Fui

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A amoreira

Hoje fui colher amoras e me lembrei de quando eu tinha oito anos. Estava na casa do meu cunhado, junto com a minha irmã, e fui brincar com as crianças no fundo do quintal. Ainda pequena e ansiosa para alcançar as amoras, peguei uma ripa de madeira pesada e a joguei para cima, na esperança de derrubar os frutos.

Mas a madeira voltou e atingiu minha cabeça. Entrei em casa dizendo que havia me machucado. Fui socorrida e levei alguns pontos.

Hoje, ao colher amoras que estavam exatamente na altura das minhas mãos, percebi o quanto essa lembrança se parece com a vida.

Quantas vezes tentei alcançar coisas e pessoas que ainda não estavam ao meu alcance? Quantas vezes não tive maturidade para lidar com o peso de determinadas situações e, por isso, acabei sangrando?

Mas o tempo passou. Eu cresci. Hoje, muitas oportunidades estão ao alcance das minhas mãos, e cabe somente a mim decidir o que colher. Aprendi que tudo tem o seu tempo determinado para acontecer e que todo plantio, um dia, se transforma em colheita.

Por isso, saboreie a sua amora. Mas nunca se esqueça das cicatrizes que carrega por ter tentado colher antes do tempo certo.

SUPERAÇÃO...


"Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar." (Josué 1.9)


Você já percebeu que nada pode tirar de nós a força de querer vencer? Independentemente de você crer ou não, Deus é especialista em nos dar essa força: superação!


- Superamos o medo nas adversidades.
- Superamos as perdas nos naufrágios da vida.
- Superamos os traumas deixados pelo tempo.
- Superamos as lágrimas nas noites frias.
- Superamos as crises quando o céu parece de bronze.
- Superamos a desconfiança em tempos de silêncio.
- Superamos a dor quando ela insiste em morar em nós.


Passei apenas para lhe dizer: reaja! Não permita que os seus medos o afoguem.


Você nasceu para isso!


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Jardim de Pragas Antigas


Era uma quinta feira normal, fui pra escola como sempre, sentei-me em minha carteira e esperei a aula começar. Tudo estava ocorrendo normal como todos os dias, conversas sem pausa, professores pedindo por respeito e alunos que não fechavam a boca por nada. Até que chegou a aula de sociologia, a professora estava lecionando sobre cultura, e entre uma palavra e outra trouxe o exemplo do carnaval, uma cultura muito forte no Brasil. Quando que do nada percebi os diversos comentários horríveis: ‘O povo que vai pro carnaval deve ir pro inferno’, ‘esse povo da Bahia, que cultua a macumba, é do demônio’. Isso e muito mais foi o que alguns meninos falaram. O clima ficou pesado, senti como se tivesse caído uma tempestade em cima de mim, a umbanda faz parte de mim, e escutar aquilo colocou-me no tão temido inferno que eles acreditam.


Fiquei pensando naqueles meninos, esses atos não são de agora, remetem ao passado, são como ervas daninhas em um jardim florido, mas que apesar de destruir todos os diferentes à sua volta, tem raízes profundas, tão fundas que remetem ao descobrimento das terras que conhecemos hoje. São plantas tão bem estruturadas que não são mortas com qualquer veneno, a cada novo ser que nasce nesse jardim, ele é brutalmente infectado, fazendo-o proferir a mesma praga de seus antecessores. Aqueles que não são contaminados, sofrem com essa praga, combatem-na com toda a sua força, são pessoas que ainda acreditam na salvação desse canteiro. Esses novos seres que nascem, são os únicos que podem acabar com o padrão de contaminação, já que estas plantas jovens têm seus caules mais puros e se olhassem para outro lado, poderiam se agarrar em vegetações firmes, assim seriam livres dessas ervas daninhas.


O silêncio ecoava pelos corredores, era uma quietude que doía e ao mesmo tempo ardia na alma, tudo aquilo estava sem controle, nenhuma palavra vinha para acalmar aquela tempestade, e nem se quer uma tentativa de segurar aquelas pragas. Tudo estava já danificado, eu teria de ser forte, já que ninguém estava lá para arrancar as ervas daninhas. Mas mesmo que calassem-nas, não adiantava mais, raízes profundas não morrem com o corte do caule, devem ser tratadas em essência.


Quando bateu o sinal para finalmente ir para casa, fechei a mochila e fui caminhando para casa. O peso da mochila era gigante, o silêncio amedrontador da escola misturado com todas aquelas ervas daninhas ao meu redor, e aquela tempestade imensa em cima da minha cabeça. Refleti o caminho todo, não sou como eles, pensei, e é isso que importa. Enquanto mergulham em águas turbulentas, eu vivo a minha fé, e caminho por jardins límpidos. Claro, tenho muita vontade de curar suas pragas, mas não sou capaz, só eles próprios podem acabar com um padrão imposto em seu interior. Só sei de uma coisa, algum dia a própria terra em que estão plantadas, cobrará o preço, o inverno chega e só fica quem é verdadeiro e saudável por dentro.

Fui à sorveteria
para só ver-te

Minha mãe sempre foi minha maior voz crítica, sempre fui sensível a ponto de já nascer aos berros.

Deixa-me Voar!

Em mim,
já fui transformação…
Amores não
me prendem mais!
Sou asas.
Sou sonhos.
Sou borboleta.
Rosa, verde…amarela!
Sou vestida de sonhos…
Deixa-me voar!!
O meu néctar é o amor.
Ele eu preciso buscar.
Abra as portas
da minha prisão.
E deixa-me voar!
Voar…
Preciso de liberdade
para meu amor encontrar…

Eu me lembro...

Da última vez em que não fui escolhida e doeu,
Da última vez em que o orgulho vestiu minha voz,
Lembro da última vez em que uma atitude me feriu e eu procurei convencer alguém a maneira certa de agir mesmo a pessoa não demostrando tanto interesse em assim fazer.
Lembro da última vez em que lutei para ser compreendida, como se o entendimento pudesse ser arrancado pela insistência.
Lembro da última vez em que ergui a voz, acreditando que o volume faria justiça ao que o coração sentia.
Lembro da última vez em que tentei provar o meu valor, como se ele dependesse do olhar de quem nunca soube enxergá-lo,

E sabe porque me lembro de todas essas últimas vezes? Porque elas aconteceram e veio um choque de realidade junto, uma total clareza interna.

E esse choque, foi o marco para nunca mais acontecer novamente.
Há dores que apenas machucam, e Outras que esculpem,
Foi no atrito dessas quedas que Deus foi desmontando, uma a uma, as versões de mim que sobreviviam pela reação.

Hoje já não preciso correr atrás para ser escolhida, nem convencer para ser compreendida, nem gritar para existir.

QUEBREI O CICLO.

E talvez esse seja o milagre mais silencioso: perceber que a maior vitória não foi mudar o coração ou as atitudes de alguém, mas permitir que o meu coração fosse transformado.
Porque há libertações que não chegam quando as circunstâncias mudam,
Elas chegam quando a alma aprende que paz vale mais do que razão, e que quem conhece o próprio valor já não implora por lugares que não é bem recebido.

Já fui detento,
prisioneiro desta minha liberdade...

Às vezes as pessoas que escrevem romances podem ser tão pedantes e centradas em si. Eu nunca fui fã dos livros. Nunca pediria um autógrafo para um autor. Eu sou um não-leitor muito orgulhoso.

Não queria ser mãe, mas fui
Não queria casar, mas casei
Não queria estar nessa cidade, mas estou
Não queria viver assim, mas vivo
Não queria nada disso, mas, mas, mas...
Já se questionou hoje?

Deriva

Eu não me sinto em casa, pois fui eu quem se lançou para fora dela. Hoje, as paredes sabem o meu nome, mas não me reconhecem.

Eu já não me sinto em mim. Habito este corpo como quem ocupa um traje espacial em missão sem retorno, ou como quem vive em um quarto barato demais para reclamar e caro demais para abandonar.

Há dias em que caminho pela própria consciência como um inquilino com o aluguel atrasado, evitando fazer barulho para não ser expulso. Abro as gavetas da memória e encontro apenas recibos de versões antigas de mim. Todas vencidas.

Não é que o mundo tenha me posto para fora. Não. Fui eu quem saiu aos poucos, deixando as luzes acesas para fingir que ainda morava aqui.

Agora está tudo silencioso: só a expansão infinita e a própria respiração dentro do capacete. Não há grito; o som não se propaga no vácuo. Foi um afastamento quase imperceptível, um desencaixe mínimo entre rota e propósito.

Resta o eco de alguém que já fui e que, se me encontrasse na rua, talvez atravessasse para o outro lado.

A cada dia que venço a mim mesmo, dou um passo em direção a um destino maior do que um dia fui capaz de imaginar. Minha maior batalha nunca foi contra os outros, mas contra mim mesmo. E isso basta: vencer a mim mesmo.

Ainda não cheguei onde quero, mas já não sou quem um dia fui.

O silêncio da minha alma


Fui me apagando aos poucos...
E eu nem percebi.
Lutava sem saber,
Implorava sem querer...


Demorou,
Mas entendi.
Tentei,
Briguei,
Estava numa guerra.


Eu queria de volta a minha personalidade,
A guerreira
Que vencia tudo
E todos.


Onde me perdi?
Onde deixei de existir?


Mas isso não era certo,
E eu não desistiria.


Na luta por me encontrar,
Já não sabia
Se me achava...
Ou mais me perdia.)

Eu fui luz. Só não fiquei onde me apagavam.

Pensando nas vezes em que fui usado,🤔 não é estranho o consentimento de minha parte, pois eu achava as pessoas em questão, maravilhosas👀.
No fim, aprendi que consentimento é igual aceitar termos de uso sem ler — você clica em ‘aceito’ achando que vai ser divertido, e quando vê já tá pagando em parcelas emocionais com juros.🫣😖🤣

⁠Continuo... sim

Continuum
Nunca fui ponto final.
Continuo…
Se leres os versos meus
verás que continuo…
um continuuum constante.
Constantemente.
Acordo cada manhã.
Escrevo mil linhas… em cada linha não te quero mais sozinha…
digo o quanto quero que voltes a ser minha.
Lês tu ao menos uma linha?
Meu eterno pode ser um fantástico segundo.
O segundo que teus olhos cruzam meus escritos…
Um segundo bendito.
Teço na minha alma este eterno segundo…
como se fosse todo o tempo do mundo.

Fui casa caída, bandeira ao vento,
fui rua sem nome e jardim sem dono.
Mas reguei minha ausência com esperança,
e plantei amor até no chão do abandono.
Pettrulho. Pedro Soares Ribeiro

Fui explorado, fui roubado,
Mas sigo firme e animado,
24 de janeiro é celebrado,
Ganhei o dia do aposentado.


Benê Morais
⁠

Sou tudo...




Já fui muito, já fui pouco,


Já fui tudo, já fui nada,


As mudanças são repentinas, as pessoas passam,


No fim, sou tudo sem nada.