Cláudia Sueira
Se não me coube nos oceanos da sua vida. No raso das suas mares, também não me ganharás. Guarde seus segredos com você, os meus vestiram-me a pele, não saem mais de mim. Meu nome não cabe na sua boca para declamar ao mundo quem eu sou.
Aprendi de forma dolorosa a vibrar em silêncio as minhas pequenas conquistas. O mal-entendido daquilo que está claro, diz muito sobre quem realmente se alegra com a nossa evolução. Fazer leitura das pessoas é selecionar em silêncio quem deve estar no topo quando a página virar.
Todos os momentos em que achei ter encontrado o amor, meus olhos nas fotos estavam tristes. Talvez o amor não tenha nascido para mim.
A vida é tão estranha. Pessoas fazem juras de amor, nosso nome perde o lugar para os adjetivos carinhosos, e depois o nosso nome passa a ser entoado quando alguém na relação já traçou o caminho do fim, e já se vê em outra história, enquanto o outro ainda está tentando.
