Fui
Na real
Já fui "Maria vai com as outras", já me joguei no Carnaval só para não ficar de fora, cercado de gente que chamava de amigo. Fazia dívida para bancar a curtição, me iludia com a ideia de que aquilo era felicidade. Mas no fim? Sempre a mesma coisa: bolso vazio, ressaca na alma e uma vida estagnada.
Pouco me importa se a festa está rolando em Salvador, no Rio ou em qualquer canto. A vida deles é problema deles. Eu sei da minha, e nela não tem espaço para enganação. Prioridade vem primeiro, e eu escolhi parar de me afundar em momentos que só servem para mascarar a realidade.
Pensei que eu era um sapo
encantado,
mas sei que isso eu não sou.
Sou um sapo normal,
ja fui beijado por algumas princesas
que nem o feitiço quebrou....
ser príncipe é ilusão
Mágoa meu coração,
estou chorando aqui sozinho
por sonhar e sonhar...
Por que eu fui te amar tanto assim
Se eu tive oportunidade de dizer não
Mais você cresceu em meu pensamento
Um verdadeiro furacão em meu coração
Trouxe para mim o amor de volta
Que foi como fogo dentro de mim
Me ensinando a te amar
Como flor em um jardim
Porque eu fui te amar tanto assim
Você é tão especial
Um forte afeto nasceu entre nós
Um amor imortal
Uma sede inabalável
Tão difícil de matar
Meu pensamento sustentavam
Eu e você em um lugar
Por que eu fui te amar tanto assim.
Conforme fui amadurecendo, as criticas não abalam. Os elogios não me iludem, os medos não me acovardam.
Por isso: Não me subestime.
O Mundo dá muitas voltas.
Quando criança
por ti fuicriado
Quando tu envelheceu
Por mim fostes abandonado.
Te joguei em um asilo
Para alguém de ti. cuidar
Eu fui tão miserável
Que nunca fui te visitar.
O tempo passou
E eu me casei
Criei os meus filhos e não
os abandonei.
Mas, a velhice me alcançou
E com a mesma moeda eu paguei
Hoje estou no mesmo asilo papai
Onde te coloquei.
Desde que me reconheço como ser humano, fui rotulada por pessoas que sempre quiseram me pressionar, me calar, me deixar em um lugar que nunca foi e nem será meu. Recebi o rótulo de complicada demais, de difícil de lidar, daquela que fala mais do que deveria e que cala quando poderia falar. Eu sou grata por todas as vezes que me rotularam, só fizeram porque temiam a mulher que sei que sou. Aprendi a respeitar, mas não engulo desrespeito de ninguém.
Nildinha Freitas
O que de mim ficou
Dentro das muitas que de mim já fui, dos amores que já vivi, das pessoas que deixei ir e daquelas de quem parti.
Dentro de todas as coisas que sou, das que deixei de ser, das que ainda pretendo, porque quero muito viver.
Dentro de tudo, de tudo o que até aqui produzi ,de tudo o que deixei para trás, que desmoronei, demoli.
Tornei-me a melhor versão daquilo que construí.
Eu sei que não sou perfeita, tenho erros incontáveis, mas posso dizer com certeza que procurei ser a melhor.
Até aqui, tenho feito da vida alegria, esquecido o que dói, amado o que vale a pena, seguindo feito reticências no final de um poema...
Nildinha Freitas
I N V E N Ç Ã O
Fui eu que inventei o amor,
Mesmo sem saber se era dor
Aquele ardor que se sente
Logo que se pronuncia
A palavra amor.
Senti-lo, é bem pior
Do que praticá-lo?
Eu sei lá!
Só sei que o amor
É uma coisa
Que quase deixaram
De pronunciar
Com medo do bicho amor.
Afinal, não fui eu
Que inventei o amor
E jamais
O inventarei.
(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 01-09-2022)
MULHER PÃO
Tudo o que é mulher me fascina.
Pobre amante que fui na rota ida,
Assaltam-me agora ilusões à partida
Como se fosse o pão da vida,
Tornado alimento único desta sina.
Porque professo tão incerta doutrina?
Quero apenas e tão breve confessar
Que se não houvesse mulheres de amar
Na verdadeira entrega de par em par,
Eu teria já morrido à fome na rotina.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 25-01-2023)
JOGUETE
Fui-o.
Nas tuas mãos pouco macias
Perfumadas das bruxarias
E senti-o.
Foste lançando o feitiço
Como bruxa que lança em derriço
Incenso aos lanços nas brasas
Que fazem faíscas
Ariscas, com que arrasas
A vontade de dizer, não!
E sem mais contemplação
De outro piedoso pensar,
Louca mulher, sem paixão
Nem vontade de se amar.
(Carlos Vieira De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 01-06-2023)
NÃO
Não fui eu que me inventei.
Nem projeto,
Nem desenho,
Apenas mais um da grei,
Pelo que sei,
Um ser de certo dialeto
E, já agora, convenho:
Simples, fiel, muito reto.
Fui na pobreza criado
E nunca algoz de ninguém
E muito menos bastardo,
Quer de pai ou de uma mãe.
Sou apenas o resultado
De um amor de vida a dois.
Com a minha voz se canta o fado,
Com a minha vara eu toco os bois.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 11-11-2023)
Noite Solitária
Noite fria e cama vazia
Tristeza e solidão
Fui pego pela insônia
E abracada pela agonia
Procuro solução
Te busco e não encontro
Coração partido
Por você esquecido
Seu nome ecoando
Em meus pensamentos
Lágrimas, vão meus olhos lavando
O Cansaço chegando
Abraço o travesseiro
E me engano com seu cheiro
Adormeci
A dor de hoje venci.
Meu sentimento por ti
É inefável
Sim
Inexplicável
Eu ingênua
Fui tentar compreender
E o que fiz ?
Foi me perder
“Raiz”
Eu não nasci leve.
Fui chão.
Fui barro pisado, seco, rachado…
mas nunca vazio.
Carrego nos ossos histórias
que ninguém teve coragem de contar.
E mesmo assim, olha eu aqui —
de pé, inteiro, respirando futuro.
O mundo tentou me ensinar a dobrar,
mas eu aprendi foi a criar raiz.
Porque quem cria raiz,
não sai voando à toa…
fica, resiste, cresce.
Tem dia que o silêncio pesa,
que a alma grita baixo,
que o espelho pergunta coisas
que eu ainda não sei responder.
Mas eu sigo.
Não bonito, real.
Não perfeito, vivo.
Porque viver não é sobre vencer todo dia,
é sobre não se abandonar
quando tudo dentro pede desistência.
E eu não me abandono.
Nunca mais.
Na vida já fui aprendiz
Ricky Henry.
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Nas esquinas da vida eu vi e vivi...
Nas rodas de samba foi onde curti..
Na escrita do destino que Deus escreveu...
Onde eu sofri e aprendi...
Amar e ser feliz...
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Se tem amor de verdade...
Tem que segurar...
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Mais se for de mentira e de ilusão...
Então deixe partir...
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Amizade verdadeira!
Tem que cultivar...
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Se for falsa e perigosa!
tem que se afastar!!!
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As criança carinhosas!!!
Vamos embalar até ninar...
Mais as crianças perigosas...
Vamos orar e ajudar!!!
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Pra que no amanhã um futuro elas podem conquistar!!!
Porque nossa única riqueza é ver
Uma vez amei, julguei que me amariam, masnão fui amado. Não fui amado pela única grande razão, porquê não tinha que ser. Porque se sou do tamanho do que eu vejo e não do tamanho da minha altura, de minha janela vejo o quanto da terra se pode ver e de meu universo, por isso a minha janela é tão grande quanto uma terra qualquer.
Tempo Duro e Pedra Mole
De uma religião universal que só os homens não têm, fui feliz porque não pedi coisa nenhuma, não procurei achar nada, nem achei que houvesse mais explicação.
Meu DNA é biológico e não virtual, portanto faço questão de ativar a minha massa cefálica toda vez que vou usar o meu teclado, principalmente numa rede social.
Talvez a palavra explicação não ter sentido nenhum, porque a não compreensão de um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação.
Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, ele lacram as suas belezas se forem belos, mas eles não podem serem belos e ficar por imprimir, porque as raízes podem estar por baixo da terra, mas as suas flores e folhas florescem ao ar livre e à vista, tem que ser assim por força e nada pode impedir. Os fenômenos humanos são biológicos em suas raízes, sociais em seus fins e mentais em seus meios. O que é o tempo? Quando quero explicá-lo não acho explicação. Se o passado é o que eu, do presente, lembro, e o futuro é o que eu, do presente, antecipo, não seria mais certo dizer que o tempo é só o presente? Mas quanto dura o presente?
Meu relógio biológico não tem ponteiros, por isso não tenho pressa para envelhecer.
