Fui

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⁠Ser jovem é sentir saudades da pessoa que serei, e aversão à pessoa que outrora fui. É querer alçar voo sem asas; desconhecer a desesperança. É encantar-me desencantando-me com a poesia da vida; é fazer dos amores e das melodias meu fôlego. É ter a doçura da imaturidade e o frescor da ousadia. É saber que a juventude há de acabar, mas viver como se não soubesse.

Inserida por sweetmarjorie

⁠Daiane & Diane — a história de mim em mim

Durante muito tempo, eu fui Daiane.
Daiane com “i”, de intensidade.
Daiane, a que mordia o mundo antes que ele me engolisse.
A menina que aprendeu a se defender muito antes de aprender a se amar.

Eu tive que ser forte.
Tive que crescer rápido.
Tive que virar mulher quando ainda nem sabia ser menina.
Fui afiada, direta, racional.
Eu falava o que pensava — sem pensar no que o outro sentia.
Não porque eu era má.
Mas porque eu não sabia como cuidar sem me machucar.

Daiane era inteligente, sedutora, estrategista.
Ela sabia sair de qualquer lugar —
mas não sabia ficar em nenhum.
Ela conquistava tudo, menos o direito de descansar.
Ela era potência pura…
mas se sentia sozinha demais para ser verdade.

Até que um dia, em silêncio, ela começou a cansar.

E foi aí que, sem fazer alarde, nasceu Diane.
Diane com "e", de essência.
A mulher que brotou da menina ferida.
A que não precisou apagar a dor,
mas resolveu transformá-la.

Diane é quem eu sou agora.
Não perfeita. Não pronta.
Mas mais leve.
Mais doce.
Mais inteira.

Eu não deixei de ser Daiane.
Só deixei de lutar contra ela.
Hoje, eu abraço.
Hoje, eu acolho.
Hoje, eu escrevo.

Porque escrever me ensinou a sentir sem medo.
Me ensinou a dizer com beleza o que antes eu dizia com dureza.
Me deu a chance de amar sem implorar.
E de me amar sem armadura.

A menina virou palavra.
A mulher virou ponte.
Entre o que fui e o que escolho ser todos os dias.

Eu sou Daiane quando preciso lembrar de onde vim.
E sou Diane quando escolho para onde vou.
No fundo, continuo sendo uma só:
essa mistura de cicatriz com luz,
de silêncio com verbo,
de lágrima com poder.

E hoje, no dia do renascimento,
eu não celebro só o que nasce —
eu celebro o que, dentro de mim, deixou de fugir e escolheu permanecer.

Inserida por dianeleite

⁠
CARTA PARA A DIANE QUE EU FUI
por Diane Leite

Diane, eu sei que você está cansada.
Eu sei que sorri para não preocupar ninguém, que aceita convites por medo do silêncio, que escuta absurdos e finge que não sente.
Eu sei que você está em lugares que não fazem seu coração vibrar, rodeada de pessoas que não escutam suas entrelinhas, e que mesmo assim, você tenta.
Você tenta se adaptar, tenta caber, tenta ser menos, tenta não assustar ninguém com a sua intensidade linda.
Mas deixa eu te contar uma coisa que você ainda não sabe: você não nasceu para caber.

Você nasceu para ocupar.
Para ocupar o espaço com a sua verdade.
Para preencher o mundo com sua sensibilidade, sua entrega, sua força e suas palavras.

Você ainda vai entender que não está errada por não gostar da noite, por preferir silêncio à festa, por querer conversa profunda ao invés de euforia passageira.
Você ainda vai perceber que não precisa mais se anestesiar, nem com comida, nem com distrações, nem com relações vazias.
E quando essa ficha cair… vai doer.
Mas vai libertar.

Você vai descobrir que o vazio que sente não é falta de alguém — é falta de si mesma.
Vai entender que as roupas que usa não estão erradas, mas os cenários sim.
Vai perceber que o seu corpo gritava há tempos, mas você tapava os ouvidos por medo de escutar.
E tudo bem.
Você estava sobrevivendo.

Mas um dia, você vai parar.
Vai se olhar no espelho com 102kg de dor acumulada, com a alma cansada de tanto ser o que esperavam.
E vai escolher voltar.
Não para o mundo — para você.

Vai se trancar por meses, sem precisar dar explicação a ninguém.
Vai chorar, rir, escrever, sentir, silenciar.
Vai revirar gavetas antigas da alma e reencontrar sonhos que você mesma escondeu.
E então, minha querida…
Você vai renascer.

Vai aprender a dizer não.
Vai deixar de ser simpática para ser sincera.
Vai parar de se doar para jardins que nunca floresceram.
E finalmente, vai perceber:
a sua vida não precisa ser uma vitrine, ela precisa ser um lar.

Hoje, eu — a Diane que nasceu depois de você — escrevo com gratidão.
Porque foi sua coragem de continuar, mesmo sem saber para onde ir, que me trouxe até aqui.
Você tropeçou, se confundiu, se perdeu… mas nunca se apagou.
E agora, eu vivo por nós duas.
Com voz firme, coração calmo, e alma livre.

Obrigada por ter aguentado tanto.
Agora pode descansar.
Eu cuido daqui.

Com amor,
Diane — aquela que você sonhou ser, mas nunca imaginou que seria tão linda assim.

Inserida por dianeleite

⁠
O poder das nossas escolhas
Autoria: Diane Leite

Fui criada com o entendimento de que cada pessoa tem direito ao livre-arbítrio. E tem. Mas a liberdade, quando não é acompanhada de consciência, vira apenas uma fuga disfarçada.
Alguns usam o livre-arbítrio para ferir. Outros, para se esconder. Muitos, simplesmente, por não saberem mais sentir.

O que descobri — e quero te lembrar — é que junto com o direito de escolher, vem o dever de se responsabilizar por cada escolha. Porque não vivemos sozinhos. Somos parte de um todo.
E o que você escolhe... reverbera.

Com o tempo, aprendi a não projetar nos outros a minha forma de amar. Eles são eles. Eu sou eu.
E eu sou amor.
Dou amor. E continuarei oferecendo aos que me tocam com verdade — mas sem mais me abandonar para ser aceita.

Onde não há ressonância, há vazio.
E onde há vazio, não é o seu lugar.
Seu lugar é dentro de si.
Inteiro. Serena. Fiel ao que sente. Feliz por quem você está se tornando.

Em vez de sofrer pelas decisões dos outros, volte-se para dentro. Pergunte-se:
Como posso me amar mais hoje?

As escolhas alheias — na família, na amizade, no amor — pertencem a eles. E você, em sua liberdade, pode escolher a si. Pode partir sem culpa. Pode permanecer sem se anular.
Pode ser luz. E ainda assim, colocar limites.

Amar não é ser refém.
Perdoar é libertar-se.

Se você é sempre quem doa e nunca é recebida, talvez tenha esquecido que é a autora da sua própria história. Que pode reescrever o roteiro.
Que pode se escolher.
E que merece reciprocidade.

Ame com coragem.
Dê com inteireza.
Mas nunca mendigue o que deveria fluir.

Neste instante, escrevo com meu filho ao lado. Olho para ele e penso:
que sorte a minha por saber amar — sem me perder de mim.
Porque amar é isso: permanecer inteira…

Inserida por dianeleite

⁠Não é a inocência da minha infância que me presta buscar, mas a pureza da criança que fui.

Inserida por ItamarRoter

Agradeço de onde vim, onde fui criada.

Inserida por ARRUDAJBde

Fui capacitada para capacitar.

Inserida por ARRUDAJBde

⁠Nasci velho e fui remoçando.
Hoje, acredite, devo ter menos de um ano.
by Elmo Writter Oliver I

Inserida por ElmoWritterOliverI

“Fui ferida pelas quedas da vida mas levantei, aí olho para trás e não vejo mais ninguém.”

Inserida por Lulena

Fui me afastando do tempo e fiquei suspensa no vento...A alma parece uma folha de papel.

Inserida por Lulena

Ontem fui pó, hoje sou tronco de galhos secos, amanhã serei raíz com ramificações de vidas singulares e imprecisas...

Inserida por Lulena

Fui estender os sonhos no varal e o sol me acenou.

Inserida por Lulena

LAVANDO EMOÇÕES...

Lavei minhas emoções no fundo do mar…
Emergi e no céu fui estender pra secar…
E enquanto isso?
- Durmo na areia e esqueço-me de acordar…

Inserida por Lulena

Eu sou hoje o que fui ontem, porém totalmente perdida no meu amanhã.

Inserida por Lulena

"Sempre fui em busca da minha felicidade, alcancei limites onde meu braço nao alcançava, já até bati contra o muro, mais nunca tive medo de começar do zero..."

Inserida por kauanpinheiro

⁠Aprendi a me amar... Demorou um pouco, confesso. Por muito tempo, fui buscando em outras pessoas a validação que só eu poderia me dar. Coloquei nas mãos de terceiros a responsabilidade de me fazer feliz, mas tudo que consegui foi me perder um pouco mais a cada decepção. Foi doloroso, mas quando finalmente enxerguei a verdade, percebi que a pessoa que tanto procurava era eu mesma.

Desde então, descobri que sou a minha melhor amiga e companheira para toda e qualquer situação. Aprendi a valorizar cada pedacinho do meu ser, com suas qualidades e imperfeições. Olhar no espelho se tornou um momento de encontro comigo mesma, onde posso admirar a mulher forte e corajosa que me tornei.

- Edna Andrade

Inserida por EdnadeAndrade

⁠Um dos meus prazeres é cozinhar. Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal, sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto! Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto. Então me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda.
Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".
Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.
William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê".
Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
(...) Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver.

Inserida por PriSpinardi

⁠Fui questionada semana passada:
"Quem é o seu melhor amigo?"
Não sei. Não uso mais essa expressão. Não faz sentido. Tenho amigos que possuem as 'chaves' para diferentes portas da minha personalidade. Alguns abrem meu coração. Outros a minha risada. Há ainda aqueles que conseguem adentrar nas minhas mais profundas confusões e vulnerabilidades. Os mais distantes de mim podem ter a chave pra um determinado momento da minha vida. Outros, que são próximos, podem não ter a chave que preciso hoje. E é ok se os seus companheiros não tiverem todas as chaves. Como seria possível que eles as tivessem? Não falham por não poder abrir todas as portas de quem você é. As minhas muitas identidades não se encaixam perfeitamente com ninguém.

Inserida por PriSpinardi

Fui criado de um jeito que nunca me faltou nada,porem nunca sobrou,isso fez com que eu aprendesse a dar valor as coisas que eu tinha.

Inserida por jacielsilva

Não valorize desgraças.
Ontem a noite, ao término de uma aula, fui surpreendido com um notícia ruim. Que um grande apresentador de televisão, havia morrido em um acidente doméstico.
Procurando melhores esclarecimentos, observei que tal óbito não ocorrera, apesar do quadro inspirar cuidado.
Mas, me assusta o alarmismo e o óbito prematuro anunciado por muitas pessoas.
Observei que as diversas reações davam como certo, o seu passamento. Ora, as pessoas estão tão entorpecidas que sequer avaliam melhor uma notícia?
Dizer que a pessoa morreu é melhor do que dizer que a pessoa está sob cuidados? Será que a teoria de quanto pior melhor, está valendo?
Sejamos sensatos, paremos para refletir melhor nossas ações. Se tiver que noticiar algo, noticie algo bom. Chega de desgraças, o mundo já está poluído demais com tanta coisa ruim acontecendo.
Valorizar, divulgar ou esparramar qualquer notícia ruim, sem a devida checagem, é no mínimo um alarmismo desnecessário.
Quando receber notícias neste nível, avalie com calma, e se possível, não repasse. Ainda há fontes confiáveis de informação.
Se o pior tivesse acontecido, penso que o respeito e uma oração seriam mais bem vindos, do que mensagens alarmistas.
Reflitamos nossos atos, quanto mais desgraças esparramamos, mais nos cercaremos por elas.
Pense nisso.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.

Inserida por Massako