Galho
Aquele que pula de galho em galho.
Precisa se conscientizar que o problema não está na árvore, mas nele.
Lembro com ternura do meu balanço amarrado ao galho da mangueira.
Voava como um pássaro.
Enrolava a corda e rodopiava como pião.
Com a leveza dos meus sonhos e muita imaginação, vivia grandes momentos!
Naquele tempo eu não preocupava com o tempo e nem para os limites do mundo.
O balanço que era meu universo hoje é só um verso que nos uni.
Agora balanço na saudade, voo no tempo, rodopio e ultrapasso os limites da imaginação.
Ser segunda opção das pessoas pra mim é ser um quebra-galho
Quando eles não tem o que querem,escolhem um complemento para suas necessidades.
E quando triste,subo no mais alto galho da goiabeira de minha infância e,me lembro por quantas vezes me senti em perigo naquele galho envergado pelo peso de meu corpo; hoje da vida ;
e por momentos eu lá de cima ia tateando,amedrontada até dar pé.
E quando a noite, eu, em meus sonhos inquietantes,pulava vários abismos e acordava cansada, em plena manhã com o sol em meus olhos e a mente em recordação.
Quantos obstáculos existentes, visíveis e invisíveis. Porque eu tão pequenina, como o sou agora, tinha que perceber o imperceptível e reconhecer naqueles pequenos sinais quão grandes seriam minhas angustias.
Lupaganin
A folha caiu
levada pela ventania
Tão frágil
Coitada!
Queria agarrar-se ao galho
mas se foi
Chorando a sua dor
A chuva passou lavando tudo
E a roubou!
“O protestantismo foi o último galho separado da árvore católica. A mesma infecundidade que esterilizou outras revoltas religiosas na Europa feriu também a do monge saxônio. Ainda persistem algumas folhas, mas são apenas folhas! Flores e verdadeiros frutos de unidade, santidade e conversão não os produz”
Minha rede
Feliz por estar á sombra de uma árvore,
Aqui eu estendo minha rede,
Do galho até a cercado da verde pastagem,
Sentado,
Vou embalando com meus pensamentos,
Voando eles vão,
Em busca de uma inspiração,
Começo a exalar poesias,
O vento suave me conduz,
Ouço os pássaros cantarolar,
Doce paz,
Doce vida,
Favo de mel que me leva até o céu,
Vejo borboletas coloridas,
E as cigarras na ilha do Sol,
Cheiro de relva,
Café torrado que secamos no terreirão,
E mamãe fazendo sua parte,
Vai moendo com o bruto pilão,
Na espera de uma nuvem,
Vem em mim,
Momentos de uma canção,
O frescor é inacabável,
Procedência de um delicado sertão,
Poeta roceiro,
Romântico com seu coração,
A composição segue no embalo,
Na sombra fresca sem telhado,
Choro com as paisagens,
O sorriso vem e vai,
Enxugo minhas lágrimas,
Sensação única que me apraz,
Tudo é Dado a mim,
Nessa rede que me embala....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Aprenderiamos mais deixando folhas em galho, flores no vaso, passeando olhares nas aves fora das gaiolas. Aprenderiamos mais com a observação.
Siga voando de galho em galho sobrevivendo, apenas, ou seja como a águia!... transformando-se sempre!
Um pássaro angustiado
Seco como uma folha
Asas atrofiadas não voam
Conforme um galho
Sem frutos ou ventos sem aves
Seu, ninho o conforta
enquanto impõe medo
perante sua, liberdade.
A criança é como um galho de árvore verde, com brandura você o verga, mas com brutalidade o quebra.
Se ao invés de te dar rosas te dão um galho cheio de espinhos coloque o galho por uns dias em um recipiente com água, depois é só transferir o galho para um canteiro mantenha os cuidados necessários e teráa rosa que você tanto deseja.
Não sirva poesia a quem prefere baboseiras;
Não ofereça flores a quem só repara a secura dos galhos;
Não desperdice atenção com quem não tem capacidadede de acolher sua mão,
Pois sensibilidade nem sempre é para quem queremos.
Quem nasceu ave, não teme que o galho quebre, pois confia nas suas asas para evitar a queda e sair voando em liberdade.
Faz isso de traição porque como um macaco se achando esperto. Eles só largam um galho quando segurando bem forte outros problemas. E assim vivem macacos pulando de galho em galho.O ser humano, sendo um animal semi-racional e semi-irracional, não nasceu para ser monogâmico, mas apenas para procriar populacionar e encher o mundo com outros Indivíduos problema que carregam geneticamente os seus mesmos problemas, assim como a maioria dos outros animais. Raras são as exceções.
Nada além de uma fruta
― só uma ―
na árvore
enganando o vento
desacompanhada
no enorme galho
dona de si!
livre
― totalmente livre ―
sem vizinhos
sem riscos?
atrevido,
o pássaro
― solitário e solidário ―
ali fez seu ninho
adeus, solidão!
agora pode ouvir
o lindo canto
dum passarinho!
