Grito de Protesto
O silêncio é o porta-voz da verdade que o verbo se recusa a nomear, a resposta não está no grito, mas na topografia fria dos vazios que o barulho
deixou para trás.
Sou um grito que aprendeu a cadência da respiração. A dor continua lá, mas eu aprendi a caminhar com ela.
Guardo um grito educado que pede licença para ecoar. Como ninguém responde, ele fez do meu peito sua morada definitiva.
Escrever é o gesto de quem já compreendeu que o grito não alcança ninguém, resta, então, converter o pavor em grafia. É usar o próprio sangue como tinta para riscar uma saída numa parede de concreto que jamais cederá aos ombros cansados. Cada frase estanca, por instantes, uma hemorragia interna que o mundo ignora enquanto exige sorrisos e produtividade. Sou o náufrago que, em vez de pedir socorro, consome os últimos fôlegos descrevendo a beleza aterradora do oceano que o afoga.
O amor que se entregou na cruz
não foi silêncio, foi grito de eternidade
— um céu rasgado em misericórdia,
um Deus que escolheu sangrar por nós.
Ali, na dor mais profunda, nasceu a esperança que nem a escuridão conseguiu apagar.
O amor que venceu a morte
quebrou o peso do impossível com mãos feridas, transformou lágrimas em promessa, e o fim…
em recomeço.
A pedra não segurou,
o sepulcro não calou
— porque o amor verdadeiro
não permanece enterrado.
E hoje ele ainda vive,
não só na história,
mas em cada coração que crê.
É esse amor que cura,
que chama, que abraça
— mesmo quando
a gente acha que não merece.
Um amor que não desiste,
não recua…
e que, por nós, venceu tudo.
O amor que se entregou na cruz
não foi silêncio,
foi grito de eternidade
— um céu rasgado em misericórdia,
um Deus que escolheu sangrar por nós.
Ali, na dor mais profunda,
nasceu a esperança
que nem a escuridão
conseguiu apagar.
O amor que venceu a morte
quebrou o peso do impossível
com mãos feridas,
transformou lágrimas em
promessa, e o fim… em recomeço.
A pedra não segurou,
o sepulcro não calou
—porque o amor verdadeiro
não permanece enterrado.
E hoje ele ainda vive,
não só na história,
mas em cada coração que crê.
É esse amor que cura,
que chama, que abraça
— mesmo quando a gente
acha que não merece.
Um amor que não desiste,
não recua…
e que, por nós, venceu tudo.
Grito da Saudade
A saudade não bateu na porta, ela entrou sem pedir licença. Sentou no canto do meu peito e ficou olhando as lembranças que você deixou. E no silêncio da noite, o teu nome virou eco, daqueles que a alma escuta mesmo quando o mundo inteiro se cala.
Tem dias que meu coração grita tua falta em segredo. Sorrio por fora, converso, sigo meus passos… mas por dentro existe uma parte de mim parada no instante em que teu olhar encontrou o meu pela última vez.
É estranho como alguém pode ir embora e ainda permanecer em cada detalhe. Na música que toca sem aviso, no vento que passa de repente, no céu do fim da tarde… você vive escondida nas pequenas coisas que insistem em me lembrar do tamanho do que senti.
E se a saudade pudesse ter voz, ela não sussurraria. Ela gritaria teu nome tão alto que o universo inteiro ouviria. Porque amar você foi bonito… mas sentir tua ausência virou o mais doloroso dos poemas que meu coração já escreveu.
Minhas lágrimas molham o papel,
e a caneta faz curvas incertas,
como se desenhasse
um grito que ninguém ouviu —
mas que alguém, um dia,
talvez consiga ver.
Helaine machado
Flamengo
No peito rubro-negro arde o destino,
um grito antigo ecoa no Maracanã,
como se o tempo parasse no hino
e a noite virasse manhã.
É chama que não se apaga,
é sangue que sabe vencer,
quando a multidão se propaga
e o mundo aprende a tremer.
Helaine machado
Flamengo
No peito rubro-negro arde o destino,
um grito antigo ecoa no Maracanã,
como se o tempo parasse no hino
e a noite virasse manhã.
É chama que não se apaga,
é sangue que sabe vencer,
quando a multidão se propaga
e o mundo aprende a tremer.
Nas ondas de preto e vermelho,
nas ruas, no ar, no olhar,
Flamengo é espelho
de quem nasceu pra lutar.
Se cai, levanta mais forte,
se chora, aprende a sorrir,
tem fé que desafia a morte
e um jeito próprio de ir.
Porque não é só time ou bandeira,
é paixão que não tem fim:
Flamengo é vida inteira
batendo dentro de mim.
Helaine dos Machado
Um dia alguém vai notar quando foi seu último grito em silêncio!
Um dia alguém vai entender o quanto é importante dar valor a cada segundo...
Um dia, ah, um dia talvez será tarde demais!
