norte de gelo e lucros,
vem banhar de verde a própria consciência,
enquanto a Amazônia sangra em silêncio
sob a mineração que carrega seu nome.
Pagam.
Pagam para lavar as mãos.
Pagam para comprar perdão.
Pagam e posam sorridentes,
como quem doa,
quando na verdade devolve migalhas
do que arrancou da terra.
E o mundo aplaude.
Aplaude porque é mais fácil
bater palmas do que abrir os olhos.
Enquanto isso,
a floresta grita sem microfone,
chora sem manchete,
arde sem hashtag.
E o nome disso,
que ecoa entre as copas das árvores e o aço das máquinas,
é um só:
HIPOCRISIA.
✍©️@MiriamDaCosta
#COP30 #Belém #Amazônia #CriseClimática #TFFF #Noruega