Fundo
"Cai em um poço fundo, sufocado e engolindo água, tentei sair umas 70 vezes, não conseguia sair, adormecido, cansado, umas 7 lagrimas se derramaram, no outro dia estava em Terra firme, eu já estava com a idade de 522 anos, exausto, eu disse, a tua graça Senhor excede a uma floresta de carvalho."
Não sei!
No fundo a gente sempre sabe sim, mas vivemos no automático e ocupados demais com as demandas desse mundo frenético que nos engole diariamente.
Mergulhei em mim
Para te encontrar
E lá no fundo da alma
Você gritava:
"Sou apenas lembranças, meu amor"
A vontade louca de presentear com carinho e afeto, é no fundo um desejo de ganhar tudo isso de volta! E isso, é a tradução simples de um amor recíproco!
Desconexo
Oh, lindo mundo, tão profundo.
Andamos desistindo da vida.
Será que no fundo somos particularmente suicidas?
Estou me afogando,
tenho um pouco de sorte.
Não estou implorando,
venha linda morte.
Universos diferentes,
nenhum tão ruim.
Rangendo os dentes,
implorando pelo fim.
Meu sangue brilhou,
eu sei.
Não me salvou,
meu rei.
Não fique triste,
sorria.
Será feliz no dia seguinte,
ou talvez algum dia.
Apenas Mais Uma Lembrança
Talvez lá no fundo ela sabia
Tudo aquilo que eu escondia
Aquilo eu que guardava e não dizia
Só de me olhar ela já entendia
Talvez nós dois erramos
Afinal somos humanos
Queria um dia no tempo voltar
E de forma diferente isso acabar
Mas o tempo e irreversível
E ao mesmo tempo terrível
Para erros do passado
Que fica sempre marcado
Então cada um segue de forma diferente
Ambos de forma ausente
Tudo aquilo que foi especial se torna apenas uma lembrança
Já não há mais esperança
A ignorância se compara a um adolescente, que se senta no fundo da sala e acha que com isso, está descobrindo o universo, mas não percebe que o fundo da sala, não se aprende nada a não ser a própria ignorância.
O teu olhar é tão profundo,
Para o fundo dele quero mergulhar,
Eu corro o risco
de ser envolvido no teu mar,
Tua beleza afasta o medo
e determina o navegar.
ÍNTEGRA DE COISA ALGUMA
Sou tão resultado de tudo
Que no fundo não vim de nada
Viajei por tanto e quanto
Mas parece que não saí do lugar
Caminhei por copiosas ideias
E não avancei um único passo
Surfei por histórias
Sem sequer molhar os cabelos
Lutei como heroína
E nem monstro tinha para derrotar
Comi
Enchi
Corri
Pulei
Chorei
Caí
Levantei
E de nada foi
Pois agora nada estou, sou ou fui
Memória fraca me fez vazia
Mente farta me faz falha
Mundo disforme me fez apática
Eu vim de tudo
E não restei de nada
Não existe parte sem todo ou todo sem partes, figura sem fundo ou fundo sem figura, mas existe uma relação dinâmica, criadora modificadora entre cada um destes elementos.
Coitado do homem que vive na seca, a sua esperança está no fundo do poço, ele implora para que o seu afago caia do céu.
Fundo do poço; muitas das pessoas, questionam acerca do fundo do poço e, sabemos que o fundo do poço é bem mais fundo do que imaginamos. Pensando e, martelando em meu consiente está conjectura; "Fundo do poço", cheguei a seguinte conclusão: O fundo do poço nada mas é do que; um fundo falso, um fundo que não existe. Como uma forma de produzir bolos e tortas que nelas existem o tal fundo falso.
"você olhou no fundo dos meus olhos com aqueles seus olhos castanhos que eu achava a coisa mais linda do mundo e disse que eu tinha mudado a tua vida pra melhor
então por que foi que você destruiu a minha?"
Para esta minúscula aventura, escolhi Andrés Segovia como pano ou pane de fundo.
Um piano ao cair da tarde, era um programa antigo de rádio.
Procurei uma lapiseira, questão de gosto, compõe o modus operandi do tagarela que não vos fala, mas agora escreve.
A cena é de certa forma bizarra, no mínimo pitoresca
Numa avenida, uma mulher, feliz pelo semblante, humilde pela vestimenta, passa... empurrando um carrinho de supermercado, dentro dele um cachorro, naturalmente pouco a vontade e sem nenhuma ação em comum com quem o carreia mundo afora.
Parou no canteiro entre as duas vias e conversava animada e afetuosamente com um conhecido ou amigo dela sobre o que não imagino, não consegui prestar atenção.
Isso durou alguns minutos, uma dezena de copos de cerveja e uma coleção de interjeições verbalizadas.
A impressão que eu tinha é que ela literalmente não se conectava com o mundo que eu via, era o mundo dela que valia a pena e talvez nem existisse outro...
Sim, foi um alívio ver que não foi xingada nem atropelada, ela continuava feliz...
Me dei por satisfeito.
Sorri como outros tantos que ali estavam.
Não sabia exatamente se podia definir aquela demonstração de afeto e puro “non sense”, acho que continuo sem poder, continuo sorrindo.
Não a vi mais, nem o cachorro...
Preciso fazer umas compras no supermercado.
