Fui
Um dia Deus tirou de mim quem eu mais amava e eu que sempre fui resiliente, não consegui fazer daquele limão uma limonada.
SENA DE UM FILME
Ela surgiu no canto da Praça
Não me viu fiquei sem graça
Mais eu fui em sua direção
Quanto mais eu caminhava
Meu coração palpitava
Será se ela me viu ou não
Com olhar sincero ela sorriu
Ela Esbarou numa pedra
E caiu
Bom pra mim que foi bem em meus braços
Foi Sena de um filme segurei
Apertado seu corpo então falei
Que o destino juntou nossos passos
Esse filme foi feito pra gente
Fique nos meus braços para sempre
Se sair Não demore pra voltar
Sena que só o destino trouxe
Porque a parti de hoje
Vou viver só pra te amar.
Antonio Luís Compositor
10/08/2015
FUGITIVO
Eu virei fugitivo virei fugitivo
Eu roubei seu amor
E fui apreendido
Meu coração se prendeu a você
E o que fazer
Não me solte não
Nos seus braços é minha prisão
Não me solte nunca mais
Quero ficar preso na tua paz
Roubei seu coração
Estou preso nas grades da paixão
Poeta Antonio Luís
11:16 AM 21 de julho de 2016
A última perda me brutalizou. Parte da minha humanidade foi roubada. Sempre fui tão profundamente sentimental que me desafazia por nada. mas agora o fluxo segue seu caminho. É claro que eu me importo com os mais próximos, mas acho difícil demonstrar. Há uma parede na frente, eu sempre quis ser tão forte de modo que nada seria capaz de me abalar, o problema é que eu não consigo.
VOE COMIGO
Não consigo voar por mim mesmo, não fui agraciado com tal dom, mas é no mínimo curioso, o poder de voou, quando me permiti transcender minha próprio ignorância, e em silencio prestar atenção à vida.
Nisso, uma corujinha tyto se apresenta nos céus entre ás estrelas, seu voou, ninguém escuta, quem pode ver-la? seu canto é puro e poderoso como a fúria de um trovão. Branca como a neve, imagino seus olhos, castanhos avermelhados.
Logo atrás seu parceiro, juntos completam a dança nos céus, e por notar minha atenção, inclina sua cabeça e olha diretamente para mim, quase como que dizendo... "voe comigo".
PRESTE ATENÇÃO
Não consigo voar por mim mesmo, não fui agraciado com tal dom, mas é no mínimo curioso, o poder de voou, quando me permiti transcender minha próprio ignorância, e em silencio prestar atenção à vida.
Fé de Encontro com o Axé
O dia em que fui à Umbanda foi um dia de encontro. Encontrei um sistema de crenças profundamente enraizado na cultura brasileira, erguido sobre pilares de caridade, humildade e amor. Ali, naquela roda que girava ao ritmo do sagrado, vi o sincretismo se manifestar de maneira harmoniosa, como flores de diferentes cores e fragrâncias em um mesmo campo. Todos os meus sentidos foram despertados. A adoração ali não era apenas uma experiência espiritual; tinha cheiro, gosto, ritmo e movimento. Uma fé com o toque de axé.
Deus ali transcende os nomes e, junto d’Ele, orixás e guias, tão próximos e benevolentes, desenham uma unidade misteriosa. Divindades se entrelaçam, criando uma tapeçaria vibrante de fé. Sob o olhar atento de santos e orixás, há um terreno comum, cada um representando facetas do divino. A Umbanda é inclusiva, uma fé que abraça a universalidade da busca espiritual.
Quando a gira começou, Iansã trouxe seus ventos, e senti a poeira subir como partículas de uma história que reverbera em nossos passos. Eu, testemunha respeitosa, tentava decifrar o significado daquele movimento que parecia maior do que os corpos que dançavam. Eles giravam — alguns em profunda conexão, outros em uma quietude contemplativa, mas todos entregues a algo que, como eles, eu ainda buscava compreender.
O ritmo se intensificou, como se a própria terra pulsasse sob os pés de quem dançava. Gritos e batuques se entrelaçaram em um ápice de energia, revelando algo que não se traduz, mas se sente. Não era um clímax de liberação, mas um convite ao entendimento profundo do que somos: seres que giram e se movem, talvez para não enfrentar o silêncio ou o vazio. Na Umbanda, compreendi que o movimento é mais do que deslocamento; é a vida que persiste, é axé, a energia sagrada que demanda renovação.
Junto deles, entendi que, na dança da vida, parar é perder a conexão. Cada movimento se torna a prova de que somos mais do que corpos; somos esperança que não descansa. E, quando o ritmo acalma, somos um com a roda, com o vento, com o mistério. Quem entende o axé sabe: é preciso continuar a girar. Só assim haverá renovação, pois é o movimento que traz a mudança, a melhora.
Asas
Me ensinaram a ser chão,
a ser reto, a ser horário.
E eu fui —
fui sem vírgulas, sem desvios, sem fé,
sem delírios.
Nem andor passava por mim.
Desaprendi de voar
quando adulteci
e virei funcionário da rotina.
Guardei minhas asas na gaveta do
esquecimento,
junto de papéis amassados e promessas
vencidas.
Me acinzentei — mas os olhos, não.
Eles cansaram de ver histórias de aluguel.
Anseio por uma história que ainda não construí.
Meu conto.
Meu próprio folclore.
Quero subir novamente,
nem que seja feito um passarinho de metal,
avião de lata.
Cair para cima.
Acredito que ainda tenho tempo.
Sonhar é verbo com hélice.
Ontem, me lembrei que nasci para o alto.
Reabri a gaveta com dedos de menino.
Achei minhas asas caladas, mas inteiras.
Borrifei esperança nas penas,
reacendi o desejo pelo voo na pele.
E fui.
Voar é desobedecer o peso.
Mesmo que o vento se esqueça.
Mesmo que as asas tremam.
Alcançar os ares é importante —
reaprender a sonhar,
mesmo que o mundo diga: não.
"Construí minha casa na areia, desde então deixei de existir. Fui ludibriado pela beleza do mar. Quis tornar o transitório permanente, ter o imponderável todo dia a minha frente. Não cogitei que o mar não aceitasse concorrentes.
Notei que o mar na areia apagou meu passo. E qualquer rabisco ou rastro que faço, num toque das águas desfaço.
O desenho só durou até ser tocado. O castelo se desfez quando foi alcançado. Meu pedido de socorro foi encoberto ao ser encharcado. E nada que não existiu pode ser contado.
No mar é onde hoje jaz o meu legado.
O mar não perdoa ninguém."
Dessa vez eu fui inocente
Dessa vez eu fui inocente,
Acreditei na luz do olhar,
Nas palavras doces ao vento,
No carinho a me embalar.
Dei meu peito sem defesa,
Dei meu sonho, dei meu chão,
E em troca, a dor traiçoeira
Fez morada no coração.
Mas quem vive de esperanças
Se arrisca ao jogo da ilusão,
E o preço de tanta confiança
É o eco frio da solidão.
Ainda assim, sigo em frente,
Carrego a alma resistente,
Pois sei que amar, mesmo errante,
É ser humano, é ser valente.
Minha aldeia e dique!
Em ti fui criança!...
Sem ter, infância.
Quando, aos seis anos, vim de Monchique.
Meus amigos, oh Montes de Alvor!
Não foram, teus meninos, que me batiam,
Sem a Deus, terem temor!
Nessa escola, onde os gritos de Maria Emília, entoavam.
Mas meus amigos, foram:
As hortas, com as batatas…
E o milho, que meus pais, semeavam.
Montes de Alvor! Montes de Alvor!
Foram ainda, as tourinas vacas.
Sim tu aldeia! Dos meninos sem amor!
Para vós escrevo, oh pessoal!
Desse hotel, onde fui vosso colega!
Arménio, Miranda, Santana e outros, qu’ele emprega!
E sou o Duarte, de tempos antigos, mas ainda real!
Tenho vivido em aflição…
Sem força ter, para vos cantar, uma canção.
Mas canto-vos, este poema, meu hotel!
Onde, por vezes comi, mel!...
Estou doente, com Parkinson, doença.
Sabe pois, Dom João segundo!
E tu, Manuel da Luz e Zezinha, que de vós, não tenho ofensa!
Estando doente, vos amo ainda!...
E lembro de vós e por outros pergunto.
Eu! Já estou reformado e moro, abaixo de Coimbra!
Fui Pastor
Minha aliança contigo foi de vida e de paz,
e eu te dei ambas para que tu me temesses.
E tu na verdade de me temer foste capaz,
sem que de mim, tu mesmo te esquecesses.
Tu me deste ouvidos, naquele tempo.
A lei da verdade na tua boca esteve, sim.
E a injustiça, nos teus lábios não esteve, assim!
O meu desejo, era que estivesses, comigo sempre.
Porque tu comigo andaste em paz e grande retidão.
E a muitos apartaste de toda a iniquidade! ...
Pois o pastor, deve guardar toda a de Deus razão .
E da sua boca devem os homens receber o ensino,
pois o pastor é o da de Deus sempre verdade,
Do Senhor, foste tu no teu longo caminho! ...
HelderDuarte
Pastor
Fui pastor de ovelhas sim!
Ovelhas que tinham fome!
Fome! Fome! Fome! Fome!...
Mas de carne e de carne de homem, enfim.
Não fome, dessa verdade!
Que deviam ter, dela fome!
Mas comeram, carne de homem.
E isto sem ordem e com desordem!
Por isso, me comeram!
Me mataram;
Meu sangue, beberam!
Mas eis que, me dará vida, um pois, que pastor.
Que vem e a quem, mal fizeram!
Mas ele venceu e eu vencerei, com ele, o Senhor!
Tudo Isto
Desde sempre fui perseguido, mesmo desde criança!
Sabei povo porquê, tanta maldade na minha infância!
Depois na escola primária e mesmo no secundário,
não vieram bons tempos no meu itinerário!
Depois na minha juventude,também fui incompreendido!
E na vida até nada mesmo bem sucedido...
E assim foi até hoje, aos cinquenta e oito anos.
Sempre sofrendo, tendo na vida muitos danos!
Mas eis que descobri a razão de tanto padecer!
Meu sofrimento aconteceu, por eu em Deus sempre crer!
Por eu amar de verdade a Deus, o Senhor!
A verdade é que eu creio em Jesus Cristo,
como ele é o Divino e a todos superior.
Por isso tenho passado por tudo isto!
Fui salvo antes de ser evangélico. Sim fui quando não era evangélico, nem católico. Simplesmente. Fui salvo pelo Senhor!
