Gargalhada
Sabe, aquela gargalhada gostosa? Aquela que adoro dar e ouvir?
Pois é… Estou com saudades…
Abraço e beijo…
26/06/13
Abafa um protesto com um sorriso, uma agonia com uma gargalhada, um estertor com uma praga. Sê polido, meu amigo. Encobre a raiva sob o riso, e o riso sob o pesar.
Eu amo pessoas felizes e extrovertidas.
Gosto da gargalhada, gosto quando elas transformam o stress do cotidiano em riso, piadas...
Isso é mágico.
Quero ter alguém do lado,
sem ser refém da minha própria ausência.
Dar gargalhada sem ser recriminada.
Respirar o silêncio imprimindo a palavra.
Ser poeta sem hora marcada.
Ser lembrada, quando não estiver mais aqui.
Quero resgatar a infância.
Libertar a criança;
Sem dar explicações.
Dar vazão a emoções acumuladas.
Guardadas na gaveta do armário.
Quero viver o cenário de um grande amor.
Sentido o calor de uma nova vida;
Mais polida e sem dor.
Com mais ação e menos ilusão..
Na proporção que o sentimento se abre.
Invade espaços a serem conquistados.
Idealizados na trajetória do ser...
Porque o querer é a razão do sentir.
Tem vezes que o sorriso manhoso ou a gargalhada escancarada surgem de forma tão espontânea que chegam a ser engraçados, mas, ao mesmo tempo, tornam-se uma alegria contida, tão envolvente e calorosa, esperando apenas o brilho dos olhos para explodir em felicidade. Revigoro-me, pois é extasiante e empolgante; só lamento, e é uma pena, que nem sempre haja plateia.
Ria muita do teu passado, ria ainda mais de teu presente, dê muita gargalhada em teu futuro...se a vida passar então que passe sorrindo...
Mais contagiante que uma gargalhada
na hora oportuna
É a frase que abre
o pensamento para passar o ar sobre...
Montagem de imagens na claridade
de nova cena
Pilhada no instante
cada coisa se bole em palavras
Mexa-as
Talvez uma gargalhada num velório seja mais honesta que um choro numa pregação religiosa.
A emoção verdadeira não obedece a protocolos, nem respeita o “ambiente adequado”.
Às vezes, a lembrança engraçada do falecido invade a mente, e rir é inevitável — e profundamente humano.
Não é desrespeito, é sinceridade.
Por outro lado, há lágrimas que escorrem, não pelo peso da fé ou do arrependimento, mas pelo constrangimento social de parecer frio.
Chora-se porque os outros choram, porque a expectativa exige um rosto molhado.
A verdade é que autenticidade não se mede pelo cenário: pode haver mais vida em uma risada fora de hora do que em mil prantos ensaiados.
O coração não conhece etiquetas — e, quando tenta segui-las, quase sempre mente.
Detalhes...
Esses que se revelam através de pequenas coisas
Através de uma simples risada, que traz um significado tão grande para os ouvidos que o escutam!
Pode parecer tão simples e passar desapercebido
Mas se tratando de alguém que tanto amamos...
É a mais pura beleza do som produzido por uma gargalhada solta ao vento
Em uma tarde de tempestade, em meio a ventania tão densa, que não foi capaz de abafar o som tão lindo que os meus ouvidos puderam escutar
Estar junto é bom quando a gente acorda e lembra da pessoa e já sorri antes mesmo de abrir os olhos. Quando amamos o jeito dela, o sorriso a gargalhada e o jeito largado que senta pra ver TV. Bom mesmo quando gente reclama dos defeitos, das manias, mas ama até mesmo isso!
Até mesmo uma princesa deve suar e gargalhar às vezes! Ou sentir vontade de chorar. Ou ficar com raiva e gritar!
Enquanto algumas mulheres
acreditam que o mais bonito
a se mostrar é o corpo nu,
você vem, mostra o sorriso mais lindo
e encanta todo mundo vestido.
Caminhei pelas ruas e calçadas...
Entre dias e madrugadas...
Lua em companhia...
Noites quentes...
Noites enluaradas...
Estradas prateadas...
Conheci salões cinzentos...
De muitos risos...
Poucos alentos...
Muitas loucuras...
Tantas tolas fantasias...
E no espanto do menino...
Em que tudo descortinava ...
Pude ver algumas monstruosidades...
De mentes inacabadas...
Almas vazias...
Grandes gargalhadas...
Bocas úmidas...
Que taças e copos tudo absorvia...
Perdi querendo encontrar...
O que nunca esteve por lá...
Nada contava nem tinha nome...
Eras de breu...
E o réu era eu...
Era tão fácil ser feliz ...
Mentirosas propostas ouvi...
E no sabor do vinho me corrompi ...
Hoje ainda não sei como caminhar nas ruas...
Sem estar...
Em ruas que ficaram para trás no tempo...
Sem estar ...
Esperança que aprendi com as ruínas...
Triste e lamentável fado...
Hoje...
Paz cultuo...
Na lembrança desse banco...
Aqui sentado...
Sandro Paschoal Nogueira
“Houve um momento, que os sonhos, não mais eram feitos por dúvidas. Da alegria, do sorrir, da gargalhada, do sentir, da inspiração, do agradável porvir, tudo era feito de beleza, que ao dissipar-se com a impiedade do próprio tempo, em hostilidade, dividiu cada elã, digo do furor, o arrebatamento, os momentos, em pequenos detalhes. O de ser o que se tornou na utopia, ou, o locupletar da própria estima, extraída do caos, em meio a paz da introspecção. Uma eterna prisão de mundos, do antes e o agora, pois não houve, apenas há.”
(Mettran Senna)
