Gente Mesquinha
Tem gente que lê sem sentir,
faz sem pensar, só por fazer.
Mas nem tudo pode ser tratado assim…
porque até o que é ignorado merece consciência
DeBrunoParaCarla
Se você trava para orar em público, olhe ao redor: tem gente expondo todo tipo de erro sem nenhum pudor. Por que a sua fé precisa se esconder, enquanto o mal se exibe sem medo?
"Todo mundo vive com o pé atrás. A gente não habita mais o mesmo lugar, a gente vive dentro de uma tranca mental, com medo de tudo e de todos o tempo todo."
"O mundo tá cheio de gente que se diz 'boa', mas vive tão desconfiada que acabou ficando fria e amarga. De que adianta se proteger da maldade se você virou uma pessoa que não sabe mais amar?"
"A gente reclama que ninguém presta, mas a nossa desconfiança é a primeira a fechar a porta na cara de quem é de verdade. A maldade venceu no momento em que você parou de acreditar no bem."
Em terras abarrotadas de trabalhadores, gente de bem e servos de Deus mijando fora do penico, muito em breve, invocar o Santo Nome de Deus publicamente será blasfêmia.
Com tanta gente Machucada no mundo, até os Carinhos nos cobram mais Cuidados.
Vivemos tempos em que o afeto deixou de ser apenas gesto; virou responsabilidade.
Já não basta estender a mão — é preciso saber onde tocar, como tocar — e até quando tocar.
Porque a pele do outro, tão marcada pelas cicatrizes da jornada, reagiu aprendendo a se proteger antes de se abrir.
E, ainda assim, o mundo continua faminto de ternura.
Talvez por isso os carinhos sejam hoje tão raros e tão preciosos: eles precisam atravessar medos, memórias e desconfianças antes de chegar ao coração que ansiosamente os espera.
E, quando chegam, chegam devagar — quase pedindo licença — porque sabem que qualquer descuido pode reacender dores antigas.
Mas o cuidado não enfraquece o carinho; ele o aperfeiçoa.
É no gesto atento, na palavra que não invade, no silêncio que acolhe, que o afeto encontra seu caminho seguro.
Afinal, quem carrega feridas aprende a reconhecer quem toca para ferir e quem toca para curar.
E talvez seja nisso que a Humanidade ainda tenha Salvação: na coragem de oferecer Carinho mesmo quando ele exige mais cuidado… e na Humildade de recebê-lo mesmo quando ainda Dói.
Feio não é se abrir na internet…
Feio é um mundo tão abarrotado de gente, mais disposta a falar do que a escutar.
Quando alguém se arrisca a desabafar online, muitas vezes não está buscando atenção — está buscando Sobrevivência.
Chegar a esse ponto pode ser, sim, a última tentativa de encontrar um ouvido disposto a escutar, um olhar que não julgue, um coração que ainda tenha espaço para acolher.
Vivemos em tempos muito difíceis, em que quase todos têm voz, mas poucos têm paciência.
Todos opinam, mas poucos compreendem.
Quase todos estão prontos para responder, quase ninguém está disposto a ouvir.
E ouvir, nos tempos de hoje, virou quase um ato de Misericórdia.
Um gesto tão simples, mas tão raro: Parar, Respirar e Permitir que o outro exista na sua dor, sem ser Ridicularizado ou Diminuído.
Porque, no fim das contas, o Desabafo Online não revela a fraqueza de quem fala — mas a ausência de empatia de quem não quer ou não sabe ouvir.
E isso, sim, é tão Feio quanto Medonho.
Tem dias que a gente precisa esperar nossa alma reencontrar o corpo.
Há dias em que seguimos funcionando por inércia, enquanto algo essencial em nós ficou para trás.
O corpo cumpre agendas, responde a estímulos, atravessa compromissos; a alma, porém, ainda caminha devagar, tentando compreender o peso do que sentiu, do que perdeu ou do que ainda não conseguiu dizer.
Nesses dias, é preciso muita paciência.
Não como quem desiste, mas como quem respeita o próprio tic-tac interno.
Esperar a alma encontrar o corpo é aceitar que nem toda ausência é fraqueza e que nem todo silêncio é vazio — às vezes é só recomposição.
Quando enfim se reencontram, não há alarde.
O passo volta a fazer sentido, o olhar se assenta no presente, e o respirar deixa de ser apenas um reflexo.
Até lá, caminhar mais lento também é uma forma de cuidado.
Porque viver não é apenas estar de pé; é estar inteiro.
Há dias em que o corpo deita e a alma dorme de joelhos.
A gente só para de flertar com a m0rte todos os dias quando descobre que o melhor dia para se viver é hoje.
Há uma espécie de suicídi0 muito silencioso que pouca gente se atreve a nomear como tal.
Ele não acontece apenas nos gestos extremos, nas decisões finais ou nas manchetes trágicas.
Às vezes, ele se instala gradualmente, no adiamento crônico da vida, na rotina de empurrar para amanhã aquilo que já pede coragem no agora, na mania de sobreviver sem realmente habitar a própria existência.
Muita gente não quer m0rrer — quer apenas descansar da exaustão de existir sem sentido.
E é justamente aí que mora o flerte cotidiano com a m0rte: quando se abandona a urgência de viver.
Viver, porém, não é apenas respirar, cumprir tarefas, pagar contas e colecionar ausências disfarçadas de compromissos.
Viver é reconhecer que o tempo não faz promessas.
O amanhã é uma hipótese muito elegante, mas continua sendo hipótese.
O hoje, com todas as suas imperfeições, é a única matéria concreta que temos nas mãos.
E talvez amadurecer seja justamente isso: perceber que a vida não começa “quando tudo se ajeitar”, “quando a dor passar”, “quando houver mais dinheiro”, “quando a paz finalmente chegar”.
A vida está acontecendo agora — inclusive no caos, inclusive nas faltas, inclusive enquanto ainda estamos tentando entender quem somos.
Há quem flerte com a m0rte não por desejar o fim, mas por tratar a vida com permanente negligência.
Negligencia os afetos, as pausas, a própria saúde, os pedidos de socorro da alma, os sinais do corpo, os vínculos que importam, as palavras que deveriam ser ditas enquanto ainda há quem possa ouvi-las.
Age como se viver fosse um ensaio infinito, como se sempre houvesse tempo para recomeçar, pedir perdão, recalcular a rota, amar melhor, ou simplesmente descansar.
Mas nem todo adiamento é prudência; às vezes, é desistência parcelada.
Descobrir que o melhor dia para viver é hoje não é um clichê otimista — é uma revelação muito dura.
Porque obriga a gente a encarar a própria covardia, os próprios álibis e a confortável ilusão de controle.
Nos obriga a admitir que há muita m0rte disfarçada de rotina eficiente, muita apatia travestida de maturidade, muito medo chamado de prudência.
E, ao mesmo tempo, essa descoberta também liberta: porque devolve ao presente a dignidade que o imediatismo e a ansiedade roubaram.
Faz a gente entender que viver bem não é ter a vida perfeita, mas parar de oferecer o próprio tempo em sacrifício a tudo aquilo que nos afasta de nós mesmos.
Talvez a grande virada aconteça quando deixamos de esperar uma razão extraordinária para viver e passamos a reconhecer a grandeza escondida no ordinário: no abraço ainda possível, na conversa adiada que enfim acontece, no descanso sem medo e sem culpa, na lágrima que finalmente se deixa rolar, no riso que interrompe o peso do mundo — ainda que por alguns segundos.
O hoje não precisa ser grandioso para ser valioso.
Ele só precisa ser vivido com presença — e não desperdiçado como se fosse descartável.
No fim, flertar com a m0rte todos os dias talvez tenha menos a ver com desejar partir e mais com não se permitir ficar por inteiro.
E viver, em sua forma mais honesta, começa quando a gente decide parar de se ausentar da própria história.
Porque o melhor dia para viver não é o dia ideal, nem o dia fácil ou o prometido.
É este.
O único que realmente chegou — o agora.
Sejamos suaves ao entrar no coração do outro.
A gente nunca sabe as dores que já fazem morada por lá...
Que nossas palavras sejam abrigo,
nossos gestos, acolhimento,
e nossa presença, leve como quem respeita o silêncio.
Que esta semana traga encontros gentis,
afetos sinceros e a delicadeza de quem sabe amar com cuidado.
Simone Cruvinel
Gente que é Paz
Por Simone Cruvinel
Há pessoas que Deus coloca no nosso caminho
como quem acende uma luz silenciosa na alma.
Não chegam fazendo barulho chegam trazendo calma.
São presenças que nos lembram do melhor que existe em nós,
que seguram nossa mão quando o mundo parece pesado,
e nos conduzem, com doçura, para o lado do bem.
São sorriso em dias nublados,
abrigo quando falta chão,
abraço que atravessa distâncias
e ainda assim aquece o coração.
Há pessoas que cuidam da gente em silêncio,
que pensam em formas simples de nos fazer bem,
e sem perceber, nos ensinam
que o amor também é morada.
Porque existem almas raras
que não passam pela nossa vida
elas ficam.
Como paz.
Como certeza de que tudo, no fim, vai florescer.
A gente faz música e não consegue gravar
A gente escreve livro e não consegue publicar
A gente escreve peça e não consegue encenar
A gente joga bola e não consegue ganhar.
Então vamos mudar o tom… sem peso, só luz:
Tem dias que a vida simplesmente sorri pra gente
no cheiro do café, numa música que encaixa perfeitamente, numa risada que vem solta, sem esforço.
A felicidade não é algo distante… ela já mora em você.
Tá no jeito que você recomeça, na sua energia, no brilho que você carrega até quando nem percebe.
Sabe por que tem gente na família que cria situações para não falar mais com você?
Porque eles são incapazes de ficar na sua frente e expor o que sentem e depois te ouvir. Como são irredutíveis e idiotas (só acham que só eles estão certos e o resto que dane-se) eles não conseguem se controlar, pois a ignorância reina e o descontrole emocional poderá tomar conta, já que o orgulho e a incapacidade de reconhecer que existe a outra versão ofuscará o outro e a outra versão. Enfim, não perca tempo com esse tipo de pessoa; lamente, siga em frente, pois o futuro dirá e mostrará quem é quem!
Segredo é aquilo que a gente não conta, se contar para alguém, já não será segredo para mais ninguém...
