Fui
Por amor
Por amor fui tua
Por amor me entreguei
Por amor errei
Por amor morri
Por amor a ti sofri
Por amor a ti sangrei
Por amor a mim levantei
Por amor a mim me curei
Por amor ao amor
Um dia, o amor amarei.
Kátia Osório
Ciclos
Perdi as contas de quantas vezes morri
Algumas vezes fui apunhalada sem misericórdia
Assassinada pelas mãos de quem jurou estar ao meu lado
Outras vezes fui levada ao suicídio
Pelo desejo em findar a dor
A dor das feridas abertas em minha Alma.
Perdi as contas de quantas vezes morri
Mas todas as vezes que a morte me beijou a vida me abraçou
Me fazendo perder as contas de quantas vezes renasci.
No dia em que olhei no espelho
E não vi o que costumava ver
Somente resquícios daquilo que fui
Quando olhei nos meus olhos
Não eram mais como antes
Ainda era eu
Mas já não era o mesmo
Onde será que fiquei?
Quando me vi diante daquele abismo achei que cairia sozinho, porém fui empurrado para lá.
A morte me olhou nos olhos e eu a rejeitei. Ainda não era seu momento, a vida apesar de difícil sempre me foi bem mais atraente.
Andei resistindo a tempestade, para contemplar águas pacíficas.
Poeta, artista não
Não nasci laçada nos versos
foi depois de um tempinho a andar
fui pega pelo laço da rima
não conseguindo mais me soltar
com as rimas troco segredos
com os versos semeio o chão
somos só nós, eu e a rima
holofotes, eu não quero não
sou poeta da vida, artista não .
Criada fui sob tua sombra altaneira,
cantando o hino com orgulho e alegria,
és o símbolo do Brasil, querida bandeira,
a ti todas as honras, hoje e todos os dias !
Sempre fui de estar em outra.
Outra poesia, outra palavra, outra melodia numa partitura que ninguém conhece bem: meu coração.
Fui ao topo da montanha mais elevada,
e alcei voo com asas de beija flor,
senti a alma congelada
junto ao orvalho da noite em torpor
Tal qual borboleta, voei dias e noites,
delirando de jardim em jardim,
senti perfumes, espinhos, açoites
tudo isso e mais, à procura de mim
Assim mais forte, sempre em quimera,
fui remédio de minha própria dor,
fui tempo, fui verbo e espera,
tudo em nome do amor !
Sempre forte, mesmo emquimera,
fui remédio de minha própria dor,
fui tempo, fui verbo e espera,
tudo em nome do amor !
Sem correção, nem revisão
Já fui eclética,
patética,
maléfica,
sistemática, pragmática,
didática, estática,
sorumbática, apática
Muitas vezes, cada verso meu
era apenasum elástico
retesado
que ia e vinha
do nada
e
errático
doía n'alma
destruindomeu poema
lunático
Musa nunca fui nos frios ocasos
nem nos amanheceres em dias de sol
vou passando pela vida apenas por acaso
em direção ao meu incerto arrebol
Quase fui tão feliz...
nesse jardim que é a vida
mas o destino não quis
quando vi a tua partida
Quase fui tão feliz...
sem pranto e sem solidão
quando ouvia o teu canto
chegando ao meu coração
Quase fui tão feliz...
entre nuvens, luas e sóis,
mesmo sem nunca ter
dividido contigo os lençois
Quase fui tão feliz...
navegando em mares seguros
que teu amor indicava,
eras meu porto seguro!
Quase fui tão feliz...
agora nada mais sou,
a vida assim não quis,
e sem dó nos separou !
Eu fiz peregrinação
até Jerusalém,
Fui um correspondente
No afã da aventura
§
Conheci,
A geografia das almas,
pelos mistérios
do mundo
§
Dificílimo.
É permanecer
continuar a ser
peregrino
Aprender.
§
§
Das esferas dos afetos,
fui afetado pelo lexema
do verbo vida,
mas quem disse
que a vida é verbo?
A palavra.
Eu sempre fui adepto da ideia de que não há neste universo metafisico, a presença fiel de ateus... Um dia, na vida, o homem rogará a DEUS.
Minha criança
Eu fui criado menino buchudo.
Não tinha medo de nada
Do escuro, da chuva ou papangu
Cresci assim
Como Deus criou batata
Em meio aos jogos de bola de gude
Futebol, gata maga, enfinca, barra-bandeira
Amarelinha...
Sim, amarelinha!
Qual o problema?
Ouvia Gonzagão de mamãe na vitrola do vinil
Contos que noite a noite conta da saudosa rádio cariri.
Tomando banho nos barreiros de água barrenta e enlameada
Nu, no frescor da inocência.
À noite batia um prato de tambica antes da reza que era irrefutável na cosmo visão de Paim.
No dia seguinte, os pés amanhecia limpos e mamãe dizia que era o capiroto que lambia
Só assim lavamos os pés antes de dormir pelo menos por alguns dias.
Talvez não fosse recomendado para a saúde física.
Mas, de certo, era lenitivo à alma.
Saudade do meu tempo de criança
Passado que não se encontra mais.Nicola Vital
Quando fui fraca, e incrédula das minhas próprias capacidades.Todos em vinha volta continuaram acreditando e muito no meu potencial.
Geissis Bispo
